Filosofia · FUVEST

Questões de Filosofia do FUVEST

13 questões de Filosofia do FUVEST (2016–2026): os tópicos que mais caem e uma amostra para treinar de graça.

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Filosofia no FUVEST (tópico × ano)

2016–2026
Topico202620252024202320222016
Filosofia antiga11
Filosofia medieval2
Ética e Direitos Humanos1
Fenomenologia1
Filosofia contemporânea1
Filosofia política (Maquiavel)1
Lógica e argumentação1
Metafísica1
Racionalidade e condições histórico-sociais1
Renascimento e humanismo1

Tópicos de Filosofia que mais caem

  • Filosofia antiga15% · 2 questões
  • Filosofia medieval15% · 2 questões
  • Ética e Direitos Humanos8% · 1 questão
  • Fenomenologia8% · 1 questão
  • Filosofia contemporânea8% · 1 questão
  • Filosofia política (Maquiavel)8% · 1 questão
  • Lógica e argumentação8% · 1 questão
  • Metafísica8% · 1 questão

Questões de Filosofia do FUVEST

Uma amostra das questões. Crie uma conta para resolver todas com correção e comentário.

FUVEST20261a faseQuestao 45FilosofiaRenascimento e humanismoMedia
Decretou então o ótimo Artífice que àquele ao qual nada de próprio pudera dar tivesse como privativo tudo quanto fora partilhado por cada um dos demais. Assim, pois, tomou o homem, essa obra de tipo indefinido, e, tendo-o colocado no centro do universo, falou-lhe nestes termos: ‘A ti, ó Adão, não temos dado nem uma sede determinada, nem um aspecto peculiar, nem uma função singular precisamente para que o lugar, a imagem e as tarefas que reclamas para ti, tudo isso tenhas e realizes, mas pelo mérito de tua vontade e livre consentimento. As outras criaturas já foram prefixadas em sua constituição pelas leis por nós estatuídas. Tu, porém, não estás contido por amarra nenhuma. Antes, pela decisão do arbítrio, em cujas mãos te depositei, hás de predeterminar a tua compleição pessoal. Eu te coloquei no centro do mundo, a fim de poderes inspecionar, daí, de todos os lados, da maneira mais cômoda, tudo que existe. Pico della Mirandola. Discurso sobre a dignidade do homem. In: PICO, Giovanni, Conde de Mirândola e de Concórdia. A dignidade do homem. 2ª. ed. Campo Grande: Solivros/Uniderp, 1999. Adaptado. Elaborado em 1486, na região da atual Itália, o texto do humanista Pico della Mirandola apresenta algumas características do movimento renascentista, dentre as quais
  1. A)a ética protestante e o espírito do capitalismo.
  2. B)a perspectiva da evolução e do etnocentrismo.
  3. C)a imortalidade do ser humano como pilar da construção da vida terrena.
  4. D)o antropocentrismo pela ausência da referência divina.
  5. E)a autonomia do ser humano como construtor de sua própria trajetória de vida.
FUVEST20251a faseQuestao 6FilosofiaFenomenologiaDificil
Leia o texto e analise a charge a seguir. “Se, compreendendo um outro ser humano, penetro profundamente no horizonte do que lhe é próprio, então logo me depararei com o fato de que, assim como o seu corpo se encontra no meu campo de percepção, também o meu corpo se encontra no dele, e que, em geral, ele me experiencia sem mais como um outro para ele, tal como eu o experiencio como outro para mim.” HUSSERL, E. Meditações cartesianas. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2013. Bira Dantas. Disponível em https://facebook.com/. O filósofo Edmund Husserl propõe uma reflexão sobre como cada pessoa estabelece relações com as outras. Ocorre uma equiparação dos pontos de vista, de modo que cada uma aparecerá às demais não como uma consciência incomparável, mas justamente como uma outra pessoa. Essa ideia ajuda a entender a perspectiva crítica contida na charge: certas condições ou características que percebemos como depreciativas em outras pessoas também podem ser percebidas da mesma maneira pelos outros em nós. Qual situação reproduz essa estrutura de equiparação exibida na charge?
Imagens anexadas
  1. A)Torcedores de diversos times de futebol se reúnem desanimados para assistir a um jogo da seleção.
  2. B)Religiosos conservadores sugerem banir livros eróticos doados por desconhecidos para a sua comunidade.
  3. C)Com medo da violência, um homem passa a andar armado na rua e assusta os transeuntes.
  4. D)Um homem acusa uma mulher de racismo e algumas testemunhas confirmam a versão dele para a polícia.
  5. E)Um trabalhador denuncia ao chefe um colega por assédio moral, mas esse último não é punido.
FUVEST20251a faseQuestao 7FilosofiaLógica e argumentaçãoMedia
Disponível em https://screenrant.com/funniest-peanuts-comics-charliebrown-vs-lucy/. Falácias são argumentos que podem até parecer à primeira vista bem construídos logicamente, mas são falhos, seja em termos do uso da linguagem, de pertinência temática ou de correção formal. Os primeiros estudos sistemáticos das falácias foram feitos pelo filósofo Aristóteles, que classificou alguns dos argumentos falaciosos mais comuns. No terceiro quadrinho da história, uma personagem se serve de um argumento falacioso bastante conhecido a fim de persuadir o outro. Esse argumento pode ser classificado como um caso de qual tipo de falácia?
Imagens anexadas
  1. A)Ataque à pessoa.
  2. B)Apelo à piedade.
  3. C)Apelo à força.
  4. D)Ambiguidade.
  5. E)Apelo à ignorância.
FUVEST20251a faseQuestao 8FilosofiaFilosofia medievalDificil
“Eu não venero a criação mais do que o Criador, mas venero a criatura criada como eu sou, adotando a criação de maneira livre e espontânea, de modo que Ele possa elevar nossa natureza e nos tornar partícipes de Sua natureza divina. Sendo assim, eu me atrevo a fazer uma imagem do Deus invisível não como invisível, mas como tendo se tornado visível por nossa causa, tornando-se carne e sangue. Eu não faço uma imagem da divindade imortal. Eu pinto a carne visível de Deus, pois é impossível representar o espírito e ainda mais Deus, que dá vida ao espírito.” John Damascene. On holy images. Disponível em https://www.gutenberg.org/files/49917/ (Adaptado). Nessa citação, João Damasceno (675-749), monge e teólogo cristão do período medieval, dirige-se contra o movimento iconoclasta ao
  1. A)colocar a criatura no mesmo nível do Criador.
  2. B)reduzir a divindade a seus elementos materiais.
  3. C)identificar a imagem visível com a natureza divina.
  4. D)negar o dogma da divindade de Jesus Cristo.
  5. E)justificar a veneração de imagens sagradas.
FUVEST20251a faseQuestao 9FilosofiaFilosofia contemporâneaDificil
“A mídia digital é uma mídia da presença. A sua temporalidade é o presente imediato. A comunicação digital se caracteriza pelo fato de que informações são produzidas, enviadas e recebidas sem mediação por meio de intermediários. Mediação e representação são interpretadas como não transparência e ineficiência, como congestionamento de tempo e de informação. Uma mídia eletrônica de massa clássica como o rádio só permite uma comunicação unilateral. O destinatário da mensagem é condenado à passividade. Hoje não somos mais destinatários e consumidores passivos de informação, mas sim remetentes e produtores ativos. Não nos contentamos mais em consumir informações passivamente, mas sim queremos produzi-las e comunicá-las ativamente nós mesmos. Somos simultaneamente consumidores e produtores.” HAN, Byung-Chul. No enxame: Perspectivas do digital. São Paulo: Editora Vozes, 2018. p.35-36 (Adaptado). Segundo o texto, a mídia digital distingue-se da mídia de massa tradicional por
  1. A)reforçar a separação entre consumidor e produtor, resultante da ampliação da comunicação unilateral na internet.
  2. B)apostar na passividade do público, que precisa de um mediador para poder comunicar informações ativamente.
  3. C)gerar excesso de informação, que consolida estrutura capaz de condenar todos os consumidores à passividade.
  4. D)provocar presentificação, decorrente da dissolução dos intermediários e da combinação dos papéis de consumidor e produtor.
  5. E)dissolver a distinção entre produtor e consumidor, causadora de congestionamento de tempo e de informação.
FUVEST20251a faseQuestao 44FilosofiaFilosofia medievalDificil
Disponível em https://br.pinterest.com/. “Quem negaria que os futuros ainda não são? Mas já está na mente a espera dos futuros. E quem negaria que os passados já não são? Todavia, ainda está na mente a memória dos passados. E quem negaria que o tempo presente não tem extensão temporal, porque passa em um instante? Todavia, perdura a atenção, pela qual o que está presente se encaminha para a ausência.” Agostinho de Hipona. Confissões. Ao propor uma aproximação entre a fala da personagem Calvin no quadrinho e o trecho citado das Confissões de Agostinho, é possível encontrar semelhanças com relação à descrição do tempo e sua compreensão filosófica. Dentre as afirmativas a seguir, qual delas pode ser considerada verdadeira para ambos os casos?
Imagens anexadas
  1. A)A passagem do tempo é ilusória.
  2. B)O tempo desfaz a mudança.
  3. C)Há um paradoxo na compreensão do tempo.
  4. D)Os momentos do tempo identificam-se entre si.
  5. E)Há ruptura completa entre o tempo presente e o futuro.
FUVEST20241a faseQuestao 10FilosofiaÉtica e Direitos HumanosFacil
“Por quê? Porque pensar em direitos humanos tem um pressuposto: reconhecer que aquilo que consideramos indispensável para nós é também indispensável para o próximo. (...). Nesse ponto as pessoas são frequentemente vítimas de uma curiosa obnubilação. Elas afirmam que o próximo tem direito, sem dúvida, a certos bens fundamentais, como casa, comida, instrução, saúde, coisas que ninguém bem formado admite hoje em dia que sejam privilégio de minorias, como são no Brasil. Mas será que pensam que seu semelhante pobre teria direito a ler Dostoievski ou ouvir os quartetos de Beethoven? (...). Ora, o esforço para incluir o semelhante no mesmo elenco de bens que reivindicamos está na base da reflexão sobre os direitos humanos.” CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 3ª ed. revista e ampliada. São Paulo: Duas Cidades, 1995. Com base na leitura do texto, pode-se afirmar que Antonio Candido defende que o acesso a bens como a literatura e a música
  1. A)é privilégio de minorias, pois são bens que exigem reflexão.
  2. B)deve ser reivindicado como um direito, e não como um privilégio.
  3. C)vitimiza as pessoas que não têm acesso a bens fundamentais para viver.
  4. D)humaniza as minorias privilegiadas, incentivando-as a compartilhar seu conhecimento.
  5. E)é indispensável para quem luta pelos direitos humanos.
FUVEST20241a faseQuestao 23FilosofiaFilosofia antigaDificil
“Quero dizer, numa palavra, que, levando em conta todas as coisas que nascem, devemos verificar se em cada caso é bem assim que nasce cada um dos seres, isto é, se os contrários não nascem senão dos seus próprios contrários, em toda parte onde existe tal relação: entre o belo, por exemplo, e o feio, que é, penso, o seu contrário; entre o justo e o injusto; e assim milhares de outros casos. (...) Exemplo: quando uma coisa se torna maior, não é necessário que ela anteriormente tenha sido menor, para em seguida se tornar maior?” Platão, Fédon, p.79. No trecho transcrito do texto Fédon, Platão propõe uma compreensão filosófica própria sobre a relação existente entre os opostos. Com base nela, dentre as inferências possíveis, aquela que descreve a articulação principal entre dois termos que se opõem é:
  1. A)Entre os opostos, é possível inferir uma relação principal de complementariedade.
  2. B)Entre os opostos, é possível inferir uma relação principal de alternância.
  3. C)Entre os opostos, é possível inferir uma relação principal de exclusão.
  4. D)Entre os opostos, é possível inferir uma relação principal de anulação.
  5. E)Entre os opostos, é possível inferir uma relação principal de geração.
FUVEST20231a faseQuestao 30FilosofiaMetafísicaMedia
“Mas não medimos os tempos que passam, quando os medimos pela sensibilidade. Quem pode medir os tempos passados que já não existem ou os futuros que ainda não chegaram? Só se alguém se atrever a dizer que pode medir o que não existe! Quando está decorrendo o tempo, pode percebê-lo e medi-lo. Quando, porém, já estiver decorrido, não o pode perceber nem medir, porque esse tempo já não existe”. Santo Agostinho. Confissões. O tempo físico e o tempo psicológico se diferenciam na medida em que o primeiro se firma na objetividade e o segundo, na subjetividade. De acordo com os argumentos de Santo Agostinho, pode-se dizer que, no romance Angústia, de Graciliano Ramos, a passagem que melhor exprime a duração interior é:
  1. A)“– 1910. Minto, 1911. 1911, Manuel?”
  2. B)“Os galos marcavam o tempo, importunavam mais que os relógios.”
  3. C)“Julião Tavares ia afastar-se, dissipar-se, virar neblina.”
  4. D)“Mas no tempo não havia horas.”
  5. E)“O espírito de Deus boiava sobre as águas.”
FUVEST20231a faseQuestao 31FilosofiaTeoria do conhecimentoFacil
O filósofo David Hume apresenta a seguinte relação entre sensações (ou, em suas palavras, sentimentos) e ideias: “Em suma, todos os materiais do pensamento são derivados do nosso sentimento externo e interno. Apenas a mistura e composição destes materiais compete à mente e à vontade. Ou, para me expressar em linguagem filosófica, todas as nossas ideias ou percepções mais fracas são cópias das nossas impressões, ou percepções mais vívidas”. HUME, David. Investigação sobre o entendimento humano. Lisboa: Imprensa Nacional / Casa da Moeda, 2002. É possível tornar mais clara a concepção de Hume vinculando-a a fatos cotidianos. Qual situação confirma a relação proposta no excerto?
  1. A)Algumas pessoas não sabem de onde vêm os seus sonhos.
  2. B)Uma pessoa com boa memória pode se lembrar mais facilmente das suas ideias.
  3. C)Uma pessoa que nunca experimentou guaraná não pode ter ideia do seu sabor.
  4. D)É possível manter a ideia de um cavalo alado por muito tempo na mente.
  5. E)Comer uma maçã envolve experiências sensoriais.
FUVEST20231a faseQuestao 55FilosofiaFilosofia antigaMedia
“Todos os homens, por natureza, tendem ao saber. Sinal disso é o amor pelas sensações. De fato, eles amam as sensações por si mesmas, independentemente de sua utilidade e amam, acima de todas, a sensação da visão. Com efeito, não só em vista da ação, mas mesmo sem nenhuma intenção de agir, nós preferimos o ver, em certo sentido, a todas as outras sensações. E o motivo está no fato de que a visão nos proporciona mais conhecimento do que todas as outras sensações e nos torna manifestas numerosas diferenças entre as coisas”. Aristóteles. Metafísica, São Paulo: Loyola, 2002. Nessa passagem, a tese principal apresentada por Aristóteles é a de que “todos os homens, por natureza, tendem ao saber”. Com base na construção do argumento, descrever a sensação da visão tem, como função principal, a seguinte tarefa:
  1. A)Delimitar a tese, mostrando que o conhecimento se dá sobretudo nas sensações.
  2. B)Explicar a tese, mostrando qual o significado da tendência ao conhecimento.
  3. C)Refutar a tese, mostrando que o amor às sensações se sobrepõe à tendência ao saber.
  4. D)Deduzir consequências da tese, mostrando as implicações da tendência humana ao saber.
  5. E)Sustentar a tese, mostrando que o privilégio dessa sensação se deve à sua relação com o saber.
FUVEST20221a faseQuestao 15FilosofiaRacionalidade e condições histórico-sociaisMedia
No texto do filósofo francês Maurice Merleau-Ponty é estabelecida uma conexão entre as relações sociais e a racionalidade dos indivíduos: A sociedade humana não é uma comunidade de espíritos racionais, só se pode compreendê-la assim nos países favorecidos, em que o equilíbrio vital e econômico foi obtido localmente e por certo tempo. Maurice Merleau-Ponty, Fenomenologia da percepção, p.89. Qual sentença, se tomada como verdadeira, reforça a posição exprimida pelo filósofo no trecho?
  1. A)A racionalidade é uma potência espiritual que se impõe sobre as circunstâncias históricas.
  2. B)O equilíbrio vital e econômico é uma força irracional que se contrapõe aos espíritos racionais.
  3. C)Nos países favorecidos, as pessoas são naturalmente mais racionais.
  4. D)A racionalidade das relações sociais depende da estabilidade de circunstâncias históricas.
  5. E)Os espíritos racionais são responsáveis pelo equilíbrio vital e econômico dos países favorecidos.
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