Uma amostra das questões. Crie uma conta para resolver todas com correção e comentário.
UNICENTRO20161a faseQuestao 1PortuguêsMedia
Leia a canção e a charge a seguir e responda às questões de 1 a 5.
**Asa Branca**
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chores não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro
Não chores não, viu?
Que eu voltarei, viu meu coração.
(GONZAGA, L.; TEIXEIRA, H. Asa Branca. Acesso em: 9 set. 2015.)
Acerca da canção, considere as afirmativas a seguir.
I. Apresenta o nordestino, diante de suas mazelas, completamente sem esperança porque a seca, nessa região, é irreversível, contínua, implacável. II. A letra dessa canção é um verdadeiro lamento diante do problema do homem nordestino. III. A canção retrata a seca que castigava o sertão, forçando os moradores daquele lugar a deixar sua terra e sua família para tentar melhores condições de vida. IV. Traz, além da temática da seca, um certo teor religioso e romântico.
Assinale a alternativa correta.
Imagens anexadas
A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20161a faseQuestao 2PortuguêsMedia
Leia a canção e a charge a seguir e responda às questões de 1 a 5.
**Asa Branca**
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chores não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro
Não chores não, viu?
Que eu voltarei, viu meu coração.
(GONZAGA, L.; TEIXEIRA, H. Asa Branca. Acesso em: 9 set. 2015.)
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a figura de linguagem expressa nos versos da canção.
Imagens anexadas
A)“Quando olhei a terra ardendo / Qual fogueira de São João” – Comparação.
B)“Que braseiro, que fornalha / Nem um pé de plantação” – Hipérbole.
C)“Então eu disse adeus Rosinha / Guarda contigo meu coração” – Prosopopeia.
D)“Espero a chuva cair de novo / Pra mim voltar pro meu sertão – Aliteração.
E)“Quando o verde dos teus olhos / Se espalhar na plantação” – Pleonasmo.
UNICENTRO20161a faseQuestao 3PortuguêsMedia
Leia a canção e a charge a seguir e responda às questões de 1 a 5.
**Asa Branca**
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chores não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro
Não chores não, viu?
Que eu voltarei, viu meu coração.
(GONZAGA, L.; TEIXEIRA, H. Asa Branca. Acesso em: 9 set. 2015.)
Em relação aos aspectos gramaticais da norma padrão da língua portuguesa, considere as afirmativas a seguir.
I. Em “Por falta d’água perdi meu gado”, há um sujeito elíptico. II. Em “Então eu disse adeus Rosinha / Guarda contigo meu coração”, há uma inadequação de pessoa do verbo guardar. III. Em “Espero a chuva cair de novo / Pra mim voltar pro meu sertão”, o pronome oblíquo foi usado corretamente. IV. Em “Que eu voltarei, viu / Meu coração”, há um vocativo.
Assinale a alternativa correta.
Imagens anexadas
A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20161a faseQuestao 4PortuguêsMedia
Leia a canção e a charge a seguir e responda às questões de 1 a 5.
**Asa Branca**
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chores não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro
Não chores não, viu?
Que eu voltarei, viu meu coração.
(GONZAGA, L.; TEIXEIRA, H. Asa Branca. Acesso em: 9 set. 2015.)
Considerando o conceito de intertextualidade, assinale a alternativa correta.
Imagens anexadas
A)A canção é uma paródia da charge a partir da temática dos retirantes nordestinos.
B)A canção é um intertexto da charge, apresentando a migração como tema principal.
C)A canção é um intertexto da charge a partir da intertextualidade estrutural e do tema.
D)A charge traz uma intertextualidade temática em relação à canção, em um direcionamento inverso em relação ao tema.
E)A charge é um intertexto da canção na estrutura, mas não no tema.
UNICENTRO20161a faseQuestao 5PortuguêsMedia
Leia a canção e a charge a seguir e responda às questões de 1 a 5.
**Asa Branca**
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação
Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d'água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão
Até mesmo a asa branca
Bateu asas do sertão
Então eu disse adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro não chores não, viu
Que eu voltarei, viu
Meu coração
Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim voltar pro meu sertão
Quando o verde dos teus olhos
Se espalhar na plantação
Eu te asseguro
Não chores não, viu?
Que eu voltarei, viu meu coração.
(GONZAGA, L.; TEIXEIRA, H. Asa Branca. Acesso em: 9 set. 2015.)
Em relação à charge, considere as afirmativas a seguir.
I. É uma sátira em relação à migração, na direção inversa, mas por motivos semelhantes aos das migrações ocorridas no início do século XX. II. É uma sátira referente às migrações e à falta de emprego em São Paulo, redirecionando muitos trabalhadores a outras regiões. III. É uma crítica ao inchaço da cidade de São Paulo, ocasionado pela migração ocorrida no início do século XX, a qual acarretou a crise da água no século XXI. IV. O tema principal está relacionado à crise da água em São Paulo, intensificada nos últimos anos.
Assinale a alternativa correta.
Imagens anexadas
A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20161a faseQuestao 6PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 6 a 8.
(Disponível em: <http://aprendizdeescritor.com.br/o-poder-de-uma-virgula/>. Acesso em: 2 set. 2015.)
Esse texto fez parte da campanha publicitária institucional da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em 2008, em comemoração aos seus 100 anos de existência. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o objetivo principal do texto.
Imagens anexadas
A)Apresentar ao leitor o resultado de uma pesquisa sobre os usos da vírgula no cotidiano.
B)Convencer o leitor da importância da vírgula, levando-o a usá-la corretamente.
C)Explicitar a função de fiscalização da ABI diante das ações da imprensa.
D)Ensinar o leitor a utilizar corretamente esse tipo de pontuação.
E)Indicar novos usos da vírgula em textos publicitários.
UNICENTRO20161a faseQuestao 7PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 6 a 8.
(Disponível em: <http://aprendizdeescritor.com.br/o-poder-de-uma-virgula/>. Acesso em: 2 set. 2015.)
Leia o trecho a seguir.
UMA VÍRGULA MUDA TUDO. ABI. 100 ANOS LUTANDO PARA QUE NINGUÉM MUDE NEM UMA VÍRGULA DA SUA INFORMAÇÃO.
Com base nesse trecho, considere as afirmativas a seguir.
I. A segunda palavra vírgula possui duplo sentido. II. Em “nem uma vírgula”, pode-se depreender que se trata de alterações eventualmente realizadas pela imprensa no conteúdo das informações. III. Transparece a preocupação da ABI quanto aos erros gramaticais cada vez mais frequentes em textos jornalísticos. IV. O pronome possessivo “sua” está se referindo à ABI.
Assinale a alternativa correta.
Imagens anexadas
A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20161a faseQuestao 8PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 6 a 8.
(Disponível em: <http://aprendizdeescritor.com.br/o-poder-de-uma-virgula/>. Acesso em: 2 set. 2015.)
No período “100 anos lutando para que ninguém mude nem uma vírgula da sua informação”, a segunda oração se relaciona com a primeira para indicar
Imagens anexadas
A)causa.
B)condição.
C)consequência.
D)finalidade.
E)proporcionalidade.
UNICENTRO20161a faseQuestao 9PortuguêsMedia
Leia a crônica a seguir e responda às questões de 9 a 11. Receita para mal de amor
Minha querida amiga: Sim, é para você mesma que estou escrevendo – você que aquela noite disse que estava com vontade de me pedir conselhos, mas tinha vergonha e achava que não valia a pena, e acabou me formulando uma pergunta ingênua: – Como é que a gente faz para esquecer uma pessoa? E logo depois me pediu que não pensasse nisso e esquecesse a pergunta, dizendo que achava que tinha bebido um ou dois uísques a mais... Sei como você está sofrendo, e prefiro lhe responder assim pelas páginas de uma revista – fazendo de conta que me dirijo a um destinatário suposto. Destinatário, destinatária... Bonita palavra: não devia querer dizer apenas aquele ou aquela a quem se destina uma carta, devia querer dizer também a pessoa que é dona do destino da gente. Joana é minha destinatária. Meu destino está em suas mãos; a ela se destinam meus pensamentos, minhas lembranças, o que sinto e o que sou: todo este complexo mais ou menos melancólico e todavia tão veemente de coisas que eu nasci e me tornei. Se me derem para encher uma fórmula impressa ou uma ficha de hotel eu poderei escrever assim: Procedência – São Paulo; Destino – Joana. Pois é somente para ela que eu marcho. No táxi, no bonde, no avião, na rua, não interessa a direção em que me movo, meu destino é Joana. Que importa saber que jamais chegarei ao meu destino? Isso eu gostaria de lhe dizer, minha amiga, com a autoridade triste do mais vivido e mais sofrido: amar é um ato de paciência e de humildade; é uma longa devoção. Você me responderá que não é nada disso; que você já chegou ao seu destinatário e foi devolvida como se fosse uma carta com o endereço errado. Que teve alguns dias, algumas horas de felicidade, e por isso agora sofre de maneira insuportável. Então lhe aconselho a comprar um canivete bem amolado e afinar dezoito pedacinhos de pau até ficarem bem pontudos, bem lisos, perfeitamente torneados – e depois deixá-los a um canto. Apanhar uma folha de papel tamanho ofício e enchê-la com o nome de seu amado, escrevendo uma letra bem bonita, de preferência com tinta azul. Em seguida faça com essa folha um aviãozinho, e o jogue pela janela. Observe o voo e a aterrissagem. Depois desça, vá lá fora, apanhe o avião de papel, desdobre a folha novamente (pode passá-la a ferro, para o serviço ficar mais perfeito e não haver mais nenhum indício da construção aeronáutica) e volte a dobrá-la, desta vez ao meio. Dobre outras vezes, até obter o menor retângulo possível. Então, com o canivete, vá cortando as partes dobradas até transformar toda a folha em minúsculos papeizinhos, tão pequenos que o nome de seu amado não deve caber inteiro em nenhum deles. Aí, apanhe todos aqueles pauzinhos que tinha deixado a um canto e, com os pedacinhos de papel, faça uma fogueira com o máximo cuidado até que restem somente cinzas. A seguir poderá repetir a operação... – Adianta alguma coisa? Por favor, querida amiga, não me faça esta pergunta. Nada adianta coisa alguma, a não ser o tempo; e fazer fogueirinhas é um meio tão bom quanto qualquer outro de passar o tempo. (BRAGA, R. A Traição das Elegantes. Rio de Janeiro: Record, 1982. p.17.)
Acerca das características gerais da crônica, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) Seu destinatário é Joana, seu grande amor. ( ) O uso do pronome de tratamento “você” traz uma esfera de intimidade com o leitor. ( ) Não é possível identificar o destinatário da carta. ( ) O tom da conversa é quebrado pelo uso formal da linguagem. ( ) É uma resposta ao questionamento sobre a relação amorosa.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
A)V, V, F, F, F.
B)V, F, V, F, V.
C)F, V, V, V, F.
D)F, V, F, F, V.
E)F, F, V, V, F.
UNICENTRO20161a faseQuestao 10PortuguêsMedia
Leia a crônica a seguir e responda às questões de 9 a 11. Receita para mal de amor
Minha querida amiga: Sim, é para você mesma que estou escrevendo – você que aquela noite disse que estava com vontade de me pedir conselhos, mas tinha vergonha e achava que não valia a pena, e acabou me formulando uma pergunta ingênua: – Como é que a gente faz para esquecer uma pessoa? E logo depois me pediu que não pensasse nisso e esquecesse a pergunta, dizendo que achava que tinha bebido um ou dois uísques a mais... Sei como você está sofrendo, e prefiro lhe responder assim pelas páginas de uma revista – fazendo de conta que me dirijo a um destinatário suposto. Destinatário, destinatária... Bonita palavra: não devia querer dizer apenas aquele ou aquela a quem se destina uma carta, devia querer dizer também a pessoa que é dona do destino da gente. Joana é minha destinatária. Meu destino está em suas mãos; a ela se destinam meus pensamentos, minhas lembranças, o que sinto e o que sou: todo este complexo mais ou menos melancólico e todavia tão veemente de coisas que eu nasci e me tornei. Se me derem para encher uma fórmula impressa ou uma ficha de hotel eu poderei escrever assim: Procedência – São Paulo; Destino – Joana. Pois é somente para ela que eu marcho. No táxi, no bonde, no avião, na rua, não interessa a direção em que me movo, meu destino é Joana. Que importa saber que jamais chegarei ao meu destino? Isso eu gostaria de lhe dizer, minha amiga, com a autoridade triste do mais vivido e mais sofrido: amar é um ato de paciência e de humildade; é uma longa devoção. Você me responderá que não é nada disso; que você já chegou ao seu destinatário e foi devolvida como se fosse uma carta com o endereço errado. Que teve alguns dias, algumas horas de felicidade, e por isso agora sofre de maneira insuportável. Então lhe aconselho a comprar um canivete bem amolado e afinar dezoito pedacinhos de pau até ficarem bem pontudos, bem lisos, perfeitamente torneados – e depois deixá-los a um canto. Apanhar uma folha de papel tamanho ofício e enchê-la com o nome de seu amado, escrevendo uma letra bem bonita, de preferência com tinta azul. Em seguida faça com essa folha um aviãozinho, e o jogue pela janela. Observe o voo e a aterrissagem. Depois desça, vá lá fora, apanhe o avião de papel, desdobre a folha novamente (pode passá-la a ferro, para o serviço ficar mais perfeito e não haver mais nenhum indício da construção aeronáutica) e volte a dobrá-la, desta vez ao meio. Dobre outras vezes, até obter o menor retângulo possível. Então, com o canivete, vá cortando as partes dobradas até transformar toda a folha em minúsculos papeizinhos, tão pequenos que o nome de seu amado não deve caber inteiro em nenhum deles. Aí, apanhe todos aqueles pauzinhos que tinha deixado a um canto e, com os pedacinhos de papel, faça uma fogueira com o máximo cuidado até que restem somente cinzas. A seguir poderá repetir a operação... – Adianta alguma coisa? Por favor, querida amiga, não me faça esta pergunta. Nada adianta coisa alguma, a não ser o tempo; e fazer fogueirinhas é um meio tão bom quanto qualquer outro de passar o tempo. (BRAGA, R. A Traição das Elegantes. Rio de Janeiro: Record, 1982. p.17.)
Em relação ao título e ao conteúdo do texto, considere as afirmativas a seguir.
I. Quando prescritos por especialistas, os conselhos amorosos têm grande possibilidade de dar certo. II. Apesar de se chamar “Receita”, o texto não contém todos os elementos típicos de um texto instrucional. III. Como um texto instrucional, o gênero receita é construído com o uso de verbos no modo imperativo. IV. Para o eu do cronista, os conselhos não resolverão os problemas, só servirão para passar o tempo.
Assinale a alternativa correta.
A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20161a faseQuestao 11PortuguêsMedia
Leia a crônica a seguir e responda às questões de 9 a 11. Receita para mal de amor
Minha querida amiga: Sim, é para você mesma que estou escrevendo – você que aquela noite disse que estava com vontade de me pedir conselhos, mas tinha vergonha e achava que não valia a pena, e acabou me formulando uma pergunta ingênua: – Como é que a gente faz para esquecer uma pessoa? E logo depois me pediu que não pensasse nisso e esquecesse a pergunta, dizendo que achava que tinha bebido um ou dois uísques a mais... Sei como você está sofrendo, e prefiro lhe responder assim pelas páginas de uma revista – fazendo de conta que me dirijo a um destinatário suposto. Destinatário, destinatária... Bonita palavra: não devia querer dizer apenas aquele ou aquela a quem se destina uma carta, devia querer dizer também a pessoa que é dona do destino da gente. Joana é minha destinatária. Meu destino está em suas mãos; a ela se destinam meus pensamentos, minhas lembranças, o que sinto e o que sou: todo este complexo mais ou menos melancólico e todavia tão veemente de coisas que eu nasci e me tornei. Se me derem para encher uma fórmula impressa ou uma ficha de hotel eu poderei escrever assim: Procedência – São Paulo; Destino – Joana. Pois é somente para ela que eu marcho. No táxi, no bonde, no avião, na rua, não interessa a direção em que me movo, meu destino é Joana. Que importa saber que jamais chegarei ao meu destino? Isso eu gostaria de lhe dizer, minha amiga, com a autoridade triste do mais vivido e mais sofrido: amar é um ato de paciência e de humildade; é uma longa devoção. Você me responderá que não é nada disso; que você já chegou ao seu destinatário e foi devolvida como se fosse uma carta com o endereço errado. Que teve alguns dias, algumas horas de felicidade, e por isso agora sofre de maneira insuportável. Então lhe aconselho a comprar um canivete bem amolado e afinar dezoito pedacinhos de pau até ficarem bem pontudos, bem lisos, perfeitamente torneados – e depois deixá-los a um canto. Apanhar uma folha de papel tamanho ofício e enchê-la com o nome de seu amado, escrevendo uma letra bem bonita, de preferência com tinta azul. Em seguida faça com essa folha um aviãozinho, e o jogue pela janela. Observe o voo e a aterrissagem. Depois desça, vá lá fora, apanhe o avião de papel, desdobre a folha novamente (pode passá-la a ferro, para o serviço ficar mais perfeito e não haver mais nenhum indício da construção aeronáutica) e volte a dobrá-la, desta vez ao meio. Dobre outras vezes, até obter o menor retângulo possível. Então, com o canivete, vá cortando as partes dobradas até transformar toda a folha em minúsculos papeizinhos, tão pequenos que o nome de seu amado não deve caber inteiro em nenhum deles. Aí, apanhe todos aqueles pauzinhos que tinha deixado a um canto e, com os pedacinhos de papel, faça uma fogueira com o máximo cuidado até que restem somente cinzas. A seguir poderá repetir a operação... – Adianta alguma coisa? Por favor, querida amiga, não me faça esta pergunta. Nada adianta coisa alguma, a não ser o tempo; e fazer fogueirinhas é um meio tão bom quanto qualquer outro de passar o tempo. (BRAGA, R. A Traição das Elegantes. Rio de Janeiro: Record, 1982. p.17.)
Acerca dos recursos linguísticos presentes na crônica, assinale a alternativa correta.
A)Em “você que aquela noite disse que estava com vontade de me pedir conselhos, mas tinha vergonha”, a oração sublinhada tem valor de adição.
B)Em “aquela a quem se destina uma carta”, “uma carta” exerce a função de objeto direto de “destinar”.
C)Em “Joana é minha destinatária”, o trecho sublinhado é predicativo do sujeito.
D)Em “Se me derem para encher uma fórmula impressa ou uma ficha de hotel eu poderei escrever assim: Procedência – São Paulo; Destino – Joana”, há um período composto por coordenação.
E)Em “faça uma fogueira com o máximo cuidado até que restem somente cinzas”, os termos sublinhados foram usados no sentido conotativo.
UNICENTRO20161a faseQuestao 12PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 12 a 15.
Internet é coisa do passado
Para especialista, humanos estarão cada vez mais integrados com tecnologia. Não, um futurista não é alguém que veio do futuro para nos prevenir a respeito do domínio das máquinas e o início de uma guerra sem fim. Muito pelo contrário, Tiago Mattos é multiempreendedor, educador, palestrante e formado pela Singularity University como futurista e seu trabalho é entender que tendências a tecnologia está seguindo. Para entrar no curso, o empreendedor gaúcho de 35 anos de idade foi avaliado com a capacidade de impactar um bilhão de pessoas em dez anos. De acordo com ele, a revolução da Internet já passou e, agora, o futuro aponta para uma integração cada vez maior entre homens e tecnologias. A Singularity University é uma iniciativa da NASA em parceria com o Google e tem como meta principal discutir e encontrar novos caminhos da cultura digital e pós-digital. “O pensamento humano é linear. Já o pensamento dos computadores funciona de acordo com uma lógica exponencial. A cada dezoito meses, mais ou menos, nossa capacidade duplica. Por isso, a velocidade da evolução é cada vez maior”, explica Mattos. Depois da Internet, segundo as discussões da Singularity, três novas revoluções em curso ditam as tendências do futuro próximo: genética/biotecnologia, nanotecnologia e robótica/inteligência artificial. Mattos explica que os anos de 1980 foram transformados pela computação, os 1990 pela Internet e os 2000/2010 viveram o advento dos sensores e da Internet das coisas, agora, o momento já é outro. As interações entre os objetos e os humanos devem se intensificar e se complexificar. “Este é um processo irreversível. Se já temos smartphone, SmarTVs... as coisas ficarão cada vez mais “espertas” e nós, humanos, somos apenas mais uma dessas coisas”, afirma Tiago. As novas revoluções já começaram Talvez, para um terráqueo das antigas, muito pode parecer roteiro de ficção científica, mas as três revoluções citadas por Mattos já estão a pleno vapor. Pesquisas para desenvolvimento de órgãos humanos com impressoras 3D, realidade aumentada para uso pedagógico em simulações de situações de risco e funções de dispositivos móveis capazes de monitorar condições médicas dos usuários ou acessar dados bancários remotamente são exemplos de como essas novas tecnologias já estão em nosso dia a dia. E, pelo visto, vem muito mais por aí. (Adaptado de: RODRIGUES, Ennio. Internet é coisa do passado. Disponível em: <http://super.abril.com.br/tecnologia/internet-ecoisa-do-passado>. Acesso em: 21 jul. 2015.)
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
A)Genética/biotecnologia, nanotecnologia e robótica/inteligência artificial são mecanismos que substituem as funções da Internet atualmente.
B)A inteligência humana está sendo substituída pela ciência robótica, que é linear e, consequentemente, mais ágil.
C)A Internet está ultrapassada, e não haverá mais a necessidade do seu uso em aproximadamente um ano e meio.
D)As impressoras 3D têm fins similares aos dispositivos móveis.
E)As tecnologias estão cada vez mais avançadas, e sua evolução visa ajudar a humanidade em questões que não seriam possíveis sem esses instrumentos.
No Presarium Vestibulares, você resolve essas questões com correção na hora, comentário e um painel que cruza a incidência com o seu desempenho — e monta sua lista de prioridade automaticamente.