Filosofia · UFPR

Questões de Filosofia do UFPR

40 questões de Filosofia do UFPR (2019–2026): os tópicos que mais caem e uma amostra para treinar de graça.

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Filosofia no UFPR (tópico × ano)

2019–2026
Topico20262025202420232022202120202019
Filosofia política2131
Filosofia antiga211
Teoria do conhecimento1111
Estética111
Filosofia contemporânea11
Contratualismo1
Esclarecimento e poder (Kant e Foucault)1
Ética1
Filosofia contemporânea e pensamento indígena1
Filosofia da ciência: negacionismo1

Tópicos de Filosofia que mais caem

  • Filosofia política18% · 7 questões
  • Teoria do conhecimento10% · 4 questões
  • Filosofia antiga10% · 4 questões
  • Estética8% · 3 questões
  • Filosofia contemporânea5% · 2 questões
  • Contratualismo3% · 1 questão
  • Esclarecimento e poder (Kant e Foucault)3% · 1 questão
  • Ética3% · 1 questão

Questões de Filosofia do UFPR

Uma amostra das questões. Crie uma conta para resolver todas com correção e comentário.

UFPR20261a faseQuestao 73FilosofiaFilosofia contemporânea e pensamento indígenaFacil
“Se durante um tempo éramos nós, os povos indígenas, que estávamos ameaçados da ruptura ou da extinção do sentido da nossa vida, hoje estamos todos diante da iminência de a Terra não suportar a nossa demanda.” Krenak, A. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020, p. 79. No livro A vida não é útil, Ailton Krenak questiona a lógica que rege a modernidade. Essa lógica está associada:
  1. A)à valorização excessiva da cultura indígena em detrimento do modo de vida ocidental.
  2. B)à ideia de que tudo deve servir a um propósito econômico ou produtivo.
  3. C)à substituição das tradições religiosas e das cosmovisões autóctones por práticas laicas.
  4. D)ao desprezo pelas tecnologias e avanços científicos contemporâneos.
  5. E)ao não reconhecimento da excepcionalidade da espécie humana.
UFPR20261a faseQuestao 74FilosofiaMontaigne, ceticismo e crítica à superstiçãoMedia
“[...] a procura da causa se antecipa por vezes em nós à constatação do resultado e isso vai tão longe que chegamos a julgar não o que existe, mas o que não existe. Além dessa facilidade com que encontramos interpretações para qualquer sonho, nossa imaginação tende a impressionar-se facilmente com as coisas falsas e com as aparências mais frívolas.” Montaigne, M. de. Ensaios. São Paulo: Editora 34, 2016. p. 954. Em “Dos Coxos”, Montaigne reflete sobre a tendência humana de buscar causas ocultas e significados misteriosos para acontecimentos banais. Essa atitude é criticada pelo autor por:
  1. A)promover o uso racional da religião.
  2. B)ser essencial para o avanço do conhecimento científico.
  3. C)conduzir à superstição e à perda do juízo crítico.
  4. D)demonstrar a superioridade dos antigos sobre os modernos.
  5. E)valorizar a ignorância humana e não favorecer o alcance de verdades indubitáveis.
UFPR20261a faseQuestao 75FilosofiaMarilena Chaui: cultura e dominação de classeMedia
“A sociedade de classes institui a divisão cultural. Esta recebe nomes variados: pode-se falar em cultura dominada e cultura dominante, cultura opressora e cultura oprimida, cultura de elite e cultura popular. Seja qual for o termo empregado, o que se evidencia é um corte no interior da cultura entre aquilo que se convencionou chamar de cultura formal, ou seja, a cultura letrada, e a cultura popular, que corre espontaneamente nos veios da sociedade.” Chaui. M. Cultura e Democracia. En: Critica y emancipación. Revista latinoamericana de Ciencias Sociales, año 1, n. 1, jun. 2008. Buenos Aires: CLACSO, 2008 De acordo com a passagem acima e com texto de que foi extraída, é correto dizer que, para Marilena Chaui:
  1. A)a indústria cultural torna a cultura acessível a todos, de maneira a superar a divisão cultural.
  2. B)a cultura é uma forma de lazer e entretenimento de que todos devem poder desfrutar.
  3. C)a cultura popular é aquela que expressa a verdadeira identidade de um povo.
  4. D)o Estado deve produzir e distribuir de forma igualitária bens culturais para todos.
  5. E)a cultura dominante procura legitimar a dominação de classe.
UFPR20261a faseQuestao 76FilosofiaPlatão, A República: justiça e método socráticoMedia
No livro I de A República, Platão apresenta um diálogo entre Sócrates e Trasímaco acerca do que é a justiça. Com base nesse texto, é correto afirmar que Sócrates defende que:
  1. A)sendo a justiça uma virtude prática, não cabe defini-la.
  2. B)a justiça é dar a cada um o que lhe é devido.
  3. C)o diálogo amistoso é o meio de se buscar saber o que é a justiça.
  4. D)a justiça consiste em dizer a verdade e restituir aquilo que se tomou.
  5. E)a justiça é desvantajosa aos mais fracos.
UFPR20261a faseQuestao 77FilosofiaPopper: lógica da pesquisa científica e falseabilidadeMedia
“Afirmei anteriormente que o trabalho do cientista consiste em elaborar teorias e pô-las à prova. O estágio inicial, o ato de conceber ou inventar uma teoria, parece-me não reclamar análise lógica, nem ser dela suscetível. A questão de saber como uma ideia nova ocorre ao homem – trate-se de um tema musical, de um conflito dramático ou de uma teoria científica – pode revestir-se de grande interesse para a psicologia empírica, mas não interessa à análise lógica do conhecimento científico.” Popper, K. A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Editora Cultrix, 2008. p.31. No Capítulo 1 do livro A lógica da pesquisa científica, Popper apresenta a tarefa da lógica da investigação científica. Segundo o autor, essa tarefa consiste em:
  1. A)encontrar o melhor método lógico para cada pesquisa científica.
  2. B)fornecer as estruturas lógicas para a descoberta de novas teorias.
  3. C)estabelecer critérios para formular hipóteses científicas.
  4. D)investigar os métodos de prova das novas ideias que serão tomadas como teorias científicas.
  5. E)garantir a confirmação da teoria científica, pelo método dedutivo. SOCIOLOGIA
UFPR20251a faseQuestao 73FilosofiaÉticaMedia
“A maioria dos eticistas concorda que existem dois critérios principais para determinar se uma criatura viva possui a capacidade de sofrer e, assim, possui interesses genuínos que podemos ou não ter o dever moral de levar em conta. Um deles se relaciona ao hardware neurológico requerido para a experiência da dor com que o animal vem equipado — nociceptores, prostaglandinas, neurorreceptores de opioides etc. O outro critério é se o animal demonstra algum comportamento associado à dor.” Wallace, D. F. Pense na lagosta. Uma incursão num mundo de exageros, mau gosto, prazeres e crueldade, Revista Piauí, ed. 72, set. 2012. No texto “Pense na lagosta”, David Foster Wallace defende que:
  1. A)o prazer gustativo humano se sobrepõe à dor e à natureza animais.
  2. B)questões éticas permeiam o terreno da estética.
  3. C)as lagostas não são seres sencientes.
  4. D)se pratique o regime vegetariano.
  5. E)é um equívoco estender sentimentos humanos (dor e prazer) aos animais.
UFPR20251a faseQuestao 74FilosofiaFilosofia políticaMedia
“Podemos dizer que a democracia propicia, pelo modo mesmo do seu enraizamento, uma cultura da cidadania à medida que só é possível a sua realização através do cultivo dos cidadãos. Se podemos pensar numa cidadania cultural, podemos ter certeza de que ela só é possível através de uma cultura da cidadania, viável apenas numa democracia.” Chaui, M. Cultura e democracia, Crítica y emancipación: Revista latino-americana de Ciencias Sociales, n. 1, 2008, p. 75. Cultura é um termo polissêmico, assumindo diferentes significados ao longo do tempo. Em “Cultura e democracia”, Marilena Chaui considera que a cultura se democratiza quando:
  1. A)se torna acessível ao público como mercadoria.
  2. B)assume o significado de evolução civilizacional.
  3. C)se afirma como direito.
  4. D)se produz e se oficializa pelo aparelho estatal.
  5. E)começa a ser fruída pelas pessoas como entretenimento.
UFPR20251a faseQuestao 75FilosofiaFilosofia contemporâneaMedia
“Quando nós falamos que nosso rio é sagrado, as pessoas dizem: ‘Isso é algum folclore deles’.” Krenak, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 49. Na obra Ideias para adiar o fim do mundo, Ailton Krenak sustenta que a filosofia indígena se estrutura a partir:
  1. A)da superioridade de certa humanidade.
  2. B)do discurso da sustentabilidade.
  3. C)da consideração da natureza como recurso.
  4. D)da coexistência entre as formas de vida.
  5. E)da animalização do ser humano.
UFPR20251a faseQuestao 76FilosofiaTeoria do conhecimentoMedia
“Enquanto a sensação e a memória apenas são conhecimento de fato, o que é uma coisa passada e irrevogável, a ciência é o conhecimento das consequências, e a dependência de um fato com relação a outro, pelo que, a partir daquilo que presentemente sabemos fazer, sabemos como fazer qualquer outra coisa quando quisermos, ou também, em outra ocasião.” Hobbes, T. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 1988, p. 30. (Coleção Os Pensadores) De acordo com a passagem apresentada e com a obra de que foi retirada, é correto dizer que, para Thomas Hobbes:
  1. A)a experiência passada é a base de um conhecimento certo sobre o futuro.
  2. B)a ciência é puramente racional, e a razão dispensa a experiência.
  3. C)a ciência é um conhecimento teórico e desvinculado da prática.
  4. D)a sensação e a memória nada dão a conhecer.
  5. E)a ciência é o conhecimento das causas dos fenômenos.
UFPR20251a faseQuestao 77FilosofiaFilosofia políticaMedia
“A tarefa […] é elaborar um conceito amplo de justiça que consiga acomodar tanto as reivindicações defensáveis de igualdade social quanto as reivindicações defensáveis de reconhecimento da diferença.” Fraser, N. Reconhecimento sem ética?, Lua Nova, São Paulo, 70, p. 103, 2007. De acordo com Nancy Fraser no artigo “Reconhecimento sem ética?”, políticas de reconhecimento são necessárias para:
  1. A)promover paridade de participação entre os grupos sociais.
  2. B)afirmar a identidade e a particularidade de cada grupo social.
  3. C)garantir a justa distribuição das riquezas.
  4. D)permitir que todos gozem de igual estima social.
  5. E)promover o desenvolvimento ético e psíquico de cada cidadão.
UFPR20241a faseQuestao 77FilosofiaFilosofia: Marx, Feuerbach e o materialismoMedia
“Na passagem do idealismo para o materialismo dialético, Ludwig Feuerbach (1804-1872), hegeliano de esquerda, foi uma figura-chave. Feuerbach sustentava que a alienação fundamental tem suas raízes no fenômeno religioso, que cinde a natureza humana, fazendo com que os homens se submetam a forças divinas, as quais, embora criadas por eles próprios, são percebidas como autônomas e superiores. O mundo religioso é concebido por Feuerbach como uma projeção fantástica da mente humana, por isso mesmo alienada. A supressão desse mundo, por meio da crítica religiosa, faria desaparecer a própria alienação, promovendo a liberdade de consciência. Embora inicialmente seduzidos pelas teses de Feuerbach, logo Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) rebateram-nas vigorosamente por considerarem tal crítica religiosa uma simples ‘luta contra frases’. É nesse ponto que a teoria marxista articula a dialética e o materialismo sob uma perspectiva histórica, negando, assim, tanto o idealismo hegeliano quanto o materialismo dos neo-hegelianos”. QUINTANEIRO, Tania; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Marcia Gardênia Monteiro de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003. p. 27-28. Considerando o trecho acima sobre a relação de Karl Marx e Friedrich Engels com a obra de Ludwig Feuerbach, é correto afirmar:
  1. A)A teoria social marxista diferia da análise realizada por Feuerbach porque, segundo Marx e Engels, seria possível considerar a religião como um conjunto de crenças passível de coexistência com o materialismo histórico, desde que os fundamentos da economia política não interferissem nas liturgias do catolicismo e do protestantismo.
  2. B)Marx e Engels questionavam o materialismo feuerbachiano, que se limitava a captar o mundo como objeto de contemplação da consciência religiosa, porque para ambos a alienação estava associada às condições materiais de vida e somente a transformação do processo da vida real poderia eliminá-la.
  3. C)A crítica de Marx e Engels à teologia de Feuerbach deu-se, sobretudo, pelo fato de que este último pretendia fazer do cristianismo uma nova filosofia que se opunha aos princípios comunistas, logo, poderia servir aos propósitos de uma existência alienada e fundamentalista.
  4. D)Embora a crítica de Marx e Engels a Feuerbach tenha sido bastante severa, não houve modificações significativas na teoria social marxista, que continuou a figurar apenas como uma crítica à religião e uma subsunção ao comunismo como corrente política contrária à luta de classes.
  5. E)A articulação entre dialética e materialismo histórico deu à teoria feuerbachiana um componente revolucionário que Marx e Engels foram incapazes de formular, seja porque ambos desconsideravam o papel da religião nas sociedades modernas, seja porque eles nunca deixaram de ser neo-hegelianos. FILOSOFIA
UFPR20241a faseQuestao 78FilosofiaFilosofia: Descartes e o métodoFacil
“O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada [...]. [...] Não é suficiente ter o espírito bom, o principal é aplicá-lo bem”. DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução: Bento Prado Jr. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1983. p. 37. Considerando a importância do método para a filosofia de Descartes, assinale a alternativa que contém um dos preceitos para bem direcionar-se o espírito e, assim, adquirir-se conhecimentos.
  1. A)Seguir a sabedoria dos antigos.
  2. B)Praticar a dialética.
  3. C)Educar-se por meio de viagens e de observações de diferentes costumes e opiniões.
  4. D)Seguir a ordem progressiva dos pensamentos, dos mais simples aos mais complexos.
  5. E)Aceitar a impossibilidade de fundar um conhecimento certo e indubitável em um mundo tão diverso e variado.
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