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UNICENTRO20261a faseQuestao 1PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 3.
A inteligência artificial (IA) já é uma realidade concreta na vida das pessoas. Nos últimos anos, ela tem transformado modelos de negócio, reestruturado formas de trabalho e, cada vez mais, conquistado espaço também no ambiente escolar. No campo da educação, é urgente superar o debate sobre sua pertinência – a pergunta já não é mais ‘se’ devemos usar IA, mas ‘como’ usá-la de maneira ética, responsável e pedagógica. Essa foi uma das grandes pautas da Bett Brasil 2025, maior evento de inovação e tecnologia para a educação na América Latina, que reuniu educadores, gestores, especialistas e empresas do setor. Durante o evento, um dos momentos mais relevantes foi a divulgação de uma pesquisa inédita do Instituto Significare em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que ouviu 346 professores de todos os estados brasileiros. O levantamento revelou que mais de 80% dos docentes reconhecem os benefícios da IA no ensino, sobretudo no planejamento de aulas e na produção de conteúdos mais dinâmicos e interativos. E mais de 60% já utilizam ferramentas generativas de IA para obter ideias, elaborar planos de aula e desenvolver materiais. Apesar disso, a pesquisa também aponta desafios importantes: apenas 14,3% dos educadores afirmam utilizar a IA na produção efetiva de materiais didáticos. Entre os entraves mais citados estão a falta de tempo, escassez de equipamentos, conectividade limitada e ausência de formação continuada. Isso mostra que, para transformar o potencial da IA em resultados concretos, será necessário formar os professores, ampliar o acesso e garantir o suporte técnico necessário. A IA pode – e deve – ser uma aliada neste processo, automatizando tarefas repetitivas e liberando tempo dos educadores para aquilo que é essencial: o vínculo humano com os estudantes e a mediação da aprendizagem. No cenário internacional, países como Estados Unidos e China já oficializaram políticas educacionais que colocam o ensino de inteligência artificial no centro de aprendizagem das escolas. Essa decisão estratégica não apenas prepara as novas gerações para o mundo do trabalho, mas também estimula o pensamento computacional, a resolução de problemas e o protagonismo juvenil. A inteligência artificial não deve ser vista como um fim em si mesma, mas como um meio para potencializar o que há de mais humano na educação: o cuidado, a escuta, a personalização da aprendizagem e a construção de conhecimento significativo. Para isso, é necessário que políticas públicas, instituições educacionais, empresas e toda a sociedade trabalhem juntos na construção de um ecossistema que favoreça inovação com responsabilidade, inclusão digital e formação contínua. (Adaptado de: TAVARES, Ricardo. A inteligência artificial chegou à sala de aula – e agora? Disponível em: «https://revistaeducacao.com.br /2025/05/14/inteligencia-artificial-na-sala-de-aula/». Publicado em 14/05/2025. Acesso em: 24 jun. 2025.)
Sobre as informações apresentadas no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. A Educação é um dos campos com maior rejeição ao uso de IA, tanto no ambiente escolar quanto na produção de materiais pedagógicos de ensino. II. A IA desfavorece a interação humana, prejudica a relação de ensino-aprendizagem em sala de aula e substitui o professor tecnicamente. III. O cenário internacional é protagonista em relação ao uso de IA, devido ao estímulo à inclusão digital oficializado nas políticas educacionais escolares. IV. A garantia de uma educação tecnológica, com equidade e impacto social, é possível a partir de políticas públicas e de formação continuada de docentes.
Assinale a alternativa correta.
A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20261a faseQuestao 2PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 3.
A inteligência artificial (IA) já é uma realidade concreta na vida das pessoas. Nos últimos anos, ela tem transformado modelos de negócio, reestruturado formas de trabalho e, cada vez mais, conquistado espaço também no ambiente escolar. No campo da educação, é urgente superar o debate sobre sua pertinência – a pergunta já não é mais ‘se’ devemos usar IA, mas ‘como’ usá-la de maneira ética, responsável e pedagógica. Essa foi uma das grandes pautas da Bett Brasil 2025, maior evento de inovação e tecnologia para a educação na América Latina, que reuniu educadores, gestores, especialistas e empresas do setor. Durante o evento, um dos momentos mais relevantes foi a divulgação de uma pesquisa inédita do Instituto Significare em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que ouviu 346 professores de todos os estados brasileiros. O levantamento revelou que mais de 80% dos docentes reconhecem os benefícios da IA no ensino, sobretudo no planejamento de aulas e na produção de conteúdos mais dinâmicos e interativos. E mais de 60% já utilizam ferramentas generativas de IA para obter ideias, elaborar planos de aula e desenvolver materiais. Apesar disso, a pesquisa também aponta desafios importantes: apenas 14,3% dos educadores afirmam utilizar a IA na produção efetiva de materiais didáticos. Entre os entraves mais citados estão a falta de tempo, escassez de equipamentos, conectividade limitada e ausência de formação continuada. Isso mostra que, para transformar o potencial da IA em resultados concretos, será necessário formar os professores, ampliar o acesso e garantir o suporte técnico necessário. A IA pode – e deve – ser uma aliada neste processo, automatizando tarefas repetitivas e liberando tempo dos educadores para aquilo que é essencial: o vínculo humano com os estudantes e a mediação da aprendizagem. No cenário internacional, países como Estados Unidos e China já oficializaram políticas educacionais que colocam o ensino de inteligência artificial no centro de aprendizagem das escolas. Essa decisão estratégica não apenas prepara as novas gerações para o mundo do trabalho, mas também estimula o pensamento computacional, a resolução de problemas e o protagonismo juvenil. A inteligência artificial não deve ser vista como um fim em si mesma, mas como um meio para potencializar o que há de mais humano na educação: o cuidado, a escuta, a personalização da aprendizagem e a construção de conhecimento significativo. Para isso, é necessário que políticas públicas, instituições educacionais, empresas e toda a sociedade trabalhem juntos na construção de um ecossistema que favoreça inovação com responsabilidade, inclusão digital e formação contínua. (Adaptado de: TAVARES, Ricardo. A inteligência artificial chegou à sala de aula – e agora? Disponível em: «https://revistaeducacao.com.br /2025/05/14/inteligencia-artificial-na-sala-de-aula/». Publicado em 14/05/2025. Acesso em: 24 jun. 2025.)
Acerca da construção sintática do texto, considere as afirmativas a seguir.
I. No primeiro parágrafo, o sujeito “inteligência artificial” é retomado três vezes por meio de diferentes pronomes: “ela”, “sua”, “-la”. II. No segundo parágrafo, o termo “que” é pronome relativo nas duas ocorrências e introduz orações subordinadas adjetivas.
III. No terceiro parágrafo, o termo “que” funciona como conjunção e introduz uma oração que desempenha função de complemento do verbo “revelou”. IV. No quarto parágrafo, o uso excessivo de verbos prejudica a composição dos períodos assim como a sintaxe do enunciado.
Assinale a alternativa correta.
A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20261a faseQuestao 3PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 3.
A inteligência artificial (IA) já é uma realidade concreta na vida das pessoas. Nos últimos anos, ela tem transformado modelos de negócio, reestruturado formas de trabalho e, cada vez mais, conquistado espaço também no ambiente escolar. No campo da educação, é urgente superar o debate sobre sua pertinência – a pergunta já não é mais ‘se’ devemos usar IA, mas ‘como’ usá-la de maneira ética, responsável e pedagógica. Essa foi uma das grandes pautas da Bett Brasil 2025, maior evento de inovação e tecnologia para a educação na América Latina, que reuniu educadores, gestores, especialistas e empresas do setor. Durante o evento, um dos momentos mais relevantes foi a divulgação de uma pesquisa inédita do Instituto Significare em parceria com a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que ouviu 346 professores de todos os estados brasileiros. O levantamento revelou que mais de 80% dos docentes reconhecem os benefícios da IA no ensino, sobretudo no planejamento de aulas e na produção de conteúdos mais dinâmicos e interativos. E mais de 60% já utilizam ferramentas generativas de IA para obter ideias, elaborar planos de aula e desenvolver materiais. Apesar disso, a pesquisa também aponta desafios importantes: apenas 14,3% dos educadores afirmam utilizar a IA na produção efetiva de materiais didáticos. Entre os entraves mais citados estão a falta de tempo, escassez de equipamentos, conectividade limitada e ausência de formação continuada. Isso mostra que, para transformar o potencial da IA em resultados concretos, será necessário formar os professores, ampliar o acesso e garantir o suporte técnico necessário. A IA pode – e deve – ser uma aliada neste processo, automatizando tarefas repetitivas e liberando tempo dos educadores para aquilo que é essencial: o vínculo humano com os estudantes e a mediação da aprendizagem. No cenário internacional, países como Estados Unidos e China já oficializaram políticas educacionais que colocam o ensino de inteligência artificial no centro de aprendizagem das escolas. Essa decisão estratégica não apenas prepara as novas gerações para o mundo do trabalho, mas também estimula o pensamento computacional, a resolução de problemas e o protagonismo juvenil. A inteligência artificial não deve ser vista como um fim em si mesma, mas como um meio para potencializar o que há de mais humano na educação: o cuidado, a escuta, a personalização da aprendizagem e a construção de conhecimento significativo. Para isso, é necessário que políticas públicas, instituições educacionais, empresas e toda a sociedade trabalhem juntos na construção de um ecossistema que favoreça inovação com responsabilidade, inclusão digital e formação contínua. (Adaptado de: TAVARES, Ricardo. A inteligência artificial chegou à sala de aula – e agora? Disponível em: «https://revistaeducacao.com.br /2025/05/14/inteligencia-artificial-na-sala-de-aula/». Publicado em 14/05/2025. Acesso em: 24 jun. 2025.)
Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no sexto parágrafo do texto, assinale a alternativa correta.
A)A locução adverbial que introduz o parágrafo caracteriza uma hipérbole, figura de linguagem que consiste no exagero intencional de uma ideia.
B)O termo “como”, em “países como Estados Unidos e China”, indica uma comparação, figura de linguagem usada para relacionar dois ou mais elementos com base em seus aspectos semelhantes.
C)O pronome “que”, usado em “políticas educacionais que colocam o ensino”, pode ser substituído pelo termo “onde”, de acordo com a norma padrão da língua.
D)O parágrafo termina citando “o protagonismo juvenil”, revelando o tom de ironia presente no enunciado.
E)O uso das expressões “não apenas... mas também” possibilita a coesão das orações com efeito de sentido de acréscimo de informações.
UNICENTRO20261a faseQuestao 4PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir para responder às questões 4 e 5.
(Disponível em: «https://iturrusgarai.com/quadrinhos/». Acesso em: 14 jul. 2025.)
Sobre as características do texto, considere as afirmativas a seguir. I. A constituição do gênero textual, além de apresentar linguagem verbal e não verbal, permite o uso de linguagem informal, enfatizando a linguagem cotidiana dos usuários da língua. II. O título do texto apresenta um termo formado com sufixo do campo da saúde (tiponite), descaracterizando o tipo textual. III. A linguagem empregada deve estar atenta ao uso adequado de gírias, jargões e coloquialismos, característica central desse gênero de texto. IV. No último quadro, a soma de linguagens (verbal e não verbal) indica, implicitamente, uma crítica ao uso excessivo do coloquialismo na fala.
Assinale a alternativa correta.
Imagens anexadas
A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20261a faseQuestao 5PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir para responder às questões 4 e 5.
(Disponível em: «https://iturrusgarai.com/quadrinhos/». Acesso em: 14 jul. 2025.)
Em relação ao uso do termo “tipo” ao longo do texto, assinale a alternativa que indica, corretamente, sua função na fala.
Imagens anexadas
A)Partícula usada de maneira coloquial, que pode indicar hesitação ou preencher uma pausa na fala.
B)Partícula de realce, sem função gramatical, com papel de enfatizar uma informação.
C)Reiteração de termo para manter a referência no texto.
D)Onomatopeia, figura de linguagem que reproduz, por meio da escrita, o som que ela representa.
E)Cacofonia, vício de linguagem desagradável que deve ser evitado.
Leia o poema a seguir. Homero
porém no último canto de ilíada aquiles devolve a príamo o corpo de seu filho heitor
hoje nesse momento aqui no sul do sul do mundo ainda não se tem notícia dos mais de duzentos desaparecidos na ditadura militar
um corpo é um atestado de barbárie
até os gregos tinham piedade (ROMÃO, Luiza. Também Guardamos Pedras Aqui. São Paulo: Nós, 2021. Ed. Digital.)
A partir da leitura do poema e dos conhecimentos sobre a obra de Luiza Romão, considere as afirmativas a seguir.
I. A tarja preta, que toma dezenove linhas do poema, permite que o leitor complete o sentido, a partir de seus conhecimentos sobre a Guerra de Troia. II. No que diz respeito à obra Também guardamos pedras aqui, pode-se afirmar que a tarja preta é um recurso estilístico que a autora utilizou apenas no poema em análise. III. O verso “até os gregos tinham piedade” estabelece uma relação entre os gregos e os governos militares brasileiros, atribuindo a estes, qualidades que aqueles não tinham. IV. O verso “porém” contribui para o estabelecimento de uma distinção entre os fatos do passado remoto, na Grécia, e os fatos do passado recente, no Brasil.
Assinale a alternativa correta.
Imagens anexadas
A)Somente os itens I e II são corretos.
B)Somente os itens I e IV são corretos.
C)Somente os itens III e IV são corretos.
D)Somente os itens I, II e III são corretos.
E)Somente os itens II, III e IV são corretos.
UNICENTRO20261a faseQuestao 7PortuguêsMedia
Leia o excerto a seguir. Com um olhar incrédulo, [o rapaz] sinalizou com o braço alguns metros à minha frente e disse: – Moça, é aquela árvore ali, a única que tem na quadra. Era uma árvore grande. Bem grande. Naquele momento eu reconheci a castanheira. Envergonhada, agradeci e fui em direção ao meu destino. Por que não vejo mais árvores? Quando foi que deixei de perceber gentes-floresta? Quando? E você? (DORRICO, Julie. Eu sou Macuxi e outras histórias. Nova Lima: Caos e Letras, 2019. p. 83.)
A partir da leitura do excerto e dos conhecimentos sobre a obra Eu sou Macuxi e outras histórias, de Julie Derrico, considere as afirmativas a seguir.
I. A obra Eu sou Macuxi e outras histórias é construída a partir da técnica da prosa poética, em que poesia e prosa se misturam, criando uma obra de difícil classificação. II. O trecho “Quando foi que deixei de perceber gentes-floresta? / Quando? / E você?” desafia o leitor a ver, na própria estrutura do poema, a árvore que a narradora não viu. III. A história “Makunaima e os manos deuses” conta a história de como o “homem branco” decidiu se tornar um “Deus” mais importante do que os outros deuses, negando os seus irmãos indígenas. IV. Em dado momento da obra, a narradora informa que sua mãe fala inglês: “[...] a língua de minha mãe seria o inglês, assim [...] sua vida seria mais fácil”. Isso ocorre porque a família migrou dos Estados Unidos da América.
Assinale a alternativa correta.
A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
Leia o trecho do conto Soroco, sua mãe e sua filha, de Guimarães Rosa, e responda à questão a seguir. A hora era de muito sol — o povo caçava jeito de ficarem debaixo da sombra das árvores de cedro. O carro lembrava um canoão no seco, navio. A gente olhava: nas reluzências do ar, parecia que ele estava torto, que nas pontas se empinava. O borco bojudo do telhadilho dele alumiava em preto. Parecia coisa de invento de muita distância, sem piedade nenhuma, e que a gente não pudesse imaginar direito nem se acostumar de ver, e não sendo de ninguém. Para onde ia, no levar as mulheres, era para um lugar chamado Barbacena, longe. Para o pobre, os lugares são mais longe. O Agente da estação apareceu, fardado de amarelo, com o livro de capa preta e as bandeirinhas verde e vermelha debaixo do braço. — "Vai ver se botaram água fresca no carro..." — ele mandou. Depois, o guarda-freios andou mexendo nas mangueiras de engate. Alguém deu aviso: — “Eles vêm!...” Apontavam, da Rua de Baixo, onde morava Sorôco. Ele era um homenzão, brutalhudo de corpo, com a cara grande, uma barba, fiosa, encardida em amarelo, e uns pés, com alpercatas: as crianças tomavam medo dele; mais, da voz, que era quase pouca, grossa, que em seguida se afinava. Vinham vindo, com o trazer de comitiva. (ROSA, João Guimarães. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2001. p. 63.)
Sobre o conto Soroco, sua mãe e sua filha, de Guimarães Rosa, é correto afirmar:
A)O conto narra o momento da partida da filha de Soroco, que iria morar em Barbacena, mas ela e a avó acabam enlouquecendo antes da viagem.
B)As duas mulheres acompanham Soroco até à estação do trem, que o veio buscar para levar ao hospício em Barbacena.
C)O trecho “O carro lembrava um canoão no seco, navio” diz respeito ao trem que viera buscar a mãe e a irmã de Soroco, mas que acabará levando os três.
D)O conto narra o momento da partida da filha de Soroco, que está com o casamento marcado em Barbacena, mas enlouquece antes.
E)O trecho “Ele era um homenzão, brutalhudo de corpo” demonstra o aspecto violento de Soroco, que praticava violência contra a família.
UNICENTRO20261a faseQuestao 9PortuguêsMedia
Sobre a estrutura global dos contos de Guimarães Rosa em Melhores contos, considere as afirmativas a seguir.
I. Os contos “São Marcos”, “Famigerado” e “Desenredo” são aqueles que apresentam maior ênfase na questão da metalinguagem. II. No conto “Meu tio o Iauaretê”, o narrador em primeira pessoa mistura a língua portuguesa com o tupi e insere uma série de onomatopeias que lembram os sons das onças. III. O conto “A hora e a vez de Augusto Matraga” é o único de todo o conjunto em que a personagem central tem um final feliz ao lado das pessoas que ama. IV. Está dividido em quatro partes, que são estanques, ou seja, não há contaminação temática de uma parte para outra.
Assinale a alternativa correta.
A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
UNICENTRO20261a faseQuestao 10PortuguêsMedia
Leia o poema a seguir.
Casamento do céu e do inferno
No azul do céu de metileno a lua irônica São Pedro dorme diurética e o relógio do céu ronca mecânico. é uma gravura de sala de jantar.
Diabo espreita por uma frincha. Anjos da guarda em expedição noturna velam sonos púberes Lá embaixo espantando mosquitos suspiram bocas machucadas. de cortinados e grinaldas. Suspiram rezas? Suspiram manso, de amor. Pela escada em espiral diz-que tem virgens tresmalhadas, E os corpos enrolados incorporadas à via láctea, ficam mais enrolados ainda vaga-lumeando. . . e a carne penetra na carne. Por uma frincha o diabo espreita com o olho torto. Que a vontade de Deus se cumpra! Tirante Laura e talvez Beatriz, Diabo tem uma luneta o resto vai para o inferno. que varre léguas de sete léguas xxxxxx xxxx xxxx xxxx xxxx. e tem o ouvido fino xxxxxx xxxx xxxx xxxx xxxx. que nem violino.
(ANDRADE, Carlos Drummond. Alguma poesia. 17 ed. Rio de Janeiro: Record, 2023. p. 14-15.)
A partir da leitura do poema, assinale a alternativa correta:
A)Os versos “Lá embaixo / suspiram bocas machucadas” indicam o sacrifício daquelas pessoas que não cederam aos desígnios maléficos do diabo.
B)A função dos anjos da guarda é essencial no poema, pois são eles que protegem Laura e Beatriz, as únicas que se livram do inferno.
C)Há, no poema, uma reafirmação das noções de bem e mal a partir das figuras de Deus, que protege, e do diabo, que leva os indivíduos aos maus desígnios.
D)Os versos “diz-que tem virgens tresmalhadas, / incorporadas à Via Láctea” indicam que o diabo não conseguiu encontrá-las com sua luneta.
E)Há, no poema, uma complementaridade entre Deus e o diabo, construída a partir da ironia presente já no título, que sugere o casamento de elementos opostos.
UNICENTRO20251a faseQuestao 1PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 5.
Os nascimentos das línguas são misteriosos. É difícil precisar em que momento um grupo de pessoas deixa de se comunicar de uma forma para se comunicar de outra. Isso porque a transição de um sistema linguístico para outro raramente é abrupta, já que as línguas nascem da interação, da fusão e da troca. Frequentemente, várias línguas coexistem por longos períodos antes de emergirem como dominantes, embora esse domínio nunca seja permanente. A boa notícia é que os falantes de português terão uma visão privilegiada deste fantástico mundo de nascimentos, mortes e renascimentos. Em movimento sincrônico, quase astral, duas iniciativas abordam as misturas e confluências que resultaram na língua de Camões, mas também de Machado de Assis. Vindo do lado de lá do Atlântico, acaba de aportar no Brasil o livro do filólogo português Fernando Venâncio. Assim nasce uma língua tem o mérito de refutar as visões puristas que defendem que o português nasceu no século 12, com a formação do reino de Portugal, descendendo diretamente da língua romana. Para o autor, a língua portuguesa teve uma origem muito mais prosaica, cerca de seis séculos antes, derivando do galego, língua falada por camponeses no noroeste da Península Ibérica. A conclusão, aparentemente simples, joga por terra o argumento xenófobo que por séculos inferiorizaram as variações faladas fora do território europeu: a ideia de que nossa língua nasceu com os portugueses. “O português considera a si mesmo como um ser único. Nas suas formas mais extremas, esta convicção chega a supor uma intervenção providencial. Portugal teria, e isso desde sempre, um povo, uma cultura, uma religião e, claro, uma língua própria”, disse o autor à Veja. Como conceber, então, que um idioma igual ao português existisse antes mesmo de Portugal? “Nesse caso, os sentimentos se misturam”, pondera Venâncio. “Nós, portugueses, concebemos mal que o nosso idioma tenha sido engendrado fora do nosso território. E, efetivamente, toda a história do português acaba por ser a de um gradual distanciamento do galego”. Distância esta que o autor tenta, agora, encurtar trazendo esse passado que por muito tempo foi jogado para baixo do tapete e evidenciando as misturas incômodas e diversas que sempre constituíram a língua. Ao analisar certas proximidades, porém, Venâncio não deixa de notar evidentes afastamentos. O livro conclui que esta língua está fadada a dividir-se em outros idiomas, como outrora aconteceu com os romanos. “A história do Português mostra que ele sabe se adaptar com facilidade. Ele superou as dores do crescimento e se apresenta de rosto renovado. Isto permite prever que brasileiros, africanos e portugueses continuarão a dispor de um idioma rico e dúctil, sem receio das variedades e mesmo das diferenças”, sintetiza o autor que lembra que a pouca consideração dada por Portugal à língua que vinha se constituindo no Brasil resultou em uma invejável liberdade criativa para os brasileiros que, enquanto povo, tiraram o máximo proveito disso. Do lado de cá do Atlântico, as línguas se encontram. Se o português de Portugal se formou a partir do galego, foi no Brasil que ele encontrou seu âmago, misturando-se a outras formas de falar e constituir o mundo. Essas intersecções são abordadas na nova mostra temporária aberta no Museu da Língua Portuguesa, seguindo até janeiro de 2025. Chamada de Línguas Africanas que Fazem o Brasil, com curadoria do músico e filósofo baiano Tiganá Santana, a exposição se debruça menos sobre a língua de Camões e mais sobre o tempero de Machado de Assis. As sincronias entre Venâncio e Santana, porém, se evidenciam nos detalhes. Ambos repensam o apagamento das influências linguísticas que por muito tempo foram consideradas inferiores na formação do nosso vocabulário e mostram que todas as línguas só são possíveis a partir das misturas que as constituem. “É preciso lembrar sempre que Portugal não foi exclusivo por aqui. Se hoje temos uma língua brasileira é porque o Brasil constituiu sua própria dinâmica e, nessa dinâmica, os corpos pretos foram grandes difusores de um novo modo de fala”, sintetiza Santana. “O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera?”, questionava José de Alencar no fim do século XIX. Dois séculos depois, Tiganá Santana e Fernando Venâncio parecem finalmente concluir que há beleza, mistura e riqueza em cada uma, à sua própria maneira e com seu próprio tempero. (Adaptado de: MONITCHELE, M. Como nasce uma língua: exposição e livro questionam origens do português. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/educacao/como-nasce-uma-lingua-exposicao-e-livro-questionam-origens-do-portugues/>. Acesso em: 2 jul. 2024.)
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o objetivo central do texto.
A)Analisar as diferentes consequências linguísticas de falantes brasileiros, africanos e portugueses.
B)Enaltecer os adeptos da língua de Camões que inferiorizam a língua de Machado de Assis.
C)Enfatizar a supremacia de Portugal em relação aos demais países falantes de português.
D)Enumerar as características da língua falada por diferentes países falantes de português.
E)Expor diferentes visões acerca da origem do português europeu e do brasileiro.
UNICENTRO20251a faseQuestao 2PortuguêsMedia
Leia o texto a seguir e responda às questões de 1 a 5.
Os nascimentos das línguas são misteriosos. É difícil precisar em que momento um grupo de pessoas deixa de se comunicar de uma forma para se comunicar de outra. Isso porque a transição de um sistema linguístico para outro raramente é abrupta, já que as línguas nascem da interação, da fusão e da troca. Frequentemente, várias línguas coexistem por longos períodos antes de emergirem como dominantes, embora esse domínio nunca seja permanente. A boa notícia é que os falantes de português terão uma visão privilegiada deste fantástico mundo de nascimentos, mortes e renascimentos. Em movimento sincrônico, quase astral, duas iniciativas abordam as misturas e confluências que resultaram na língua de Camões, mas também de Machado de Assis. Vindo do lado de lá do Atlântico, acaba de aportar no Brasil o livro do filólogo português Fernando Venâncio. Assim nasce uma língua tem o mérito de refutar as visões puristas que defendem que o português nasceu no século 12, com a formação do reino de Portugal, descendendo diretamente da língua romana. Para o autor, a língua portuguesa teve uma origem muito mais prosaica, cerca de seis séculos antes, derivando do galego, língua falada por camponeses no noroeste da Península Ibérica. A conclusão, aparentemente simples, joga por terra o argumento xenófobo que por séculos inferiorizaram as variações faladas fora do território europeu: a ideia de que nossa língua nasceu com os portugueses. “O português considera a si mesmo como um ser único. Nas suas formas mais extremas, esta convicção chega a supor uma intervenção providencial. Portugal teria, e isso desde sempre, um povo, uma cultura, uma religião e, claro, uma língua própria”, disse o autor à Veja. Como conceber, então, que um idioma igual ao português existisse antes mesmo de Portugal? “Nesse caso, os sentimentos se misturam”, pondera Venâncio. “Nós, portugueses, concebemos mal que o nosso idioma tenha sido engendrado fora do nosso território. E, efetivamente, toda a história do português acaba por ser a de um gradual distanciamento do galego”. Distância esta que o autor tenta, agora, encurtar trazendo esse passado que por muito tempo foi jogado para baixo do tapete e evidenciando as misturas incômodas e diversas que sempre constituíram a língua. Ao analisar certas proximidades, porém, Venâncio não deixa de notar evidentes afastamentos. O livro conclui que esta língua está fadada a dividir-se em outros idiomas, como outrora aconteceu com os romanos. “A história do Português mostra que ele sabe se adaptar com facilidade. Ele superou as dores do crescimento e se apresenta de rosto renovado. Isto permite prever que brasileiros, africanos e portugueses continuarão a dispor de um idioma rico e dúctil, sem receio das variedades e mesmo das diferenças”, sintetiza o autor que lembra que a pouca consideração dada por Portugal à língua que vinha se constituindo no Brasil resultou em uma invejável liberdade criativa para os brasileiros que, enquanto povo, tiraram o máximo proveito disso. Do lado de cá do Atlântico, as línguas se encontram. Se o português de Portugal se formou a partir do galego, foi no Brasil que ele encontrou seu âmago, misturando-se a outras formas de falar e constituir o mundo. Essas intersecções são abordadas na nova mostra temporária aberta no Museu da Língua Portuguesa, seguindo até janeiro de 2025. Chamada de Línguas Africanas que Fazem o Brasil, com curadoria do músico e filósofo baiano Tiganá Santana, a exposição se debruça menos sobre a língua de Camões e mais sobre o tempero de Machado de Assis. As sincronias entre Venâncio e Santana, porém, se evidenciam nos detalhes. Ambos repensam o apagamento das influências linguísticas que por muito tempo foram consideradas inferiores na formação do nosso vocabulário e mostram que todas as línguas só são possíveis a partir das misturas que as constituem. “É preciso lembrar sempre que Portugal não foi exclusivo por aqui. Se hoje temos uma língua brasileira é porque o Brasil constituiu sua própria dinâmica e, nessa dinâmica, os corpos pretos foram grandes difusores de um novo modo de fala”, sintetiza Santana. “O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúncia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera?”, questionava José de Alencar no fim do século XIX. Dois séculos depois, Tiganá Santana e Fernando Venâncio parecem finalmente concluir que há beleza, mistura e riqueza em cada uma, à sua própria maneira e com seu próprio tempero. (Adaptado de: MONITCHELE, M. Como nasce uma língua: exposição e livro questionam origens do português. Disponível em: <https://veja.abril.com.br/educacao/como-nasce-uma-lingua-exposicao-e-livro-questionam-origens-do-portugues/>. Acesso em: 2 jul. 2024.)
Sobre os recursos linguístico-semânticos utilizados no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. O termo “já que”, no primeiro parágrafo, foi utilizado para expressar a consequência das ações citadas nos enunciados anteriores. II. As palavras “filólogo” e “filósofo”, empregadas para se referir ao português e ao brasileiro, respectivamente, têm sentidos antônimos. III. A expressão idiomática “jogado para baixo do tapete”, pertencente à linguagem conotativa, faz remissão ao “passado” citado anteriormente. IV. José de Alencar utiliza um jogo entre as palavras sinônimas “chupa” e “sorve”, referindo-se, respectivamente, ao Brasil e a Portugal.
Assinale a alternativa correta.
A)Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)Somente as afirmativas I e IV são corretas.
C)Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
E)Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
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