Filosofia · UEA

Questões de Filosofia do UEA

13 questões de Filosofia do UEA (2017–2024): os tópicos que mais caem e uma amostra para treinar de graça.

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Filosofia no UEA (tópico × ano)

2017–2024
Topico2024202220212020201920182017
Filosofia antiga21
Estética — o belo e o sublime1
Ética1
Existencialismo: liberdade e responsabilidade em Sartre1
Filosofia política1
Filosofia política — Aristóteles1
Kant e o Criticismo1
Platão / Teoria das Ideias1
Política e cidadania em Aristóteles1
Sofística e retórica na Grécia antiga1

Tópicos de Filosofia que mais caem

  • Filosofia antiga23% · 3 questões
  • Estética — o belo e o sublime8% · 1 questão
  • Ética8% · 1 questão
  • Existencialismo: liberdade e responsabilidade em Sartre8% · 1 questão
  • Filosofia política8% · 1 questão
  • Filosofia política — Aristóteles8% · 1 questão
  • Kant e o Criticismo8% · 1 questão
  • Platão / Teoria das Ideias8% · 1 questão

Questões de Filosofia do UEA

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UEA2024Conhecimentos GeraisQuestao 15FilosofiaFilosofia políticaMedia
A propaganda do movimento totalitário serve também para libertar o pensamento da experiência e da realidade; procura sempre injetar um significado secreto em cada evento público tangível e farejar intenções secretas atrás de cada ato político público. Quando chegam ao poder, os movimentos passam a alterar a realidade segundo as suas afirmações ideológicas. O conceito de inimizade é substituído pelo conceito de conspiração, e isso produz uma mentalidade na qual já não se experimenta e se compreende a realidade em seus próprios termos — a verdadeira inimizade ou a verdadeira amizade — mas automaticamente se presume que ela significa outra coisa. (Hannah Arendt. Origens do totalitarismo, 2012.) De acordo com o excerto, o movimento totalitário utiliza a propaganda para
  1. A)descobrir os projetos confidenciais dos grupos políticos rivais.
  2. B)difundir suas ideologias que remodelam a realidade.
  3. C)divulgar os ideais do liberalismo, por exemplo, a liberdade de expressão.
  4. D)proporcionar uma visão de mundo que se baseia na experiência sensorial.
  5. E)formar uma opinião pública favorável à diversidade de convicções.
UEA2022Conhecimentos GeraisQuestao 24FilosofiaÉticaMedia
A pergunta fundamental da ética para Kant é: O que devo fazer? No livro A crítica da razão prática, Kant escreveu: “Faça de tal modo que a sua vontade possa valer sempre e ao mesmo tempo como princípio de uma legislação universal”. Ou seja, para Kant, as normas morais devem, obrigatoriamente,
  1. A)reconhecer a capacidade de cada indivíduo criar os seus próprios valores.
  2. B)ajustar-se de maneira precisa aos condicionamentos de um determinado momento histórico.
  3. C)aceitar as imposições das condições naturais dos homens.
  4. D)auxiliar cada indivíduo a alcançar plenamente a felicidade.
  5. E)aplicar-se às vontades de todos os seres racionais.
UEA2021Conhecimentos GeraisQuestao 23FilosofiaFilosofia política — AristótelesMedia
O homem é o ser sociável por excelência. Como é o único entre os animais que tem o dom da palavra, ele pode expressar as noções de bem, de mal, de justo, de injusto, e de sentimentos semelhantes que estão na base da formação do Estado. Aquele que não pudesse, ou não pretendesse viver em sociedade, não seria propriamente um homem, mas uma fera selvagem ou um deus. O primeiro a instituir uma associação política fez o maior benefício à humanidade. O homem aperfeiçoado pela sociedade é o primeiro dos animais, mas pode ser o último, caso viva sem leis e sem justiça. (Aristóteles. La política, 2003. Adaptado.) Aristóteles argumenta que a associação humana é
  1. A)a força contentora do espírito naturalmente belicoso e cruel dos homens.
  2. B)produzida por princípios religiosos e éticos comuns a alguns seres humanos.
  3. C)sustentada pelo interesse social e econômico da aristocracia.
  4. D)formada por um acordo deliberado de homens racionais e livres.
  5. E)a garantia necessária da existência material e moral do homem.
UEA2021Conhecimentos GeraisQuestao 24FilosofiaEstética — o belo e o sublimeDificil
Na contemplação do belo o conhecer puro ganhou a preponderância sem luta: a beleza do objeto facilita o conhecimento de sua Ideia. O sentimento do sublime nasce exatamente do fato de um objeto que tem relações desfavoráveis, hostis, com a vontade tornar-se objeto de contemplação. (Arthur Schopenhauer. Metafísica do belo, 2003. Adaptado.) As contemplações do belo e do sublime são semelhantes e, em um aspecto, diferentes. O belo distingue-se do sublime por
  1. A)ajustar-se de imediato às dimensões humanas da observação.
  2. B)modificar as percepções habituais dos objetos artísticos.
  3. C)desvelar o mundo por meio da intensificação sensorial.
  4. D)transgredir a sensação de oposição entre o homem e a natureza.
  5. E)satisfazer aos anseios de felicidade dos observadores.
UEA2020Conhecimentos GeraisQuestao 23FilosofiaFilosofia antigaMedia
— Imagina o seguinte. Se um homem descesse de novo para o seu antigo posto, não teria os olhos cheios de trevas, ao regressar subitamente da luz do Sol? E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros acaso não causaria o riso, e não diriam dele que por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam? (Platão. A república, 1993. Adaptado.) O texto, uma passagem da “Alegoria da Caverna”, pode estar se referindo, implicitamente, ao julgamento e execução de Sócrates na cidade de Atenas. A passagem descreve o retorno à caverna do homem que, liberto, conheceu a verdadeira realidade. Esse homem representa, metaforicamente, o filósofo na pólis como um indivíduo
  1. A)magnânimo, interessado na justa solução de rivalidades entre grupos políticos.
  2. B)orgulhoso, voltado para a exposição pública de saberes elevados.
  3. C)incômodo socialmente, orientado por conhecimentos arduamente adquiridos.
  4. D)inativo economicamente, dedicado à contemplação religiosa da luz do Sol.
  5. E)sábio, compenetrado na missão de preparar os futuros líderes da democracia.
UEA2020Conhecimentos GeraisQuestao 24FilosofiaFilosofia antigaMedia
[...] será que pode existir alguém mais feliz do que o sábio, que [...] nega o destino, apresentado por alguns como o senhor de tudo, já que as coisas acontecem ou por necessidade, ou por acaso, ou por vontade nossa; e que a necessidade é incoercível, o acaso, instável, enquanto nossa vontade é livre, razão pela qual nos acompanham a censura e o louvor? (Epicuro. Carta sobre a felicidade, 2002.) A passagem da carta do filósofo Epicuro (341 a.C. - 270 a.C.), endereçada a Meneceu, sintetiza a sua
  1. A)visão metafísica, a existência dos homens determinada pelas forças da natureza.
  2. B)proposição estética, o equilíbrio racional entre as faculdades do espírito.
  3. C)noção de dialética, o caminho do saber por meio de diálogos.
  4. D)concepção ética, a responsabilidade humana pelos seus atos deliberados.
  5. E)argumentação ontológica, a racionalidade intrínseca ao movimento do mundo.
UEA2019Conhecimentos GeraisQuestao 14FilosofiaPolítica e cidadania em AristótelesMedia
O cidadão não é cidadão pelo fato de se ter estabelecido em algum lugar – pois os estrangeiros e os escravos também são estabelecidos. [...] Por aí se vê, pois, o que é o cidadão: aquele que tem uma parte legal na autoridade deliberativa e na autoridade judiciária. (Aristóteles. A política, s/d.) Aristóteles, filósofo do século IV a.C., fundou e dirigiu, na cidade de Atenas, o Liceu, um centro de estudos filosóficos. A sua definição de cidadania
  1. A)referia-se a direitos políticos exclusivos de alguns indivíduos nas cidades.
  2. B)restringia-se aos governos altamente militarizados das cidades.
  3. C)desconhecia as práticas políticas efetivas do extenso mundo grego.
  4. D)abrangia o conjunto da população economicamente ativa na Grécia.
  5. E)opunha-se ao funcionamento dos regimes democráticos nas pólis.
UEA2019Conhecimentos GeraisQuestao 23FilosofiaSofística e retórica na Grécia antigaMedia
Quem pratica a retórica fará que apareça a mesma coisa às mesmas pessoas, ora justa, quando quiser, ora injusta. O Palamedes de Eleia discorria com tanta arte que aos seus ouvintes as mesmas coisas pareciam semelhantes e dessemelhantes, unas e múltiplas, permanentes e transitórias. (Platão. Fedro, 2016. Adaptado.) Platão refere-se
  1. A)ao idealismo.
  2. B)ao empirismo.
  3. C)à sofística.
  4. D)à fenomenologia.
  5. E)ao estoicismo.
UEA2019Conhecimentos GeraisQuestao 24FilosofiaExistencialismo: liberdade e responsabilidade em SartreDificil
Por outras palavras, escolhermos o conselheiro é ainda comprometermo-nos a nós próprios. A prova está em que, se sois cristãos, direis: consulte um padre. Mas há padres colaboracionistas, padres oportunistas, padres resistentes. Qual escolher? E se [alguém] escolhe um padre resistente, ou padre colaboracionista, já decidiu sobre o gênero de conselho que vai receber. (Jean-Paul Sartre. O existencialismo é um humanismo, 1973.) Jean-Paul Sartre procura responder à possível objeção a um argumento essencial da filosofia existencialista, segundo o qual
  1. A)a ação humana deve ser orientada pelo conhecimento racional.
  2. B)a angústia do indivíduo solitário pode ser atenuada pelas crenças religiosas.
  3. C)o homem confere livremente sentido a sua própria vida.
  4. D)a vida humana é historicamente determinada por fatores materiais.
  5. E)o homem é livre à medida que reconhece seus interesses sociais.
UEA2018Conhecimentos GeraisQuestao 23FilosofiaPlatão / Teoria das IdeiasDificil
Pensemos num cavalo diante de nós. Então perguntemos: o que é isso? Platão diria: “Esse animal não possui nenhuma existência verdadeira, mas apenas uma aparente, um constante vir-a-ser. Verdadeiramente é apenas a Ideia, que se estampa naquele cavalo, que não depende de nada, nunca veio-a-ser, sempre da mesma maneira. Enquanto reconhecemos nesse cavalo sua Ideia, é por completo indiferente se temos aqui diante de nós esse cavalo ou seu ancestral. Unicamente a Ideia do cavalo possui ser verdadeiro e é objeto do conhecimento real”. Agora, deixemos Kant falar: “Esse cavalo é um fenômeno no tempo, no espaço e na causalidade, que são as condições a priori completas da experiência possível, presentes em nossa faculdade de conhecimento, não determinações da coisa-em-si. Para saber o que ele pode ser em si, seria preciso outro modo de conhecimento além daquele que unicamente nos é possível pelos sentidos e pelo entendimento.” (Arthur Schopenhauer. “Sobre as ideias”. Metafísica do belo, 2003. Adaptado.) Schopenhauer compara as filosofias platônicas e kantianas, fazendo-as responder a uma mesma questão. Na perspectiva platônica, o cavalo presente “diante de nós” é
  1. A)a demonstração da inexistência do mundo inteligível.
  2. B)absolutamente igual a todos os cavalos do mundo.
  3. C)uma sombra da ideia do cavalo.
  4. D)um ser imutável e eterno.
  5. E)a essência do cavalo real.
UEA2018Conhecimentos GeraisQuestao 24FilosofiaKant e o CriticismoDificil
Pensemos num cavalo diante de nós. Então perguntemos: o que é isso? Platão diria: “Esse animal não possui nenhuma existência verdadeira, mas apenas uma aparente, um constante vir-a-ser. Verdadeiramente é apenas a Ideia, que se estampa naquele cavalo, que não depende de nada, nunca veio-a-ser, sempre da mesma maneira. Enquanto reconhecemos nesse cavalo sua Ideia, é por completo indiferente se temos aqui diante de nós esse cavalo ou seu ancestral. Unicamente a Ideia do cavalo possui ser verdadeiro e é objeto do conhecimento real”. Agora, deixemos Kant falar: “Esse cavalo é um fenômeno no tempo, no espaço e na causalidade, que são as condições a priori completas da experiência possível, presentes em nossa faculdade de conhecimento, não determinações da coisa-em-si. Para saber o que ele pode ser em si, seria preciso outro modo de conhecimento além daquele que unicamente nos é possível pelos sentidos e pelo entendimento.” (Arthur Schopenhauer. “Sobre as ideias”. Metafísica do belo, 2003. Adaptado.) Na perspectiva kantiana, o conhecimento possível do cavalo revela que
  1. A)a razão, atribuída ao homem por um Deus bom e justo, é ilimitada.
  2. B)o espaço e o tempo são as condições do conhecimento da coisa-em-si.
  3. C)a mente limita-se a receber passivamente as marcas dos objetos empíricos.
  4. D)as categorias do entendimento permitem o conhecimento do mundo inteligível.
  5. E)os princípios do entendimento são aplicados ao mundo sensível.
UEA2017Conhecimentos GeraisQuestao 23FilosofiaFilosofia antigaDificil
Platão procurou comprovar racionalmente sua teoria sobre a imortalidade da alma no diálogo Fédon. Argumentou que os vivos nascem dos mortos e os mortos dos vivos. Essa perspectiva filosófica platônica está na base de sua teoria do conhecimento e do método para alcançá-lo, que são, respectivamente,
  1. A)o subjetivismo e o paralogismo.
  2. B)a reminiscência e a maiêutica.
  3. C)o fisicalismo e a intuição.
  4. D)a fenomenologia e o formalismo.
  5. E)a sofística e o peripatetismo.
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