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UERJ20261º EQQuestao 60GeografiaCartografiaMedia
O mapa apresenta duas distâncias lineares reais, em quilômetros, representadas com comprimentos não proporcionais. Isso se deve às características geométricas da projeção cartográfica utilizada e às respectivas formas continentais. Com base nessas informações, infere-se que essa representação foi elaborada com a projeção cartográfica denominada:
Imagens anexadas
A)azimutal normal
B)cilíndrica normal
C)azimutal transversa
D)cilíndrica transversa
UERJ20241º EQQuestao 53GeografiaCartografiaMedia
LEGENDA COM A PALAVRA MAPA Tebas, Madian, Monte Hor, esfingéticos nomes. Idumeia, Efraim, Gilead, histórias que dispensam meu concurso. Os mapas me descansam, mais em seus desertos que em seus mares, onde não mergulho porque mesmo nos mapas são profundos, voraginosos, indomesticáveis. Como pode o homem conceber o mapa? Aqui rios, aqui montanhas, cordilheiras, golfos, aqui florestas, tão assustadoras quanto os mares. As legendas dos mapas são tão belas que dispensam as viagens. Você está louca, dizem-me, um mapa é um mapa. Não estou, respondo. O mapa é a certeza de que existe O LUGAR, o mapa guarda sangue e tesouros. Deus nos fala no mapa com sua voz geógrafa.
No poema de Adélia Prado, é enfatizada a seguinte função da linguagem cartográfica:
A)expressão da cultura
B)instrumento de precisão
C)espaço de representação
D)manifestação da tecnologia
UERJ20242º EQQuestao 56GeografiaCartografiaMedia
O mapa “TERRITÓRIO DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DO CONGO EM TRÊS LATITUDES DIFERENTES” (adaptado de thetruesize.com) mostra como um mesmo território aparenta tamanhos distintos conforme a latitude em que é representado.
Representações cartográficas do conjunto da superfície terrestre sempre contêm distorções.
No mapa, as distorções exemplificadas com o território do Congo são resultantes do uso da projeção cartográfica denominada:
O mapa como arte
“O século XX foi, talvez, o mais violento da história mundial. A humanidade está em constante guerra consigo mesma e é perfeitamente capaz da destruição total. Esse é o material bruto para a minha arte”, diz o artista mexicano Enrique Chagoya. Em um mapa do mundo ladeado por figuras de esperança e de desespero e coberto por imagens militares e religiosas, assim como por estereótipos culturais, Chagoya ironiza os Estados Unidos enquanto superpotência e país defensor da autodeterminação democrática mundo afora.
Adaptado de HARMON, K. (Org.). The map as art. Nova York: Princeton Architectural Press, 2009.
Na obra do artista, identifica-se o uso de um recurso de representação do espaço similar à seguinte técnica:
Observe o mapa do Atlântico Norte na Projeção de Mercator, com duas linhas ligando Nova York a Madri. No mapa, a menor distância real que deve ser percorrida por um avião em um voo de Nova York para Madri está representada pela linha 1, e não pela linha 2. Esse fato é explicado pela:
Imagens anexadas
A)forma esferoidal do planeta
B)força centrífuga da rotação
C)intensidade magnética do polo
D)instabilidade regional da atmosfera
UERJ20202º EQQuestao 49GeografiaCartografiaMedia
AMEAÇA DOS MÍSSEIS DA COREIA DO NORTE
Os mapas acima, publicados em momentos distintos pela revista The Economist, representam o alcance calculado para os mísseis balísticos da Coreia do Norte. No mapa 1, de 03/05/2003, os mísseis não atingem plenamente o espaço continental dos Estados Unidos. O mapa 2, publicado alguns dias depois, corrige essa informação, revelando a efetiva vulnerabilidade de todo o território estadunidense àqueles artefatos militares.
A correção das informações do mapa 1 decorre da seguinte característica desse tipo de representação da superfície terrestre:
Imagens anexadas
A)deformações resultantes da projeção utilizada
B)generalizações derivadas da simbologia gráfica
C)imprecisões decorrentes da tecnologia disponível
D)manipulações originadas da orientação ideológica
UERJ20191º EQQuestao 10GeografiaCartografiaMedia
Três teses sobre o avanço da febre amarela
Como a febre amarela rompeu os limites da Floresta Amazônica e alcançou o Sudeste, atingindo os grandes centros urbanos? A partir do ano passado, o número de casos da doença alcançou níveis sem precedentes nos últimos cinquenta anos. Desde o início de 2017, foram confirmados 779 casos, 262 deles resultando em mortes. Trata-se do maior surto da forma silvestre da doença já registrado no país. Outros 435 registros ainda estão sob investigação.
Como tudo começou? Os navios portugueses vindos da África nos séculos XVII e XVIII não trouxeram ao Brasil somente escravos e mercadorias. Dois inimigos silenciosos vieram junto: o vírus da febre amarela e o mosquito Aedes aegypti. A consequência foi uma série de surtos de febre amarela urbana no Brasil, com milhares de mortos. Por volta de 1940, a febre amarela urbana foi erradicada. Mas o vírus migrou, pelo trânsito de pessoas infectadas, para zonas de floresta na região Amazônica. No início dos anos 2000, a febre amarela ressurgiu em áreas da Mata Atlântica. Três teses tentam explicar o fenômeno.
Segundo o professor Aloísio Falqueto, da Universidade Federal do Espírito Santo, “uma pessoa pegou o vírus na Amazônia e entrou na Mata Atlântica depois, possivelmente na altura de Montes Claros, em Minas Gerais, onde surgiram casos de macacos e pessoas infectadas”. O vírus teria se espalhado porque os primatas da mata eram vulneráveis: como o vírus desaparece da região na década de 1940, não desenvolveram anticorpos. Logo os macacos passaram a ser mortos por seres humanos que temem contrair a doença. O massacre desses bichos, porém, é um “tiro no pé”, o que faz crescer a chance de contaminação de pessoas. Sem primatas para picar na copa das árvores, os mosquitos procuram sangue humano.
De acordo com o pesquisador Ricardo Lourenço, do Instituto Oswaldo Cruz, os mosquitos transmissores da doença se deslocaram do Norte para o Sudeste, voando ao longo de rios e corredores de mata. Estima-se que um mosquito seja capaz de voar 3 km por dia. Tanto o homem quanto o macaco, quando picados, só carregam o vírus da febre amarela por cerca de três dias. Depois disso, o organismo produz anticorpos. Em cerca de dez dias, primatas e humanos ou morrem ou se curam, tornando-se imunes à doença.
Para o infectologista Eduardo Massad, professor da Universidade de São Paulo, o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), em 2015, teve papel relevante na disseminação acelerada da doença no Sudeste. A destruição do habitat natural de diferentes espécies teria reduzido significativamente os predadores naturais dos mosquitos. A tragédia ambiental ainda teria afetado o sistema imunológico dos macacos, tornando-os mais suscetíveis ao vírus.
Por que é importante determinar a “viagem” do vírus? Basicamente, para orientar as campanhas de vacinação. Em 2014, Eduardo Massad elaborou um plano de imunização depois que 11 pessoas morreram vítimas de febre amarela em Botucatu (SP): “Eu fiz cálculos matemáticos para determinar qual seria a proporção da população nas áreas não vacinadas que deveria ser imunizada, considerando os riscos de efeitos adversos da vacina. Infelizmente, a Secretaria de Saúde não adotou essa estratégia. Os casos acontecem exatamente nas áreas onde eu havia recomendado a vacinação. A Secretaria está correndo atrás do prejuízo”. Desde julho de 2017, mais de 100 pessoas foram contaminadas em São Paulo e mais de 40 morreram.
O Ministério da Saúde afirmou em nota que, desde 2016, os estados e municípios vêm sendo orientados para a necessidade de intensificar as medidas de prevenção. A orientação é que pessoas em áreas de risco se vacinem.
(Nathalia Passarinho. Adaptado de bbc.com, 06/02/2018.)
Os avanços no campo da cartografia digital têm contribuído para aumentar o uso de seus produtos como ferramentas de suporte às políticas públicas na área da saúde. Na situação ocorrida em Botucatu, relatada no sexto parágrafo, esse suporte às políticas de saúde deveria utilizar o seguinte recurso:
A)blocos de relevo fabricados com impressoras de três dimensões
B)plantas cadastrais confeccionadas com imagens de satélites modernos
C)cartas estaduais construídas com técnicas de fotointerpretação florestal
D)mapas de síntese elaborados com sistemas de informações geográficas
UERJ20181º EQQuestao 4GeografiaCartografiaMedia
O mapa milenar chinês “Yu Gong” fazia uma divisão esquemática de todo o mundo em cinco zonas retilíneas, organizadas de acordo com os quatro pontos cardeais baseados nos ventos. A civilização encontra-se no núcleo da imagem, destacando o domínio imperial. O grau de barbárie aumenta a cada quadrado que se afasta desse núcleo: governantes tributários, as regiões fronteiriças, os bárbaros “aliados” e, finalmente, a zona selvagem, sem cultura, que incluía a Europa. Adaptado de BROTTON, J. Uma história do mundo em doze mapas. Rio de Janeiro: Zahar, 2014.
Tal como as teorias científicas, as concepções de mundo expressas através da cartografia também são aproximações passíveis de ajustes e revisões. No texto, a descrição do referencial utilizado para a criação de um mapa milenar chinês aponta para o seguinte aspecto, igualmente presente em documentos cartográficos de outras culturas:
A)atraso técnico da elaboração
B)fundamento místico da orientação
C)interesse econômico da delimitação
D)caráter etnocêntrico da representação
UERJ20181º EQQuestao 50GeografiaCartografiaMedia
Observe os quadrinhos do cartunista Quino.
Admita que os personagens dos quadrinhos estão olhando para o leste. Dessa forma, eles estão localizados em uma praia situada no litoral da:
Naquele Império, a arte da cartografia alcançou tal perfeição que o mapa de uma única província ocupava uma cidade inteira, e o mapa do Império uma província inteira. Com o tempo, estes mapas desmedidos não bastaram e os colégios de cartógrafos levantaram um mapa do Império que tinha o tamanho do Império e coincidia com ele ponto por ponto. Menos dedicadas ao estudo da cartografia, as gerações seguintes decidiram que esse dilatado mapa era inútil e não sem impiedade entregaram-no às inclemências do sol e dos invernos. Nos desertos do oeste perduram despedaçadas ruínas do mapa habitadas por animais e por mendigos.
BORGES, J. L. Sobre o rigor na ciência. Em: História universal da infâmia. Lisboa: Assírio e Alvim, 1982.
No conto de Jorge Luís Borges, apresenta-se uma reflexão sobre as funções da linguagem cartográfica para o conhecimento geográfico. A compreensão do conto leva à conclusão de que um mapa do tamanho exato do Império se tornava desnecessário pelo seguinte motivo:
A)extensão da grandeza do território político
B)imprecisão da localização das regiões administrativas
C)precariedade de instrumentos de orientação tridimensional
D)equivalência da proporcionalidade da representação espacial
UERJ20182º EQQuestao 57GeografiaCartografiaMedia
Representações do território do Reino Unido
Nas representações acima do território do Reino Unido, mostrado em três posições diferentes (na latitude da Groenlândia, em sua localização real e nas proximidades da Linha do Equador), foi utilizada a projeção cartográfica de:
Imagens anexadas
A)Peters
B)Lambert
C)Mercator
D)Robinson
UERJ20172º EQQuestao 45GeografiaCartografiaMedia
O cartograma a seguir, intitulado “religiões do mundo”, foi elaborado com a técnica da anamorfose, de modo que o tamanho do quadrilátero que representa cada país é proporcional ao tamanho de sua população. As cores, por sua vez, indicam a religião majoritariamente seguida pelos fiéis de cada país.
Analisando o cartograma apresentado, observa-se a menor dispersão espacial de fiéis, pelos diferentes países, na seguinte religião:
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