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UFPR20261a faseQuestao 46HistóriaRoma Antiga: República e ImpérioFacilA historiografia sobre o mundo antigo tem um importante papel ideológico na construção de discursos políticos contemporâneos, como demonstrado pelo saudosismo do passado imperial romano, que influenciou desde o fascismo italiano até os discursos da atual primeira-ministra Giorgia Meloni, que recentemente afirmou que Roma deveria ser a capital da União Europeia. Nesse mesmo sentido, uma bandeira de Israel foi projetada no Arco de Tito, em Roma, no dia 10 de outubro de 2023. A escolha de um Arco Triunfal romano para a projeção do símbolo causou curiosidade e até mesmo polêmica. Isso se deve ao fato de que esse tipo de arquitetura representava, na República e no Império Romano:
- A)o triunfo e a expansão do monoteísmo abraâmico contra o politeísmo.
- B)a integração de populações estrangeiras por meio da romanização.
- C)a celebração da cultura de jogos violentos entre gladiadores.
- D)a vitória militar em guerras, rebeliões ou conquistas territoriais.
- E)a coesão social entre patrícios e plebeus a partir da criação do Tribunato da Plebe.
UFPR20261a faseQuestao 47HistóriaReinos africanos medievais e o comércio transaarianoMediaLeia o trecho a seguir, escrito pelo historiador árabe al-Umari (1301–1349), que descreve uma viagem do governante africano Mansa Musa, que reinou entre 1312 e 1337. A peregrinação de Mansa Musa Ele gosta mais de ser chamado de governante do Mali, porque essa é a maior província e é o nome pelo qual ele é mais conhecido. Este rei é o maior dos reis muçulmanos do Sudão [nome dado pelos árabes ao oeste africano]. Ele governa o território mais extenso, tem o exército mais numeroso, é o mais corajoso, o mais rico, o mais afortunado, o mais vitorioso sobre os seus inimigos e o mais capaz de distribuir benefícios. [...] Este homem inundou o Cairo com as suas benesses. Não deixou nenhum emir da corte, nem detentor de um cargo real, sem lhe oferecer uma carga de ouro. Os cairotas obtiveram lucros incalculáveis com ele e a sua comitiva, comprando, vendendo, dando e recebendo. Trocaram ouro até deprimir o seu valor no Egito e fazer com que o seu preço caísse. Levtizion, N.; Hopkins, J. Corpus of Early Arabic Sources for West African History. Princeton: Markus Wiener, 2011, p. 261-271. Adaptado. Al-Umari descreve, no excerto apresentado, o impacto causado pelo governante do Império do Mali, Mansa Musa, em sua passagem pelo Egito quando ele seguia em sua peregrinação islâmica para Meca (conhecida como hajj). Com base nesse texto e nos conhecimentos sobre as sociedades africanas durante a expansão islâmica, assinale a alternativa que aponta corretamente uma característica dos estados africanos durante o período da Idade Média.
- A)Reinos como Gana, Mali e Songai dependiam de produtos importados do Mediterrâneo, especialmente do ouro.
- B)As monarquias do oeste africano eram compostas de grupos nômades conhecidos como beduínos.
- C)O cristianismo, por conta da presença islâmica na África, não era praticado no continente até o contato com europeus.
- D)Os reinos da região conhecida em árabe como Sudão tiveram seu ápice antes da chegada do Islã.
- E)Estados como Gana, Mali e Songai se conectavam com parte da África e da Ásia por meio das rotas transaarianas.
UFPR20261a faseQuestao 48HistóriaReforma Religiosa: o Anglicanismo de Henrique VIIIFacilO século XVI foi palco de um fortalecimento das monarquias europeias, cujas raízes remontavam à Idade Média, e isso acarretou também vulnerabilidades diplomáticas. Um desses casos se deu entre os reinos da Inglaterra, da França, da Espanha e do Sacro Império Romano Germânico, contexto em que alianças frágeis eram asseguradas, entre outros, por casamentos. Nesse sentido, uma crise diplomática importante se deu a partir do relacionamento do rei inglês Henrique VIII com a espanhola Catarina de Aragão. Com base nessa afirmação e nos conhecimentos de História Moderna, é correto afirmar que são consequências dessa crise:
- A)a deposição de Henrique VIII e a declaração da Magna Carta.
- B)o divórcio de Henrique VIII e a fundação da Igreja Anglicana.
- C)o rompimento de Henrique VIII com o papado e o início do Grande Cisma.
- D)a vitória de Henrique VIII sobre os franceses e o fim da Guerra dos Cem Anos.
- E)o isolamento de Henrique VIII e a promulgação das Leis de Cercamento.
UFPR20261a faseQuestao 49HistóriaAdministração do Brasil ColonialMediaA política brasileira, especialmente nas décadas de 2010 e 2020, tem sido marcada pelas tensões entre diferentes instâncias de poder legislativo, executivo e judiciário. Séculos atrás, durante o período colonial, a administração do território por parte da Coroa Portuguesa também envolvia a tensão entre diferentes mecanismos de controle. Com base nessa reflexão, assinale a alternativa que descreve corretamente uma instância administrativa do Brasil Colonial e sua função.
- A)Capitanias Hereditárias: amplos lotes de terra, de controle administrativo público, com função de avanço da economia agrária.
- B)Padroados: instituições religiosas de direta autoridade papal, com função de conversão e treinamento burocrático de indígenas.
- C)Câmaras Municipais: fundamentadas nas Ordenações do Reino, com função de administração local e dotadas de variadas competências.
- D)Governo-Geral: órgão descentralizador, cuja função era desonerar a administração metropolitana e tornar o empreendimento colonial menos custoso.
- E)Tribunal do Santo Ofício: mecanismo de cunho religioso, cuja função era a nomeação de clérigos de ordens atuantes na Colônia, como os jesuítas.
UFPR20261a faseQuestao 50HistóriaHistoriografia e povos indígenas da AmazôniaDificilConsidere os dois excertos a seguir. O primeiro foi retirado da obra “O estado do Direito entre os Autochtones do Brazil”, do intelectual Carl Friedrich Philipp von Martius (1794–1868), publicada em 1907; e o segundo, escrito pelo arqueólogo Eduardo Goés Neves. O passado remoto da humanidade americana se apresenta para nós como um abismo insondável. Nenhum raio de uma tradição, nenhum monumento de força intelectual anterior esclarece essa escuridão profunda, nenhum som de uma humanidade elevada, nenhum eco [...] escapa deste túmulo para chegar aos nossos ouvidos atentos. Milênios sem resultado passaram por esta humanidade e o único testemunho da sua alta antiguidade é exatamente esta completa dissolução [...]. Nem ao menos o singelo e modesto musgo que como um símbolo da melancolia cobre as ruínas das grandezas antigas romanas e germânicas se estendeu sobre os restos daquela antiguidade sul-americana [...]. Levtizion, N.; Hopkins, J. Corpus of Early Arabic Sources for West African History. Princeton: Markus Wiener, 2011, p. 261-271. Adaptado. Os poucos relatos disponíveis sobre a Amazônia, produzidos por espanhóis e portugueses nos séculos XVI e XVII [...], falam de grandes assentamentos, com milhares de pessoas, localizados ao largo do Amazonas e de seus principais afluentes. [...] Praticamente em qualquer área da Amazônia onde há pesquisas, a arqueologia vem encontrando evidências de ocupações humanas no passado, mesmo em locais hoje cobertos por floresta aparentemente virgem. Atualmente sabemos que a Amazônia é habitada há pelo menos 12 mil anos, há tanto tempo quanto em outras partes das Américas, por diferentes povos, com distintas formas de organização social e política, desde bandos de caçadores-coletores até sociedades sedentárias hierarquizadas [...]. Neves, E. G. Sob os tempos do Equinócio: oito mil anos de História na Amazônia Central. São Paulo: Edusp/UBU, 2022, p. 183. Os textos representam visões divergentes sobre o passado dos indígenas da Amazônia. Com base nessas informações contrastantes e nos conhecimentos sobre sociedades indígenas no contexto da América Portuguesa, assinale a alternativa que identifica corretamente as perspectivas históricas sobre os povos originários.
- A)Os projetos de nação bem como os modelos de identidade que estavam vigentes durante o período imperial e boa parte do período republicano anularam as conquistas e a agência histórica dos povos originários.
- B)Os relatos mais antigos, produzidos no início do período colonial, demonstram o desconhecimento dos portugueses e espanhóis, que atribuíram aos povos amazônicos características exageradas.
- C)A arqueologia contemporânea dialoga com a historiografia do século XIX ao corroborar a antiguidade indígena na Amazônia e ao negar a existência de sociedades complexas.
- D)Historiadores como von Martius acreditavam que romanos e germânicos poderiam ter colonizado a Amazônia na Antiguidade, fato esquecido pelos indígenas.
- E)Tanto a historiografia brasileira do século XIX quanto a arqueologia concordam em relação à grandeza do passado amazônico, mas divergem em relação à forma de pensar as estruturas políticas das civilizações originárias.
UFPR20261a faseQuestao 51HistóriaBrasil Império: partidos Conservador e LiberalMediaO Brasil possui, hoje, 29 partidos políticos reconhecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral. A lógica partidária do país tem quase 200 anos, remontando em especial à formação do Partido Conservador (também chamado de saquaremas) e do Partido Liberal (conhecido como luzias). Sobre esses partidos do período imperial brasileiro, era comum se dizer “nada mais parecido com um conservador do que um liberal no poder”. Com base nos conhecimentos sobre o período imperial da História do Brasil, essa expressão:
- A)demonstra o desprendimento ideológico dos partidos, que eram compostos das mesmas elites políticas e sociais.
- B)se refere ao sistema de “parlamentarismo às avessas”, em que a divisão partidária era apenas fachada para o exercício do poder autocrático do imperador.
- C)reflete o surgimento do neoliberalismo no Brasil, que pregava políticas de austeridade econômica defendidas tipicamente por conservadores.
- D)aponta para a hegemonia dos dois maiores partidos brasileiros em detrimento das outras agremiações, apelidadas de “nanicos”.
- E)indica, já em período de Guerra Fria, que, assim como o mundo, o Brasil também se encontrava em divisão bipolar da política.
UFPR20261a faseQuestao 52HistóriaRepública Velha: eugenia e racismo científicoMediaLeia o seguinte trecho, retirado do livro de ficção “O Presidente Negro”, escrito e publicado por Monteiro Lobato em 1926: “Caráter racial é uma cristalização que às lentas se vai operando através dos séculos. O cruzamento perturba essa cristalização, liquefá-la, torna-a instável. A nossa solução deu mau resultado [...]. Não há mal nem bem no jogo das forças cósmicas. O ódio desabrocha tantas maravilhas quanto o amor. O amor matou no Brasil a possibilidade de uma suprema expressão biológica [...]”. Lobato, M. O Presidente Negro. São Paulo: Brasiliense, 1979, p. 70-71. Adaptado. Monteiro Lobato (1882–1948) é comumente tido como um autor central para a formação cultural brasileira do período republicano. De fato, nas primeiras décadas da República, havia uma preocupação em formar uma nova identidade brasileira, marcada por novos símbolos e novos traços, e nesse contexto havia também a preocupação com a composição racial do Brasil – assunto sobre o qual Monteiro Lobato era interessado. Com base nos conhecimentos sobre a História da República Velha, assinale a alternativa que aponta a proposta de cunho racista expressa no trecho e que por vezes circulava no Brasil nas primeiras décadas do século XX.
- A)A busca pela melhoria biológica por meio de vacinação, conhecida como Higienismo.
- B)A proposta de controle sobre qualidades de pureza genética, chamada de Eugenia.
- C)A medida de classificação racial e fenotípica obrigatória, chamada de Frenologia.
- D)A criação de espaços urbanos de segregação compulsória, referida como Favelização.
- E)A proibição de casamentos interraciais, conhecida como Política de Embranquecimento.
UFPR20261a faseQuestao 53HistóriaNazismo e o conceito de Espaço Vital (Lebensraum)FacilA ascensão de partidos de extrema direita na Europa, como o AfD (Alternative für Deutschland, ou “Alternativa para a Alemanha”), comumente traz consigo uma retórica de oposição à imigração. Essa postura, no contexto alemão, tem relação histórica com a ideia de Lebensraum, ou “Espaço Vital”, que se populariza no final do século XIX e atinge seu ápice com as doutrinas nazistas na primeira metade do século XX. Com base nessa afirmação, assinale a alternativa que corretamente relaciona a ideologia nazista com o nacionalismo contido na ideia de “Espaço Vital”.
- A)O nazismo defendia um modelo de nacionalismo pan-europeu, unindo todos os grupos étnicos da Europa, como os germânicos e os eslavos.
- B)O nazismo pregava uma política externa agressiva, mas defendia a soberania individual dos costumes germânicos em seu território, como a tradição romani.
- C)O nazismo propunha uma forma de isolacionismo patriótico, em que grupos estrangeiros seriam proibidos de entrar no país e as fronteiras deveriam se manter estáticas.
- D)O nazismo idealizava um Grande Reich Alemão de orientação cristã e, por isso, arquitetou a perseguição religiosa aos judeus.
- E)O nazismo estipulava uma ideologia de expansão territorial voltada para a acomodação de uma suposta superioridade germânica.
UFPR20261a faseQuestao 54HistóriaImperialismo norte-americano: Corolário RooseveltDificilLeia o excerto a seguir, retirado do discurso de posse do 47.º Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado em 20 de janeiro de 2025: O presidente McKinley tornou o nosso país muito rico através de tarifas e do talento [...] e deu a [Theodore] Roosevelt o dinheiro para muitas das grandes coisas que ele fez, incluindo o Canal do Panamá, que foi tolamente entregue ao país do Panamá [...]. Fomos muito maltratados por causa desse presente insensato que nunca deveria ter sido feito, e a promessa do Panamá para conosco foi quebrada. O objetivo do nosso acordo e o espírito do nosso tratado foram totalmente violados. [...] E, acima de tudo, a China está a operar o Canal do Panamá. E nós não o demos à China. Nós demos ao Panamá e vamos recuperá-lo. Disponível em: https://www.whitehouse.gov/remarks/2025/01/the-inaugural-address/. Adaptado. Em seu discurso, Donald Trump menciona os presidentes William McKinley (presidente entre 1897 e 1901) e Theodore Roosevelt (presidente entre 1901 e 1909), governantes que atuaram num contexto de Imperialismo europeu e formação de um modelo próprio de Imperialismo estadunidense. Sobre a política externa dos Estados Unidos na virada do século XIX para o XX, é correto afirmar que uma de suas características era:
- A)a Doutrina Monroe, que estipulava que a América Latina deveria ser supervisionada e administrada, em conjunto, pelos Estados Unidos e pelos países da Europa Ocidental.
- B)o argumento do Destino Manifesto, que defendia o financiamento de infraestrutura e o consequente endividamento dos países mais pobres da América Latina.
- C)a Diplomacia do Dólar, que postulava o constante aumento das tarifas de exportação de países da América Latina e da Ásia para os Estados Unidos como forma de protecionismo econômico.
- D)o Corolário Roosevelt, que argumentava pelo direito de intervenção dos Estados Unidos em países da América Latina que estivessem em crise política ou econômica.
- E)a Política da Boa Vizinhança, que previa a concessão de presentes, benesses políticas e afrouxamento tarifário como base para um movimento panamericano.
LÍNGUA PORTUGUESA
O seguinte texto, escrito pelo quilombola Antonio Bispo dos Santos, sobre a cosmovisão de seu povo, é referência para as questões 55 a 58. Somos compartilhantes Quando ouço a palavra confluência ou a palavra compartilhamento pelo mundo, fico muito festivo. Quando ouço troca, entretanto, 1 sempre digo: “Cuidado, não é troca, é compartilhamento”. Porque a troca significa um relógio por um relógio, um objeto por outro 2 objeto, enquanto no compartilhamento temos uma ação por outra ação, um gesto por outro gesto, um afeto por outro afeto. E 3 afetos não se trocam, se compartilham. Quando me relaciono com afeto com alguém, recebo uma recíproca desse afeto. O afeto 4 vai e vem. O compartilhamento é uma coisa que rende. Quando cheguei ao território em que estou hoje, já existiam outros 5 6 compartilhantes que nos recepcionaram. Na Caatinga, os umbuzeiros nos recepcionaram. Eles compartilharam seus frutos, suas folhas e suas raízes quando chegamos, e não trouxemos nada para os umbuzeiros. Eles já eram nativos daqui, viemos habitar 7 esta terra depois deles. Foi assim com os pássaros, foi assim com uma planta chamada pinhão – que não é o pinhão manso, é 8 um pinhão cuidado por nós, ditos humanos, que as juritis adoram. Elas comem esses pinhões e, vez por outra, pegamos uma 9 juriti. O pinhão compartilha com a juriti, a juriti compartilha conosco, e nós vamos compartilhar de novo com o pinhão. Agora que 10 já estamos aqui há mais tempo, entramos também no ciclo local de compartilhamento. 11 Santos, A. B. dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora/PISEAGRAMA, 2023, p. 21.
UFPR20251a faseQuestao 46HistóriaIdade MédiaMediaCom a adoção do Islã, religião propagada pelo profeta Maomé, os árabes iniciaram uma grande sequência de conquistas territoriais que foram sedimentadas com a formação dos califados omíada (a partir de 661 d.C.) e abássida (a partir de 750 d.C.). Alguns fatores fizeram com que essa expansão e sua subsequente manutenção fossem facilitadas, entre eles:
- A)os laços diplomáticos estabelecidos com as regiões do norte da Europa cristã, especialmente o tratado entre o califado abássida e o reino franco de Carlos Martel.
- B)a permissão de que povos conquistados mantivessem suas religiões mediante o pagamento da jizia, imposto cobrado de súditos não muçulmanos.
- C)o fundamentalismo religioso dos árabes, que eram movidos pelo fervor da jihad, termo que pode ser traduzido como “guerra santa”.
- D)a realocação da capital dos califados para Constantinopla, cidade bizantina conquistada pelas forças islâmicas e localizada entre a Ásia e a Europa.
- E)a conversão voluntária de judeus, especialmente no norte da África e na península Ibérica, que ficaram conhecidos como moçárabes.
UFPR20251a faseQuestao 47HistóriaGrécia ClássicaMediaLeia o excerto a seguir: O Império integrava suas populações? O Império, embora fundado nas cidades, abriu suas fronteiras internas e permitiu uma circulação mais intensa de pessoas, de credos, de objetos, de influências culturais […] O Império, contudo, nunca foi um todo homogêneo. Era possível ser romano de várias maneiras em toda a sua extensão territorial. Isso valia para a religião, para aspectos da cultura material — como habitações, vestuários, modos de enterramento —, ou para a língua do dia a dia. Guarinello, N. L. História Antiga. São Paulo: Editora Contexto, 2016. p. 158. Adaptado. O trecho aborda a pluralidade do contexto social e político do Império Romano. Com base no texto e nos conhecimentos de História Antiga, assinale a alternativa que apresenta duas características responsáveis por essa pluralidade identitária.
- A)O cristianismo e a implementação do parlamento romano.
- B)A urbanização e a política de Pão e Circo.
- C)A invenção dos aquedutos e a proibição da escravidão.
- D)A construção de estradas e a universalização da cidadania romana.
- E)A educação filosófica e o uso do grego como língua franca.
UFPR20251a faseQuestao 48HistóriaIdade MédiaMediaConsidere o excerto abaixo: A nossa compreensão do período que vai de Filipe, o Belo a Henrique IV ficaria muito facilitada se fossem suprimidos dos livros de História dois termos solidários e solidariamente inexatos: “Idade Média” e “Renascimento”. Com isso se abandonaria todo um conjunto de preconceitos. Ficar-se-ia, especialmente, livre da ideia de ter havido um corte brusco que veio separar uma época de luz de um período de trevas. Delumeau, J. A Civilização do Renascimento. Lisboa: Editora Estampa, 1994. p. 19. v. 1. Adaptado. No trecho, o historiador Jean Delumeau aponta que uma separação bem demarcada entre o período medieval e o período renascentista é fruto de análises historiográficas posteriores, e não necessariamente dos processos históricos ocorridos entre os séculos XIV e XVI. Com base no texto e nos conhecimentos sobre História Moderna, assinale a alternativa que apresenta corretamente um elemento de continuidade entre os períodos.
- A)A organização política e econômica feudal, que se espalhou das regiões francesas para a península Itálica especialmente nos séculos XV e XVI.
- B)A doutrina de Despotismo Esclarecido, que embasava a legitimidade dos governantes no Medievo e manteve-se firme nos séculos seguintes.
- C)A religiosidade cristã, marcante nos séculos medievais e perceptível em diversas obras artísticas e textos do Renascimento no Ocidente.
- D)O espírito cruzadístico, que moveu diversas campanhas militares desde o século XI e, no Renascimento, delimitou o movimento inquisitorial.
- E)A ideia de antropocentrismo, que foi amplamente discutida nos mosteiros medievais e ganhou verniz cultural com os artistas do Renascimento.