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UNICAMP20261a faseQuestao 22SociologiaClasse e distinçãoDificil
Leia os textos 1 e 2.
Texto 1 (Postagem de Chay Suede em seu perfil no Instagram, publicada em 14/04/2022.)
A imagem acima reproduz uma postagem feita pelo ator Chay Suede sobre uma feijoada que havia consumido em um restaurante de luxo. As reações na rede social do ator incluíram comentários como "se isso é feijoada de rico eu prefiro morrer pobre”. (Adaptado de JIMENEZ, K. Saiba quanto Chay Suede pagou pela polêmica 'feijoada de rico'!. Portal R7, 17 de abr de 2022. Acesso em 01/09/25.)
Texto 2 A forma como as pessoas vivenciam as diferentes classes deve gerar as probabilidades dessas pessoas terem certos gostos, certos estilos de vida. No caso das classes altas, essa lógica é a do desinteresse ou da não-necessidade. Uma vez afastada de toda a urgência da vida pela sobrevivência e pela reprodução, os sujeitos das classes altas possuem uma relação de distanciamento com o mundo. Esse distanciamento transforma o senso de distinção em senso estético nessa classe. O senso estético é a noção de que o belo se dá pela forma, e não pela função. (Adaptado de BERTONCELO, E.; NICOLAU NETTO, M. Captando a distinção empiricamente. Contemporânea, v. 13, p. 363-364, 2024.) A partir dos textos, é correto afirmar que a polêmica associada à postagem
Imagens anexadas
A)demonstra que a formação do gosto está mais relacionado a juízos pessoais, pois as práticas alimentares são guiadas por necessidades de sobrevivência e não produzem distinção social.
B)representa uma aproximação social das classes altas em relação às populares, pois reduz a distância simbólica entre o universo do luxo e o popular, limitando o alcance da distinção social.
C)demonstra que o gosto está mais relacionado a experiências de classe e menos a juízos pessoais, pois simboliza o gosto das classes altas pelo belo e um senso estético formado pela necessidade.
D)representa uma prática de distinção social das classes altas em relação às populares, pois simboliza um senso estético que valoriza a forma e aquilo que não é necessário, em vez da função.
UNICAMP20261a faseQuestao 23SociologiaNatureza e sociedadeDificil
Leia os textos 1 e 2.
Texto 1 Muitos povos, de diferentes matrizes culturais, têm a compreensão de que nós e a Terra somos uma mesma entidade. Até o começo do século XX, o mundo do trabalho e da produção se dava com ferramentas e meios que não tinham a potência de exaurir os recursos da Terra como hoje. Desse tempo para cá, sobraram poucas humanidades espalhadas pelo planeta. (Adaptado de KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo, Companhia das Letras, p. 38, 2020.)
Texto 2 A Terra é um denso conjunto de relações que articula seres vivos, oceanos, atmosfera, clima e solos. Ela é dotada de uma história e de um regime de atividades próprio, resultado da articulação de múltiplos processos. Hoje, já não estamos lidando com uma natureza selvagem e ameaçadora, nem com uma natureza frágil, que deve ser protegida, nem com uma natureza que pode ser explorada à vontade. A hipótese é nova. A Terra não está ameaçada, diferentemente das inúmeras espécies vivas que serão varridas pelas mudanças de seu meio, com uma rapidez sem precedente. (Adaptado de STENGERS, I. No tempo das catástrofes. São Paulo: Cosac & Naify, p. 23, 2015.)
A partir da leitura dos textos é correto afirmar que natureza e sociedade
A)passaram a se influenciar por meio do desenvolvimento das forças produtivas e do trabalho ao longo da história, o que coloca a natureza em risco.
B)estão articuladas por múltiplos processos que envolvem agentes humanos e não humanos (oceanos, atmosfera, clima, solo, etc.), o que coloca a natureza em risco.
C)possuem uma história comum e articulada, fato percebido por povos de diferentes matrizes culturais, o que coloca a sociedade em risco.
D)possuem um regime de atividades próprio, que envolve agentes humanos e não humanos (oceanos, atmosfera, clima, solo, etc.), o que coloca tais agentes em risco.
UNICAMP20261a faseQuestao 24SociologiaRelações de GêneroDificil
Leia os textos 1 e 2.
Texto 1 A adolescência é uma questão de corporificação do social. Mudanças físicas, como hormônios em ebulição, são importantes, mas elas não determinam como se experimenta a adolescência. Essa é uma questão de como as práticas sociais se relacionam com as mudanças físicas, dando significados sociais a eventos biológicos. A adolescência é um processo de se tornar participante do mundo adulto. Ela é um período em que corpos em desenvolvimento enfrentam desafios, e às vezes são danificados. Instituições, incluindo a escola, e os poderes do mundo adulto são confrontados e negociados. Isso forma uma arena de prazer, humor, curiosidade, mas também de ansiedade e violência. (Adaptado de CONNELL, R. Crescer como masculino. In: Gênero em termos reais. São Paulo: nVersos, p. 139-141, 2016.)
Texto 2 Ordens de gênero são centrais para a vida dos adolescentes.
Quando insistem na diferença absoluta entre masculinidade e feminilidade criam um dilema e fazem com que os meninos exagerem na performance da masculinidade, procurando se aproximarem da posição social dos homens adultos. Práticas corporais, como a sexualidade e o esporte, se tornam importantes meios de diferenciação e espaços de produção das masculinidades hegemônicas e subordinadas. Aquelas que produzem maior status e prestígio masculino são as com os efeitos mais tóxicos sobre os corpos dos adolescentes, como por exemplo o hábito de fumar e praticar a violência física, etc. (Adaptado de CONNELL, R. Crescer como masculino. In: Gênero em termos reais. São Paulo: nVersos, p. 139-151, 2016.)
A partir da leitura dos textos é correto afirmar que
A)a adolescência, como processo de participar do mundo adulto, desafia padrões previamente estabelecidos, promovendo riscos e violência que poderiam ser evitados caso tais padrões fossem mantidos.
B)masculinidades hegemônicas e subordinadas são produzidas biológica e socialmente, por meio de práticas corporais como a sexualidade e o esporte e em confronto com instituições, como a escola.
C)eventos biológicos associados às mudanças corporais da adolescência são significados socialmente, o que torna a ordem de gênero em que tais mudanças ocorrem importante para compreendermos masculinidades e feminilidades.
D)a precocidade na busca de status de adultos e do prestígio masculino por meninos adolescentes os torna ansiosos, fazendo das masculinidades juvenis contemporâneas um todo homogêneo e violento.
UNICAMP20251a faseQuestao 32SociologiaGênero e famíliaFacil
Texto 1 No final do século XIX, a escritora Charlotte Perkins Gilman observava a necessidade de reformas urbanas e habitacionais que combinassem a privacidade da família com a vida em coletivo.
Ela defendia que grandes cidades fossem equipadas com conjuntos amplos de apartamentos que contariam com cozinhas comuns e com pessoas contratadas coletivamente pelas famílias para serviços domésticos. A atenção às crianças seria garantida por cuidadores profissionais e professores dentro das creches. (Adaptado de GILMAN, C.P. Mulheres e economia. In: DAFLON, V.; SORJ, B. Clássicas do pensamento social. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, p.129-130, 2021.) Texto 2 Quase um século depois, em 1996, o então presidente dos EUA Bill Clinton implementou reformas nas políticas de proteção social daquele país. Entre as mudanças, o Estado deixou de prover auxílio financeiro a mães pobres que criam os filhos sozinhas e essa responsabilidade passou para o pai biológico da criança. Essa reforma acentuou um vínculo social entre mulheres e homens, vínculo este que elas não necessariamente gostariam de manter. A reforma as tornou sobretudo dependentes economicamente deles. (Adaptado de COOPER, M. Family values: between neoliberalism and the new social conservatism. New York: Zone Books, p. 67-68, 2017.) Considerando os textos 1 e 2, é correto afirmar que os efeitos, para as relações sociais, das reformas neles descritas
A)são convergentes, pois fortalecem a importância, para a vida moderna, dos lares individualizados e das famílias biológicas. As reformas indicam a prevalência de ambos em relação ao Estado.
B)são divergentes, pois apenas a reforma descrita no texto 2 fortalece a autonomia das mães, por ampliar a responsabilidade dos pais biológicos e por desresponsabilizar o Estado.
C)são convergentes, pois facilitam o desenvolvimento da privacidade das famílias e ampliam a autonomia individual. Essas reformas favorecem o desenvolvimento da vida coletiva.
D)são divergentes, pois apenas a reforma descrita no texto 1 desvincula, da responsabilidade das famílias e das mulheres, as tarefas de cuidado e de reprodução social da vida, vinculando-as também ao Estado.
UNICAMP20251a faseQuestao 33SociologiaCidadania e democraciaMedia
Texto 1
(Charge do cartunista Henfil que trata da participação da sociedade civil na Assembleia Nacional Constituinte, convocada em 1985 e cujos trabalhos resultaram na Constituição de 1988. Disponível em: https://museudarepublica.museus.gov.br/com-32-anos-a-constituicao-brasileira-esta-disponivel-na-colecao-memoria-da-constituinte/. Acesso em 20/08/2024.)
Texto 2 A reinvenção da democracia é um questionamento posto no Brasil há bastante tempo e leva em conta a necessidade de aprofundá-la e radicalizá-la, no sentido de estendê-la às relações sociais no seu conjunto. A Constituição de 1988 é um marco dessa reinvenção, pois, ao considerar o direito à diferença, redefiniu a noção de cidadania. Não há como falar em igualda
de se as diferenças persistirem e forem usadas como base para a desigualdade e a discriminação. (Adaptado de DAGNINO, E. Para retomar a reinvenção democrática: qual cidadania, qual participação?. Fórum Social Nordestino, Recife, p. 1, 2004).
De acordo com os textos 1 e 2, é correto afirmar que a Constituinte de 1988 ajudou a reinventar a democracia brasileira, pois
Imagens anexadas
A)tornou autônomos os conceitos de cidadania e democracia, que se relacionam com a esfera da liberdade individual; tal liberdade promove a igualdade nas relações sociais.
B)estabeleceu a negociação democrática da diferença; tal negociação passa a ser concebida como parte do ordenamento jurídico e da convivência entre os grupos e as classes sociais.
C)reforçou diferenças e limitou o princípio jurídico da igualdade, tornando cidadania e democracia conceitos autônomos e radicalizados.
D)abriu espaço para a participação da sociedade civil, o que tornou mais diversa, e, portanto, mais desigual, a representação política.
UNICAMP20251a faseQuestao 34SociologiaCultura, memória e patrimônioMedia
Texto 1 Em Raízes do Brasil (São Paulo, Companhia das Letras, 2016), Sérgio Buarque de Holanda argumenta que as formas de convívio social no país seriam ditadas preferencialmente por uma ética de fundo emotivo: a cordialidade. No entanto, a cordialidade não seria sinônimo de afetividade ou de gentileza. Ela corresponderia a um mecanismo de defesa do indivíduo diante da sociedade e reforçaria sentimentos particularistas e antipolíticos, característicos do ambiente doméstico. Ao tipo social guiado pela ética da cordialidade, o autor dá o nome de homem cordial.
Texto 2 "Sabe, no fundo eu sou um sentimental Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo (além da sífilis, é claro) Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora... (...) Se trago as mãos distantes do meu peito É que há distância entre intenção e gesto” (Trecho da canção “Fado Tropical”, de Chico Buarque de Holanda, 1973).
Tendo em vista os textos 1 e 2, é possível afirmar que o homem cordial
A)manifesta adesão a normas de convívio pessoalizadas, marcadas pela ética da cordialidade e pela centralidade de vínculos privados mesmo em espaços coletivos e públicos.
B)é um tipo social que se originou na colonização portuguesa, marcado pela ética emotiva e solidária da cordialidade e por uma prática de cunho coletivo e supraindividual.
C)percebe, como ambiente propício ao seu desenvolvimento individual, a vida em sociedade; para ele, a ética da cordialidade permite a impessoalidade dos vínculos sociais.
D)manifesta um apego aos valores da personalidade configurada pelo recinto doméstico, ambiente próprio da concorrência entre os cidadãos. Texto comum às questões 35 e 36. Leia o trabalho da grafiteira e muralista Simone Siss (Texto 1), reconhecida por abordar temáticas femininas em sua obra. Texto 1 Abri 1 livro. Me li inteira! Sim... Eu falo meus nãos. Sou Maria... E vou com as outras! Moro mesmo dentro de mim. (SISS, S. O que tenho dentro de nós. Grafite em muro no centro de Campinas. 2024. Reprodução fotográfica.)
Quando desempenho minha tarefa de irmão, de marido ou de cidadão, quando executo os compromissos que assumi, eu cumpro deveres que estão definidos fora de mim e de meus atos, no direito e nos costumes. Ainda que eles estejam de acordo com os meus sentimentos próprios e que eu sinta interiormente a realidade deles, tal realidade não deixa de ser objetiva, pois não fui eu que os fiz, mas os recebi pela educação. Eis aí, portanto, maneiras de agir, de pensar e de sentir que apresentam essa notável propriedade de existirem fora das consciências individuais. (Adaptado de: DURKHEIM, E. As regras do método sociológico. São Paulo: Martins Fontes, 2014.) Émile Durkheim é um dos fundadores da Sociologia e analisa a relação entre indivíduo e sociedade. A partir do texto, podemos afirmar que os modos de agir, de pensar e de sentir, em uma sociedade, são definidos
A)pelo livre-arbítrio dos indivíduos.
B)pelos sentimentos próprios dos indivíduos e independem do meio social.
C)pelo direito e pelos costumes, que são, por sua vez, definidos livremente pelos indivíduos.
D)pela própria sociedade, que constitui uma realidade objetiva que exerce coerção sobre o indivíduo.
UNICAMP20241a faseQuestao 49SociologiaCidadania e democraciaMedia
Texto 1
Manifesto de lançamento da “Coalizão Negra Por Direitos”, reunião de entidades e coletivos do movimento negro brasileiro, 2020.
Texto 2 O sociólogo Octavio Ianni afirmou que democracia e cidadania são processos políticos marcados por dificuldades e retrocessos, pois a participação social – especialmente a de grupos como mulheres, negros, indígenas – é uma luta penosa e que, no Brasil, vem sendo realizada precariamente ao longo da história. (Adaptado de: “Entrevista com Octavio Ianni: Comunicação e Globalização”. Revista Novos Olhares, n. 4, p. 25, 1999.) De acordo com os textos 1 e 2, é possível dizer que, no caso brasileiro, os conceitos de democracia e de cidadania
Imagens anexadas
A)são limitados pela persistência histórica do racismo, pois os movimentos sociais pouco se ocupam dessa temática, reduzindo a possibilidade da conquista de igualdade.
B)podem ser tomados como conceitos relacionados, relativos à esfera do indivíduo, e marcados por processos lineares de conquistas de direitos sociais.
C)podem ser tomados como conceitos relacionados, próprios da esfera coletiva, e marcados por processos não lineares de conquistas e perdas de direitos sociais.
D)são marcados por disputas sociais e históricas, e influenciam, de modo secundário, o exercício da igualdade, especialmente para grupos como mulheres, negros e indígenas.
UNICAMP20241a faseQuestao 50SociologiaLuta de classesMedia
As sociólogas Patrícia Hill Collins e Sirma Bilge procuram explicar as relações entre mérito, oportunidade e desigualdades utilizando a metáfora de um campo de futebol. Elas imaginam uma situação na qual o campo seria um terreno levemente em declive, na qual o gol do Time 1 fica no topo e o do Time 2, na parte baixa. Quando o Time 1 tenta marcar um gol, a topografia do campo ajuda, o que não ocorre com o Time 2, que pode ter talento e disciplina, mas sempre trava uma batalha morro acima para marcar um gol. No caso de uma partida de futebol, torcedores ficariam indignados se os campos de verdade fossem inclinados dessa maneira. No entanto, é isso que fazem as divisões sociais de classe, gênero e raça, ou seja, achamos que estamos jogando em igualdade de condições quando, na verdade, não estamos. (Adaptado de: HILL COLLINS, P.; BILGE, S. Interseccionalidades. São Paulo: Boitempo, p. 32-33, 2016.)
A partir do texto, é correto afirmar que
A)divisões sociais de classe, gênero e raça permitem que todas as pessoas tenham acesso às mesmas oportunidades e possam igualmente desenvolver suas habilidades e aptidões.
B)condições de competição individual são marcadas por divisões de classe, gênero e raça, e são influenciadas pelo contexto social, político e econômico.
C)o mérito e o esforço individual podem ser isolados das divisões de classe, gênero e raça e considerados como parâmetros justos para a dinâmica da vida social.
D)divisões de classe, gênero e raça estão presentes na vida em sociedade e têm relação marginal com o fenômeno da desigualdade.
UNICAMP20241a faseQuestao 51SociologiaRelações raciais e racismo estruturalDificil
"A negação da plena humanidade do Outro, o seu enclausuramento em categorias que lhe são estranhas, a afirmação de sua incapacidade inata para o desenvolvimento e aperfeiçoamento humano, a destituição da sua capacidade de produzir cultura e civilização prestam-se a afirmar uma razão racializada, que hegemoniza e naturaliza a superioridade europeia." (CARNEIRO, Sueli. Dispositivo de racialidade. A construção do outro como não ser como fundamento do ser. São Paulo: Zahar, p. 91, 2023.)
Escolha a alternativa que apresenta crítica semelhante à de Sueli Carneiro.
A)"Tão essencial é a diferença entre essas duas raças humanas [branca e negra], que parece ser tão grande em relação às capacidades mentais quanto às diferenças de cores." (E. Kant. Observações sobre o sentimento do belo e do sublime. Campinas: Papirus, p. 75- 76,1993.)
B)"É na brutalidade e na selvageria que vemos o homem africano, na medida em que o podemos observar; e assim permanece hoje." (Hegel. A razão na história. Lisboa: Edições 70, p. 218.)
C)“A nossa solução foi medíocre. Estragou as duas raças, fundindo-as. O negro perdeu as suas admiráveis qualidades físicas de selvagem, e o branco sofreu a inevitável piora de caráter, consequente a todos os cruzamentos entre raças díspares". (Personagem Miss Jane, do livro O Presidente Negro, de Monteiro Lobato. São Paulo: Editora Lafonte, p. 82, 2019.)
D)"Na medida em que o racismo, enquanto discurso, se situa entre os discursos de exclusão, o grupo por ele excluído é tratado como objeto e não como sujeito." (Lélia Gonzales. Cultura, etnicidade e trabalho: efeitos linguísticos e políticos da exploração da mulher". In: RIOS, F.; LIMA, M. Por um feminismo afro-latino-americano. São Paulo: Zahar, p. 43, 2020.)
UNICAMP20231a faseQuestao 28SociologiaPoder, Estado e biopolíticaMedia
De que se trata essa biopolítica, esse biopoder? A nova tecnologia do poder que se instala se dirige à multiplicidade dos homens, não na medida em que eles se resumem em corpos, mas na medida em que ela forma, ao contrário, uma massa global, afetada por processos de conjunto que são próprios da vida, que são processos como o nascimento, a morte, a produção, a doença etc. É com o nascimento da biopolítica que se lança mão da medição estatística desses fenômenos para fins de regulamentação e de intervenção. Um novo tipo de poder que consiste em fazer viver e em deixar morrer. (Adaptado de FOUCAULT, Michel. Em defesa da sociedade. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2010, p. 204.)
Como tecnologia de poder, a biopolítica se inscreve no corpo
A)do indivíduo como problema existencial.
B)da família como problema reprodutivo.
C)da escola como problema disciplinar.
D)da população como problema político.
UNICAMP20201a faseQuestao 29SociologiaPoder e controle socialMedia
Da perspectiva do senso comum, dizer que uma ideia ou uma declaração é “ideológica” implica sugerir sua falsidade, o que logicamente leva à conclusão de que seu oposto é a verdade. Esse binarismo é uma forma de construir visões de mundo simplistas e manipuláveis, que ocultam interesses sociais.
Sobre o conceito de ideologia, é correto afirmar:
A)desde o seu nascimento, ele se mantém inalterado, e tem o mesmo significado para as diferentes classes sociais.
B)o aspecto útil do conceito é que ele permite associar ideias e produtos ao exercício do poder.
C)a neutralidade é a chave de sua definição, já que, entre o falso e o verdadeiro, está o posicionamento social neutro.
D)a tendência é o seu fim como instrumento de análise social, privilegiando a objetividade no tratamento da realidade.
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