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UEG20251a faseQuestao 29HistóriaHistória da saúde pública (SUS)MediaGestado durante a ditadura militar (1964-1985), o SUS é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. Seus princípios se baseiam em uma ideia-chave: saúde é um direito de todo cidadão. Foi concebido segundo a concepção de seguridade social, ou seja, soma serviço de saúde, previdência e assistência social, e é amparado pelo Artigo 196 da Constituição de 1988, que garante acesso universal, gratuito e igualitário aos serviços para a promoção, proteção, recuperação e reabilitação dos indivíduos. Cristiane d’Avila. Uma breve história da saúde pública no Brasil: das campanhas sanitárias ao Sistema Único de Saúde, 20 de fevereiro de 2020. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/historia-da-saude-publica-no-brasil-republica/#_ftn17. Acesso em: 21 mar. 2025.
O Pacto em Defesa do SUS envolve ações concretas e articuladas pelas três instâncias federativas no sentido de reforçar o SUS como política de Estado mais do que política de governos; e de defender, vigorosamente, os princípios basilares dessa política pública, inscritos na Constituição Federal. Ministério da Saúde. Portaria nº 399, de 22 de fevereiro de 2006.
A partir dos textos acima, verifica-se que
- A)O princípio básico do SUS está amparado na perspectiva de que saúde é um direito de todo trabalhador formal.
- B)Com o processo de redemocratização, a partir de 1978, houve movimentos contrários à implementação do SUS, como a VIII Conferência Nacional de Saúde, em 1986.
- C)Durante a Ditadura Militar (1964-1985), os primórdios do SUS começaram a ser esboçados, com a criação de órgãos como o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), em 1966.
- D)As políticas de governos voltadas à saúde pública se sobrepõem legalmente ao SUS como política de Estado.
- E)Desde a Primeira República (1889-1930), o Brasil vem consolidando políticas de assistência à saúde pública.
UEG20251a faseQuestao 30HistóriaPandemias na história (gripe espanhola)MediaOuvi dizer que na capital existem mais de 1.500 casos de gripe e que o povo se está retirando por falta de alimentos. Em Goiabeiras morreram 4 pessoas, em Ribeirão há quase todos os dias um enterro. Aqui pode morrer ainda uma ou outra pessoa em consequência de recaída; tive uns 8 a 10 casos graves em cujo tratamento fui muito feliz. […] O povo da roça vai atrás de mim; chegando em casa, já me esperam 5 ou 6 pessoas que me querem consultar ou pedir remédio. Estou em apuros. […] Hoje veio uma carta de Trindade em que Antônio Batista me pede por amor de Deus de eu ir lá e tratar dos doentes, principalmente os pobres sem recurso. Deve ter uns 100 doentes e sempre aumenta o número.
Carta do Padre Francisco Wand ao Padre João Batista Kiermeier. Campinas-GO, 17 de janeiro de 1919. In: COPRESP-A, 6º Volume. Carta n. 1514, p. 437-438.
Sobre o conteúdo da carta acima e o contexto da gripe espanhola, verifica-se que
- A)o fato de o autor da carta citada mencionar que era procurado pela população goiana para tratar os infectados pela gripe espanhola evidencia a falta de estrutura sanitária e de médicos no interior de Goiás no início do século XX.
- B)a morte do presidente eleito Rodrigues Alves em decorrência da gripe espanhola, em janeiro de 1919, evidencia que a resposta do Estado brasileiro a essa pandemia foi totalmente ineficaz durante os anos de contágio.
- C)apesar de ter tido origem na Espanha, a gripe espanhola se espalhou por todo o globo, especialmente em decorrência da Primeira Guerra Mundial e as muitas migrações por ela causadas.
- D)a pandemia de gripe espanhola pôs fim à separação entre Estado e Igreja decretado na Constituição de 1890, uma vez que incumbiu o clero católico dos deveres do Estado de zelar pela saúde pública.
- E)apesar de a população goiana ser menor que a de estados mais populosos, como São Paulo, a pandemia de gripe espanhola, em números absolutos, teve em Goiás o mesmo impacto de infectados e mortes que os demais estados.
UEG20251a faseQuestao 31HistóriaHistória da vacinaçãoMediaLeia os textos abaixo.
[...] a população da Cidade de Goiás, em 1831, quase expulsa o presidente da província Miguel Lino de Morais e seus familiares, colocando-os em quarentena a três léguas da cidade, pelo fato de alguns deles terem sido vacinados. Até a Câmara oficiou ao presidente pedindo sua retirada da cidade, que só não aconteceu graças à interferência do bispo e outras autoridades. A população temia que a vacinação provocasse uma epidemia de varíola.
OLIVEIRA, Eliézer Cardoso de. As representações do medo e das catástrofes em Goiás . Tese (doutorado em Sociologia): Universidade de Brasília. 2006. p. 75.
Sabemos talvez agora a fonte do “horror” que os médicos e suas vacinas inspiraram aos populares [durante a Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro, em 1904], ao menos àqueles dentre eles que adoravam Omulu [orixá relacionado à varíola e doenças em geral] e temiam provocar sua ira: obstaculizar a ação dessa divindade era provocar mais devastação e morte.
CHAHOUB, Sidney. Cidade febril . São Paulo: Cia das Letras, 2004. p. 151.
O movimento antivacina da covid-19 no Brasil é uma oposição à vacinação pública e baseia-se, principalmente, no negacionismo científico. […] O Brasil foi apontado como o país onde menos pessoas acreditam ou têm confiança na ciência, segundo a última pesquisa realizada em 2019, antes mesmo da pandemia, pelo Pew Research Center . […] Pesquisa realizada pelo DataFolha, em dezembro do ano passado [2020] aponta que 23% da população brasileira rejeitava a ideia de imunização.
LÚCIA, Isadora; FERNANDES, Laura. Movimento Antivacina no Brasil: entenda esse fenômeno e seu fortalecimento durante a pandemia. Lamparina : portal de notícias da UFOP, 24 de agosto de 2021.
A partir dos textos acima, verifica-se que
- A)a rejeição à imunização coletiva é fruto majoritariamente da oposição religiosa aos fundamentos da ciência.
- B)as razões para a rejeição da vacina, nos textos apresentados, em distintas épocas, estão associadas a distintos fundamentos, sendo ora a desinformação, ora o temor religioso, ora o negacionismo científico.
- C)o medo da vacina em Goiás, no século XIX, se dava tanto pelas campanhas de desinformação, quanto pelo temor religioso e o negacionismo científico.
- D)a rejeição à vacina nos três textos destacados tem como base comum menos o medo e a desinformação do que propriamente o negacionismo científico.
- E)nos casos referidos nos textos, o alto número de descrentes na ciência está inversamente relacionado ao índice de rejeição à ideia de imunização da época da pesquisa.
UEG20251a faseQuestao 32HistóriaSaberes indígenas e medicinaMediaOs saberes dos povos indígenas relativos a plantas medicinais e a saúde foram adquiridos (e repassados de geração a geração) mediante observação baseada em analogia e semelhança “entre os caracteres físicos de certas substâncias naturais com os do seu corpo, e aperfeiçoou o sistema de sinais sobre o qual se baseava a matéria médica da Antiguidade, especialmente a dos árabes e da Idade Média europeia, que entre nós ainda é, atualmente, fomentada e amplificada pelo espírito popular, sempre alerta.” In: VON MARTIUS, Karl, F. P. Natureza, Doenças, Medicina e Remédios dos Índios Brasileiros (1844). 2. ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1979.
A partir do texto acima, verifica-se que:
- A)Os saberes dos povos indígenas relacionados a saúde e as doenças foram dizimados juntamente com suas populações, não restando qualquer resquício deles na atualidade.
- B)Devido à baixa presença de médicos formados no Brasil colonial, os saberes da medicina tradicional indígena foram amplamente adotados por barbeiros e autodidatas.
- C)A medicina indígena, por se basear na observação apenas, é desconsiderada em absoluto pela medicina convencional.
- D)Embora a matéria médica da Antiguidade tenha se utilizado de ervas e plantas medicinais, não se pode associar essa prática aos saberes dos povos indígenas americanos, pois nas Américas não há evidências de uso medicinal da flora nativa.
- E)Atualmente, a medicina tradicional indígena e de outros povos se encontra completamente obsoleta, descreditada e ultrapassada diante dos avanços da medicina científica.
UEG20251a faseQuestao 33HistóriaPandemias na história (gripe espanhola)MediaLeia os textos.
Ocorrida em meados do século III, entre os anos de 249 e 265 d.C. [...], a chamada peste de cipriano teve como causador um agente ainda incerto para os epidemiologistas. [...] Em relação ao número de mortos pela epidemia, há uma grande controvérsia, mas estimativas contam que tenha morrido entre 2% e 50% da população [atingida]. Alguns pesquisadores apontam que cerca de 5 mil pessoas morriam no Império Romano diariamente no auge da epidemia. CAMPOS, Ludmila Caliman; SOARES, Carolline da Silva. Entre o medo e a conversão: reflexões sobre a peste de cipriano a partir dos escritos de Cipriano de Cartago e Dionísio de Alexandria (249-265 d.C.). Diálogos Mediterrânicos , n. 19, p. 101-102, 2020.
O surto de peste negra em 1348 foi, sem dúvida, um dos piores desastres já registrados pelo homem. […] os testemunhos da época parecem ter atribuído, quase de modo unânime, a origem da epidemia à Ásia Central, onde ela, aparentemente, existia de modo endêmico. […] as altas taxas de mortalidade [cerca de um terço de toda a população da Europa ocidental] parecem ter alterado na população a percepção quanto à proximidade da morte; esta, de fato, era sentida pela maioria como iminente. QUÍRICO, Tamara. Peste Negra e escatologia: os efeitos da expectativa de morte sobre a religiosidade no séc. XIV. Mirabilla , n. 14, p. 135, 2012.
A pandemia de covid-19, enquanto fenômeno sociocultural, tem a morte como sua face mais evidente. […] A morte como figura central cria um cenário paradoxal no qual é necessário conciliar o medo de morte repentina (sua ou de entes próximos) e a minimização do luto, aos padrões pós-modernos que associam a improdutividade e a tristeza comuns a esse momento. ANDRADE, Ivani Coelho et. al. O fenômeno religioso na Pandemia da covid-19. Último Andar , vol. 24, n. 38, p. 119-120, 2021.
A partir dos excertos acima, verifica-se que
- A)a pandemia da covid-19 foi a quinta mais mortal já registrada na história, especialmente devido à altíssima taxa de mortalidade da doença, que chegou a superar a varíola, até então a enfermidade mais mortal já conhecida.
- B)o termo “peste” converteu-se em “epidemia” ou “pandemia” por meio da sobreposição dos conceitos religiosos ao pensamento científico e da medicina desenvolvida a partir do século XIX.
- C)após a erradicação da varíola, com a criação da vacinação em 1796, a covid-19 foi a primeira pandemia de fato a assolar mais de um continente em um intervalo de um ano.
- D)a disparidade expressiva sobre o número de mortos na peste de cipriano (2% a 50%) não deve ser associada à falta de recursos técnicos de contagem de mortos ou controle epidêmico, mas às deficiências do Império Romano em forte decadência no século III.
- E)o alto índice de mortalidade da peste negra e da covid-19 levaram, embora em momentos distintos, a profundos impactos na mentalidade e prática religiosa da população de sua época, especialmente devido à presença constante do medo da morte.
UEG20241a faseQuestao 29HistóriaGrécia AntigaFacilLeia o texto a seguir. Os rapazes começavam o treinamento para o serviço militar. A caça, para eles, era um treino para a guerra, assim como as competições esportivas que eles participavam. A educação dos rapazes consistia no conhecimento das letras, da poesia e da retórica, ainda que pudessem seguir e continuar a instrução, com o estudo da filosofia. FUNARI, P. P. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2001. p. 44. O ideal grego de educação pretendia disciplinar o corpo e a mente, buscando uma formação integral do cidadão, sendo chamado de
- A)Sofia
- B)Logos
- C)Eclesia
- D)Paideia
- E)Isonomia
UEG20241a faseQuestao 30HistóriaHistória de GoiásMediaLeia o texto a seguir.
A história desse “I Congresso Nacional de Intelectuais”, realizado em Goiânia em 1954, pode ser assim resumida: derrubada a Ditadura e finda a Guerra Mundial, começam a agitar-se os escritores brasileiros, em vários Estados [...]. Então, para que se unissem, não somente os escritores, mas todos os intelectuais brasileiros, em vez de se realizar o “V Congresso de Escritores”, programou-se o “I Congresso Nacional de Intelectuais”, que conseguiu atingir os seus objetivos. TELES, G. M. Estudos Goianos: A Poesia em Goiás. 2. ed. Goiânia: Editora da UFG, 1983. p. 135.
Em 2024 completam 70 anos da realização do I Congresso Nacional de Intelectuais, que contou com a participação de figuras importantes da cultura como Pablo Neruda, Jorge Amado e Lima Barreto. Politicamente, esse evento serviu para reafirmar
- A)o projeto modernizador de Pedro Ludovico, maior patrocinador do Congresso, para Goiás.
- B)o caráter nacionalista do governo Vargas, que via na cultura uma fonte de influência social.
- C)a política do Chiclete com Banana, devido à forte presença de artistas estrangeiros no evento.
- D)o predomínio da estética realista e regionalista na produção literária e cinematográfica nacional.
- E)a consolidação de conceitos estéticos integralistas valorizados durante a ditadura de Getúlio Vargas.
UEG20241a faseQuestao 32HistóriaPrimeira Guerra MundialMediaLeia o texto a seguir.
Em 21 de junho de 1919, sete meses após a assinatura do armistício, nove marinheiros alemães morreram ao tentar defender o último vestígio do orgulho do Império Alemão: a frota de alto mar. [...] Consequentemente 52 dos 74 navios [ancorados na Baia de Scapa Flow, na Escócia] naufragaram. KNIGHT, B. Naufrágio da frota alemã em Scapa Flow completa 100 anos. 21 jun. 2019. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/deutschewelle/2019/06/21/naufragio-de-frota-alema-em-scapa-flow-completa-100-anos.htm. Acesso em : 21 fev. 2024. O naufrágio da frota imperial alemã em Scapa Flow, uma das últimas baixas militares da I Guerra Mundial, ocorreu porque
- A)a Liga das Nações, dentro da política de evitar uma nova corrida armamentista e restituir o equilíbrio europeu, foi responsável pela destruição da armada alemã.
- B)a França, para assegurar permanentemente a aniquilação do Exército Alemão e impedir uma nova invasão germânica, atacou os navios.
- C)a Marinha Alemã, afundou deliberadamente os seus navios, temendo que eles fossem distribuídos para os países da Tríplice Entente.
- D)a República de Weimar, receando uma revolução socialista perpetrada pelos espartaquistas, ordenou a destruição da frota.
- E)a Marinha Britânica temia que os alemães rejeitassem o Tratado de Versalhes e, por isso, afundou os navios.
UEG20241a faseQuestao 33HistóriaPrimeira Guerra MundialFacilLeia o texto a seguir.
A partir de novembro de 1914, os soldados enterraram-se para sobreviver. Os alemães tinham dado o exemplo, ao construírem verdadeiras redes de trincheiras paralelas, linhas de partida, linhas de ligação, passagens em zigue-zague e abrigos. Os ingleses imitavam-nos, mas os franceses e os russos construíram as trincheiras com menos cuidado: não imaginavam que aí pudessem ficar enterrados durante quase três anos. FERRO, M. História da Primeira Guerra Mundial -– 1914 - 1918. Lisboa: Edições 70, sd. p. 139.
A estratégia bélica do uso das trincheiras marcou a segunda fase da Primeira Guerra Mundial, que ficou conhecida como
- A)guerra de movimento
- B)guerra relâmpago
- C)guerra de posição
- D)espaço vital
- E)guerra justa