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Questões de Artes do UNESP

22 questões de Artes do UNESP (2017–2026): os tópicos que mais caem e uma amostra para treinar de graça.

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Artes no UNESP (tópico × ano)

2017–2026
Topico2026202520242023202220212020201920182017
Arte contemporânea1121
História da arte: Maneirismo1112
Modernismo — Antropofagia2
Arte do século XX (abstracionismo)1
Arte medieval1
Arte na Antiguidade1
Artes visuais — Modernismo1
Modernismo nas artes visuais1
Neoclassicismo1
Neoconcretismo1

Tópicos de Artes que mais caem

  • Arte contemporânea23% · 5 questões
  • História da arte: Maneirismo23% · 5 questões
  • Modernismo — Antropofagia9% · 2 questões
  • Arte do século XX (abstracionismo)5% · 1 questão
  • Arte medieval5% · 1 questão
  • Arte na Antiguidade5% · 1 questão
  • Artes visuais — Modernismo5% · 1 questão
  • Modernismo nas artes visuais5% · 1 questão

Questões de Artes do UNESP

Uma amostra das questões. Crie uma conta para resolver todas com correção e comentário.

UNESP20261a faseQuestao 16ArtesHistória da arte: ManeirismoMedia
leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947-    ). Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo. Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens. O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si. (https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.) Considerando as informações contidas no ensaio, constitui uma obra de Gustave Courbet aquela que está representada em: (A) (B) (C) (D) (E)
  1. A)Imagem da alternativa A
  2. B)Imagem da alternativa B
  3. C)Imagem da alternativa C
  4. D)Imagem da alternativa D
  5. E)Imagem da alternativa E
UNESP20251a faseQuestao 15ArtesVanguardas artísticasMedia
leia um trecho do artigo “Quantos jovens sabem que o adjetivo ‘surreal’ deriva de um movimento centenário?”, do escritor e jornalista Sérgio Augusto, publicado em 25.02.2024. Quantos de nossos jovens saberão que o adjetivo “surreal”, por eles usado a torto e a direito para qualificar qualquer coisa que lhes pareça absurda, deriva de um dos movimentos de vanguarda mais controversos e influentes do século passado? Tão do século passado, que está fazendo 100 anos. O surrealismo, fruto de uma época quase tão conturbada quanto a nossa e também assolada por uma pandemia (a gripe espanhola), nasceu oficialmente em 1924, impulsionado pelo manifesto de André Breton. Nesse manifesto, Breton detonava o equilíbrio, o realismo (“hostil a todo impulso de liberação intelectual e moral” e refúgio dos medíocres), proclamava a prevalência absoluta do sonho, do inconsciente, do instinto e do desejo, pregava a renovação de todos os valores filosóficos, morais, políticos e científicos, preconizando uma nova maneira radical de ver as artes, o mundo – e a vida. “Não é o medo da loucura que nos vai obrigar a hastear a meio pau a bandeira da imaginação”, ameaçava Breton numa das melhores imprecações do manifesto, visceralmente antimilitarista (a Grande Guerra terminara seis anos antes) e anticlerical. Porém, esperançoso. Augurou que um dia a poesia decretasse o fim do dinheiro, utopia que a poesia não logrou, nem o Pix deverá consumar. (www.estadao.com.br. Adaptado.) Uma obra representativa do movimento explorado no artigo está reproduzida em: (A) (B) (C) (D) (E)
  1. A)Imagem da alternativa A
  2. B)Imagem da alternativa B
  3. C)Imagem da alternativa C
  4. D)Imagem da alternativa D
  5. E)Imagem da alternativa E
UNESP20251a faseQuestao 60ArtesArte contemporâneaMedia
O que chamamos arte não mais nos demanda contemplação, mas sim reflexão sobre o sentido da palavra “arte”. Ou seja, o valor “arte” deserta o objeto para se ancorar no discurso de um indivíduo que se declara artista e que declara algo, uma ação, uma instrução, um ritual — não importa — como “arte”. Nesse momento, importam menos as qualidades intrínsecas (linhas, planos, luminosidade, textura etc.) desse objeto do que reconstituir um questionamento que nos convida à reflexão. [...] o artista não pode mais ser reconhecido por suas habilidades técnicas, mas sim porque se instala no centro de uma rede de discursos, ele mesmo assumindo o discurso sobre sua obra/fazer. (Luzia Gontijo Rodrigues. “A arte para além da estética: arte contemporânea e o discurso dos artistas”. Artefilosofia, 2008.) Considerando o objeto referido no excerto, a mudança na concepção de arte, mencionada pela autora, corresponde
  1. A)ao status artístico definido por museus e galerias.
  2. B)à submissão da arte a fins políticos e teológicos.
  3. C)à importância do processo manual no modo de fazer artesanal.
  4. D)à qualidade dos materiais utilizados na confecção da obra.
  5. E)ao conceito elaborado pelo artista sobre sua produção.
UNESP20241a faseQuestao 31ArtesHistória da arte: ManeirismoMedia
Observe as fachadas de duas igrejas. À esquerda, a Basílica de San Michele, construída no século XII em Pavia, na Itália. À direita, a Catedral de Reims, erguida a partir do século XIII em Reims, na França. (Georges Duby e Michel Laclotte (orgs.). História artística da Europa: a Idade Média II, 1998.) As duas fachadas
Imagens anexadas
  1. A)diferenciam-se pela pouca ornamentação de San Michele, que expressa o estilo românico, e pela monumentalidade e sofisticação de Reims.
  2. B)diferenciam-se pela solidez de San Michele, que simboliza a força espiritual do catolicismo, e pela carência de detalhes na sede papal em Reims.
  3. C)igualam-se na suntuosidade e no rebuscamento arquitetônico, indicando o poderio econômico da Igreja católica.
  4. D)diferenciam-se pela discrição de San Michele, que revela o rigor na conduta dos protestantes, e pela ostentação da riqueza católica de Reims.
  5. E)igualam-se na caracterização gótica, revelando a busca da verticalidade como símbolo do poder divino.
UNESP20241a faseQuestao 57ArtesArte contemporâneaMedia
Analise a reprodução da obra Latas de Sopa Campbell, de Andy Warhol, produzida em 1962, e leia o excerto do livro Arte Pop, de David McCarthy. Texto 1 (https://origins.osu.edu) Texto 2 As declarações de artistas pop sugerem que eles estavam não só familiarizados, mas à vontade no mundo da produção e do consumo do pós-guerra. Embora o tema de sua arte reconhecesse diretamente a rápida disseminação de bens comerciais disponíveis em quantidades crescentes ao longo da década de 1950, o estilo dessa arte adotava o desenho chamativo da propaganda. O status da arte pop como produto é inseparável de seu apelo por consumo. (Arte Pop, 2002. Adaptado.) No período pós-Segunda Guerra, a estreita relação entre o movimento Pop Art e a estética da propaganda deve-se à
Imagens anexadas
  1. A)alta dos valores das obras junto aos colecionadores.
  2. B)influência dos patrocinadores entre os artistas estadunidenses.
  3. C)recusa das técnicas artesanais na produção artística.
  4. D)ruptura artística com os parâmetros econômicos desse período.
  5. E)transformação da arte provocada pela lógica capitalista.
UNESP20231a faseQuestao 31ArtesArte na AntiguidadeMedia
No pensamento grego, tudo o que é “musical” se relaciona intimamente com o ritual, sobretudo com as festas, nas quais, evidentemente, o ritual possui sua função específica. Talvez não haja uma descrição mais lúcida das relações entre o ritual, a dança, a música e o jogo do que a das Leis de Platão. Os deuses, diz ele, cheios de piedade pela raça humana, condenada ao sofrimento, ordenaram que se realizassem as festas de ação de graças como descanso para suas preocupações, e deram-lhes Apolo, as Musas e Dionísio como companheiros dessas festas, a fim de que essa divina comunidade festiva restabelecesse a ordem das coisas entre os homens. (Johan Huizinga. Homo ludens, 2007.) O excerto, que aborda história e pensamento na Grécia Antiga, caracteriza
  1. A)a dimensão material dos sentimentos e das ações políticas dos homens, sustentada pela filosofia clássica.
  2. B)a centralidade do mito na sociedade antiga grega e o vínculo desse mito com manifestações de caráter público.
  3. C)a fragilidade do politeísmo perante a lógica e a incapacidade desse politeísmo de mobilizar politicamente a sociedade.
  4. D)as origens filosóficas da piedade e do sentimento de culpa posteriormente apropriados pelo cristianismo.
  5. E)as matrizes religiosas da democracia grega e o reconhecimento por essa democracia da igualdade entre os homens livres.
UNESP20231a faseQuestao 32ArtesArte medievalMedia
Durante a Idade Média na Europa Ocidental, as realizações artísticas eram
  1. A)relacionadas prioritariamente à exploração científica dos corpos humanos.
  2. B)diversificadas do ponto de vista das linguagens expressivas empregadas.
  3. C)circunscritas aos espaços de culto popular oriundos do cristianismo romano.
  4. D)caracterizadas pela repetição de conteúdos culturais impostos pelo mecenato.
  5. E)limitadas às imitações rigorosas de padrões estéticos da Antiguidade clássica.
UNESP20221a faseQuestao 20ArtesArte contemporâneaFacil
Art which is based on images of mass consumer culture. Pop art was initially regarded as a reaction from abstract expressionism because its exponents brought back figural imagery and made use of impersonal handling. It was seen as a descendant of Dada because it debunked the seriousness of the art world and embraced the use or reproduction of commonplace subjects. Comic books, advertisements, packaging, and images from television and the cinema were all part of the iconography of the movement. (Ian Chilvers e John Glaves-Smith (orgs.). Oxford Dictionary of Modern and Contemporary Art, 2009. Adaptado.) Uma obra representativa do movimento artístico retratado no texto está reproduzida em:
  1. A)Imagem da alternativa A
  2. B)Imagem da alternativa B
  3. C)Imagem da alternativa C
  4. D)Imagem da alternativa D
  5. E)Imagem da alternativa E
UNESP20221a faseQuestao 60ArtesArte contemporâneaDificil
À primeira vista, porém, a arte do cinema aparenta ser demasiado simples e até mesmo estúpida. Vê-se o Rei dando um aperto de mão a um time de futebol; eis o iate de Sir Thomas Lipton; eis, enfim, Jack Horner vencendo o Grand National. Os olhos consomem tudo isso instantaneamente e o cérebro, agradavelmente excitado, põe-se a observar as coisas acontecerem sem se atarefar com nada. Mas qual é, pois, a sua surpresa ao ser, de repente, despertado em meio à sua agradável sonolência e chamado a prestar socorro? O olho está em apuros. Necessita de ajuda. Diz, então, ao cérebro: “Está ocorrendo algo que de modo algum posso entender. Tu me és necessário”. Juntos olham para o Rei, o barco, o cavalo e o cérebro; de imediato, vê que eles se revestiram de uma qualidade que não pertence à mera fotografia da vida mesma. (Virginia Woolf. “O cinema”. Rapsódia, 2006. Adaptado.) Com o surgimento da disciplina estética, no século XVIII, entendeu-se que a arte é capaz de produzir ajuizamentos. O texto aborda o tema por meio da constatação da autora de que
  1. A)se estabeleceu maior relevância aos temas representados pelas artes.
  2. B)se reconheceu a importância da sensibilidade no processo do conhecimento.
  3. C)ocorreu um intenso diálogo entre os artistas, tais como cineastas e literários.
  4. D)houve a evolução das linguagens artísticas em relação às suas técnicas.
  5. E)se proliferaram novas manifestações artísticas com posturas críticas.
UNESP20211a faseQuestao 20ArtesHistória da arte: ManeirismoMedia
A obra Paisagem italiana (1805), do pintor alemão Jakob Philipp Hackert (1737-1807), remete, sobretudo, ao ideário do
Imagens anexadas
  1. A)Realismo.
  2. B)Romantismo.
  3. C)Arcadismo.
  4. D)Barroco.
  5. E)Naturalismo.
UNESP20211a faseQuestao 33ArtesRenascimentoMedia
Observe a imagem. (https://pt.wikipedia.org) A Pietà, escultura de Michelangelo Buonarotti, foi produzida nos últimos anos do século XV e revela uma característica importante da arte renascentista:
Imagens anexadas
  1. A)o delineamento preciso das formas do corpo humano, realizado a partir dos estudos de anatomia pelo artista.
  2. B)o teocentrismo, explicitado na inexpressividade e no estatismo da representação das figuras humanas.
  3. C)a desproporcionalidade entre os tamanhos dos corpos, para evidenciar a grandiosidade da figura de Cristo.
  4. D)a influência da arte religiosa medieval, manifesta na tridimensionalidade e na carência de perspectiva da peça.
  5. E)o prevalecimento de temática bíblica, com recriação precisa e fiel de um trecho do Evangelho segundo Lucas.
UNESP20201a faseQuestao 20ArtesHistória da arte: ManeirismoMedia
Perspectiva. Técnica de representação, numa superfície plana, do espaço tridimensional, baseado no uso de certos fenômenos ópticos, como a diminuição aparente no tamanho dos objetos e a convergência das linhas paralelas à medida que se distanciam do observador. (Ian Chilvers (org.). Dicionário Oxford de arte, 2007.) Verificam-se distorções e ambiguidades em relação à técnica da perspectiva na seguinte obra: (A) (B) (C) (D) (E)
  1. A)Imagem da alternativa A
  2. B)Imagem da alternativa B
  3. C)Imagem da alternativa C
  4. D)Imagem da alternativa D
  5. E)Imagem da alternativa E
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