Prova · UNICENTRO 2018

Prova UNICENTRO 2018: questões por disciplina

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Questões da prova UNICENTRO 2018

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UNICENTRO20181a faseQuestao 1PortuguêsMedia
Texto 01 O animal satisfeito dorme, Mário Sérgio Cortella O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação. A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas. Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue? Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento. Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio. Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar. Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando… Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”… Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella. Disponível em: <http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/> Assinale a única alternativa incorreta em relação à leitura e à interpretação do texto 01.
  1. A)Podemos inferir que, através de uma metáfora, presente no primeiro parágrafo, o autor introduz a ideia principal do texto: o indivíduo acomoda-se quando está satisfeito com a sua condição atual.
  2. B)Para o autor, de acordo com o texto, a sensação de satisfação inicia um período de dormência que, infelizmente, não pode ser interrompida a não ser pela fome excessiva.
  3. C)De acordo com as opiniões do autor, o fato de alguém dizer " estou muito satisfeita com teu trabalho” deveria ser visto de maneira assustadora.
  4. D)Um bom filme, um bom livro, de acordo com o texto, deveriam provocar na audiência, no leitor, a sensação de “quero mais”.
  5. E)Podemos inferir, lendo o texto que, para o autor, o que se desgasta são bens como sapatos, geladeiras, eletrodomésticos, por exemplo. Com o homem, o que acontece é um constante aprendizado. Tal fato pode ser comprovado na passagem: “Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.”
UNICENTRO20181a faseQuestao 2PortuguêsMedia
Texto 01 O animal satisfeito dorme, Mário Sérgio Cortella O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação. A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas. Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue? Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento. Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio. Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar. Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando… Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”… Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella. Disponível em: <http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/> Assinale a única alternativa incorreta sobre os aspectos formais do texto e sua interpretação:
  1. A)A linguagem apresentada no texto é acessível, de forma que se pode compreender o texto sem maiores dificuldades.
  2. B)A palavra “emagrecer”, no texto, foi colocada em destaque. Tal fato ocorre visto que esse tem sido um dos temas de discussão bastante comuns na atualidade.
  3. C)O autor se vale de comparações (um filme, um livro) para reforçar a ideia de que a satisfação pode acomodar as pessoas.
  4. D)O autor conclui seu texto retomando Guimarães Rosa, citado na primeira linha do primeiro parágrafo.
  5. E)O texto é encerrado com a oposição do significado das palavras escuro e claro. Essa oposição é incoerente e conduz o leitor a uma reflexão errônea de que, depois da escuridão, sempre vem a luz.
UNICENTRO20181a faseQuestao 3PortuguêsMedia
Texto 01 O animal satisfeito dorme, Mário Sérgio Cortella O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação. A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas. Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue? Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento. Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio. Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar. Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando… Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”… Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella. Disponível em: <http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/> Sobre os processos de formação de palavras que compõem o texto 01, assinale a única alternativa correta.
  1. A)A palavra “estudar” é formada por derivação prefixal e sufixal.
  2. B)A palavra “emagrecer” é formada por derivação parassintética.
  3. C)A palavra “gastando” é formada por derivação prefixal.
  4. D)A forma verbal “vive” é formada por derivação imprópria.
  5. E)A palavra “surpreendente” é formada por composição por justaposição.
UNICENTRO20181a faseQuestao 4PortuguêsMedia
Texto 01 O animal satisfeito dorme, Mário Sérgio Cortella O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação. A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas. Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue? Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento. Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio. Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar. Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando… Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”… Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella. Disponível em: <http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/> Assinale a alternativa que estiver em desacordo com as relações morfossintáticas presentes neste fragmento: “Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando…”
  1. A)Os termos “Diante dessa realidade” exercem a função sintática de adjunto adverbial de tempo.
  2. B)Temos um período composto, em que “acreditar na ideia” funciona como uma oração subordinada substantiva subjetiva.
  3. C)Neste mesmo período, os termos “de que uma pessoa, (...), mais velha fica”, completam o termo “ideia”, constituindo, por isso, uma oração subordinada substantiva completiva nominal.
  4. D)Este período apresenta pelo menos uma oração subordinava adverbial proporcional.
  5. E)Em: “... para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando…”, temos uma oração subordinada adverbial final.
UNICENTRO20181a faseQuestao 5PortuguêsMediaAnulada
Texto 01 O animal satisfeito dorme, Mário Sérgio Cortella O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação. A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas. Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue? Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento. Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio. Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar. Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando… Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente. Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”… Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella. Disponível em: <http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/> Assinale a única alternativa incorreta em relação aos aspectos gramaticais presentes no texto 01.
  1. A)As palavras cairmos e existencial são paroxítonas não acentuadas.
  2. B)Tanto a palavra “ideia”, presente no texto, assim como jiboia ou colmeia, são palavras não acentuadas, apesar de a sílaba tônica constituir-se de um ditongo oral aberto.
  3. C)As palavras “aliás” e “alguém” recebem acento tônico por serem palavras oxítonas terminadas em –ém e –ás, respectivamente.
  4. D)A palavra inédita é acentuada por ser uma proparoxítona. Como ela, todas as proparoxítonas são acentuadas.
  5. E)As palavras terá e fogão são oxítonas. A primeira recebe acento tônico em –a; a segunda, não recebe acento tônico, pois o til (em –ão) é apenas um sinal de nasalização.
UNICENTRO20181a faseQuestao 6PortuguêsMedia
Assinale a alternativa correta.
  1. A)Em: “O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”, o termo “sempre” é um advérbio de modo.
  2. B)Ainda no período que compõe a alternativa a, a palavra “satisfeito” é um advérbio masculino no singular.
  3. C)No fragmento “...o ser que nasce sabendo não terá novidades”, a palavra “que” é uma conjunção subordinativa integrante.
  4. D)Em: “...impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar”, a palavra “prisioneiros” é um substantivo masculino e “de situações” formam uma locução adjetiva.
  5. E)Os verbos que aparecem no último parágrafo do texto estão todos no presente do indicativo, com exceção de “falou”, que está no pretérito perfeito do indicativo, e convém fazer, que constituem uma locução verbal.
UNICENTRO20181a faseQuestao 7PortuguêsMedia
Sobre as regras gramaticais de concordância, assinale o que estiver incorreto.
  1. A)Contiveram-se o rapaz e seus familiares durante o tumulto.
  2. B)A maioria dos clientes optaram por retirar o prêmio em dinheiro.
  3. C)Naquele dia, fizemos bastantes exercícios de fixação.
  4. D)Mesmo com todo trabalho, estávamos menos cansados que no dia anterior.
  5. E)As condições dos pacientes pioraram muito, o que deixou os médicos bastantes preocupados.
UNICENTRO20181a faseQuestao 8PortuguêsMedia
A aplicação das regras de regência, previstas pelos manuais de gramática da língua portuguesa, só não está adequada na alternativa:
  1. A)Como tínhamos ingressos da ala VIP, assistimos o jogo confortavelmente instalados.
  2. B)Informaram-lhe todas as datas possíveis para o evento.
  3. C)Comunicaram-no de tudo que poderia ocorrer durante a maratona.
  4. D)Todos os presentes visavam a alcançar uma boa colocação.
  5. E)Eustácio namora Leocádia há anos.
UNICENTRO20181a faseQuestao 9PortuguêsMedia
Levando-se em conta as regras de ortografia vigentes, assinale a única alternativa em que todas as palavras foram grafadas corretamente.
  1. A)Prezépio, plausível, almento.
  2. B)Berinjela, alforje, algibeira.
  3. C)Alforge, mendingo, mantega.
  4. D)Óbolo, interim, bavaro.
  5. E)puleiro, cortume, pichar.
UNICENTRO20181a faseQuestao 10PortuguêsMedia
Assinale a única alternativa em que o acento indicativo de crase deve ser obrigatório. Atenção: os acentos foram omitidos propositadamente.
  1. A)Todos eles receberam cartas escritas a mão.
  2. B)Eles visitaram a casa dos pais no feriado.
  3. C)Sempre retorno a casa depois de uma boa pedalada.
  4. D)Joaquim foi a uma festa com uma fantasia a Elvis Presley.
  5. E)Vilão e herói ficaram cara a cara para o duelo.
UNICENTRO20181a faseQuestao 11PortuguêsMedia
Assinale a única alternativa em que ocorrem dígrafos em todas as palavras.
  1. A)Anta, cancioneiro, flébil.
  2. B)Passageiro, baralho, aviação.
  3. C)Exceção, queijo, ninguém.
  4. D)Gládio, claustrofobia, amém.
  5. E)Bombom, nascer, caução.
UNICENTRO20181a faseQuestao 12PortuguêsMedia
Assinale a única alternativa em que ocorrem ditongo, hiato e dígrafo, respectivamente.
  1. A)Amém, cair, sentinela.
  2. B)Presença, flébil, anarquia.
  3. C)Itaipu, paulatinamente, salgueiro.
  4. D)Palhoça, seringueira, transatlântico.
  5. E)Transeunte, traumatológico, Biologia.
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