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Questões de História do UEG

9 questões de História do UEG (2024–2025): os tópicos que mais caem e uma amostra para treinar de graça.

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História no UEG (tópico × ano)

2024–2025
Topico20252024
Pandemias na história (gripe espanhola)2
Primeira Guerra Mundial2
Grécia Antiga1
História da saúde pública (SUS)1
História da vacinação1
História de Goiás1
Saberes indígenas e medicina1

Tópicos de História que mais caem

  • Pandemias na história (gripe espanhola)22% · 2 questões
  • Primeira Guerra Mundial22% · 2 questões
  • Grécia Antiga11% · 1 questão
  • História da saúde pública (SUS)11% · 1 questão
  • História da vacinação11% · 1 questão
  • História de Goiás11% · 1 questão
  • Saberes indígenas e medicina11% · 1 questão

Questões de História do UEG

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UEG20251a faseQuestao 29HistóriaHistória da saúde pública (SUS)Media
Gestado durante a ditadura militar (1964-1985), o SUS é um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo. Seus princípios se baseiam em uma ideia-chave: saúde é um direito de todo cidadão. Foi concebido segundo a concepção de seguridade social, ou seja, soma serviço de saúde, previdência e assistência social, e é amparado pelo Artigo 196 da Constituição de 1988, que garante acesso universal, gratuito e igualitário aos serviços para a promoção, proteção, recuperação e reabilitação dos indivíduos. Cristiane d’Avila. Uma breve história da saúde pública no Brasil: das campanhas sanitárias ao Sistema Único de Saúde, 20 de fevereiro de 2020. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/historia-da-saude-publica-no-brasil-republica/#_ftn17. Acesso em: 21 mar. 2025. O Pacto em Defesa do SUS envolve ações concretas e articuladas pelas três instâncias federativas no sentido de reforçar o SUS como política de Estado mais do que política de governos; e de defender, vigorosamente, os princípios basilares dessa política pública, inscritos na Constituição Federal. Ministério da Saúde. Portaria nº 399, de 22 de fevereiro de 2006. A partir dos textos acima, verifica-se que
  1. A)O princípio básico do SUS está amparado na perspectiva de que saúde é um direito de todo trabalhador formal.
  2. B)Com o processo de redemocratização, a partir de 1978, houve movimentos contrários à implementação do SUS, como a VIII Conferência Nacional de Saúde, em 1986.
  3. C)Durante a Ditadura Militar (1964-1985), os primórdios do SUS começaram a ser esboçados, com a criação de órgãos como o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), em 1966.
  4. D)As políticas de governos voltadas à saúde pública se sobrepõem legalmente ao SUS como política de Estado.
  5. E)Desde a Primeira República (1889-1930), o Brasil vem consolidando políticas de assistência à saúde pública.
UEG20251a faseQuestao 30HistóriaPandemias na história (gripe espanhola)Media
Ouvi dizer que na capital existem mais de 1.500 casos de gripe e que o povo se está retirando por falta de alimentos. Em Goiabeiras morreram 4 pessoas, em Ribeirão há quase todos os dias um enterro. Aqui pode morrer ainda uma ou outra pessoa em consequência de recaída; tive uns 8 a 10 casos graves em cujo tratamento fui muito feliz. […] O povo da roça vai atrás de mim; chegando em casa, já me esperam 5 ou 6 pessoas que me querem consultar ou pedir remédio. Estou em apuros. […] Hoje veio uma carta de Trindade em que Antônio Batista me pede por amor de Deus de eu ir lá e tratar dos doentes, principalmente os pobres sem recurso. Deve ter uns 100 doentes e sempre aumenta o número. Carta do Padre Francisco Wand ao Padre João Batista Kiermeier. Campinas-GO, 17 de janeiro de 1919. In: COPRESP-A, 6º Volume. Carta n. 1514, p. 437-438. Sobre o conteúdo da carta acima e o contexto da gripe espanhola, verifica-se que
  1. A)o fato de o autor da carta citada mencionar que era procurado pela população goiana para tratar os infectados pela gripe espanhola evidencia a falta de estrutura sanitária e de médicos no interior de Goiás no início do século XX.
  2. B)a morte do presidente eleito Rodrigues Alves em decorrência da gripe espanhola, em janeiro de 1919, evidencia que a resposta do Estado brasileiro a essa pandemia foi totalmente ineficaz durante os anos de contágio.
  3. C)apesar de ter tido origem na Espanha, a gripe espanhola se espalhou por todo o globo, especialmente em decorrência da Primeira Guerra Mundial e as muitas migrações por ela causadas.
  4. D)a pandemia de gripe espanhola pôs fim à separação entre Estado e Igreja decretado na Constituição de 1890, uma vez que incumbiu o clero católico dos deveres do Estado de zelar pela saúde pública.
  5. E)apesar de a população goiana ser menor que a de estados mais populosos, como São Paulo, a pandemia de gripe espanhola, em números absolutos, teve em Goiás o mesmo impacto de infectados e mortes que os demais estados.
UEG20251a faseQuestao 31HistóriaHistória da vacinaçãoMedia
Leia os textos abaixo. [...] a população da Cidade de Goiás, em 1831, quase expulsa o presidente da província Miguel Lino de Morais e seus familiares, colocando-os em quarentena a três léguas da cidade, pelo fato de alguns deles terem sido vacinados. Até a Câmara oficiou ao presidente pedindo sua retirada da cidade, que só não aconteceu graças à interferência do bispo e outras autoridades. A população temia que a vacinação provocasse uma epidemia de varíola. OLIVEIRA, Eliézer Cardoso de. As representações do medo e das catástrofes em Goiás . Tese (doutorado em Sociologia): Universidade de Brasília. 2006. p. 75. Sabemos talvez agora a fonte do “horror” que os médicos e suas vacinas inspiraram aos populares [durante a Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro, em 1904], ao menos àqueles dentre eles que adoravam Omulu [orixá relacionado à varíola e doenças em geral] e temiam provocar sua ira: obstaculizar a ação dessa divindade era provocar mais devastação e morte. CHAHOUB, Sidney. Cidade febril . São Paulo: Cia das Letras, 2004. p. 151. O movimento antivacina da covid-19 no Brasil é uma oposição à vacinação pública e baseia-se, principalmente, no negacionismo científico. […] O Brasil foi apontado como o país onde menos pessoas acreditam ou têm confiança na ciência, segundo a última pesquisa realizada em 2019, antes mesmo da pandemia, pelo Pew Research Center . […] Pesquisa realizada pelo DataFolha, em dezembro do ano passado [2020] aponta que 23% da população brasileira rejeitava a ideia de imunização. LÚCIA, Isadora; FERNANDES, Laura. Movimento Antivacina no Brasil: entenda esse fenômeno e seu fortalecimento durante a pandemia. Lamparina : portal de notícias da UFOP, 24 de agosto de 2021. A partir dos textos acima, verifica-se que
  1. A)a rejeição à imunização coletiva é fruto majoritariamente da oposição religiosa aos fundamentos da ciência.
  2. B)as razões para a rejeição da vacina, nos textos apresentados, em distintas épocas, estão associadas a distintos fundamentos, sendo ora a desinformação, ora o temor religioso, ora o negacionismo científico.
  3. C)o medo da vacina em Goiás, no século XIX, se dava tanto pelas campanhas de desinformação, quanto pelo temor religioso e o negacionismo científico.
  4. D)a rejeição à vacina nos três textos destacados tem como base comum menos o medo e a desinformação do que propriamente o negacionismo científico.
  5. E)nos casos referidos nos textos, o alto número de descrentes na ciência está inversamente relacionado ao índice de rejeição à ideia de imunização da época da pesquisa.
UEG20251a faseQuestao 32HistóriaSaberes indígenas e medicinaMedia
Os saberes dos povos indígenas relativos a plantas medicinais e a saúde foram adquiridos (e repassados de geração a geração) mediante observação baseada em analogia e semelhança “entre os caracteres físicos de certas substâncias naturais com os do seu corpo, e aperfeiçoou o sistema de sinais sobre o qual se baseava a matéria médica da Antiguidade, especialmente a dos árabes e da Idade Média europeia, que entre nós ainda é, atualmente, fomentada e amplificada pelo espírito popular, sempre alerta.” In: VON MARTIUS, Karl, F. P. Natureza, Doenças, Medicina e Remédios dos Índios Brasileiros (1844). 2. ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1979. A partir do texto acima, verifica-se que:
  1. A)Os saberes dos povos indígenas relacionados a saúde e as doenças foram dizimados juntamente com suas populações, não restando qualquer resquício deles na atualidade.
  2. B)Devido à baixa presença de médicos formados no Brasil colonial, os saberes da medicina tradicional indígena foram amplamente adotados por barbeiros e autodidatas.
  3. C)A medicina indígena, por se basear na observação apenas, é desconsiderada em absoluto pela medicina convencional.
  4. D)Embora a matéria médica da Antiguidade tenha se utilizado de ervas e plantas medicinais, não se pode associar essa prática aos saberes dos povos indígenas americanos, pois nas Américas não há evidências de uso medicinal da flora nativa.
  5. E)Atualmente, a medicina tradicional indígena e de outros povos se encontra completamente obsoleta, descreditada e ultrapassada diante dos avanços da medicina científica.
UEG20251a faseQuestao 33HistóriaPandemias na história (gripe espanhola)Media
Leia os textos. Ocorrida em meados do século III, entre os anos de 249 e 265 d.C. [...], a chamada peste de cipriano teve como causador um agente ainda incerto para os epidemiologistas. [...] Em relação ao número de mortos pela epidemia, há uma grande controvérsia, mas estimativas contam que tenha morrido entre 2% e 50% da população [atingida]. Alguns pesquisadores apontam que cerca de 5 mil pessoas morriam no Império Romano diariamente no auge da epidemia. CAMPOS, Ludmila Caliman; SOARES, Carolline da Silva. Entre o medo e a conversão: reflexões sobre a peste de cipriano a partir dos escritos de Cipriano de Cartago e Dionísio de Alexandria (249-265 d.C.). Diálogos Mediterrânicos , n. 19, p. 101-102, 2020. O surto de peste negra em 1348 foi, sem dúvida, um dos piores desastres já registrados pelo homem. […] os testemunhos da época parecem ter atribuído, quase de modo unânime, a origem da epidemia à Ásia Central, onde ela, aparentemente, existia de modo endêmico. […] as altas taxas de mortalidade [cerca de um terço de toda a população da Europa ocidental] parecem ter alterado na população a percepção quanto à proximidade da morte; esta, de fato, era sentida pela maioria como iminente. QUÍRICO, Tamara. Peste Negra e escatologia: os efeitos da expectativa de morte sobre a religiosidade no séc. XIV. Mirabilla , n. 14, p. 135, 2012. A pandemia de covid-19, enquanto fenômeno sociocultural, tem a morte como sua face mais evidente. […] A morte como figura central cria um cenário paradoxal no qual é necessário conciliar o medo de morte repentina (sua ou de entes próximos) e a minimização do luto, aos padrões pós-modernos que associam a improdutividade e a tristeza comuns a esse momento. ANDRADE, Ivani Coelho et. al. O fenômeno religioso na Pandemia da covid-19. Último Andar , vol. 24, n. 38, p. 119-120, 2021. A partir dos excertos acima, verifica-se que
  1. A)a pandemia da covid-19 foi a quinta mais mortal já registrada na história, especialmente devido à altíssima taxa de mortalidade da doença, que chegou a superar a varíola, até então a enfermidade mais mortal já conhecida.
  2. B)o termo “peste” converteu-se em “epidemia” ou “pandemia” por meio da sobreposição dos conceitos religiosos ao pensamento científico e da medicina desenvolvida a partir do século XIX.
  3. C)após a erradicação da varíola, com a criação da vacinação em 1796, a covid-19 foi a primeira pandemia de fato a assolar mais de um continente em um intervalo de um ano.
  4. D)a disparidade expressiva sobre o número de mortos na peste de cipriano (2% a 50%) não deve ser associada à falta de recursos técnicos de contagem de mortos ou controle epidêmico, mas às deficiências do Império Romano em forte decadência no século III.
  5. E)o alto índice de mortalidade da peste negra e da covid-19 levaram, embora em momentos distintos, a profundos impactos na mentalidade e prática religiosa da população de sua época, especialmente devido à presença constante do medo da morte.
UEG20241a faseQuestao 29HistóriaGrécia AntigaFacil
Leia o texto a seguir. Os rapazes começavam o treinamento para o serviço militar. A caça, para eles, era um treino para a guerra, assim como as competições esportivas que eles participavam. A educação dos rapazes consistia no conhecimento das letras, da poesia e da retórica, ainda que pudessem seguir e continuar a instrução, com o estudo da filosofia. FUNARI, P. P. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2001. p. 44. O ideal grego de educação pretendia disciplinar o corpo e a mente, buscando uma formação integral do cidadão, sendo chamado de
  1. A)Sofia
  2. B)Logos
  3. C)Eclesia
  4. D)Paideia
  5. E)Isonomia
UEG20241a faseQuestao 30HistóriaHistória de GoiásMedia
Leia o texto a seguir. A história desse “I Congresso Nacional de Intelectuais”, realizado em Goiânia em 1954, pode ser assim resumida: derrubada a Ditadura e finda a Guerra Mundial, começam a agitar-se os escritores brasileiros, em vários Estados [...]. Então, para que se unissem, não somente os escritores, mas todos os intelectuais brasileiros, em vez de se realizar o “V Congresso de Escritores”, programou-se o “I Congresso Nacional de Intelectuais”, que conseguiu atingir os seus objetivos. TELES, G. M. Estudos Goianos: A Poesia em Goiás. 2. ed. Goiânia: Editora da UFG, 1983. p. 135. Em 2024 completam 70 anos da realização do I Congresso Nacional de Intelectuais, que contou com a participação de figuras importantes da cultura como Pablo Neruda, Jorge Amado e Lima Barreto. Politicamente, esse evento serviu para reafirmar
  1. A)o projeto modernizador de Pedro Ludovico, maior patrocinador do Congresso, para Goiás.
  2. B)o caráter nacionalista do governo Vargas, que via na cultura uma fonte de influência social.
  3. C)a política do Chiclete com Banana, devido à forte presença de artistas estrangeiros no evento.
  4. D)o predomínio da estética realista e regionalista na produção literária e cinematográfica nacional.
  5. E)a consolidação de conceitos estéticos integralistas valorizados durante a ditadura de Getúlio Vargas.
UEG20241a faseQuestao 32HistóriaPrimeira Guerra MundialMedia
Leia o texto a seguir. Em 21 de junho de 1919, sete meses após a assinatura do armistício, nove marinheiros alemães morreram ao tentar defender o último vestígio do orgulho do Império Alemão: a frota de alto mar. [...] Consequentemente 52 dos 74 navios [ancorados na Baia de Scapa Flow, na Escócia] naufragaram. KNIGHT, B. Naufrágio da frota alemã em Scapa Flow completa 100 anos. 21 jun. 2019. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/deutschewelle/2019/06/21/naufragio-de-frota-alema-em-scapa-flow-completa-100-anos.htm. Acesso em : 21 fev. 2024. O naufrágio da frota imperial alemã em Scapa Flow, uma das últimas baixas militares da I Guerra Mundial, ocorreu porque
  1. A)a Liga das Nações, dentro da política de evitar uma nova corrida armamentista e restituir o equilíbrio europeu, foi responsável pela destruição da armada alemã.
  2. B)a França, para assegurar permanentemente a aniquilação do Exército Alemão e impedir uma nova invasão germânica, atacou os navios.
  3. C)a Marinha Alemã, afundou deliberadamente os seus navios, temendo que eles fossem distribuídos para os países da Tríplice Entente.
  4. D)a República de Weimar, receando uma revolução socialista perpetrada pelos espartaquistas, ordenou a destruição da frota.
  5. E)a Marinha Britânica temia que os alemães rejeitassem o Tratado de Versalhes e, por isso, afundou os navios.
UEG20241a faseQuestao 33HistóriaPrimeira Guerra MundialFacil
Leia o texto a seguir. A partir de novembro de 1914, os soldados enterraram-se para sobreviver. Os alemães tinham dado o exemplo, ao construírem verdadeiras redes de trincheiras paralelas, linhas de partida, linhas de ligação, passagens em zigue-zague e abrigos. Os ingleses imitavam-nos, mas os franceses e os russos construíram as trincheiras com menos cuidado: não imaginavam que aí pudessem ficar enterrados durante quase três anos. FERRO, M. História da Primeira Guerra Mundial -– 1914 - 1918. Lisboa: Edições 70, sd. p. 139. A estratégia bélica do uso das trincheiras marcou a segunda fase da Primeira Guerra Mundial, que ficou conhecida como
  1. A)guerra de movimento
  2. B)guerra relâmpago
  3. C)guerra de posição
  4. D)espaço vital
  5. E)guerra justa
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