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**Texto 1**
[[FIGURA]]
A diversidade de povos e línguas destoa da realidade de povos indígenas que vivem isolados nas grandes cidades. Existem nas grandes cidades muitos povos vivendo em contexto de cidades. Os indígenas ocuparam diversas realidades, diversas cidades, bairros e bolsões de pobreza nas grandes metrópoles. Enfim, estamos em todas as partes do Brasil. Mas o imaginário construído pela sociedade brasileira, propagado por muitos, é de um indígena “atrasado”, “selvagem”, “não civilizado” e distante de tudo e de todos. Existe uma imagem construída que necessitamos repensar nos dias de hoje. [...]
Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/os-indigenas-ontem-e-hoje-sob-a-perspectiva-amerindia/. Acesso em: 21 jun. 2024. Adaptado.
Dados como tema, autoria, seleção das informações e pontos de vista adotados no **Texto 1** revelam que seu autor
Imagens anexadas
A)busca denunciar o desrespeito aos direitos dos povos indígenas, especialmente, à comunidade universitária da USP.
B)atua em contexto público a fim de desmistificar uma visão inadequada e discriminatória sobre os povos indígenas do Brasil.
C)difunde a existência de grupos indígenas isolados para defender seus direitos de acesso a bens civilizatórios, como educação e saúde.
D)restringe o problema relativo aos povos indígenas a um público específico, aquele que se engaja em prol dessa causa.
E)objetiva denunciar as péssimas condições de vida dos indígenas que vivem em São Paulo, a fim de obter apoio para esses grupos.
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Você já parou para pensar na importância do amor? Ele é tão importante que diversos estudiosos têm defendido que há uma estreita relação entre “amor” e “saúde”. A esse respeito, veja o que nos revela o **Texto 1**, um **artigo de divulgação científica**, dos **campos jornalístico-midiático** e das **práticas de estudo e pesquisa**.
**Texto 1**
**Saúde e Amor: a importância do amor para a vida saudável**
*Litoplan — 14/06/2022*
Afinal de contas, o que é o amor? Temos dificuldade em defini-lo, apesar de sermos fascinados pelo assunto. De forma geral, o amor romântico apresenta diversos aspectos biológicos, como o desenvolvimento de vínculos emocionais, atração sexual e recorrência de pensamentos intrusivos. Apesar de ocorrerem com maior frequência e intensidade nas primeiras fases do amor, são sensações que nos acompanham durante toda a duração da relação afetiva. Ao nos depararmos com a pessoa amada ou até mesmo ao pensarmos nela, ativamos diversas áreas do nosso cérebro que estão relacionadas com a recompensa e a motivação. O processo é tão contagiante que desativamos também áreas como a amígdala e o córtex frontal e, assim, reduzimos quaisquer emoções negativas ou julgamentos que possam surgir sobre a pessoa. Por isso, podemos dizer que o amor é, de fato, cego.
Por outro lado, sabemos que a saúde do coração é importante, por isso nos exercitamos e prestamos atenção no que comemos. Porém, inúmeros estudos já comprovaram que também o amor é benéfico para a nossa saúde. Além de ser uma das emoções básicas do ser humano, produz uma série de reações químicas em nosso corpo que nos afetam de forma positiva. Desse modo, a ciência também consegue explicar como o amor influencia o nosso corpo e a mente. A felicidade inicial de estar apaixonado é estimulada por 3 substâncias químicas no cérebro: **noradrenalina, dopamina e feniletilamina**.
Ademais, não se trata apenas de amor romântico, mas do amor em suas muitas formas. Assim, são benéficas desde as relações com nosso grupo de amigos e parentes, até aquele relacionamento a longo prazo, com alguém especial. Desse modo, passar tempo com entes queridos também ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade. Além de o amor ser ótimo por razões inexplicáveis, existem alguns benefícios cientificamente comprovados para o ser humano. Eis alguns deles:
**Aumenta a autoestima**
O amor aumenta a produção de melatonina, que melhora a autoestima e proporciona uma sensação de vitalidade. Além disso, amar e ser amado ajudam a nos sentirmos importantes para os outros, o que nos dá segurança em nós mesmos.
**Auxilia a saúde do coração**
Seria impossível o amor não fortalecer o coração. Isso porque essa sensação de paixão ajuda na produção de dopamina, ocitocina e norepinefrina, três substâncias que reduzem os riscos de doenças cardiovasculares.
**Reduz níveis de estresse**
O cortisol é o hormônio liberado em resposta ao estresse e causa aumento na pressão arterial. No entanto, apaixonar-se reduz a produção desse hormônio, de forma que os efeitos negativos do estresse diminuem naturalmente.
**Diminui o índice de tristeza e mal-estar**
Havendo maior liberação de endorfinas, a sensação de felicidade aumenta, portanto são essas as substâncias conhecidas como antidepressivos naturais. Além disso, as endorfinas auxiliam o nosso sistema imunológico, melhorando as defesas do corpo contra doenças.
*Disponível em: https://litoplan.com.br/2022/06/14/saude-e-amor. Acesso em: 05 ago. 2024. Adaptado.*
Como outros textos do campo jornalístico-midiático, também o **Texto 1** pretende seduzir o leitor pela apresentação de alguma ‘novidade’. O **caráter de ‘novidade’** do texto se revela, principalmente, pela(s)
A)definição bastante clara do que vem a ser isso que costumamos chamar de amor romântico.
B)constatações de que o amor romântico se estende às relações com nossos amigos e parentes.
C)informação inusitada de que todas as pessoas que se sentem amadas são imunes à depressão.
D)apresentação do amor como o único remédio capaz de proteger nosso sistema imunológico.
E)explicações cientificamente fundamentadas sobre como o amor atua em nosso corpo e mente.
UPE2025SSA 3Questao 1PortuguêsMedia
No nosso dia a dia, interagimos uns com os outros também por meio da língua portuguesa. Nosso português é marca de nossa sociedade, nossa cultura, e temos uma relação muito curiosa com ele, uma vez que cada um de nós, brasileiros, tem pela língua um sentimento diferente. Mas de onde veio a língua portuguesa? Nosso idioma tem uma longa história de mudanças desde seu nascimento. Confira um pouco dessa história no Texto 1, a seguir, um trecho de entrevista, do campo jornalístico-midiático.
Texto 1
Fernando Venâncio: “A língua portuguesa não nasceu com os portugueses”
Linguista português desfaz preconceitos e parte da formação das palavras para falar sobre a construção do idioma
Por Marília Monitchele
Em *Assim nasceu uma língua: Sobre as origens do português*, o linguista português Fernando Venâncio desafia a visão tradicional de que essa língua deriva diretamente do latim. Ele revela que ela é, na verdade, uma variação do galego, falada por pastores no noroeste da Espanha. Com uma prosa envolvente e análise crítica, Venâncio desmonta mitos que serviram a projetos nacionalistas ao longo dos séculos. Lançado no Brasil pela Tinta-da-China, o livro traz um prefácio do linguista Marcos Bagno, que antecipa surpresa e até indignação dos leitores brasileiros ao confrontarem essas novas ideias. [...] Com perspicácia e maestria, o autor expõe a verdadeira história da nossa língua, desafiando noções antigas e oferecendo uma nova compreensão sobre nossa herança linguística.
**Seu livro, *Assim Nasceu uma Língua*, oferece uma perspectiva única sobre as origens e a evolução do português. O que o motivou a abordar esse tema de maneira tão abrangente e detalhada?**
Eu formei-me como linguista, nos anos de 1970, na Holanda. [...] aos poucos, descobri que me interessavam sobretudo as abordagens históricas: como a língua se desenvolveu, como atingiu esta ou aquela concreta conformação. Em suma, descobri-me historiador. E eu tinha, agora, essa grande história para contar, a de como, e onde, surgiu a língua portuguesa. Eu dava-me, também, conta de que tudo se passara bem diferentemente daquilo que nos tinham ensinado. E de que essa outra forma era, até, mais interessante.
**O livro tem suscitado bastante interesse, especialmente pelas teses provocadoras que apresenta sobre as origens do português. [...] Pode nos explicar melhor essa ideia e o porquê de ela ser tão inovadora?**
Essas teses provocatórias não são minhas na origem. Elas haviam sido lançadas pelos linguistas portugueses Ivo Castro e Esperança Cardeira e pelo linguista brasileiro Marcos Bagno. Em traços largos: o português não foi criado em Portugal, surgiu mesmo bem antes de Portugal existir, e mais exatamente em território galego. O que eu fiz foi fundamentar linguística e historicamente essas descobertas.
**Há uma tendência recente de abrasileiramento do vocabulário em Portugal, especialmente entre os jovens influenciados por youtubers brasileiros. Como o senhor observa esse fenômeno?**
A influência do português brasileiro sobre o europeu não é um fenômeno recente. Ela já era sensível nos anos de 1980, quando se generalizaram em Portugal as telenovelas brasileiras. Os portugueses adotaram palavras como “bagunça”, “dica”, “fofoca” ou os valores brasileiros de “curtir” ou “torcer”. Passaram também a introduzir uma pergunta com “será que” ou uma adversativa com “só que”. O que é novo é a grande audiência que conteúdos brasileiros do YouTube para a infância e a primeira adolescência vêm tendo. Isso leva ao emprego por crianças de léxico tipicamente brasileiro. Fornecem-se os exemplos de “grama” por “relva” ou “geladeira” por “frigorífico”. Mas estamos longe de cenários alarmistas que imaginam a miudagem portuguesa a falar “brasileiro”.
**Quais são suas expectativas para o futuro do português, tanto como uma língua global quanto em sua capacidade de se adaptar e evoluir?**
A história do Português mostra que ele sabe adaptar-se com facilidade, e bons resultados, a circunstâncias novas e inesperadas. Ele superou as dores do crescimento e apresenta-se, de rosto renovado, pronto para novos embates. Isso permite prever que brasileiros, africanos e portugueses continuarão a dispor dum idioma rico e dúctil, sem receio das variedades e mesmo das diferenças.
**Por fim, como se sente sendo um “derrubador de mitos” sobre a língua portuguesa?**
Esse papel de “derrubador de mitos” não foi programado, e menos ainda o vejo como missão. Mas não escondo que me dá algum prazer. Oxalá surjam sempre, onde eles forem necessários, tais “derrubadores”.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/educacao/. Acesso em: 12 ago. 2024. Adaptado.
Como linguista, a visão de Fernando Venâncio sobre a história do português é baseada em fatos, em referências científicas. Ao defender a ideia de que a língua tem um caráter essencialmente adaptável às mudanças, uma estratégia do linguista que busca imprimir uma pretensa imparcialidade em seu olhar científico é o/a
A)busca por evidências na própria história da língua portuguesa.
B)contraponto feito a uma visão de tradicional sobre a história.
C)adoção de uma perspectiva exclusiva sobre os fatos da língua.
D)desenvolvimento de uma previsão acerca do futuro do português.
E)afirmação de que ele não consegue ser derrubador de mitos.
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**Texto 1**
[[FIGURA]]
A diversidade de povos e línguas destoa da realidade de povos indígenas que vivem isolados nas grandes cidades. Existem nas grandes cidades muitos povos vivendo em contexto de cidades. Os indígenas ocuparam diversas realidades, diversas cidades, bairros e bolsões de pobreza nas grandes metrópoles. Enfim, estamos em todas as partes do Brasil. Mas o imaginário construído pela sociedade brasileira, propagado por muitos, é de um indígena “atrasado”, “selvagem”, “não civilizado” e distante de tudo e de todos. Existe uma imagem construída que necessitamos repensar nos dias de hoje. [...]
Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/os-indigenas-ontem-e-hoje-sob-a-perspectiva-amerindia/. Acesso em: 21 jun. 2024. Adaptado.
A autenticidade das informações que constam no **Texto 1** é assegurada ao leitor em razão, principalmente,
Imagens anexadas
A)do reconhecido prestígio da USP, em cuja editora o texto foi publicado.
B)de o autor reunir dados referendados por suas pesquisas na Universidade.
C)do emprego de dados e contextos amplamente admitidos como evidência.
D)da associação da imagem do autor ao indígena das páginas da História.
E)da presença de dados facilmente acessados em qualquer site da internet.
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No nosso dia a dia, interagimos uns com os outros também por meio da língua portuguesa. Nosso português é marca de nossa sociedade, nossa cultura, e temos uma relação muito curiosa com ele, uma vez que cada um de nós, brasileiros, tem pela língua um sentimento diferente. Mas de onde veio a língua portuguesa? Nosso idioma tem uma longa história de mudanças desde seu nascimento. Confira um pouco dessa história no Texto 1, a seguir, um trecho de entrevista, do campo jornalístico-midiático.
Texto 1
Fernando Venâncio: “A língua portuguesa não nasceu com os portugueses”
Linguista português desfaz preconceitos e parte da formação das palavras para falar sobre a construção do idioma
Por Marília Monitchele
Em *Assim nasceu uma língua: Sobre as origens do português*, o linguista português Fernando Venâncio desafia a visão tradicional de que essa língua deriva diretamente do latim. Ele revela que ela é, na verdade, uma variação do galego, falada por pastores no noroeste da Espanha. Com uma prosa envolvente e análise crítica, Venâncio desmonta mitos que serviram a projetos nacionalistas ao longo dos séculos. Lançado no Brasil pela Tinta-da-China, o livro traz um prefácio do linguista Marcos Bagno, que antecipa surpresa e até indignação dos leitores brasileiros ao confrontarem essas novas ideias. [...] Com perspicácia e maestria, o autor expõe a verdadeira história da nossa língua, desafiando noções antigas e oferecendo uma nova compreensão sobre nossa herança linguística.
**Seu livro, *Assim Nasceu uma Língua*, oferece uma perspectiva única sobre as origens e a evolução do português. O que o motivou a abordar esse tema de maneira tão abrangente e detalhada?**
Eu formei-me como linguista, nos anos de 1970, na Holanda. [...] aos poucos, descobri que me interessavam sobretudo as abordagens históricas: como a língua se desenvolveu, como atingiu esta ou aquela concreta conformação. Em suma, descobri-me historiador. E eu tinha, agora, essa grande história para contar, a de como, e onde, surgiu a língua portuguesa. Eu dava-me, também, conta de que tudo se passara bem diferentemente daquilo que nos tinham ensinado. E de que essa outra forma era, até, mais interessante.
**O livro tem suscitado bastante interesse, especialmente pelas teses provocadoras que apresenta sobre as origens do português. [...] Pode nos explicar melhor essa ideia e o porquê de ela ser tão inovadora?**
Essas teses provocatórias não são minhas na origem. Elas haviam sido lançadas pelos linguistas portugueses Ivo Castro e Esperança Cardeira e pelo linguista brasileiro Marcos Bagno. Em traços largos: o português não foi criado em Portugal, surgiu mesmo bem antes de Portugal existir, e mais exatamente em território galego. O que eu fiz foi fundamentar linguística e historicamente essas descobertas.
**Há uma tendência recente de abrasileiramento do vocabulário em Portugal, especialmente entre os jovens influenciados por youtubers brasileiros. Como o senhor observa esse fenômeno?**
A influência do português brasileiro sobre o europeu não é um fenômeno recente. Ela já era sensível nos anos de 1980, quando se generalizaram em Portugal as telenovelas brasileiras. Os portugueses adotaram palavras como “bagunça”, “dica”, “fofoca” ou os valores brasileiros de “curtir” ou “torcer”. Passaram também a introduzir uma pergunta com “será que” ou uma adversativa com “só que”. O que é novo é a grande audiência que conteúdos brasileiros do YouTube para a infância e a primeira adolescência vêm tendo. Isso leva ao emprego por crianças de léxico tipicamente brasileiro. Fornecem-se os exemplos de “grama” por “relva” ou “geladeira” por “frigorífico”. Mas estamos longe de cenários alarmistas que imaginam a miudagem portuguesa a falar “brasileiro”.
**Quais são suas expectativas para o futuro do português, tanto como uma língua global quanto em sua capacidade de se adaptar e evoluir?**
A história do Português mostra que ele sabe adaptar-se com facilidade, e bons resultados, a circunstâncias novas e inesperadas. Ele superou as dores do crescimento e apresenta-se, de rosto renovado, pronto para novos embates. Isso permite prever que brasileiros, africanos e portugueses continuarão a dispor dum idioma rico e dúctil, sem receio das variedades e mesmo das diferenças.
**Por fim, como se sente sendo um “derrubador de mitos” sobre a língua portuguesa?**
Esse papel de “derrubador de mitos” não foi programado, e menos ainda o vejo como missão. Mas não escondo que me dá algum prazer. Oxalá surjam sempre, onde eles forem necessários, tais “derrubadores”.
Disponível em: https://veja.abril.com.br/educacao/. Acesso em: 12 ago. 2024. Adaptado.
Fernando Venâncio apresenta, na obra *Assim nasceu uma língua* (2024), um novo ponto de vista sobre a origem da língua portuguesa. Na entrevista concedida à Revista Veja, ele realiza movimentos argumentativos para defender essa opinião e dar mais credibilidade a ela a partir, por exemplo, da
A)sustentação de que a influência do português brasileiro sobre o europeu não é recente.
B)refutação da ideia já tradicionalmente estabelecida de que o português derivou do latim.
C)negociação em defesa da ideia de ele ser um linguista experiente, formado desde 1970.
D)afirmação de que esse ponto de vista já foi anteriormente adotado por outros linguistas.
E)contra-argumentação em relação à ideia de que seu estudo é feito para derrubar mitos.
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Você já parou para pensar na importância do amor? Ele é tão importante que diversos estudiosos têm defendido que há uma estreita relação entre “amor” e “saúde”. A esse respeito, veja o que nos revela o **Texto 1**, um **artigo de divulgação científica**, dos **campos jornalístico-midiático** e das **práticas de estudo e pesquisa**.
**Texto 1**
**Saúde e Amor: a importância do amor para a vida saudável**
*Litoplan — 14/06/2022*
Afinal de contas, o que é o amor? Temos dificuldade em defini-lo, apesar de sermos fascinados pelo assunto. De forma geral, o amor romântico apresenta diversos aspectos biológicos, como o desenvolvimento de vínculos emocionais, atração sexual e recorrência de pensamentos intrusivos. Apesar de ocorrerem com maior frequência e intensidade nas primeiras fases do amor, são sensações que nos acompanham durante toda a duração da relação afetiva. Ao nos depararmos com a pessoa amada ou até mesmo ao pensarmos nela, ativamos diversas áreas do nosso cérebro que estão relacionadas com a recompensa e a motivação. O processo é tão contagiante que desativamos também áreas como a amígdala e o córtex frontal e, assim, reduzimos quaisquer emoções negativas ou julgamentos que possam surgir sobre a pessoa. Por isso, podemos dizer que o amor é, de fato, cego.
Por outro lado, sabemos que a saúde do coração é importante, por isso nos exercitamos e prestamos atenção no que comemos. Porém, inúmeros estudos já comprovaram que também o amor é benéfico para a nossa saúde. Além de ser uma das emoções básicas do ser humano, produz uma série de reações químicas em nosso corpo que nos afetam de forma positiva. Desse modo, a ciência também consegue explicar como o amor influencia o nosso corpo e a mente. A felicidade inicial de estar apaixonado é estimulada por 3 substâncias químicas no cérebro: **noradrenalina, dopamina e feniletilamina**.
Ademais, não se trata apenas de amor romântico, mas do amor em suas muitas formas. Assim, são benéficas desde as relações com nosso grupo de amigos e parentes, até aquele relacionamento a longo prazo, com alguém especial. Desse modo, passar tempo com entes queridos também ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade. Além de o amor ser ótimo por razões inexplicáveis, existem alguns benefícios cientificamente comprovados para o ser humano. Eis alguns deles:
**Aumenta a autoestima**
O amor aumenta a produção de melatonina, que melhora a autoestima e proporciona uma sensação de vitalidade. Além disso, amar e ser amado ajudam a nos sentirmos importantes para os outros, o que nos dá segurança em nós mesmos.
**Auxilia a saúde do coração**
Seria impossível o amor não fortalecer o coração. Isso porque essa sensação de paixão ajuda na produção de dopamina, ocitocina e norepinefrina, três substâncias que reduzem os riscos de doenças cardiovasculares.
**Reduz níveis de estresse**
O cortisol é o hormônio liberado em resposta ao estresse e causa aumento na pressão arterial. No entanto, apaixonar-se reduz a produção desse hormônio, de forma que os efeitos negativos do estresse diminuem naturalmente.
**Diminui o índice de tristeza e mal-estar**
Havendo maior liberação de endorfinas, a sensação de felicidade aumenta, portanto são essas as substâncias conhecidas como antidepressivos naturais. Além disso, as endorfinas auxiliam o nosso sistema imunológico, melhorando as defesas do corpo contra doenças.
*Disponível em: https://litoplan.com.br/2022/06/14/saude-e-amor. Acesso em: 05 ago. 2024. Adaptado.*
Analisando o **Texto 1** globalmente, é **CORRETO** afirmar que, do ponto de vista ideológico, ele
A)se alinha a uma visão de mundo bem conservadora, já que defende laços familiares fortes e relacionamentos conjugais inquebrantáveis.
B)carece de uma visão mais crítica e aprofundada sobre a relação entre amor e saúde, pois só se apresentam pontos positivos dessa relação.
C)segue uma posição fria, típica da Ciência, e por isso explica o amor exclusivamente como produto da ação de substâncias químicas em nosso cérebro.
D)revela uma visão ingênua e romântica, pois define o amor como um conjunto de sensações que nos deixam “cegos” nas nossas relações afetivas.
E)adota uma perspectiva pós-moderna no tratamento do tema, razão pela qual explica a relação amor-saúde como algo que pode ser relativizado.
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**Texto 1**
[[FIGURA]]
A diversidade de povos e línguas destoa da realidade de povos indígenas que vivem isolados nas grandes cidades. Existem nas grandes cidades muitos povos vivendo em contexto de cidades. Os indígenas ocuparam diversas realidades, diversas cidades, bairros e bolsões de pobreza nas grandes metrópoles. Enfim, estamos em todas as partes do Brasil. Mas o imaginário construído pela sociedade brasileira, propagado por muitos, é de um indígena “atrasado”, “selvagem”, “não civilizado” e distante de tudo e de todos. Existe uma imagem construída que necessitamos repensar nos dias de hoje. [...]
Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/os-indigenas-ontem-e-hoje-sob-a-perspectiva-amerindia/. Acesso em: 21 jun. 2024. Adaptado.
Releia: “Os indígenas isolados que vivem no mundo contemporâneo não existem para grande parte da sociedade. Que sorte a deles! Por outro lado, é um perigo em uma sociedade com fome de capitalismo”.
Assinale a alternativa que resume **CORRETAMENTE** o posicionamento argumentativo desse trecho.
Imagens anexadas
A)Quem vive no mundo contemporâneo não pode acreditar no fato de que existem alguns indígenas isolados no Brasil.
B)Grande parte da nossa sociedade tem a sorte de não conviver com os indígenas que vivem isolados do mundo civilizado.
C)Os indígenas que se mantêm isolados da sociedade correm mais riscos que aqueles integrados às grandes cidades.
D)O capitalismo é um dos grandes riscos, principalmente para uma parte da nossa sociedade contemporânea.
E)Os indígenas isolados têm vantagem quando ignorados pela sociedade, mas a ganância capitalista é uma grave ameaça.
UPE2025SSA 3Questao 3PortuguêsMedia
Precisamos reconhecer que cada um de nós interage com a língua de uma forma diferente, a depender de múltiplos fatores, como a situação em que estamos, ou mesmo o lugar em que vivemos. Muito se fala nas diferenças entre o português do Brasil e o de Portugal. Sobre isso, leia o Texto 2, uma notícia — campo jornalístico-midiático — reproduzida numa tela de celular.
Texto 2
O Texto 2 é um exemplo de texto jornalístico produzido para circulação em meio digital, o que fica marcado explicitamente pela característica específica da
Imagens anexadas
A)multimodalidade, observada no uso da imagem das bandeiras no início do texto.
B)interatividade, percebida na possibilidade de seus leitores responderem ao texto.
C)hipertextualidade, evidenciada nos ícones de compartilhamento em outras redes.
D)autoria, revelada no fato de ter sido uma jornalista quem escreveu essa notícia.
E)conectividade, originária do fato de a leitura do texto ser feita apenas na internet.
UPE2025SSA 1Questao 3PortuguêsMedia
Todos nós experienciamos alguma forma de amor, seja nas relações familiares, no nosso círculo de amigos, seja com alguém especial ou até mesmo no afeto que conseguimos desenvolver com um animal de estimação. Entretanto, há pessoas que confundem amor com posse e, em alguns casos, o que se pensava que era amor acaba por se tornar violência. O **Texto 2**, um **infográfico**, do **campo da vida pessoal**, nos mostra alguns sinais do “falso amor”.
**Texto 2**
O **Texto 2**, como um infográfico, organiza-se na inter-relação entre elementos verbais e visuais. Sobre a funcionalidade e a integração entre esses dois elementos, assinale a alternativa **CORRETA**.
Imagens anexadas
A)A imagem que está posicionada no centro do texto e rodeada de elementos verbais já é uma pista importante para o leitor de que o texto aborda relacionamentos amorosos conflituosos.
B)Os balões em que aparecem os sinais do “falso amor” são alocados no texto em ordem decrescente de gravidade, ou seja, o ato de “paquerar todo mundo” é dado como o mais grave dentre todos.
C)No pequeno texto escrito do lado esquerdo do infográfico, sob o título “Fique atento aos sinais do falso amor”, a autora faz a narração de um caso de amor em que o “sinal amarelo” foi aceso.
D)Com a imagem que sobressai no centro do texto, o autor pretendeu ilustrar para suas leitoras as diversas formas de agressão nos relacionamentos, explicadas na parte verbal do infográfico.
E)Com as imagens pequenas de um coração partido e de uma interrogação, o autor do infográfico quis expressar sua total descrença em relacionamentos duradouros entre homens e mulheres.
UPE2025SSA 2Questao 4PortuguêsMedia
**Texto 2**
[[FIGURA]]
O livro traça um panorama sobre os povos indígenas isolados, de diversos territórios e regiões do Brasil, e reúne artigos de pesquisadores que se debruçaram sobre diferentes temas e regiões, trazendo, em grande parte dos casos, a perspectiva dos indígenas contatados que compartilham o território com os grupos isolados. Uirá Garcia escreve sobre os Awá Guajás, do Maranhão. Bruce Albert e Estevão Bertoni, sobre os isolados da Terra Indígena Yanomami (RR). Karen Shiratori, sobre os kawahivas que perambulam pelo sul do Amazonas, próximos aos índios Tenharim. O prefácio é de Eduardo Viveiros de Castro. O livro traz o depoimento dos coordenadores das Frentes de Proteção Etnoambiental da Funai, visões do *front* de quem vive e atua nos rincões mais afastados da Amazônia. Essas populações resistem nos últimos redutos de floresta, enquanto as dos não indígenas aproximam-se cada vez mais em sua busca por riquezas. Em algumas regiões, como a dos Kawahivas do Rio Pardo, no Mato Grosso, ou a dos os Awá Guajás, no Maranhão, os isolados sobrevivem a seu modo a poucos quilômetros de garimpeiros, caçadores e madeireiros. Uma vida em fuga, protegendo-se na invisibilidade que a floresta oferece.
Disponível em: https://acervo.socioambiental.org/acervo/publicacoes-isa/cercos-e-resistencias-povos-indigenas-isolados-na-amazonia-brasileira. Acesso em: 21 jun. 2024. Adaptado.
A resenha do livro “Cercos e Resistências: povos indígenas isolados na Amazônia Brasileira” (**Texto 2**), publicada em ambiente digital, tem por interlocutor preferencial o público que estuda o tema do livro. Qual elemento atende especialmente ao interesse de estudo do público leitor em questão?
Imagens anexadas
A)As imagens da capa.
B)As informações de identificação da obra.
C)Os nomes dos organizadores do livro.
D)A cidade e editora de publicação da obra.
E)Os hiperlinks, que levam a mais conteúdo.
UPE2025SSA 1Questao 4PortuguêsMedia
Todos nós experienciamos alguma forma de amor, seja nas relações familiares, no nosso círculo de amigos, seja com alguém especial ou até mesmo no afeto que conseguimos desenvolver com um animal de estimação. Entretanto, há pessoas que confundem amor com posse e, em alguns casos, o que se pensava que era amor acaba por se tornar violência. O **Texto 2**, um **infográfico**, do **campo da vida pessoal**, nos mostra alguns sinais do “falso amor”.
**Texto 2**
Todo texto é elaborado para cumprir um propósito. O **Texto 2**, por exemplo, pretende, sobretudo,
Imagens anexadas
A)divulgar novos canais pelos quais as mulheres podem denunciar agressões ou ameaças contra elas, cometidas por seus parceiros amorosos.
B)trazer conselhos para que casais que estão enfrentando problemas no relacionamento amoroso possam superá-los de uma maneira satisfatória.
C)alertar, especialmente as mulheres, para se manterem atentas a certos sinais de que seu relacionamento amoroso enfrenta problemas.
D)defender uma nova atitude para as mulheres, que deixem de ser submissas e ataquem seus parceiros amorosos sempre que se sentirem ameaçadas.
E)argumentar a favor de relacionamentos amorosos em que direitos sejam iguais, isto é, em que as mulheres possam revidar as ameaças dos parceiros.
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Precisamos reconhecer que cada um de nós interage com a língua de uma forma diferente, a depender de múltiplos fatores, como a situação em que estamos, ou mesmo o lugar em que vivemos. Muito se fala nas diferenças entre o português do Brasil e o de Portugal. Sobre isso, leia o Texto 2, uma notícia — campo jornalístico-midiático — reproduzida numa tela de celular.
Texto 2
A leitura do Texto 2 nos permite uma reflexão sobre os impactos das novas tecnologias digitais da informação e comunicação para o jornalismo. Um desses impactos, revelado em informação explícita no texto, é a
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