Uma amostra das questões. Crie uma conta para resolver todas com correção e comentário.
ENEM2025Fase unicaQuestao 44PortuguêsInterpretação e argumentaçãoFacil
Porque ler para crianças é um ato de amor Parece que, com o avanço da tecnologia, os livros têm enfrentado cada vez mais concorrência. Por isso, é nossa função lembrar a importância da leitura em todas as fases da vida, mas principalmente na primeira infância (entre 0 e 5 anos), quando o desenvolvimento das crianças acontece de forma mais intensa. O ato de ler com uma criança ou ler para ela vai muito além de apenas aproveitar uma história em conjunto. É um laço de amorosidade, porque oferece a ela ferramentas que vão ajudála a crescer forte e independente. Se você precisa de uma motivação extra para entrar nessa rede de incentivo, fique ligado nos motivos a seguir. Adotar esse hábito em casa: 1 – cria um laço emocional com a criança; 2 – ajuda no desenvolvimento das capacidades cognitivas; 3 – ensina sobre o mundo; 4 – incentiva o processamento de informações e a imaginação. Disponível em: www.huffpost.com.br. Acesso em: 22 maio 2018 (adaptado).
Para persuadir o interlocutor sobre a importância de ler para as crianças, esse texto recorre à estratégia de
A)propor uma condição aos pais, pelo emprego da conjunção “se”.
B)relativizar a opinião apresentada pelo autor, com o uso de “Parece que”.
C)empregar uma linguagem metafórica, com o uso da expressão “laço de amorosidade”.
D)enumerar razões pertinentes a esse ato, como no exemplo “ensina sobre o mundo”.
E)implicar o autor do texto como corresponsável pela campanha, pelo uso de “é nossa função”.
ENEM2024Fase unicaQuestao 10PortuguêsInterpretação e argumentaçãoFacil
Já ouvi gente falando que o podcast é o renascimento do rádio. O rádio é genial, uma mídia imorredoura, mas podcast não tem nada a ver com ele. O formato está mais próximo do ensaio literário do que de um programa de ondas curtas, médias ou longas. Podcasts são antípodas das redes sociais. Enquanto elas são dispersivas, levam à evasão e à desinformação, os podcasts são uma possibilidade de imersão, concentração, aprendizado. Depois que eles surgiram, lavar a louça e me locomover pela cidade viraram um programaço. Um pós-almoço de domingo e aprendo tudo sobre bonobos e gorilas. Um táxi pro aeroporto e chego ao embarque PhD em reforma tributária. PRATA, A. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 7 jan. 2024 (adaptado). Segundo a argumentação construída nesse texto, o podcast
A)provoca dispersão da atenção em seu público.
B)funciona por meio de uma frequência de ondas curtas.
C)propicia divulgação de conhecimento para seus usuários.
D)tem um formato de interação semelhante ao das redes sociais.
E)constitui uma evolução na transmissão de informações via rádio.
ENEM2024Fase unicaQuestao 17PortuguêsInterpretação e argumentaçãoMedia
Influenciadores negros têm recorrentemente chamado a atenção para o fato de terem muito menos repercussão em suas postagens e nas entregas do seu conteúdo quando comparados com os influenciadores brancos, mesmo se fotos, contextos e anúncios forem extremamente semelhantes. Segundo o site Negrê, a digital influencer e youtuber criadora do projeto digital Preta Pariu iniciou um experimento em uma plataforma. Após perceber a crescente queda nos índices de alcance digital, a paulista publicou fotografias de modelos brancas em seu perfil e analisou as métricas de engajamento. Surpreendentemente, a ferramenta de estatísticas aferiu um aumento de 6 000% em seu alcance. Disponível em: https://diplomatique.org.br. Acesso em: 21 jan. 2024 (adaptado). A apresentação do dado estatístico ao final desse texto revela a intenção de
A)demonstrar a repercussão de projetos como o Preta Pariu.
B)informar o quantitativo de postagens da comunidade negra.
C)potencializar o alcance de textos e imagens em sites como o Negrê.
D)exaltar a qualidade das publicações sobre negritude em redes sociais.
E)comprovar a relação entre o alcance de conteúdos digitais e o viés racial.
ENEM2024Fase unicaQuestao 30PortuguêsInterpretação e argumentaçãoDificil
TEXTO I A 13 de fevereiro de 1946, Graciliano Ramos escreve uma carta a Cândido Portinari relembrando uma visita que lhe fizera quando tivera a ocasião de apreciar algumas telas da série Retirantes. Diz o escritor alagoano: Caríssimo Portinari: A sua carta chegou muito atrasada, e receio que esta resposta já não o ache fixando na tela a nossa pobre gente da roça. Não há trabalho mais digno, penso eu. Dizem que somos pessimistas e exibimos deformações; contudo, as deformações e essa miséria existem fora da arte e são cultivadas pelos que nos censuram. [...] Dos quadros que você me mostrou quando almocei no Cosme Velho pela última vez, o que mais me comoveu foi aquela mãe com a criança morta. Saí de sua casa com um pensamento horrível: numa sociedade sem classes e sem miséria, seria possível fazer-se aquilo? Numa vida tranquila e feliz, que espécie de arte surgiria? Chego a pensar que teríamos cromos, anjinhos cor-de-rosa, e isto me horroriza. Graciliano Disponível em: https://graciliano.com.br. Acesso em: 6 fev. 2024 (adaptado). TEXTO II Histórias de ninar (adultos) Houve um tempo — tão perto, e, ó, tão longe — em que a arte era um holofote na unha encravada, não um campeonato de melhores esmaltes. Raskolnikov matava velhinhas, a família de Gregor Samsa o assassinava a “maçãzadas”, Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis) é o retrato mais perfeito de tudo o que tem de pior na sociedade brasileira, uma sequência tristemente hilária de ações moralmente condenáveis, atitudes pusilânimes, cálculos mesquinhos e maus passos cretinos. A literatura, o cinema e o teatro vêm se transformando num exercício de lacração: o mal está sempre no outro, os protagonistas são ironmen / women da virtude. A pessoa sai da leitura ou da sessão não com a guarda abaixada, as certezas abaladas, mais próxima da verdade (ou, à falta de uma palavra melhor, da sinceridade): sai com suas certezas reforçadas. A realidade é confusa. Contraditória. Muitas vezes incompreensível. A arte é onde tentamos nos mostrar nus, com todos os nossos defeitos. PRATA, A. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 12 jan. 2024 (adaptado). No que diz respeito à arte, o posicionamento de Antônio Prata, no Texto II, aproxima-se da tese de Graciliano Ramos, no Texto I, uma vez que ambos
A)defendem a dignidade do ofício dos artistas.
B)concluem que a arte reforça crenças pessoais.
C)apresentam a pobreza como inspiração para a arte.
D)afirmam o necessário caráter desestabilizador da arte.
E)atestam que há mudanças significativas na produção artística.
ENEM2022Fase unicaQuestao 13PortuguêsInterpretação e argumentaçãoMedia
São vários os fatores, internos e externos, que influenciam os hábitos das pessoas no acesso à internet, assim como nas práticas culturais realizadas na rede. A utilização das tecnologias de informação e comunicação está diretamente relacionada aos aspectos como: conhecimento de seu uso, acesso à linguagem letrada, nível de instrução, escolaridade, letramento digital etc. Os que detêm tais recursos (os mais escolarizados) são os que mais acessam a rede e também os que possuem maior índice de acumulatividade das práticas. A análise dos dados nos possibilita dizer que a falta de acesso à rede repete as mesmas adversidades e exclusões já verificadas na sociedade brasileira no que se refere a analfabetos, menos escolarizados, negros, população indígena e desempregados. Isso significa dizer que a internet, se não produz diretamente a exclusão, certamente a reproduz, tendo em vista que os que mais a acessam são justamente os mais jovens, escolarizados, remunerados, trabalhadores qualificados, homens e brancos. SILVA, F. A. B.; ZIVIANE, P.; GHEZZI, D. R. As tecnologias digitais e seus usos. Brasília; Rio de Janeiro: Ipea, 2019 (adaptado). Ao analisarem a correlação entre os hábitos e o perfil socioeconômico dos usuários da internet no Brasil, os pesquisadores
A)apontam o desenvolvimento econômico solução para ampliar o uso da rede.
B)questionam a crença de que o acesso à informação é igualitário e democrático.
C)afirmam que o uso comercial da rede é a causa da exclusão de minorias.
D)refutam o vínculo entre níveis de escolaridade e dificuldade de acesso.
E)condicionam a expansão da rede à elaboração de políticas inclusivas.
ENEM2021Fase unicaQuestao 8PortuguêsInterpretação e argumentaçãoFacil
O documentário O menino que fez um museu, direção de Sérgio Utsch, produção independente de brasileiros e britânicos, gravado no Nordeste em 2016, mais precisamente no distrito Dom Quintino, zona rural do Crato, foi premiado em Londres, pela Foreign Press Association (FPA), a associação de correspondentes estrangeiros mais antiga do mundo, fundada em 1888. De acordo com o diretor, O menino que fez um museu foi o único trabalho produzido por equipes fora do eixo Estados Unidos-Europa entre os finalistas. O documentário conta a história de um Brasil profundo, desconhecido até mesmo por muitos brasileiros. É apresentado com o carisma de Pedro Lucas Feitosa, 11 anos. Quando tinha 10 anos, Pedro Lucas criou o Museu de Luiz Gonzaga, que fica no distrito de Dom Quintino. A ideia surgiu após uma visita que o garoto fez, em 2013, quando tinha 8 anos, ao Museu do Gonzagão, em Exu, Pernambuco. Pedro decidiu criar o próprio lugar de exposição para homenagear o rei e o local escolhido foi a casa da sua bisavó já falecida, que fica ao lado da casa dele, na rua Alto de Antena. Disponível em: www.opovo.com.br. Acesso em: 18 abr. 2018. No segundo parágrafo, uma citação afirma que o documentário “foi o único trabalho produzido por equipes fora do eixo Estados Unidos-Europa entre os finalistas”. No texto, esse recurso expressa uma estratégia argumentativa que reforça a
A)originalidade da iniciativa de homenagem à vida e à obra de Luiz Gonzaga.
B)falta de concorrentes ao prêmio de uma das associações mais antigas do mundo.
C)proeza da premiação de uma história ambientada no interior do Nordeste brasileiro.
D)escassez de investimentos para a produção cinematográfica independente no país.
E)importância da parceria entre brasileiros e britânicos para a realização das filmagens.
ENEM2021Fase unicaQuestao 10PortuguêsInterpretação e argumentaçãoMedia
Intenso e original, Son of Saul retrata horror do holocausto Centenas de filmes sobre o holocausto já foram produzidos em diversos países do mundo, mas nenhum é tão intenso como o húngaro Son of Saul, do estreante em longa-metragens László Nemes, vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes. Ao contrário da grande maioria das produções do gênero, que costuma oferecer uma variedade de informações didáticas e não raro cruza diferentes pontos de vista sobre o horror do campo de concentração, o filme acompanha apenas um personagem. Ele é Saul (Géza Rôhrig), um dos encarregados de conduzir as execuções de judeus como ele que, por um dia e meio, luta obsessivamente para que um menino já morto — que pode ou não ser seu filho — tenha um enterro digno e não seja simplesmente incinerado. O acompanhamento da jornada desse prisioneiro é no sentido mais literal que o cinema pode proporcionar: a câmera está o tempo todo com o personagem, seja por sobre seus ombros, seja com um close em primeiro plano ou em sua visão subjetiva. O que se passa ao seu redor é secundário, muitas vezes desfocado. Saul percorre diferentes divisões de Auschwitz à procura de um rabino que possa conduzir o enterro da criança, e por isso pouco se envolve nos planos de fuga que os companheiros tramam e, quando o faz, geralmente atrapalha. “Você abandonou os vivos para cuidar de um morto”, acusa um deles. Ver toda essa via crucis é por vezes duro e exige certa entrega do espectador, mas certamente é daquelas experiências cinematográficas que permanecem na cabeça por muito tempo. O longa já está sendo apontado como o grande favorito ao Oscar de filme estrangeiro. Se levar a estatueta, certamente não faltará quem diga que a Academia tem uma preferência por quem aborda a 2º Guerra. Por mais que exista uma dose de verdade na afirmação, premiar uma abordagem tão ousada e radical como Son of Saul não deixaria de ser um passo à frente dos votantes. Carta Capital, n. 873, 22 out. 2015. A resenha é, normalmente, um texto de base argumentativa. Na resenha do filme Son of Saul, o trecho da sequência argumentativa que se constitui como opinião implícita é
A)“L..]doestreante em longa-metragens László Nemes, vencedor do Grande Prêmio do Júri no último Festival de Cannes”.
B)“Ele é Saul (Géza Rôhrig), um dos encarregados de conduzir as execuções de judeus [...]”.
C)“L..] a câmera está o tempo todo com o personagem, seja por sobre seus ombros, seja com um close [...]”.
D)“Saul percorre diferentes divisões de Auschwitz à procura de um rabino que possa conduzir o enterro da criança [...]”.
E)“L..] premiar uma abordagem tão ousada e radical como Son of Saul não deixaria de ser um passo à frente dos votantes”.
ENEM2021Fase unicaQuestao 14PortuguêsInterpretação e argumentaçãoMedia
A crise dos refugiados imortalizada para sempre no fundo do mar & A Ve E = fe Mm // i 24 EE EE o/a * FNAS AXE ML TA : Esso? ; Pr. À Cs dos TE CA a E A E AR E "a TAYLOR, J. C. A balsa de Lampedusa. Instalação. Museu Atlântico, Lanzarote, Canárias, 2016 (detalhe). A balsa de Lampedusa, nome da obra do artista britânico Jason de Caires Taylor, é uma das instalações criadas por ele para compor o acervo do primeiro museu submarino da Europa, o Museu Atlântico, localizado em Lanzarote, uma das ilhas do arquipélago das Canárias. Lampedusa é o nome da ilha italiana onde a grande maioria dos refugiados que saem da África ou de países como Síria, Líbano e Iraque tenta chegar para conseguir asilo no continente europeu. As esculturas do Museu Atlântico ficam a 14 metros de profundidade nas águas cristalinas de Lanzarote. Na balsa, estão dez pessoas. Todas têm no rosto a expressão do abandono. Entre elas, há algumas crianças. Uma delas, uma menina debruçada sobre a beira do bote, olha sem esperança o horizonte. A imagem é tão forte que dispensa qualquer palavra. Exatamente o papel da arte. Disponível em: http://conexaoplaneta.com.br. Acesso em: 22 jun. 2019 (adaptado). Além de apresentar ao público a obra A balsa de Lampedusa, essa reportagem cumpre, paralelamente, a função de chamar a atenção para
Imagens anexadas
A)a ilha de Lanzarote, localizada no arquipélago das Canárias, com vocação para o turismo.
B)as muitas vidas perdidas nas travessias marítimas em embarcações precárias ao longo dos séculos.
C)a inovação relativa à construção de um museu no fundo do mar, que só pode ser visitado por mergulhadores.
D)a construção do museu submarino como um memorial para as centenas de imigrantes mortos nas travessias pelo mar.
E)a arte como perpetuadora de episódios marcantes da humanidade que têm de ser relembrados para que não tornem a acontecer.
ENEM2021Fase unicaQuestao 16PortuguêsInterpretação e argumentaçãoFacil
Devagar, devagarinho Desacelerar é preciso. Acelerar não é preciso. Afobados e voltados para o próprio umbigo, operamos, automatizados, falas robóticas e silêncios glaciais. Ilustra bem esse estado de espírito a música Sinal fechado (1969), de Paulinho da Viola. Trata-se da história de dois sujeitos que se encontram inesperadamente em um sinal de trânsito. A conversa entre ambos, porém, se deu rápida e rasteira. Logo, os personagens se despedem, com a promessa de se verem em outra oportunidade. Percebe-se um registro de comunicação vazia e superficial, cuja tônica foi o contato ligeiro e superficial construído pelos interlocutores: “Olá, como vai? / Eu vou indo, e você, tudo bem? / Tudo bem, eu vou indo correndo, / pegar meu lugar no futuro. E você? / Tudo bem, eu vou indo em busca de um sono / tranquilo, quem sabe? / Quanto tempo... / Pois é, quanto tempo... / Me perdoe a pressa / é a alma dos nossos negócios... / Oh! Não tem de quê. / Eu também só ando a cem”. O culto à velocidade, no contexto apresentado, se coloca como fruto de um imediatismo processual que celebra o alcance dos fins sem dimensionar a qualidade dos meios necessários para atingir determinado propósito. Tal conjuntura favorece a lei do menor esforço — a comodidade — e prejudica a lei do maior esforço — a dignidade. Como modelo alternativo à cultura fast, temos o movimento slow life, cujo propósito, resumidamente, é conscientizar as pessoas de que a pressa é inimiga da perfeição e do prazer, buscando assim reeducar seus sentidos para desfrutar melhor os sabores da vida. SILVA, M. F. L. Boletim UFMG, n. 1 749, set. 2011 (adaptado). Nesse artigo de opinião, a apresentação da letra da canção Sinal fechado é uma estratégia argumentativa que visa sensibilizar o leitor porque
A)adverte sobre os riscos que o ritmo acelerado da vida oferece.
B)exemplifica o fato criticado no texto com uma situação concreta.
C)contrapõe situações de aceleração e de serenidade na vida das pessoas.
D)questiona o clichê sobre a rapidez e a aceleração da vida moderna.
E)apresenta soluções para a cultura da correria que as pessoas vivenciam hoje.
ENEM2021Fase unicaQuestao 29PortuguêsInterpretação e argumentaçãoFacil
Reaprender a ler notícias Não dá mais para ler um jornal, revista ou assistir a um telejornal da mesma forma que fazíamos até o surgimento da rede mundial de computadores. O Observatório da Imprensa antecipou isso lá nos idos de 1996 quando cunhou o slogan “Você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito”. De fato, hoje já não basta mais ler o que está escrito ou falado para estar bem informado. É preciso conhecer as entrelinhas e saber que não há objetividade e nem isenção absolutas, porque cada ser humano vê o mundo de uma forma diferente. Ter um pé atrás passou a ser a regra básica número um de quem passa os olhos por uma primeira página, capa de revista ou chamadas de um noticiário na TV. Há uma diferença importante entre desconfiar de tudo e procurar ver o maior número possível de lados de um mesmo fato, dado ou evento. Apenas desconfiar não resolve porque se trata de uma atitude passiva. É claro, tudo começa com a dúvida, mas a partir dela é necessário ser proativo, ou seja, investigar, estudar, procurar os elementos ocultos que sempre existem numa notícia. No começo é um esforço solitário que pode se tornar coletivo à medida que mais pessoas descobrem sua vulnerabilidade informativa. Disponível em: www.observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 30 set. 2015 (adaptado). No texto, os argumentos apresentados permitem inferir que o objetivo do autor é convencer os leitores a
A)buscarem fontes de informação comprometidas com a verdade.
B)privilegiarem notícias veiculadas em jornais de grande circulação.
C)adotarem uma postura crítica em relação às informações recebidas.
D)questionarem a prática jornalística anterior ao surgimento da internet.
E)valorizarem reportagens redigidas com imparcialidade diante dos fatos.
ENEM2021Fase unicaQuestao 45PortuguêsInterpretação e argumentaçãoMedia
No ano em que o maior clarinetista que o Brasil conheceu, Abel Ferreira, faria 100 anos, o choro dá mostras de vivacidade. É quase um paradoxo que essa riquíssima manifestação da genuína alma brasileira seja forte o suficiente para driblar a falta de incentivos oficiais, a insensibilidade dos meios de comunicação e a amnésia generalizada. “Ele trazia a alma brasileira derramada em sua sonoridade ímpar. Artur da Távola, seguramente seu maior admirador, foi quem melhor o definiu, “alma sertaneja, toque mozarteano”. O acervo do músico autodidata nascido na mineira Coromandel, autor de 50 músicas, entre as quais Chorando baixinho (1942), que o consagrou, amigo e parceiro de Pixinguinha, com quem gravou /ngênuo (1958), permanece com os herdeiros à espera de compilação adequada. O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro tem a guarda do sax e do clarinete, doados em 1995. Na avaliação de Leonor Bianchi, editora da Revista do Choro, “a música instrumental fica apartada do que é popular porque não vai à sala de concerto. O público em geral tem interesse em samba, pagode e axé”. Ela atribui essa situação à falta de conhecimento e à pouca divulgação do gênero nas escolas. FERRAZ, A. Disponível em: www.cartacapital.com.br. Acesso em: 22 abr. 2015 (adaptado). Considerando-se o contexto, o gênero e o público-alvo, os argumentos trazidos pela autora do texto buscam
A)atribuir o desconhecimento da obra de Abel Ferreira ao ensino de música nas escolas.
B)reivindicar mais investimentos estatais para a preservação do acervo musical nacional.
C)destacar a relevância histórica e a riqueza estética do choro no cenário musical brasileiro.
D)apresentar ao leitor dados biográficos pouco conhecidos sobre a trajetória de Abel Ferreira.
E)constatar a impopularidade do choro diante da preferência do público por músicas populares. no pop ng ano connTogo ni ener Questões de 46 a 90
ENEM2020Fase unicaQuestao 38PortuguêsInterpretação e argumentaçãoMedia
Relatos de viagem: nas curvas da Nacional 222, em Portugal
Em abril deste ano, fomos a Portugal para uma viagem de um mês que esperávamos há um ano. Pois no dia 4 de maio, chegávamos ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto. Que linda a "antiga, muy nobre, sempre leal e invicta" cidade do Porto! "Encantei-me", diriam eles... pelas belas paisagens, construções históricas com lindas fachadas, parques e praças muito bem cuidados. Os tripeiros, sinônimo de portuenses, têm orgulho de sua cidade, apelidada de Invicta — nunca com ações foi invadida. E valorizam tudo o que há de bom ali, como "a melhor estrada para se dirigir do mundo", a Nacional 222. Pois na manhã do 25 de abril, dia da Revolução dos Cravos, resolvemos conhecer a tal maravilha. A cada 10 km tínhamos que encostar: corríamos, dançávamos, tomávamos chocolate quente, sopa, tudo que fosse quentinho. E lá íamos para mais uma etapa. Uma aventura deliciosa. Depois de três horas — mais ou menos o dobro do tempo necessário, não fossem as paradas para aquecimento —, chegamos a casa! Congelados, mas maravilhados e invictos!
Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em: 6 dez. 2017 (adaptado).
Nesse texto, busca-se seduzir o leitor por meio da exploração de uma voz externa sobre a identidade histórica do povo português. O trecho que evidencia esse procedimento argumentativo é
A)“Que linda a ‘antiga, muy nobre, sempre leal e invicta’ cidade do Porto!”.
B)“‘Encantei-me’, diriam eles... pelas belas paisagens, construções históricas com lindas fachadas [...]”.
C)“Os tripeiros, sinônimo de portuenses, têm orgulho de sua cidade [...]”.
D)“E valorizam tudo o que há de bom ali, como ‘a melhor estrada para se dirigir do mundo’ [...]”.
E)“Pois na manhã do 25 de abril, dia da Revolução dos Cravos, resolvemos conhecer a tal maravilha”.
No Presarium Vestibulares, você resolve essas questões com correção na hora, comentário e um painel que cruza a incidência com o seu desempenho — e monta sua lista de prioridade automaticamente.