Prova · UNICENTRO 2023

Prova UNICENTRO 2023: questões por disciplina

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Questões da prova UNICENTRO 2023

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UNICENTRO20231a faseQuestao 1PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 3. Do Saara à Cracolândia A pedagogia de emergência preocupa-se com o sentir, pensar e querer de cada criança que vive em região de guerra, de catástrofe natural ou violência – este último tão naturalizado no Brasil. Com práticas pedagógicas e terapêuticas inspiradas nos princípios de Rudolf Steiner, filósofo e criador da pedagogia Waldorf, as intervenções ocorrem desde 2006 pelo mundo, como Faixa de Gaza, Iraque, Haiti, Quênia e Eslovênia. Em 2012, essa pedagogia chega ao Brasil para quatro anos depois se formalizar como uma associação. Ao todo, mais de 50 mil crianças já foram beneficiadas. Engajado em desenvolver seres humanos melhores, Steiner lançou suas ideias na Europa logo após a Primeira Guerra Mundial, em 1919, período de medo e reconstrução social. Expressões artísticas que eliminam a rigidez e dão espaço para a leveza, criatividade, respiração e possibilitam aos pequenos colocarem a mão na massa (dança, argila e aquarela, por exemplo) foram defendidas pelo filósofo e adotadas nas intervenções da pedagogia de emergência. “O trauma pega muito o físico, pode deixar paralisado. No segundo momento, abala o ritmo: não come, dificuldade de concentração, atinge aparelho digestivo e a criança volta a fazer xixi na cama. Terceira característica afeta a relação, interação. Trauma também pode trazer flash back. E tem a questão da identidade, do nosso eu, em que não sou mais capaz de lidar com a minha própria vida”, detalha Reinaldo Nascimento, cofundador da Associação de Pedagogia de Emergência Brasil e coordenador pedagógico do movimento internacional. Ele é também terapeuta social, psicopedagogo e educador físico. Após uma catástrofe, o objetivo dos membros é chegar o mais rápido possível ao local, para que tais sintomas relatados sejam passageiros e não se desenvolvam para uma doença. Nascimento exemplifica que ninguém fica doente por um terremoto. São fases. “Quando vou ao Iraque sei por que a guerra começou e quando. Na Rocinha, no Rio, ou no Jardim Ângela, bairro de São Paulo em que nasci, não.” Na visão do terapeuta social, a violência que ocorre nas periferias brasileiras é precursora de traumas crônicos e o desafio é ajudar as crianças a saírem de um ciclo que acham ser normal. O trabalho é feito com as crianças, mas há formação para os educadores locais, principalmente sobre o que é o trauma e como lidar com cada uma das fases. É comum também roda de conversas com as famílias. Para cada intervenção há cerca de 15 pessoas, dentre pedagogos, educadores, terapeutas e médicos, a depender da realidade. Gabriela Winter faz parte da ONG Palhaços sem Fronteiras Brasil e também integra o time dos Estados Unidos. “Nosso lance é levar riso como ferramenta de regeneração”, diz. Presente em 15 países, a primeira expedição do Palhaços sem Fronteiras ocorreu em 1993, em um campo de refugiados na Croácia, período da Guerra da Bósnia. Já o Palhaços sem Fronteiras Brasil é o único presente na América Latina e foi fundado em 2016 por Aline Moreno, que é também diretora executiva. “Já fiz 15 projetos presenciais, do Saara à Cracolândia”, resume. Outro ponto forte de transformação que Moreno reforça é com os espaços públicos. Segundo ela, é comum o local do tiroteio se tornar disseminador de ódio e estar atrelado a um trauma. “Se a gente ressignifica, faz um espetáculo ali, as pessoas olham de outra maneira.” (Adaptado de: RACHID, Laura. Do Saara à Cracolândia. Disponível em: <https://revistaeducacao.com.br/2021/09/22/pedagogia-de-emergencia-saara>. Acesso em: 19 jul. 2022.) Em relação ao terceiro parágrafo do texto, considere as afirmativas a seguir. I. As aspas marcam um discurso direto, recurso utilizado pelo produtor do texto como argumento de autoridade. II. O sujeito da oração “abala o ritmo” é elíptico e tem como referente “o trauma”, do enunciado anterior. III. O sujeito da oração “não come” está subentendido e aparece posposto: “a criança”. IV. A vírgula usada após o nome de Reinaldo Nascimento desempenha a função de exemplificar o que foi dito. Assinale a alternativa correta.
  1. A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20231a faseQuestao 2PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 3. Do Saara à Cracolândia A pedagogia de emergência preocupa-se com o sentir, pensar e querer de cada criança que vive em região de guerra, de catástrofe natural ou violência – este último tão naturalizado no Brasil. Com práticas pedagógicas e terapêuticas inspiradas nos princípios de Rudolf Steiner, filósofo e criador da pedagogia Waldorf, as intervenções ocorrem desde 2006 pelo mundo, como Faixa de Gaza, Iraque, Haiti, Quênia e Eslovênia. Em 2012, essa pedagogia chega ao Brasil para quatro anos depois se formalizar como uma associação. Ao todo, mais de 50 mil crianças já foram beneficiadas. Engajado em desenvolver seres humanos melhores, Steiner lançou suas ideias na Europa logo após a Primeira Guerra Mundial, em 1919, período de medo e reconstrução social. Expressões artísticas que eliminam a rigidez e dão espaço para a leveza, criatividade, respiração e possibilitam aos pequenos colocarem a mão na massa (dança, argila e aquarela, por exemplo) foram defendidas pelo filósofo e adotadas nas intervenções da pedagogia de emergência. “O trauma pega muito o físico, pode deixar paralisado. No segundo momento, abala o ritmo: não come, dificuldade de concentração, atinge aparelho digestivo e a criança volta a fazer xixi na cama. Terceira característica afeta a relação, interação. Trauma também pode trazer flash back. E tem a questão da identidade, do nosso eu, em que não sou mais capaz de lidar com a minha própria vida”, detalha Reinaldo Nascimento, cofundador da Associação de Pedagogia de Emergência Brasil e coordenador pedagógico do movimento internacional. Ele é também terapeuta social, psicopedagogo e educador físico. Após uma catástrofe, o objetivo dos membros é chegar o mais rápido possível ao local, para que tais sintomas relatados sejam passageiros e não se desenvolvam para uma doença. Nascimento exemplifica que ninguém fica doente por um terremoto. São fases. “Quando vou ao Iraque sei por que a guerra começou e quando. Na Rocinha, no Rio, ou no Jardim Ângela, bairro de São Paulo em que nasci, não.” Na visão do terapeuta social, a violência que ocorre nas periferias brasileiras é precursora de traumas crônicos e o desafio é ajudar as crianças a saírem de um ciclo que acham ser normal. O trabalho é feito com as crianças, mas há formação para os educadores locais, principalmente sobre o que é o trauma e como lidar com cada uma das fases. É comum também roda de conversas com as famílias. Para cada intervenção há cerca de 15 pessoas, dentre pedagogos, educadores, terapeutas e médicos, a depender da realidade. Gabriela Winter faz parte da ONG Palhaços sem Fronteiras Brasil e também integra o time dos Estados Unidos. “Nosso lance é levar riso como ferramenta de regeneração”, diz. Presente em 15 países, a primeira expedição do Palhaços sem Fronteiras ocorreu em 1993, em um campo de refugiados na Croácia, período da Guerra da Bósnia. Já o Palhaços sem Fronteiras Brasil é o único presente na América Latina e foi fundado em 2016 por Aline Moreno, que é também diretora executiva. “Já fiz 15 projetos presenciais, do Saara à Cracolândia”, resume. Outro ponto forte de transformação que Moreno reforça é com os espaços públicos. Segundo ela, é comum o local do tiroteio se tornar disseminador de ódio e estar atrelado a um trauma. “Se a gente ressignifica, faz um espetáculo ali, as pessoas olham de outra maneira.” (Adaptado de: RACHID, Laura. Do Saara à Cracolândia. Disponível em: <https://revistaeducacao.com.br/2021/09/22/pedagogia-de-emergencia-saara>. Acesso em: 19 jul. 2022.) Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a frase que pode ser comprovada pelo texto.
  1. A)“A coragem alimenta as guerras, mas é o medo que as faz nascer.” (Émile-Auguste Chartier)
  2. B)“A tarefa de viver é dura, mas fascinante.” (Ariano Suassuna)
  3. C)“Creio no riso e nas lágrimas como antídotos contra o ódio e o terror.” (Charles Chaplin)
  4. D)“O amor não se vê com os olhos, mas com o coração.” (William Shakespeare)
  5. E)“A vida não é triste. Tem horas tristes.” (Romain Rolland)
UNICENTRO20231a faseQuestao 3PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 3. Do Saara à Cracolândia A pedagogia de emergência preocupa-se com o sentir, pensar e querer de cada criança que vive em região de guerra, de catástrofe natural ou violência – este último tão naturalizado no Brasil. Com práticas pedagógicas e terapêuticas inspiradas nos princípios de Rudolf Steiner, filósofo e criador da pedagogia Waldorf, as intervenções ocorrem desde 2006 pelo mundo, como Faixa de Gaza, Iraque, Haiti, Quênia e Eslovênia. Em 2012, essa pedagogia chega ao Brasil para quatro anos depois se formalizar como uma associação. Ao todo, mais de 50 mil crianças já foram beneficiadas. Engajado em desenvolver seres humanos melhores, Steiner lançou suas ideias na Europa logo após a Primeira Guerra Mundial, em 1919, período de medo e reconstrução social. Expressões artísticas que eliminam a rigidez e dão espaço para a leveza, criatividade, respiração e possibilitam aos pequenos colocarem a mão na massa (dança, argila e aquarela, por exemplo) foram defendidas pelo filósofo e adotadas nas intervenções da pedagogia de emergência. “O trauma pega muito o físico, pode deixar paralisado. No segundo momento, abala o ritmo: não come, dificuldade de concentração, atinge aparelho digestivo e a criança volta a fazer xixi na cama. Terceira característica afeta a relação, interação. Trauma também pode trazer flash back. E tem a questão da identidade, do nosso eu, em que não sou mais capaz de lidar com a minha própria vida”, detalha Reinaldo Nascimento, cofundador da Associação de Pedagogia de Emergência Brasil e coordenador pedagógico do movimento internacional. Ele é também terapeuta social, psicopedagogo e educador físico. Após uma catástrofe, o objetivo dos membros é chegar o mais rápido possível ao local, para que tais sintomas relatados sejam passageiros e não se desenvolvam para uma doença. Nascimento exemplifica que ninguém fica doente por um terremoto. São fases. “Quando vou ao Iraque sei por que a guerra começou e quando. Na Rocinha, no Rio, ou no Jardim Ângela, bairro de São Paulo em que nasci, não.” Na visão do terapeuta social, a violência que ocorre nas periferias brasileiras é precursora de traumas crônicos e o desafio é ajudar as crianças a saírem de um ciclo que acham ser normal. O trabalho é feito com as crianças, mas há formação para os educadores locais, principalmente sobre o que é o trauma e como lidar com cada uma das fases. É comum também roda de conversas com as famílias. Para cada intervenção há cerca de 15 pessoas, dentre pedagogos, educadores, terapeutas e médicos, a depender da realidade. Gabriela Winter faz parte da ONG Palhaços sem Fronteiras Brasil e também integra o time dos Estados Unidos. “Nosso lance é levar riso como ferramenta de regeneração”, diz. Presente em 15 países, a primeira expedição do Palhaços sem Fronteiras ocorreu em 1993, em um campo de refugiados na Croácia, período da Guerra da Bósnia. Já o Palhaços sem Fronteiras Brasil é o único presente na América Latina e foi fundado em 2016 por Aline Moreno, que é também diretora executiva. “Já fiz 15 projetos presenciais, do Saara à Cracolândia”, resume. Outro ponto forte de transformação que Moreno reforça é com os espaços públicos. Segundo ela, é comum o local do tiroteio se tornar disseminador de ódio e estar atrelado a um trauma. “Se a gente ressignifica, faz um espetáculo ali, as pessoas olham de outra maneira.” (Adaptado de: RACHID, Laura. Do Saara à Cracolândia. Disponível em: <https://revistaeducacao.com.br/2021/09/22/pedagogia-de-emergencia-saara>. Acesso em: 19 jul. 2022.) Acerca dos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir. I. No primeiro parágrafo, no trecho “como Faixa de Gaza, Iraque, Haiti, Quênia e Eslovênia”, o termo “como” tem função de introduzir uma sequência comparativa. II. No terceiro parágrafo, no fragmento “Trauma também pode trazer flash back”, há um exemplo de estrangeirismo. III. No quarto parágrafo, no trecho “para que tais sintomas relatados sejam passageiros”, o termo “para que” introduz sentido de finalidade e equivale à expressão “a fim de que”. IV. No último parágrafo, em “Se a gente ressignifica, faz um espetáculo ali, as pessoas olham de outra maneira”, a conjunção “se” indica uma ideia de condicionalidade. Assinale a alternativa correta.
  1. A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20231a faseQuestao 4PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões 4 e 5. O cão e a carne Um cão vinha caminhando com um pedaço de carne na boca. Quando passou ao lado do rio, viu sua própria imagem na água. Pensando que havia na água um novo pedaço de carne, soltou o que carregava para apanhar o outro. O pedaço de carne caiu na água e se foi, assim como a sua imagem. E o cão, que queria os dois, ficou sem nenhum. (ROCHA, Ruth. Fábulas de Esopo. São Paulo: Editora Salamandra, 2010.) Sobre a fábula, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o dito popular que corresponde à moral da história.
  1. A)“Quem espera sempre alcança”.
  2. B)“Mais vale um pássaro na mão do que dois voando”.
  3. C)“A pressa é a inimiga da perfeição”.
  4. D)“Em terra de cego, quem tem olho é rei”.
  5. E)“Caiu na rede, é peixe”.
UNICENTRO20231a faseQuestao 5PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões 4 e 5. O cão e a carne Um cão vinha caminhando com um pedaço de carne na boca. Quando passou ao lado do rio, viu sua própria imagem na água. Pensando que havia na água um novo pedaço de carne, soltou o que carregava para apanhar o outro. O pedaço de carne caiu na água e se foi, assim como a sua imagem. E o cão, que queria os dois, ficou sem nenhum. (ROCHA, Ruth. Fábulas de Esopo. São Paulo: Editora Salamandra, 2010.) Acerca dos recursos linguísticos e seus efeitos de sentido empregados no texto, considere as afirmativas a seguir. I. No fragmento “Quando passou ao lado do rio”, a noção de temporalidade está linguisticamente marcada no termo “quando”. II. No trecho “Pensando que havia na água um novo pedaço de carne”, a ideia de causa está expressa na oração marcada pelo verbo no gerúndio. III. No trecho “... soltou o que carregava para apanhar o outro”, o termo “o” é um pronome demonstrativo, na primeira ocorrência, e um artigo definido, na segunda. IV. Na frase “O pedaço de carne caiu na água e se foi, assim como a sua imagem”, o termo “sua” refere-se ao cão. Assinale a alternativa correta.
  1. A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20231a faseQuestao 6PortuguêsMedia
Leia o trecho do romance, a seguir. – Deixe-me falar, deixe contar-lhe o que me enche o peito... Depois ficarei sossegada... Sou filha dos sertões; nunca morei em povoados, nunca li em livros, nem tive quem me ensinasse coisa alguma... Se eu o magoar, desculpe, será sem querer... Lembra-me que, há já um tempão, pararam aqui umas mulheres com uns homens e eu perguntei a papai por que é que ele não as mandava entrar cá para dentro, como é de costume com famílias... O pai me respondeu: – Não, Nocência, são mulheres perdidas, de vida alegre. Fiquei muito assombrada. – Mas, então, melhor, se são alegres hão de divertir-me. – Aquilo é gente airada, sem-vergonha, secundou ele. – Tive tanto dó delas que mecê não imagina. Depois fui espiar... caíam tontas no chão... pitavam e cantavam muito alto com modos tão feios, que me fizeram corar por elas! E são os homens que fazem ficar ansim as coitadas! ... Antes morrer... (TAUNAY, Visconde de. Inocência. 2. ed. Porto Alegre: L&PM, 2008, p.140.) Sobre o romance Inocência, assinale a alternativa correta.
  1. A)Ao se apresentar como “filha dos sertões”, a personagem reforça a condição de Inocência como uma das importantes vertentes da prosa ficcional brasileira, o romance sertanejo do século XIX, em contraste com a ficção contemporânea que deixa de focalizar a vida do interior brasileiro.
  2. B)A falta de experiências da protagonista em concentrações urbanas é uma justificativa para a condição vulnerável de Inocência, exposta, portanto, sem maior resistência, de modo despreparado, às estratégias e às artimanhas de Manecão e Cirino para seduzi-la.
  3. C)A identificação entre a protagonista do romance e as “mulheres perdidas” representa o papel libertário de Inocência, que se insurge contra as normas sociais por meio de uma conscientização política muito fundamentada e amadurecida.
  4. D)O relato do diálogo entre a protagonista e o pai assim como a ressalva de uma eventual e involuntária mágoa causada a Cirino significam que a sabedoria de Inocência se expressa pela ironia calculada, a despeito do pequeno conhecimento livresco.
  5. E)A compaixão expressa por Inocência no episódio narrado a Cirino corresponde à preservação de sua pureza, que, nutrida pelo ambiente sertanejo dentro do qual circula, lhe proporciona interpretar como degradante aquela cena promovida pelas mulheres.
UNICENTRO20231a faseQuestao 7PortuguêsMedia
Leia o trecho a seguir, que contém o último parágrafo do conto “Senhor diretor”, de Lygia Fagundes Telles. Abriu a bolsa, tirou o lenço e enxugou os olhos. Através do vidro embaçado dos óculos, pressentiu que a fita chegava ao fim e desejou ardentemente que ela se prolongasse, agora não queria mais a claridade, espera, estava tão desalinhada, meus Céus, deixa me abotoar e este cabelo, onde foi parar o grampo? Apalpou depressa a lapela do casaco, desprendeu a camélia e guardou-a no fundo da bolsa. A lágrima contornou-lhe a boca, limpou a boca, como fui me comover desse jeito? Feito uma velha tonta, espera, eu estava querendo dizer que a nossa cidade, Senhor Diretor, que esta pobre cidade – que é que tem mesmo esta pobre cidade? Acabei falando em outras pessoas, em mim espera, vamos começar de novo, sim, a carta. Senhor Diretor: antes e acima de tudo. Antes e acima de tudo, Senhor Diretor. Senhor Diretor: Senhor Diretor: (TELLES, Lygia Fagundes. O seminário dos ratos. 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984. p. 32.) Com base na leitura do conto “Senhor diretor”, de Lygia Fagundes Telles, e no trecho transcrito, assinale a alternativa correta.
  1. A)A passagem “enxugou os olhos” remete à umidade, em sintonia com a constatação melancólica expressa em trecho anterior, quando reconhece que “a velhice é seca”.
  2. B)O desejo de que a projeção “se prolongasse” está vinculado à descoberta de que o cinema e o filme ali projetado esclareceram dúvidas existenciais da protagonista.
  3. C)O trecho “estava tão desalinhada” é a confissão envergonhada de seus atos sexuais praticados com homens desconhecidos no cinema.
  4. D)O espanto de se “comover” daquele jeito está conectado com a perturbação da personagem na reavaliação de sua vida íntima.
  5. E)A “pobre cidade” é uma forma de veicular suas concepções moralistas sobre a vida urbana da época, sem que a narrativa flagre a personagem abalada para praticar atos tidos como indecentes.
UNICENTRO20231a faseQuestao 8PortuguêsMedia
Leia, a seguir, o trecho de Torto arado. Na escola, sem Bibiana ao meu lado para me ajudar, minha vida se tornou um tormento. Desde o início, minha mãe avisou à dona Lourdes, a nova professora, da minha mudez. Ela foi cuidadosa, no começo, e bastante generosa para me ensinar as tarefas. Àquela altura eu já sabia ler, graças muito mais aos esforços de minha irmã mais velha e minha mãe, do que da professora sem paciência que dava aula na casa de dona Firmina. Para mim era o suficiente. Diferente de Bibiana, que falava em ser professora, eu gostava mesmo era da roça, da cozinha, de fazer azeite e de despolpar o buriti. Não me atraía a matemática, muito menos as letras de dona Lourdes. Não me interessava por suas aulas em que contava a história do Brasil, em que falava da mistura entre índios, negros e brancos, de como éramos felizes, de como nosso país era abençoado. Não aprendi uma linha do Hino Nacional, não me serviria, porque eu mesma não posso cantar. Muitas crianças também não aprenderam, pude perceber, estavam com a cabeça na comida ou na diversão que estavam perdendo na beira do rio, para ouvir aquelas histórias fantasiosas e enfadonhas sobre os heróis bandeirantes, depois os militares, as heranças dos portugueses e outros assuntos que não nos diziam muita coisa. (VIEIRA JÚNIOR, Itamar. Torto arado. São Paulo: Todavia, 2019. p. 97.) Com base no trecho de Torto arado, assinale a alternativa correta.
  1. A)O trecho, assim como o restante do romance, é narrado em primeira pessoa por Belonísia, irmã de Bibiana.
  2. B)O fato de essa narrativa aparecer na proximidade da metade do romance significa que a perspectiva de Bibiana, com seu conformismo e resignação, é superada dali em diante.
  3. C)A ressalva quanto ao cuidado e à generosidade da professora no início daquela experiência escolar aponta para as grandes expectativas de aprendizagem em Belonísia.
  4. D)O prazer de lidar com a roça representa a dificuldade da personagem e narradora para desenvolver um espírito crítico na abordagem de questões relativas ao conhecimento.
  5. E)O desinteresse pelas aulas decorre da pouca relevância atribuída àqueles assuntos e da distância daquilo em relação à realidade vivida por Belonísia e por seus colegas.
UNICENTRO20231a faseQuestao 9PortuguêsMedia
Leia o poema a seguir. enchemos a vida de filhos que nos enchem a vida um me enche de lembranças que me enchem de lágrimas uma me enche de alegrias que enchem minhas noites de dias outro me enche de esperanças e receios enquanto me incham os seios (RUIZ, Alice. Dois em um. São Paulo: Iluminuras, 2018. p 127.) Sobre o poema de Alice Ruiz, considere as afirmativas a seguir. I. Apesar de ser um texto curto, com extensão inferior à de um soneto, o poema apresenta rimas como em “alegrias”/ “dias” e em “receios”/“seios”. II. Há um jogo de palavras no poema, construído sob a repetição, nas estrofes, do verbo “encher” em suas flexões e com a inclusão de “incham” no penúltimo verso. III. Apesar de evitar seguir métrica regular, há equilíbrio entre o primeiro verso de cada estrofe, uma redondilha menor, e o verso final de cada estrofe, mais breve do que os anteriores. IV. O sujeito lírico feminino é mais evidente na terceira estrofe quando despontam termos como “uma” e “minhas”, embora a carga sentimental mais nítida esteja na segunda estrofe. Assinale a alternativa correta.
  1. A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20231a faseQuestao 10PortuguêsMedia
Sobre Inocência e A hora da estrela, considere as afirmativas a seguir. I. Há, em comum, entre Inocência e Macabéa, o fato de ambas serem cobiçadas por vários homens: Inocência é desejada por Cirino, Manecão e Meyer; Macabéa é disputada por Olímpico, pelo narrador e por outros homens com quem ela trava contato no trabalho. II. O espaço físico de Inocência é o sertão, mas o romance evidencia o trânsito de valores entre o ambiente urbano e o rural; A hora da estrela ressalta as experiências das protagonistas nos dois espaços – o nordestino e a cidade do Rio de Janeiro –, privilegiando as vitórias e as realizações neste lugar. III. O narrador de Inocência está em terceira pessoa, sem desempenhar o papel de personagem do romance, embora se detenha, em algumas passagens, para emitir comentários; o narrador de A hora da estrela já se manifesta em primeira pessoa, comentando sobre o ato de narrar e sobre a protagonista. IV. Mais de cem anos separam Inocência e A hora da estrela: o primeiro é associado ao romance sertanejo romântico, embora já contenha traços realistas, como a ausência de um herói típico do Romantismo; o segundo traz a subjetividade de Clarice Lispector pela figura do narrador, mas focaliza mais intensamente as questões sociais do que na trajetória anterior da autora. Assinale a alternativa correta.
  1. A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20231a faseQuestao 11InglêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 3. Mo Farah says he was trafficked to the U.K. and forced into child labor July 12, 20229:50 AM ET Mo Farah says he was trafficked to the U.K. and forced into child labor : NPR Olympic gold medalist Mo Farah says he was trafficked to the U.K. under a false name and forced into child labor, revealing stunning details about the painful path that culminated in him being awarded a knighthood. “Most people know me as Mo Farah, but it’s not my name — or, it’s not the reality,” Farah said in a new documentary about the track star. “The real story is, I was born in Somaliland, north of Somalia, as Hussein Abdi Kahin,” he added. Farah has previously said he came to the U.K. as a young child with his parents, fleeing the war in Somalia. But he now says his father died when Farah was four years old, and that he was soon separated from his mother and other relatives. “I was brought into the U.K. illegally under the name of another child, called Mohammed Farah,” he said. At the time, he was around 8 or 9 years old. The documentary, made by the BBC and Red Bull Studios, includes footage of visa documents that Farah says were faked, bearing his photo and another child’s name. “I know I’ve taken someone else’s place. And I do wonder, what is Mohammed doing now?” he said in the documentary, clips of which are posted on the BBC’s website. The woman who brought Farah into the U.K. had told him he would soon join his relatives in the country. He carried a piece of paper with his family members’ contact information on it. But after arriving, the woman tore up the paper and threw it in the trash. “The lady, what she did wasn’t right,” Farah said. Farah described being exploited and threatened, as he worked in the household of another family. There, he was forced to cook and clean and tend to other children — and he was told to keep his mouth shut about his true origin, or the authorities would take him away. “Often, I would just lock myself in the bathroom and cry, and nobody’s there to help. So after a while, I just learned not to have that emotion,” he said. The celebrated runner says his unique abilities and luck are all that saved him from trafficking and forced servitude. When he was finally allowed to attend school, his talents quickly drew the attention of a teacher who connected with him — and who then helped Farah get placed into a foster home with a different Somali family. Farah, who received a knighthood from Queen Elizabeth in 2017, says he’s speaking out now about what he went through to raise public awareness about other people who are caught in the same plight. The BBC says it attempted to contact the woman who brought Farah into the U.K. for her side of the story, but she hasn’t replied. (Mo Farah says he was trafficked to the U.K. and forced into child labor : NPR) Leia o fragmento do texto a seguir . Olympic gold medalist Mo Farah says he was trafficked to the U.K. under a false name and forced into child labor, revealing stunning details about the painful path that culminated in him being awarded a knighthood. Com base no fragmento do texto, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o sinônimo da palavra “stunning”.
  1. A)Homely
  2. B)Impressive
  3. C)Insignificant
  4. D)Ordinary
  5. E)Stormy
UNICENTRO20231a faseQuestao 12InglêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 3. Mo Farah says he was trafficked to the U.K. and forced into child labor July 12, 20229:50 AM ET Mo Farah says he was trafficked to the U.K. and forced into child labor : NPR Olympic gold medalist Mo Farah says he was trafficked to the U.K. under a false name and forced into child labor, revealing stunning details about the painful path that culminated in him being awarded a knighthood. “Most people know me as Mo Farah, but it’s not my name — or, it’s not the reality,” Farah said in a new documentary about the track star. “The real story is, I was born in Somaliland, north of Somalia, as Hussein Abdi Kahin,” he added. Farah has previously said he came to the U.K. as a young child with his parents, fleeing the war in Somalia. But he now says his father died when Farah was four years old, and that he was soon separated from his mother and other relatives. “I was brought into the U.K. illegally under the name of another child, called Mohammed Farah,” he said. At the time, he was around 8 or 9 years old. The documentary, made by the BBC and Red Bull Studios, includes footage of visa documents that Farah says were faked, bearing his photo and another child’s name. “I know I’ve taken someone else’s place. And I do wonder, what is Mohammed doing now?” he said in the documentary, clips of which are posted on the BBC’s website. The woman who brought Farah into the U.K. had told him he would soon join his relatives in the country. He carried a piece of paper with his family members’ contact information on it. But after arriving, the woman tore up the paper and threw it in the trash. “The lady, what she did wasn’t right,” Farah said. Farah described being exploited and threatened, as he worked in the household of another family. There, he was forced to cook and clean and tend to other children — and he was told to keep his mouth shut about his true origin, or the authorities would take him away. “Often, I would just lock myself in the bathroom and cry, and nobody’s there to help. So after a while, I just learned not to have that emotion,” he said. The celebrated runner says his unique abilities and luck are all that saved him from trafficking and forced servitude. When he was finally allowed to attend school, his talents quickly drew the attention of a teacher who connected with him — and who then helped Farah get placed into a foster home with a different Somali family. Farah, who received a knighthood from Queen Elizabeth in 2017, says he’s speaking out now about what he went through to raise public awareness about other people who are caught in the same plight. The BBC says it attempted to contact the woman who brought Farah into the U.K. for her side of the story, but she hasn’t replied. (Mo Farah says he was trafficked to the U.K. and forced into child labor : NPR) Leia o fragmento do texto a seguir. The documentary, made by the BBC and Red Bull Studios, includes footage of visa documents that Farah says were faked, bearing his photo and another child’s name. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o tipo de aposto presente no fragmento do texto.
  1. A)Especificativo
  2. B)Distributivo
  3. C)Comparativo
  4. D)Recapitulativo
  5. E)De oração
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