Filosofia · UFU

Questões de Filosofia do UFU

32 questões de Filosofia do UFU (2022–2025): os tópicos que mais caem e uma amostra para treinar de graça.

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Filosofia no UFU (tópico × ano)

2022–2025
Topico2025202420232022
Filosofia contemporânea3
Aristóteles — ato e potência, matéria e forma2
Ética2
Maquiavel (virtù e fortuna)11
Tomás de Aquino11
Aristóteles (prudência)1
Descartes — dúvida metódica e cogito1
Descartes e a Dúvida Metódica1
Escola de Frankfurt1
Filosofia antiga1

Tópicos de Filosofia que mais caem

  • Filosofia contemporânea9% · 3 questões
  • Maquiavel (virtù e fortuna)6% · 2 questões
  • Tomás de Aquino6% · 2 questões
  • Aristóteles — ato e potência, matéria e forma6% · 2 questões
  • Ética6% · 2 questões
  • Aristóteles (prudência)3% · 1 questão
  • Descartes — dúvida metódica e cogito3% · 1 questão
  • Descartes e a Dúvida Metódica3% · 1 questão

Questões de Filosofia do UFU

Uma amostra das questões. Crie uma conta para resolver todas com correção e comentário.

UFU20251a faseQuestao 9FilosofiaRousseau (origem da desigualdade)Media
Rousseau apresenta, no texto abaixo, elementos que introduzem a desigualdade entre os homens no estado de natureza. Os homens até então errantes pelos bosques, depois de adquirirem uma situação mais fixa, aproximam-se lentamente [...] Uma vizinhança permanente não pode deixar de engendrar, afinal, alguma ligação entre diversas famílias. Jovens de diferentes sexos moram em cabanas vizinhas, o relacionamento passageiro, exigido pela natureza, traz logo outro não menos doce e mais permanente, pelo convívio mútuo. [...] Adquirem insensivelmente idéias de mérito e de beleza que produzem sentimentos de preferência. À força de se verem, já não podem passar sem se ver novamente. Um sentimento terno e doce insinua-se na alma e, à menor oposição, torna-se um furor impetuoso: o ciúme desperta com o amor; a discórdia triunfa, e a mais doce das paixões recebe sacrifícios de sangue humano. [...] Cada qual começou a olhar os outros e a querer ser olhado por sua vez, e a estima pública teve um preço. Aquele que cantava ou dançava melhor; o mais belo, o mais forte, o mais hábil ou o mais eloqüente passou a ser o mais considerado, e foi esse o primeiro passo para a desigualdade e para o vício ao mesmo tempo; dessas primeiras preferências nasceram, de um lado a vaidade e o desprezo, do outro a vergonha e o desejo; e a fermentação causada por esses novos germes produziu por fim compostos funestos à felicidade e à inocência. Rousseau, J.J. Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens. São Paulo: Martins Fontes, 1999. p.210-211. Considerando o texto acima e como Rousseau compreende o estado de natureza, é INCORRETO afirmar que
  1. A)a constituição de associações humanas introduz nos indivíduos o desejo de ser melhor do que os outros.
  2. B)a origem da desigualdade se deve exclusivamente a quem por primeiro tomou algo comum como sua propriedade.
  3. C)sem associações humanas constituídas, seres humanos viveriam em um estado de inocência, sem a necessidade de regras legais e morais.
  4. D)o surgimento da inveja e do ciúme estabelece o vício e o fim da inocência na medida em que a desconfiança se instala entre as pessoas.
UFU20251a faseQuestao 10FilosofiaSimone de Beauvoir (feminismo)Media
Simone de Beauvoir, em “O segundo sexo”, apresenta a seguinte constatação. Libertar a mulher é recusar encerrá-la nas relações que mantém com o homem [...] É quando for abolida a escravidão de uma metade da humanidade e todo o sistema de hipocrisia que implica, que a “divisão” da humanidade revelará sua significação autêntica e que o casal humano encontrará sua forma verdadeira. Beauvoir, S. O segundo sexo: a experiência vivida. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1967. p. 500. Considere o texto acima e como a autora compreende o papel da mulher e assinale a alternativa INCORRETA.
  1. A)A mulher terá liberdade e se assumirá como sujeito apenas ao recusar qualquer relação com o homem.
  2. B)O papel social da mulher não é resultado da constituição de seu corpo, mas de relações sociais que lhe conferem um papel inferior ao do homem.
  3. C)A inferioridade em que a mulher historicamente foi colocada se deve ao fato de sua identidade estar determinada pela relação que tem com o homem.
  4. D)A consciência da feminilidade não se dá à mulher por ela ser fêmea de uma espécie, mas por estar inserida como membro de uma sociedade.
UFU20251a faseQuestao 11FilosofiaSócrates (Apologia)Media
Na Apologia de Sócrates, Platão apresenta como teria sido a defesa que Sócrates fez em relação às acusações que sofreu. É nesse contexto que a passagem abaixo se insere. Terrível seria se, na verdade, pudesse alguém com justiça levar-me a tribunal por não acatar os deuses e desprezar o oráculo e temer a morte, julgando ser sabedor sem o ser. Pois temer a morte, homens, não é mais do que julgar ser sábio sem o ser, porque é julgar saber o que se não sabe. Pois ninguém sabe o que é a morte, ninguém sabe se não será o maior dos bens para o homem, mas temem-na como se soubesse que era o maior dos males. Ora, não será a mais censurável das ignorâncias julgar saber o que não sabe? Talvez nisso eu difira da maioria dos homens e, se dissesse que em qualquer coisa era mais sábio, seria nisso, pois, não sabendo o bastante sobre o Hades, nem, por isso, julgo saber. Platão, Apologia de Sócrates (29a-c). Lisboa: Casa da Moeda, 1993. p.83. Considerando o texto acima, assinale a alternativa INCORRETA.
  1. A)A ignorância socrática, por consistir em saber que nada sabe, resulta em um saber mais amplo do que o saber proferido por quem acha que sabe.
  2. B)Sócrates diz que não teme a morte, porque ela, na medida em que não é um mal, seria um bem.
  3. C)O temor da morte é um ato de ignorância na medida em que só se pode temer o que se julga ser um mal, embora não seja possível saber o que ocorre após a morte.
  4. D)A decisão de condenar Sócrates à morte revela a ignorância dos juízes, que acreditam, sem saber, que a morte é uma punição.
UFU20251a faseQuestao 12FilosofiaAristóteles (prudência)Media
Aristóteles, na “Ética a Nicômaco”, entende que a prudência exerce um papel necessário na determinação das ações moralmente virtuosas. Considere as seguintes afirmações sobre a prudência na filosofia moral de Aristóteles. I. Consiste na compreensão do dever moral. II. Determina, por deliberação, qual é o meio-termo para uma ação. III. Envolve a compreensão correta das circunstâncias do agente. IV. Delibera os modos e meios para alcançar e promover um fim prático. V. Pode ser aplicada a qualquer ação, mesmo as moralmente reprováveis. Assinale a alternativa que apresenta apenas asserções VERDADEIRAS.:
  1. A)I, II e IV
  2. B)II, III e IV
  3. C)II, IV e V
  4. D)I, III e V
UFU20251a faseQuestao 13FilosofiaHume (empirismo)Media
David Hume apresenta a seguinte distinção entre pensamentos ou ideias e impressões: Podemos aqui dividir todas as percepções da mente em duas classes ou espécies que se distinguem por seus diferentes graus de força e vivacidade. As que são menos fortes e vivazes são comumente denominadas pensamentos ou idéias [...] Entendo pelo termo impressão, portanto, todas as nossas percepções mais vívidas, sempre que ouvimos, ou vemos, ou sentimos, ou amamos, ou odiamos, ou desejamos ou exercemos nossa vontade. E impressões são distintas das idéias, que são as percepções menos vívidas, das quais estamos conscientes quando refletimos sobre quaisquer umas das sensações ou atividades já mencionadas. [...] para expressar-me em linguagem filosófica, todas as nossas idéias, ou percepções mais tênues, são cópias de nossas impressões, ou percepções mais vívidas. HUME, D. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios da moral. São Paulo: Unesp, 2004. p.34-36. Com base no texto acima e na distinção entre ideia e impressão, é CORRETO afirmar que
  1. A)ideias ou pensamentos empregados em artes ficcionais, como sobre seres fantásticos, não podem ser cópias de impressões, pois esses seres não existem.
  2. B)as ideias e impressões originam-se da percepção humana, mas a compreensão do tempo e do espaço está presente no ser humano desde seu nascimento.
  3. C)pela percepção, temos impressões das relações de causalidade entre os fatos que ocorrem no mundo.
  4. D)a operação do pensamento pode ocorrer independentemente do que possa existir em alguma parte do mundo.
UFU20251a faseQuestao 14FilosofiaMarx e Engels (ideologia)Media
Marx e Engels, em A Ideologia Alemã, apresentam a relação entre os pensamentos e a posse dos meios de produção nos seguintes termos. Os pensamentos da classe dominante são também, em todas as épocas, os pensamentos dominantes; em outras palavras, a classe que é o poder material dominante numa determinada sociedade é também o poder espiritual dominante. A classe que dispõe dos meios da produção material dispõe também dos meios da produção intelectual, de tal modo que o pensamento daqueles aos quais são negados os meios de produção intelectual está submetido também à classe dominante. Os pensamentos dominantes nada mais são do que a expressão ideal das relações materiais dominantes; eles são essas relações materiais dominantes consideradas sob forma de idéias, portanto a expressão das relações que fazem de uma classe a classe dominante; em outras palavras, são as idéias de sua dominação. MARX, K.; ENGELS, F., A Ideologia Alemã. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p.48. Sobre a relação entre os pensamentos e a posse dos meios de produção, é INCORRETO afirmar que
  1. A)a posse dos meios de produção intelectual pela classe dominante permite a ela controlar todos os pensamentos de uma época.
  2. B)sistemas filosóficos, jurídicos representam os pensamentos da classe dominante e, portanto, os seus interesses.
  3. C)pessoas pertencentes à classe não dominante reproduzem o pensamento dominante que expressa a relação de classes a que estão submetidas.
  4. D)os valores morais e políticos da classe dominante de uma época são apresentados como valores universais e abstraídos das circunstâncias materiais de sua origem.
UFU20251a faseQuestao 15FilosofiaMaquiavel (virtù e fortuna)Media
No texto abaixo, Maquiavel usa uma analogia para apresentar a relação entre virtù e fortuna. Comparo a fortuna a um desses rios impetuosos que, quando se iram, alagam as planícies, derrubam as árvores e as casas, arrastam terras de um lado para levar a outro: todos fogem deles, todos cedem a seu ímpeto sem poder detê-los em parte alguma. Mesmo assim, nada impede que, quando os tempos estão calmos, os homens tomem providências, construam barreiras e diques, de modo que, quando a cheia se repetir, ou os rios fluem por um canal, ou seu ímpeto não seria nem tão licencioso nem tão danoso. O mesmo acontece com a fortuna, que demonstra sua potência onde não encontra uma virtù ordenada, pronta para resistir-lhe, e volta seu ímpeto para onde sabe que não erguidos diques nem barreiras para contê-la. Maquiavel, N. O Príncipe. São Paulo: Martins Fontes, 2010. p. 121-122 Considerando o texto acima, assinale a alternativa que descreve FALSAMENTE a relação entre virtù e fortuna.
  1. A)A virtù diz respeito à capacidade que o príncipe deve ter de antecipar e lidar com as circunstâncias problemáticas para seu governo.
  2. B)A fortuna é caracterizada por sua imprevisibilidade e, tendo ganhado força, o livre-arbítrio humano não é capaz de controlá-la.
  3. C)O sucesso do governante repousa na sua virtù, que lhe permite conhecer as leis que regem a fortuna.
  4. D)A virtù do príncipe não é concebida como uma qualidade moral e a fortuna não favorece esse príncipe.
UFU20251a faseQuestao 16FilosofiaKant (fenômeno e coisa em si)Dificil
Sobre o fenômeno e a coisa em si, Kant afirma que: O conceito de um númeno, isto é, de uma coisa que não deve ser pensada como objeto dos sentidos, mas como coisa em si (exclusivamente por um entendimento puro) [...] é necessário para não alargar a intuição sensível até às coisas em si e para limitar, portanto, a validade objetiva do conhecimento sensível (pois as coisas restantes, que a intuição sensível não atinge, se chamam por isso mesmo númenos, para indicar que os conhecimentos sensíveis não podem estender o seu domínio sobre tudo o que o pensamento pensa). Mas, em definitivo, não é possível compreender a possibilidade de tais númenos e o que se estende para além da esfera dos fenômenos é (para nós) vazio. Kant. I. Crítica da Razão Pura. Lisboa: Calouste Gulbenkian, 2001.p.296. Sobre o fenômeno e a coisa em si, assinale a alternativa correta.
  1. A)A coisa em si (númeno) constitui-se em um objeto do pensamento na medida em que pode ter suas características espaço-temporais abstraídas.
  2. B)A coisa em si (númeno) denomina o conjunto de coisas abstratas cuja existência podemos conhecer pelo entendimento puro.
  3. C)A coisa em si (númeno) constitui-se como objeto das ciências na medida em que não possui características acidentais.
  4. D)A coisa em si (númeno) não é objeto da nossa intuição sensível, porém pode ser pensada sem contradição por um entendimento puro.
UFU20241a faseQuestao 9FilosofiaKant e o CriticismoDificil
Sobre a revolução copernicana na filosofia de Immanuel Kant, é correto afirmar que o objeto do conhecimento
  1. A)é análogo ao sol, e a razão humana é análoga aos planetas.
  2. B)deve se adequar à razão humana.
  3. C)existe fora da mente e está submetido às leis físicas do tempo e do espaço.
  4. D)deve ser apreendido em si mesmo, sem influência do intelecto humano.
UFU20241a faseQuestao 10FilosofiaSanto AgostinhoDificil
Efetivamente, em qualquer lugar onde olhares, a sabedoria te fala pelos vestígios que imprimiu em todas as suas obras. E quando recais de novo no amor às coisas exteriores, é valendo-se da própria beleza dos seres exteriores que ela te chama a teu interior. E isso a fim de que, vendo tudo quanto te encanta nos corpos e te seduz, através dos sentidos corporais, reconheças que está repleto de números. Ao indagares de onde vem isso, entra em ti mesmo e compreende tua impotência de julgar para o bem ou para o mal os objetos percebidos por teus sentidos. Pois não poderias aprovar ou desaprová-los, se não tivesses dentro de ti certas leis estéticas, às quais confrontas todas as belezas sensíveis do mundo exterior. SANTO AGOSTINHO, O Livre Arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995, p.128. O acesso perceptivo à realidade exterior e sensível oferece um obstáculo ao conhecimento do que é inteligível, pois o inteligível tem natureza distinta do sensível. Marque a alternativa correta acerca da resposta de Santo Agostinho a esse problema. Para ele, a realidade exterior contém em sua natureza a beleza da criação e, ao ser percebida pela alma, favorece a possibilidade do reconhecimento das verdades inteligíveis
  1. A)porque permite a formação de raciocínios indutivos.
  2. B)pela reminiscência das formas divinas.
  3. C)por ação da iluminação divina.
  4. D)por abstração da essência presente em cada particular.
UFU20241a faseQuestao 11FilosofiaTomás de AquinoDificil
Sobre as verdades que são preâmbulos da fé e sobre a relação entre fé e razão, Tomás de Aquino afirma [...] portanto, deve-se dizer que a existência de Deus e as outras verdades referentes a Deus, acessíveis à razão natural, como diz o Apóstolo, não são artigos de fé, mas preâmbulos dos artigos. A fé pressupõe o conhecimento natural, como a graça pressupõe a natureza, e a perfeição o que é perfectível. No entanto, nada impede que aquilo que, por si, é demonstrável e compreensível, seja recebido como objeto de fé por aquele que não consegue apreender a demonstração. TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica. São Paulo: Loyola, 2009, p.165. V.1. Tomando como referência o excerto acima, assinale a alternativa correta.
  1. A)A partir do conhecimento natural, não se chega ao conhecimento de verdades como a existência de Deus, que são conhecidas apenas pela graça divina, sendo necessário ter fé em Deus para compreendê-las.
  2. B)A partir dos efeitos das obras divinas, não se pode conhecer Deus, pois esses efeitos, que constituem o mundo natural, são todos finitos e, por meio de coisas desse tipo, não se pode conhecer Deus, que é infinito, exceto pelas Escrituras.
  3. C)A partir dos efeitos da obra divina, podemos nos aproximar do conhecimento de certas verdades, como a existência de Deus, e esse conhecimento é chamado de preâmbulo da fé porque se limita a essa aproximação que nunca é completa apenas pela razão.
  4. D)A partir de efeitos que são mais manifestos para os seres humanos, é possível fazer uma demonstração da causa, sendo esse o procedimento usado nas cinco provas da existência de Deus, que servem de preâmbulo para as verdades da fé.
UFU20241a faseQuestao 12FilosofiaOrigem da FilosofiaMedia
Vernant, ao descrever uma das teorias que explicam o surgimento da filosofia grega antiga, diz: “Na terra jônica, o logos ter-se-ia desprendido bruscamente do mito, como as escamas caem dos olhos do cego. E à luz desta razão, uma vez por todas revelada, não teria mais deixado de iluminar os progressos do espírito humano. "Os filósofos jônios, escreve Burnet, abriram o caminho que a ciência depois só teve que seguir." E precisa, em outra passagem: "Seria inteiramente falso procurar as origens da ciência jônica numa concepção mítica qualquer."” VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002, p.71 Considerando as principais teorias sobre o surgimento da filosofia, o texto acima se refere à teoria
  1. A)da continuidade entre mito e filosofia.
  2. B)do milagre grego.
  3. C)do surgimento político da filosofia.
  4. D)da influência oriental.
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