Sistemática e filogenia (cladograma)4% · 5 questões
Questões de Biologia do FUVEST
131 no total
Uma amostra das questões. Crie uma conta para resolver todas com correção e comentário.
FUVEST20261a faseQuestao 29BiologiaEcologia e poluição aquáticaMedia
O conceito de mercado de carbono foi formalizado a partir do Protocolo de Kyoto, em 1997, e foi impulsionado pelo Acordo de Paris, em 2015. No Brasil, o mercado de créditos de carbono foi formalizado em dezembro de 2024. Indique a alternativa que explica corretamente a ideia central acerca dos créditos de carbono.
A)Países com mais florestas devem receber créditos financeiros de países menos florestados para manter a floresta em pé.
B)Créditos de carbono correspondem a um aumento da taxa fotossintética e uma maior conversão de CO2 em matéria orgânica pelas florestas tropicais.
C)Créditos de carbono são obtidos por qualquer país, mesmo os mais industrializados, pela redução da emissão de CO2 e seus equivalentes na atmosfera.
D)Países industrializados geram muitos créditos de carbono, que podem ser repassados aos países menos poluidores, via mercado de carbono.
E)Há um limite de créditos de carbono que cada país pode emitir, estabelecido internacionalmente; ultrapassado tal limite, o país sofre sanções econômicas.
FUVEST20261a faseQuestao 56BiologiaSistemática e filogenia (cladograma)Media
Aristóteles produziu aquela que é considerada a primeira classificação dos organismos vivos, no mundo ocidental. Nela, considerou principalmente a existência de características compartilhadas para dividir os seres vivos em distintas categorias. Atualmente, a classificação dos seres vivos pauta-se no paradigma da Escola Filogenética (cladística). Tal escola
A)também realiza a análise de características compartilhadas entre os diferentes grupos de organismos, buscando identificar ancestrais comuns e relações de parentesco entre eles.
B)busca as diferenças entre os grupos de seres vivos, agrupando-os exclusivamente com base nessas diferenças, desconsiderando características compartilhadas.
C)abandona os princípios aristotélicos e adota ideias que propõem que os seres vivos evoluem com o passar do tempo, tornando-se sempre melhores que as gerações anteriores.
D)determina que os seres vivos se adaptam às condições do meio em que vivem e produzem descendentes portadores dessas adaptações, de forma sucessiva.
E)considera que características compartilhadas surgem apenas por convergência adaptativa, ou seja, organismos de linhagens diferentes, em um mesmo ambiente, podem desenvolver características comuns.
FUVEST20261a faseQuestao 57BiologiaTerapia gênica e expressão gênicaDificil
Em abril de 2025, uma empresa de biotecnologia anunciou que havia criado lobos com características de lobos-gigantes, ou dire-wolves, uma espécie extinta há milhares de anos. Para isso, a empresa obteve o genoma de lobos-gigantes e o comparou com o genoma de lobos modernos. Com base nesta comparação, foram feitas 20 modificações em 14 genes do genoma do lobo moderno, utilizando tecnologias de edição gênica. Em seguida, o núcleo de uma célula de lobo moderno contendo o DNA editado foi inserido em óvulos anucleados de cachorras. Por fim, os óvulos foram inseminados em cachorras, possibilitando a gestação. O resultado foi o nascimento de três filhotes, dois machos e uma fêmea, que possuem pelagem branca e espessa, além de um tamanho corporal maior, lembrando o fenótipo esperado de um lobo-gigante.
Disponível em: https://colossal.com/. Se, no futuro, a empresa resolver acasalar estes filhotes, espera-se que a prole seja parecida com
A)cachorros, pois os óvulos utilizados para gerar os filhotes é desta espécie.
B)lobos-gigantes, uma vez que cada geração tenderá a ser mais parecida com a espécie extinta.
C)lobos modernos selvagens, uma vez que as edições no genoma não são hereditárias.
D)lobos modernos modificados, pois os núcleos utilizados para gerar os filhotes são desta espécie.
E)nenhuma espécie conhecida, pois os efeitos da edição genética são imprevisíveis.
FUVEST20261a faseQuestao 64BiologiaMicrobiologia (alvos celulares de antimicrobianos)Media
Após a confirmação da primeira morte humana por gripe aviária nos Estados Unidos, surge a dúvida sobre a possibilidade de uma nova pandemia. Embora os vírus da gripe aviária ataquem principalmente aves, eles também podem infectar outros animais, incluindo humanos. Infecções humanas com vírus da gripe aviária são raras e, normalmente, não se transmitem de pessoa para pessoa.
Os cientistas concordam que mudanças-chave na sequência genética do vírus seriam necessárias para iniciar uma pandemia. Cada vez que um vírus infecta uma célula e novas unidades virais são produzidas, erros podem ocorrer. Ocasionalmente, há uma mudança genética que ajuda o vírus a se tornar melhor em infectar células. Assim, essa versão do vírus pode superar outras, infectando novos hospedeiros ou novos tipos de hospedeiros.
Disponível em https://www.cnnbrasil.com.br/. Adaptado. Com base no texto, as mutações no vírus da gripe aviária
A)ocorrem quando eles infectam espécies diferentes.
B)são induzidas unicamente pela resposta imune do organismo hospedeiro.
C)ocorrem quando o vírus se replica dentro das células infectadas.
D)são consequência direta do contato frequente com aves migratórias portadoras do vírus.
E)ocorrem apenas quando o vírus entra em contato com medicamentos antivirais.
FUVEST20261a faseQuestao 65BiologiaImunologia (apresentação de antígenos)Facil
A vacina contra a dengue co-desenvolvida pelo Brasil, a Qdenga, começou a ser oferecida pelo SUS em 2024. Indivíduos imunocompetentes recebem vírus atenuados ao serem vacinados, adquirindo imunidade sem ficar doentes. Pessoas com imunodeficiências, indivíduos com HIV sintomático, gestantes e lactantes não podem ser vacinadas. No entanto, estas pessoas podem ser beneficiadas com a vacinação da população, pois
A)pessoas não-vacinadas adquirem imunidade por contato com vacinados.
B)mosquitos transmissores da dengue morrem ao picar pessoas vacinadas.
C)vírus atenuados alteram o material genético dos vírus selvagens.
D)as chances de epidemias diminuem quando a cobertura vacinal é alta.
E)pessoas vacinadas liberam anticorpos contra o vírus no ambiente.
FUVEST20261a faseQuestao 70BiologiaFisiologia sensorial (visão: cones e bastonetes)Media
Leia o texto a seguir para responder às questões 68 a 70.
Think for a minute about the little bumps on your tongue. You probably saw a diagram of those taste bud arrangements once in a biology textbook — sweet sensors at the tip, salty on either side, sour behind them, bitter in the back. But the idea that specific tastes are confined to certain areas of the tongue is a myth that “persists in the collective consciousness, despite decades of research debunking it”, according to a review published this month in The New England Journal of Medicine. Also wrong: the notion that taste is limited to the mouth. The old diagram, which has been used in many textbooks over the years, originated in a study published by David Hanig, a German scientist, in 1901. But the scientist was not suggesting that various tastes are segregated on the tongue. He was actually measuring the sensitivity of different areas, said Paul Breslin, a researcher at Monell Chemical Senses Center in Philadelphia. “What he found was that you could detect things at a lower concentration in one part relative to another,” Dr. Breslin said. The tip of the tongue, for example, is dense with sweet sensors but contains the others as well. The map’s mistakes are easy to confirm. If you place a lemon wedge at the tip of your tongue, it will taste sour, and if you put a bit of honey toward the side, it will be sweet. The perception of taste is a remarkably complex process, starting from that first encounter with the tongue. Taste cells have a variety of sensors that signal the brain when they encounter nutrients or toxins. For some tastes, tiny pores in cell membranes let taste chemicals in. Such taste receptors aren’t limited to the tongue; they are also found in the gastrointestinal tract, liver, pancreas, fat cells, brain, muscle cells, thyroid and lungs. We don’t generally think of these organs as tasting anything, but they use the receptors to pick up the presence of various molecules and metabolize them, said Diego Bohórquez, a self-described gut-brain neuroscientist at Duke University. For example, when the gut notices sugar in food, it tells the brain to alert other organs to get ready for digestion.
New York Times. May 29, 2024. Adaptado.
Nós sentimos o sabor dos alimentos com o cérebro!
Esta afirmação à primeira vista nos parece estranha. No entanto, assim como ocorre em todos os sentidos do sistema sensorial, no caso do paladar, a percepção consciente do sabor só acontece quando sinais específicos chegam ao cérebro. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a informação descrita neste processo.
A)Os componentes químicos dos alimentos interagem com proteínas receptoras nas células gustativas, e um potencial de ação é transmitido ao cérebro.
B)Os componentes químicos dos alimentos são convertidos em uma corrente elétrica que estimula o músculo da língua.
C)No processo de transdução sensorial do paladar, os componentes químicos dos alimentos são convertidos em um impulso hormonal que ativa as glândulas salivares.
D)Os componentes químicos dos alimentos ativam, diretamente, os neurônios responsáveis por transmitir os sinais gustativos ao cérebro.
E)A primeira etapa da transdução de sinal no paladar ocorre quando os receptores gustativos são ativados por hormônios digestivos.
FUVEST20261a faseQuestao 78BiologiaCitologiaMedia
A bióloga Lynn Margulis publicou um polêmico artigo em 1967 propondo que algumas organelas das células eucarióticas poderiam ser o resultado de eventos de endossimbiose, no qual bactérias passaram a viver em simbiose dentro de células eucarióticas até serem completamente incorporadas a elas. A hipótese de Margulis sofreu muita oposição, até que evidências experimentais mostraram que algumas organelas de fato possuíam muitas similaridades com bactérias. Entre as evidências de endossimbiose, podemos citar:
A)As membranas duplas dos núcleos.
B)Os ribossomos aderidos ao retículo endoplasmático.
Leia o texto a seguir para responder às questões 79 a 81.
During the nineteen-seventies and eighties, a researcher at the University of Washington started noticing something strange in the college’s experimental forest. For years, a blight of caterpillars had been munching the trees to death. Then, suddenly, the caterpillars themselves started dying off. The forest was able to recover. But what had happened to the caterpillars? The researcher, David Rhoades, who had a background in chemistry and zoology, found that the trees in the forest had changed the chemistry of their leaves, to the detriment of the caterpillars. Even more surprising, trees that had been nibbled by caterpillars weren’t the only ones that had changed their chemistry. Some were changing their leaves before caterpillars reached them, as if they’d received a warning. A shocking possibility presented itself: the trees were signalling to one another. Zoë Schlanger recounts Rhoades’s story in her new book, “The Light Eaters: How the Unseen World of Plant Intelligence Offers a New Understanding of Life on Earth.” The contemporary world of botany that Schlanger explores in “The Light Eaters” is still divided over the matter of how plants sense the world and whether they can be said to communicate. But, in the past twenty years, the idea that plants communicate has gained broader acceptance. Research in recent decades has shown garden-variety lima beans protecting themselves by synthesizing and releasing chemicals to summon the predators of the insects that eat them; lab-grown pea shoots navigating mazes and responding to the sound of running water; and a chameleonic vine in the jungles of Chile mimicking the shape and color of nearby plants by a mechanism that’s not yet understood. Schlanger acknowledges that some of the research yields as many questions as answers. It’s not clear how the vine gathers information about surrounding plants to perform its mimicry.
New Yorker. 12 June 2024. Adaptado.
Conforme o texto, a experiência conduzida por David Rhoades, na floresta experimental da Universidade de Washington, tornou-se marcante para a botânica, por revelar a
A)dependência das árvores de inimigos naturais para a manutenção do equilíbrio das florestas.
B)alteração da composição das folhas, capaz de comprometer a sobrevivência de insetos herbívoros.
C)variabilidade das lagartas como fator decisivo para a resiliência dos ecossistemas.
D)influência determinante da fertilidade do solo na recuperação da vegetação.
E)oscilação natural das populações de pragas como causa da regeneração florestal.
Leia o texto a seguir para responder às questões 79 a 81.
During the nineteen-seventies and eighties, a researcher at the University of Washington started noticing something strange in the college’s experimental forest. For years, a blight of caterpillars had been munching the trees to death. Then, suddenly, the caterpillars themselves started dying off. The forest was able to recover. But what had happened to the caterpillars? The researcher, David Rhoades, who had a background in chemistry and zoology, found that the trees in the forest had changed the chemistry of their leaves, to the detriment of the caterpillars. Even more surprising, trees that had been nibbled by caterpillars weren’t the only ones that had changed their chemistry. Some were changing their leaves before caterpillars reached them, as if they’d received a warning. A shocking possibility presented itself: the trees were signalling to one another. Zoë Schlanger recounts Rhoades’s story in her new book, “The Light Eaters: How the Unseen World of Plant Intelligence Offers a New Understanding of Life on Earth.” The contemporary world of botany that Schlanger explores in “The Light Eaters” is still divided over the matter of how plants sense the world and whether they can be said to communicate. But, in the past twenty years, the idea that plants communicate has gained broader acceptance. Research in recent decades has shown garden-variety lima beans protecting themselves by synthesizing and releasing chemicals to summon the predators of the insects that eat them; lab-grown pea shoots navigating mazes and responding to the sound of running water; and a chameleonic vine in the jungles of Chile mimicking the shape and color of nearby plants by a mechanism that’s not yet understood. Schlanger acknowledges that some of the research yields as many questions as answers. It’s not clear how the vine gathers information about surrounding plants to perform its mimicry.
New Yorker. 12 June 2024. Adaptado.
O caso da vinha chilena apresentado no texto suscita questionamentos científicos quanto
A)à capacidade de adaptar seu ciclo reprodutivo às condições ecológicas.
B)à dependência de polinizadores para manter sua plasticidade fenotípica.
C)à influência da altitude na coloração e textura das folhas imitadas.
D)ao papel da simbiose com fungos na alteração morfológica.
E)ao modo como o vegetal reproduz características visuais de espécies vizinhas.
A figura a seguir corresponde a células estomáticas da folha de uma planta de mata atlântica, em dois momentos distintos.
É correto afirmar que a seta Z representa
Imagens anexadas
A)a passagem de uma condição de escuro (noite) para alta luminosidade (dia).
B)a diminuição da concentração de solutos na célula estomática.
C)o aumento da umidade relativa do ar ao longo do dia.
D)a intensificação da concentração de água no solo em que a planta se encontra.
E)o aumento do nível de turgescência (turgor) da célula estomática.
FUVEST20261a faseQuestao 85BiologiaEcologia: nicho e competiçãoMedia
A figura a seguir representa nichos ecológicos de duas espécies que utilizam um dado recurso ambiental em comum e de forma semelhante.
É correto afirmar que a área N representa
Imagens anexadas
A)uma região de sobreposição de nichos, na qual pode ocorrer competição intraespecífica e interespecífica.
B)uma área fictícia, já que, por definição, nicho é algo exclusivo de uma espécie e não pode se sobrepor a outro nicho.
C)o conceito de habitat, que corresponde ao local em que duas ou mais espécies distintas coabitam.
D)o próprio recurso compartilhado pelas duas espécies de forma simétrica e equilibrada.
E)o surgimento de um outro nicho, no qual os organismos ali presentes podem evoluir, originando uma nova espécie.
FUVEST20261a faseQuestao 86BiologiaZoologia: sistemas circulatórios em invertebradosMedia
A rega e o zelo geraram uma infinidade de seres que descobria nos dedos ao mexer na terra: minhocas, besouros verdes, bichos-de-conta.
Djaimilia Pereira de Almeida. A visão das plantas. Na obra A visão das plantas (2021) são descritas características dos animais e das plantas no jardim cuidado por Celestino. Nesta frase, são citados animais que pertencem a diferentes grupos de invertebrados, como as minhocas (anelídeos), os besouros (insetos) e os bichos-de-conta (crustáceos), também conhecidos como tatuzinhos de jardim. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a informação sobre o sistema respiratório destes grupos.
A)Os besouros e os bichos-de-conta apresentam respiração traqueal, sendo a umidade do solo importante em ambos os casos.
B)As minhocas apresentam respiração cutânea e os besouros apresentam respiração traqueal, sendo a umidade do solo importante em ambos os casos.
C)Os besouros apresentam respiração traqueal e os bichosde-conta apresentam respiração pulmonar, e a umidade do solo não é importante na respiração destes animais.
D)As minhocas, os besouros e os bichos-de-conta apresentam respiração branquial, sendo a umidade do solo importante na respiração dos três animais.
E)As minhocas, os besouros e os bichos-de-conta apresentam respiração pulmonar, e a umidade do solo não é importante na respiração dos três animais.
No Presarium Vestibulares, você resolve essas questões com correção na hora, comentário e um painel que cruza a incidência com o seu desempenho — e monta sua lista de prioridade automaticamente.