Brasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827) · ENEM

Brasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827): questões do ENEM

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Questões de Brasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827) no ENEM

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ENEM2025Fase unicaQuestao 58HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Media
Em 1872, havia mais de 1 milhão de votantes, correspondentes a 13% da população livre. Em 1886, votaram nas eleições parlamentares pouco mais de 100 mil eleitores, ou 0,8% da população total. Houve um corte de quase 90% do eleitorado. O dado é chocante, sobretudo se lembrarmos que a tendência de todos os países europeus da época era na direção de ampliar os direitos políticos. O mais grave é que esse retrocesso foi duradouro. A Proclamação da República não alterou o quadro. CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002 (adaptado). De acordo com o texto, a participação no processo eleitoral brasileiro após a Reforma de 1881 sofreu uma variação que se explica pela
  1. A)restrição de gênero.
  2. B)exclusão de imigrantes.
  3. C)comprovação de domicílio.
  4. D)exigência da alfabetização.
  5. E)obrigatoriedade do sufrágio.
ENEM2024Fase unicaQuestao 84HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Media
TEXTO I O bufarinheiro, conhecido nas cidades por teque-teque, chama-se, nos recônditos da Amazônia, “regatão”. Em lugar de transportar nas costas o mundo de miudezas, transporta-o no bojo de uma gaiola que desloca duas, três, quatro toneladas, divididas em seções de secos e molhados e é movido por remo de faia. Cortando comunidades e matas da Amazônia por rios, dentro dessas gaiolas, riscadas de prateleiras, encontram-se os artigos mais díspares, que vão da agulha à espingarda, do lenço ao cobertor, da chita à escova de dentes. MORAES, R. Na Planície Amazônica. São Paulo: Editora Nacional, 1936 (adaptado). TEXTO II No século XIX, o comércio dos regatões era feito, então, com base em relações tecidas com quilombolas, pequenos produtores, comerciantes locais e indígenas, constituindo relação comercial alternativa ao abastecimento da população. HENRIQUE, M. C.; MORAIS, L. T. Estradas líquidas, comércio sólido: índios e regatões na Amazônia (século XIX). Rev. Hist., n. 171, jul.-dez. 2014 (adaptado). Como parte do patrimônio cultural da Amazônia, o regatão foi fundamental, no século XIX, para a
  1. A)organização de rotas de fuga na floresta tropical.
  2. B)criação de postos de trabalho nos seringais nortistas.
  3. C)divulgação de receitas de fármacos nas zonas ribeirinhas.
  4. D)construção de redes de sociabilidade no interior brasileiro.
  5. E)ampliação de ambientes de lazer nos territórios autóctones.
ENEM2022Fase unicaQuestao 53HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Media
O número cada vez maior de mulheres letradas e interessadas pela literatura e pelas novelas, muitas divulgadas em capítulos, seções, classificadas comumente como folhetim, alçou a um gênero de ficção corrente já em 1840, fazendo parte do florescimento da literatura nacional brasileira, instigando a formação e a ampliação de um público leitor feminino, ávido por novidades, pelo apelo dos folhetins e “narrativas modernas” que encenavam “os dramas e os conflitos de uma mulher em processo de transformação patriarcal e provinciana que, progressivamente, começava a se abrir para modernizar seus costumes”. No Segundo Reinado, as mulheres foram se tornando público determinante na construção da literatura e da imprensa nacional. E não apenas público, porquanto crescerá o número de escritoras que colaboram para isso e emergirá uma imprensa feminina, editada, escrita e dirigida por e para mulheres. ABRANTES, A. Do álbum de família à vitrine impressa: trajetos de retratos (PB, 1920), Revista Temas em Educação, n. 24, 2015 (adaptado). O registro das atividades descritas associa a inserção da figura feminina nos espaços de leitura e escrita do Segundo Reinado ao(à)
  1. A)surgimento de novas práticas culturais.
  2. B)contestação de antigos hábitos masculinos.
  3. C)valorização de recentes publicações juvenis.
  4. D)circulação de variados manuais pedagógicos.
  5. E)aparecimento de diversas editoras comerciais.
ENEM2022Fase unicaQuestao 54HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Media
Os caixeiros do comércio a retalho do Rio de Janeiro estiveram entre as primeiras categorias de trabalhadores a se organizar em associações e a exigir a intervenção dos poderes públicos na mediação de suas lutas por direitos. Na década de 1880, os caixeiros participaram da arena política e ganharam as ruas com vários outros, como os republicanos e os abolicionistas. POPINIGIS, F. “Todas as liberdades são irmãs”: os caixeiros e as lutas dos trabalhadores por direitos entre o Império e a República. Estudos Históricos, n. 59, set.-dez. 2016 (adaptado). A atuação dos trabalhadores mencionados no texto representou, na capital do Império, um momento de
  1. A)manutenção das regras patronais.
  2. B)desprendimento das ideias liberais.
  3. C)fortalecimento dos contratos laborais.
  4. D)consolidação das estruturas sindicais.
  5. E)contestação dos princípios monárquicos.
ENEM2022Fase unicaQuestao 66HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Media
TEXTO I A primeira grande lei educacional do Brasil, de 1827, determinava que, nas “escolas de primeiras letras” do Império, meninos e meninas estudassem separados e tivessem currículos diferentes. No Senado, o Visconde de Cayru foi um dos defensores de que o currículo de matemática das garotas fosse o mais enxuto possível. Nas palavras dele, o “belo sexo” não tinha capacidade intelectual para ir muito longe: — Sobre as contas, são bastantes [para as meninas] as quatro espécies, que não estão fora do seu alcance e lhes podem ser de constante uso na vida. TEXTO II No Senado, o único a defender publicamente que as meninas tivessem, em matemática, um currículo idêntico ao dos meninos foi o Marquês de Santo Amaro (RJ). Ele argumentou: — Não me parece conforme, às luzes do tempo em que vivemos, deixarmos de facilitar às brasileiras a aquisição desses conhecimentos [mais aprofundados de matemática]. A oposição que se manifesta não pode nascer senão do arraigado e péssimo costume em que estavam os antigos, os quais nem queriam que suas filhas aprendessem a ler. WESTIN, R. Senado Notícias. Disponível em: www12.senado.leg.br. Acesso em: 20 out. 2021 (adaptado). Os discursos expressam pontos de vista divergentes respectivamente pela oposição entre
  1. A)liberdade de gênero e controle social.
  2. B)equidade de escolha e imposição cultural.
  3. C)dominação de corpos e igualdade humana.
  4. D)geração de oportunidade e restrição profissional.
  5. E)exclusão de competências e participação política.
ENEM2019Fase unicaQuestao 72HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Media
Art. 90. As nomeações dos deputados e senadores para a Assembleia Geral, e dos membros dos Conselhos Gerais das províncias, serão feitas por eleições, elegendo a massa dos cidadãos ativos em assembleias paroquiais, os eleitores de província, e estes, os representantes da nação e província. Art. 92. São excluídos de votar nas assembleias paroquiais: I. Os menores de vinte e cinco anos, nos quais se não compreendem os casados, os oficiais militares, que forem maiores de vinte e um anos, os bacharéis formados e os clérigos de ordens sacras. II. Os filhos de famílias, que estiverem na companhia de seus pais, salvo se servirem a ofícios públicos. III. Os criados de servir, em cuja classe não entram os guarda-livros, e primeiros caixeiros das casas de comércio, os criados da Casa Imperial, que não forem de galão branco, e os administradores das fazendas rurais e fábricas. IV. Os religiosos e quaisquer que vivam em comunidade claustral. V. Os que não tiverem de renda líquida anual cem mil réis por bens de raiz, indústria, comércio, ou emprego. BRASIL. Constituição de 1824. Disponível em: www.planalto.gov.br. Acesso em: 4 abr. 2015 (adaptado). De acordo com os artigos do dispositivo legal apresentado, o sistema eleitoral instituído no início do Império é marcado pelo(a)
  1. A)representação popular e sigilo individual.
  2. B)voto indireto e perfil censitário.
  3. C)liberdade pública e abertura política.
  4. D)ética partidária e supervisão estatal.
  5. E)caráter liberal e sistema parlamentar.
ENEM2018Fase unicaQuestao 57HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Facil
A poetisa Emília Freitas subiu a um palanque, nervosa, pedindo desculpas por não possuir títulos nem conhecimentos, mas orgulhosa ofereceu a sua pena que “sem ser hábil, é, em compensação, guiada pelo poder da vontade”. Maria Tomásia pronunciava orações que levantavam os ouvintes. A escritora Francisca Clotilde arrebatava, declamando seus poemas. Aquelas “angélicas senhoras”, “heroínas da caridade”, levantavam dinheiro para comprar liberdades e usavam de seu entusiasmo a fim de convencer os donos de escravos a fazerem alforrias gratuitamente. MIRANDA, A. Disponível em: www.opovoonline.com.br. Acesso em: 10 jun. 2015. As práticas culturais narradas remetem, historicamente, ao movimento
  1. A)feminista.
  2. B)sufragista.
  3. C)socialista.
  4. D)republicano.
  5. E)abolicionista.
ENEM2016Fase unicaQuestao 34HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Dificil
A linhagem dos primeiros críticos ambientais brasileiros não praticou o elogio laudatório da beleza e tratada. da grandeza do meio natural brasileiro. O meio natural foi elogiado por sua riqueza e potencial econômico, sendo sua destruição interpretada como um signo de atraso, ignorância e falta de cuidado. PÁDUA, J. A. Um sopro de destruição: pensamento político e crítica ambiental no Brasil escravista (1786-1888). Rio de Janeiro: Zahar, 2002 (adaptado). Descrevendo a posição dos críticos ambientais brasileiros dos séculos XVIII e XIX, o autor demonstra que, via de regra, eles viam o meio natural como
  1. A)ferramenta essencial para o avanço da nação.
  2. B)dádiva divina para o desenvolvimento industrial.
  3. C)paisagem privilegiada para a valorização fundiária.
  4. D)limitação topográfica para a promoção da urbanização.
  5. E)obstáculo climático para o estabelecimento da civilização.
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