Teoria do conhecimento · ENEM

Teoria do conhecimento: questões do ENEM

10 questões de Teoria do conhecimento (Filosofia) no ENEM (2016–2024). Treine de graça com correção e comentário.

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Questões de Teoria do conhecimento no ENEM

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ENEM2024Fase unicaQuestao 54FilosofiaTeoria do conhecimentoDificil
Os grupos dominantes são beneficiados em termos de credibilidade e podem, com isso, controlar falas de membros de outros grupos, descredibilizando seus testemunhos com base em concepções compartilhadas de preconceito de identidade (gênero e raça). Algumas formas de preconceito tornam as declarações das pessoas menos importantes devido ao seu pertencimento a determinado grupo social. Assim, um falante recebe menos credibilidade devido ao preconceito do ouvinte. KUHNEN, T. Resenha de The Power and Ethics of Knowing, de Miranda Fricker. Revista Princípios, n. 33, 2013. Com base na reflexão suscitada no texto, o preconceito de identidade é responsável por um tipo de injustiça
  1. A)estética, que normatiza os padrões corporais.
  2. B)sensorial, que privilegia as habilidades visuais.
  3. C)afetiva, que impede as expressões emocionais.
  4. D)epistêmica, que prejudica as trocas informacionais.
  5. E)econômica, que perpetua as desigualdades materiais.
ENEM2024Fase unicaQuestao 62FilosofiaTeoria do conhecimentoDificil
TEXTO I O empirismo moderno foi, em grande parte, condicionado por dois dogmas. Um deles é a crença em certa divisão fundamental entre verdades analíticas, ou fundadas em significados independentemente de questões de fato, e verdades sintéticas, ou fundadas em fatos. O outro dogma é o reducionismo: a crença de que todo enunciado significativo é equivalente a algum construto lógico sobre termos que se referem à experiência imediata. QUINE, W. V. O. Dois dogmas do empirismo. In: RYLE, G. et al. Ensaios. São Paulo: Abril Cultural, 1975. TEXTO II Teses: 1. Somente os enunciados que possuem conteúdo factual são teoricamente significativos; enunciados que não podem, em princípio, estar fundamentados pela experiência são carentes de significado. 2. As ciências empíricas usam somente o conteúdo empírico da realidade. 3. A filosofia usa um conceito não empírico da realidade. CARNAP, R. Pseudoproblemas na filosofia. In: SCHLICK, M.; CARNAP, R.; POPPER, K. Coletânea de textos. São Paulo: Abril Cultural, 1975. Ao comparar os textos, conclui-se que eles apresentam posicionamentos filosóficos divergentes com relação ao
  1. A)estatuto epistemológico da linguagem.
  2. B)alicerce estruturante da moralidade.
  3. C)conteúdo essencial da metafísica.
  4. D)princípio constitutivo da ontologia.
  5. E)domínio reflexivo da estética.
ENEM2021Fase unicaQuestao 59FilosofiaTeoria do conhecimentoMedia
No semiárido brasileiro, o sertanejo desenvolveu uma acuidade detalhada para a observação dos fenômenos, ao longo dos tempos, presenciados na natureza, em especial para a previsão do tempo e do clima, utilizando como referência a posição dos astros, constelação e nuvens. Conforme os sertanejos, a estação vai ser chuvosa quando a primeira lua cheia de janeiro “sair vermelha, por detrás de uma barra de nuvens”, mas “se surgir prateada, é sinal de seca”. MAIA, D.; MAIA, A. C. A utilização dos ditos populares e da observação do tempo para a climatologia escolar no ensino fundamental |l. GeoTextos, n. 1, jul. 2010 (adaptado). O texto expõe a produção de um conhecimento que se constitui pela
  1. A)técnica científica.
  2. B)experiência perceptiva.
  3. C)negação das tradições.
  4. D)padronização das culturas.
  5. E)uniformização das informações.
ENEM2020Fase unicaQuestao 55FilosofiaTeoria do conhecimentoDificil
Será que as coisas lhe pareceriam diferentes se, de fato, todas elas existissem apenas na sua mente — se tudo o que você julgasse ser o mundo externo real fosse apenas um sonho ou alucinação gigante, de que você jamais fosse despertar? Se assim fosse, então é claro que você nunca poderia despertar, como faz quando sonha, pois significaria que não há mundo “real” no qual despertar. Logo, não seria exatamente igual a um sonho ou alucinação normal. NAGEL, T. Uma breve introdução à filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 2011. O texto confere visibilidade a uma doutrina filosófica contemporânea conhecida como:
  1. A)Personalismo, que vincula a realidade circundante aos domínios do pessoal.
  2. B)Falsificacionismo, que estabelece ciclos de problemas para refutar uma conjectura.
  3. C)Falibilismo, que rejeita mecanismos mentais para sustentar uma crença inequívoca.
  4. D)Idealismo, que nega a existência de objetos independentemente do trabalho cognoscente.
  5. E)Solipsismo, que reconhece limitações cognitivas para compreender uma experiência compartilhada.
ENEM2020Fase unicaQuestao 89FilosofiaTeoria do conhecimentoMedia
Adão, ainda que supuséssemos que suas faculdades racionais fossem inteiramente perfeitas desde o início, não poderia ter inferido da fluidez e transparência da água que ela o sufocaria, nem da luminosidade e calor do fogo que este poderia consumi-lo. Nenhum objeto jamais revela, pelas qualidades que aparecem aos sentidos, nem as causas que o produziram, nem os efeitos que dele provirão; e tampouco nossa razão é capaz de extrair, sem auxílio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva de coisas ou questões de fato. HUME, D. Uma investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Unesp, 2003. Segundo o autor, qual é a origem do conhecimento humano?
  1. A)A potência inata da mente.
  2. B)A revelação da inspiração divina.
  3. C)O estudo das tradições filosóficas.
  4. D)A vivência dos fenômenos do mundo.
  5. E)O desenvolvimento do raciocínio abstrato.
ENEM2019Fase unicaQuestao 48FilosofiaTeoria do conhecimentoDificil
Dizem que Humboldt, naturalista do século XIX, maravilhado pela geografia, flora e fauna da região sul-americana, via seus habitantes como se fossem mendigos sentados sobre um saco de ouro, referindo-se a suas incomensuráveis riquezas naturais não exploradas. De alguma maneira, o cientista ratificou nosso papel de exportadores de natureza no que seria o mundo depois da colonização ibérica: enxergou-nos como territórios condenados a aproveitar os recursos naturais existentes. ACOSTA, A. Bem viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos. São Paulo: Elefante, 2016 (adaptado). A relação entre ser humano e natureza ressaltada no texto refletia a permanência da seguinte corrente filosófica:
  1. A)Relativismo cognitivo.
  2. B)Materialismo dialético.
  3. C)Racionalismo cartesiano.
  4. D)Pluralismo epistemológico.
  5. E)Existencialismo fenomenológico.
ENEM2019Fase unicaQuestao 64FilosofiaTeoria do conhecimentoMedia
A lenda diz que, em um belo dia ensolarado, Newton estava relaxando sob uma macieira. Pássaros gorjeavam em suas orelhas. Havia uma brisa gentil. Ele cochilou por alguns minutos. De repente, uma maçã caiu sobre a sua cabeça e ele acordou com um susto. Olhou para cima. "Com certeza um pássaro ou um esquilo derrubou a maçã da árvore", supôs. Mas não havia pássaros ou esquilos na árvore por perto. Ele, então, pensou: "Apenas alguns minutos antes, a maçã estava pendurada na árvore. Nenhuma força externa fez ela cair. Deve haver alguma força subjacente que causa a queda das coisas para a terra". The English Enlightenment, p. 1-3, apud MARTINS, R. A. A maçã de Newton: história, lendas e tolices. In: SILVA, C. C. (org.). Estudos de história e filosofia das ciências: subsídios para aplicação no ensino. São Paulo: Livraria da Física, 2006 (adaptado). Em contraponto a uma interpretação idealizada, o texto aponta para a seguinte dimensão fundamental da ciência moderna:
  1. A)Falsificação de teses.
  2. B)Negação da observação.
  3. C)Proposição de hipóteses.
  4. D)Contemplação da natureza.
  5. E)Universalização de conclusões.
ENEM2018Fase unicaQuestao 49FilosofiaTeoria do conhecimentoDificil
O filósofo reconhece-se pela posse inseparável do gosto da evidência e do sentido da ambiguidade. Quando se limita a suportar a ambiguidade, esta se chama equívoco. Sempre aconteceu que, mesmo aqueles que pretenderam construir uma filosofia absolutamente positiva, só conseguiram ser filósofos na medida em que, simultaneamente, se recusaram o direito de se instalar no saber absoluto. O que caracteriza o filósofo é o movimento que leva incessantemente do saber à ignorância, da ignorância ao saber, e um certo repouso neste movimento. MERLEAU-PONTY, M. Elogio da filosofia. Lisboa: Guimarães, 1998 (adaptado). Jorge Zahar, 2002 (adaptado). O texto apresenta um entendimento acerca dos elementos constitutivos da atividade do filósofo, que se caracteriza por
  1. A)reunir os antagonismos das opiniões ao método dialético.
  2. B)ajustar a clareza do conhecimento ao inatismo das ideias.
  3. C)associar a certeza do intelecto à imutabilidade da verdade.
  4. D)conciliar o rigor da investigação à inquietude do questionamento.
  5. E)compatibilizar as estruturas do pensamento aos princípios fundamentais.
ENEM2018Fase unicaQuestao 89FilosofiaTeoria do conhecimentoDificil
No início da década de 1990, dois biólogos importantes, Redford e Robinson, produziram um modelo largamente aceito de “produção sustentável” que previa quantos indivíduos de cada espécie poderiam ser caçados de forma sustentável baseado nas suas taxas de reprodução. Os seringueiros do Alto Juruá tinham um modelo diferente: a quem lhes afirmava que estavam caçando acima do sustentável (dentro do modelo), eles diziam que não, que o nível da caça dependia da existência de áreas de refúgio em que ninguém caçava. Ora, esse acabou sendo o modelo batizado de “fonte-ralo” proposto dez anos após o primeiro por Novaro, Bodmer e o próprio Redford e que suplantou o modelo anterior. No contexto da produção científica, a necessidade de reconstrução desse modelo, conforme exposto no texto, foi determinada pelo confronto com um(a)
  1. A)conclusão operacional obtida por lógica dedutiva.
  2. B)visão de mundo marcada por preconceitos morais.
  3. C)hábito social condicionado pela religiosidade popular.
  4. D)conhecimento empírico apropriado pelo senso comum.
  5. E)padrão de preservação construído por experimentação dirigida.
ENEM2016Fase unicaQuestao 20FilosofiaTeoria do conhecimentoDificil
Nunca nos tornaremos matemáticos, por exemplo, embora nossa memória possua todas as demonstrações feitas por outros, se nosso espírito não for capaz de resolver toda espécie de problemas; não nos tornaríamos filósofos, por ter lido todos os raciocínios de Platão e Aristóteles, sem poder formular um juízo sólido sobre o que nos é proposto. Assim, de fato, pareceríamos ter aprendido, não ciências, mas histórias. DESCARTES, R. Regras para a orientação do espírito. São Paulo: Martins Fontes, 1999. Em sua busca pelo saber verdadeiro, o autor considera o conhecimento, de modo crítico, como resultado da
  1. A)investigação de natureza empírica.
  2. B)retomada da tradição intelectual.
  3. C)imposição de valores ortodoxos.
  4. D)autonomia do sujeito pensante.
  5. E)liberdade do agente moral.
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