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UERJ20261º EQQuestao 3PortuguêsInterpretação de texto (TIC)MediaO verso destacado sintetiza uma ideia a partir de elementos contraditórios, processo que caracteriza o raciocínio dialético. A ideia sintetizada, no contexto da canção, pode ser compreendida como a necessidade de:
- A)combate ao invasor europeu
- B)resistência ao poder dominante
- C)proteção das minorias marginalizadas
- D)reconhecimento das vitórias passadas
UERJ20262º EQQuestao 3PortuguêsInterpretação de texto (TIC)MediaMarcelo Viana cita o filósofo inglês Bertrand Russell, para quem, enquanto a ciência diz o quanto não sabemos, a teologia garante que sabemos o que ignoramos. Já a filosofia, segundo este autor, se dedica à seguinte perspectiva:
- A)sustentação da fé
- B)valorização da dúvida
- C)aceitação da verdade
- D)produção do consenso
UERJ20262º EQQuestao 7PortuguêsInterpretação de texto (TIC)MediaO negacionismo científico e o obscurantismo intelectual tiveram ao menos um efeito colateral positivo: um despertar da comunidade científica para a importância da comunicação com a sociedade. É notável o aumento da participação de pesquisadores, médicos e acadêmicos na divulgação da ciência e no combate às fake news no decorrer da pandemia de covid-19, tanto pelos meios tradicionais de comunicação (servindo como fontes de informações confiáveis para a imprensa, por exemplo), quanto por iniciativas pessoais nas redes sociais. “A defesa das vacinas é o nosso último front. Se não conseguirmos convencer as pessoas de que as vacinas são seguras e que elas precisam se vacinar, vai ficar muito difícil defender qualquer coisa com base na ciência daqui pra frente”, diz João Henrique Rafael Junior, membro da União PróVacina, da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto.
Nos últimos anos, em diversas sociedades, os ataques à ciência alimentam posturas negacionistas e reações a elas. No contexto da reportagem, a defesa da confiabilidade das vacinas foi realizada, principalmente, pela validação prévia com base no procedimento científico de:
- A)teorização
- B)observação
- C)comparação
- D)experimentação
UERJ20261º EQQuestao 10PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Mediano ponto. A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego. (...) Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles.
As obras de Clarice Lispector contêm vários episódios de epifania, isto é, aqueles em que um fato torna-se revelador para um personagem, como na situação acima, vivida pela personagem Ana. Duas palavras do trecho citado que representam o processo de revelação vivido por Ana são:
- A)arrastava – estacava
- B)parado – avançadas
- C)ele – outros
- D)olhou – viu
UERJ20261º EQQuestao 11PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Dificilmetáfora irônica da cegueira em que Ana vive. No caso, a ironia está presente no papel que o cego assume na narrativa de levar Ana a:
- A)observar suas relações hostis
- B)enxergar suas emoções reprimidas
- C)encarar seu contexto de desilusões
- D)contemplar seu presente de incertezas
UERJ20261º EQQuestao 12PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Medialiterário. No sentido místico-religioso, a epifania é o aparecimento de uma divindade e uma manifestação espiritual – e é neste sentido que a palavra surge descrevendo a aparição de Cristo. Aplicado à literatura, o termo significa o relato de uma experiência que a princípio se mostra simples e rotineira, mas que acaba por mostrar toda a força de uma inusitada revelação. É a percepção de uma realidade atordoante quando os objetos mais simples, os gestos mais banais e as situações mais cotidianas comportam iluminação súbita na consciência dos figurantes.
Adaptado de SANT’ANNA, Affonso Romano de. Com Clarice. São Paulo: EdUnesp, 2013. No trecho, o escritor Affonso Romano de Sant’Anna aborda o conceito de epifania tanto em sua perspectiva religiosa quanto literária. No conto, a revelação vivenciada por Ana expressa o aspecto literário da epifania. Essas duas perspectivas − religiosa e literária − permitem caracterizar a epifania pela:
- A)defesa da moral
- B)descrição da loucura
- C)presença do mistério
- D)rejeição da humanidade
UERJ20261º EQQuestao 13PortuguêsInterpretação de texto (TIC)DificilVoluntários da Pátria parecia prestes a rebentar uma revolução, as grades dos esgotos estavam secas, o ar empoeirado. Um cego mascando chicles mergulhara o mundo em escura sofreguidão.
A crise provocada pelo encontro com o cego altera a percepção de Ana, como se observa no trecho acima. Essa nova percepção destaca o seguinte aspecto das coisas do mundo:
- A)futilidade
- B)infalibilidade
- C)uniformidade
- D)potencialidade
UERJ20261º EQQuestao 15PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Dificiltanque, cresciam seus filhos, crescia a mesa com comidas, o marido chegando com os jornais e sorrindo de fome, o canto importuno das empregadas do edifício. Ana dava a tudo, tranquilamente, sua mão pequena e forte, sua corrente de vida.
(II) Andava pesadamente pela alameda central, entre os coqueiros. Não havia ninguém no Jardim. Depositou os embrulhos na terra, sentou-se no banco de um atalho e ali ficou muito tempo. A vastidão parecia acalmá-la, o silêncio regulava sua respiração. Ela adormecia dentro de si.
Ana perde o ponto de sua descida do bonde e acaba se inserindo em um espaço diferenciado, fora dos limites do convívio doméstico. Esses dois espaços, ilustrados pelos trechos (I) e (II), põem em confronto, respectivamente, as seguintes dimensões da vida da personagem:
- A)social e existencial
- B)fraterna e profana
- C)saudável e doentia
- D)intelectual e prática
UERJ20261º EQQuestao 16PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Mediaa noite, com sua tranquila vibração. De manhã acordaria aureolada pelos calmos deveres. Encontrava os móveis de novo empoeirados e sujos, como se voltassem arrependidos. Quanto a ela mesma, fazia obscuramente parte das raízes negras e suaves do mundo. E alimentava anonimamente a vida. Estava bom assim. Assim ela o quisera e escolhera.
Ao descrever os afazeres de fim do dia de Ana, a narrativa imprime à personagem o atributo de:
- A)hesitação
- B)indignação
- C)originalidade
- D)invisibilidade
UERJ20262º EQQuestao 18PortuguêsInterpretação de texto (TIC)MediaFrequentemente, em seus versos, Seixas falava de estrelas, flores e brisas, de que tirava imagens para exprimir a graça da mulher e as emoções do amor. Pura imitação: como em geral os poetas da civilização, ele não recebia da realidade essas impressões, e sim de uma variada leitura. Originais somente são aqueles engenhos que se infundem na natureza, musa inexaurível porque é divina. Para isso, é preciso ou nascer nas idades primitivas ou desprezar a sociedade e refugiar-se na solidão.
No trecho, ao refletir a respeito das inclinações poéticas de seu tempo, o escritor José de Alencar revela o seguinte ponto de vista:
- A)submissão à Europa
- B)valorização da tradição
- C)exaltação dos modismos
- D)rejeição ao convencionalismo
UERJ20261º EQQuestao 19PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Dificilde mim mesma, pensou espantada. Sentia-se banida porque nenhum pobre beberia água nas suas mãos ardentes. Ah! era mais fácil ser um santo que uma pessoa! Por Deus, pois não fora verdadeira a piedade que sondara no seu coração as águas mais profundas?
No trecho, retrata-se o grande abalo na consciência de Ana ao refletir sobre sua vida em comparação a outras existências. Esse episódio pode ser interpretado, de maneira mais ampla, como uma crítica à:
- A)desigualdade de gêneros
- B)arbitrariedade de crenças
- C)alienação dos privilegiados
- D)exploração dos trabalhadores
UERJ20262º EQQuestao 20PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Dificilsenhor tem o direito de despedir o cativo, quando lhe aprouver? − Creio que ninguém porá isso em dúvida, respondeu Aurélia. − Então entende que depois de privar-se um homem de sua liberdade, de o rebaixar ante a própria consciência, de o haver transformado em um instrumento, é lícito, a pretexto de alforria, abandonar essa criatura a quem sequestraram da sociedade? Eu penso o contrário.
A escravidão se apresenta hoje, ao nosso espírito, sob um aspecto repugnante. [...] Como todas as instituições sociais que têm radicação profunda na história do mundo e se prendem à natureza humana, a escravidão não se extingue por ato de poder; e sim pela caducidade moral, pela revolução lenta e soturna das ideias. É preciso que seque a raiz, para faltar às ideias a seiva nutritiva.
No diálogo entre Aurélia e Fernando, encontra-se subentendido um argumento de José de Alencar sobre o regime escravocrata. Com base nesse diálogo e no trecho citado de uma crônica do autor, infere-se que, para este, o fim da escravidão deveria acontecer da seguinte forma:
- A)legalmente
- B)parcialmente
- C)urgentemente
- D)progressivamente