O Ministério do Esporte no Brasil lançou o programa Maré Inclusiva, em 2024, ano dos Jogos Paralímpicos de Paris. Esse programa visa ampliar as oportunidades para pessoas com deficiência que desejam praticar o surf. O parasurf é a prática do surf adaptada para permitir que pessoas com deficiência pratiquem o esporte em todas as suas categorias, modalidades e manifestações. Para a Secretaria Nacional do Paradesporto, a iniciativa é mais do que um programa de esporte, é uma iniciativa que busca transformar vidas e promover a inclusão por meio do parasurf, criando um legado de igualdade e respeito. Disponível em: www.gov.br/esporte. Acesso em: 6 set. 2024 (adaptado). De acordo com esse texto, o programa voltado ao estímulo da prática do parasurf evidencia a
A)adesão de diferentes países a programas inclusivos.
B)preocupação política em atender a demandas paralímpicas.
C)importância de uma política pública esportiva para a inclusão.
D)eficiência das iniciativas de inclusão em megaeventos esportivos.
E)escassez de investimento em práticas corporais de aventura na natureza.
Com 20 anos de experiência no futebol de alto rendimento, Marina, ex-jogadora da seleção brasileira de futebol, salienta que, por trás do espetáculo apresentado nas mídias, com mensagens de motivação e superação, o esporte não é tão inclusivo assim. “É esta análise que devemos fazer: aqueles atletas que estão ali estão trazendo uma alta performance a partir dos seus limites”, explica. Para a profissional, é preciso analisar com cautela “a ideia romântica que a mídia passa para os telespectadores”. A realidade é muito mais dura do que as imagens espetaculosas que principalmente a televisão busca transmitir para a audiência. “Por trás existe um ser humano, a gente não pode nunca esquecer isso. Aquela pessoa treinou insistentemente para estar ali, durante meses, semanas e temporadas. Duas vezes ao dia, de duas a quatro horas”, pondera Marina. Atualmente, as crianças e os jovens vislumbram o sucesso profissional e a boa-vida financeira de poucos atletas que se destacam e estampam os meios de comunicação. Tudo parece ser muito mais fácil do que realmente é quando apenas as conquistas são mostradas. ROSOLEN, N. Disponível em: www.uninter.com. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado). Nesse texto, a visão crítica de uma ex-atleta de futebol revela que
A)os meios de comunicação invisibilizam as dificuldades presentes no esporte.
B)o treinamento atlético de alto nível é desestimulante para os indivíduos.
C)o trabalho contínuo é desvalorizado no contexto esportivo profissional.
D)as ações de incentivo financeiro a jovens atletas são precárias.
E)as publicações da mídia esportiva rotulam atletas iniciantes.
No predomínio das mulheres pretas brasileiras nos Jogos Olímpicos de 2024, uma coisa chamou a atenção no pódio: elas valorizam a parte psicológica. As duas medalhistas de ouro, a judoca Beatriz Souza e a ginasta Rebeca Andrade, ressaltam, em várias entrevistas, a importância da saúde mental. Em uma dessas entrevistas, Rebeca sinaliza: “Acho que não é só sobre vencer a Simone, é sobre vencer a mim mesma. A minha briga está na minha cabeça, não está com outras pessoas. Para conseguir fazer as minhas apresentações, preciso controlar a minha cabeça, o meu corpo, e essa é a briga”. Na mesma linha, a skatista Rayssa Leal exalta a necessidade da terapia, e a Seleção Brasileira de Futebol de Mulheres tem o suporte psicológico como reforço no treinamento. Disponível em: https://iclnoticias.com.br. Acesso em: 18 set. 2024 (adaptado). Nesse texto, as atletas brasileiras defendem o(a)
A diferença entre briga e luta é a existência de juízes e medalhas? A briga desumaniza o outro e pode até matá-lo. Já na luta, as intenções do outro são consideradas sua proposta combativa e suas habilidades, enfim, sua meta de vencer. Na luta, o desenvolvimento passa pelo contato com a agressividade, a raiva, a frustração, o orgulho, a determinação e a fraqueza. Daí também a luta não ser apenas com o outro, mas consigo mesmo, num combate contra as próprias limitações, sobretudo, contra o próprio orgulho. BARREIRA, C. A briga desumaniza. A luta, não. O Estado de S. Paulo, 22 ago. 2010 (adaptado). Esse texto apresenta as diferenças entre briga e luta, na medida em que aponta o(a)
Coincidindo com o Dia Internacional dos Direitos da Infância, foram apresentados diversos trabalhos que mostram as mudanças que afetam a vida das crianças. Um desses estudos compara o que sonham e brincam as crianças hoje em relação às dos anos 1990. E o que se descobriu é que as crianças têm agora menos lazer e estão mais sobrecarregadas por deveres e atividades extracurriculares do que as de 25 anos atrás. As crianças de hoje não só dedicam menos tempo para brincar, como também, quando brincam, a maioria não o faz com outras crianças no parque, na rua ou na praça, mas em casa e muitas vezes sozinhas. E já não brincam tanto com brinquedos, mas com aparelhos eletrônicos, entre os quais predomina o jogo individual com a máquina. OLIVA, M. P. O direito das crianças ao lazer... e a crescer sem carências. EI País, 20 nov. 2015 (adaptado). O texto indica que as transformações nas experiências lúdicas na infância
A)fomentaram as relações sociais entre as crianças.
B)tornaram o lazer uma prática difundida entre as crianças.
C)incentivaram a criação de novos espaços para se divertir.
D)promoveram uma vivência corporal menos ativa.
E)contribuíram para o aumento do tempo dedicado para brincar. DONS nHanmo
O skate apareceu como forma de vivência no lazer em períodos de baixa nas ondas e ficou conhecido como “surfinho”. No início foram utilizados eixos e rodinhas de patins pregados numa madeira qualquer, para sua composição, sendo as rodas de borracha ou ferro. O grande marco na história do skate ocorreu em 1974, quando o engenheiro químico chamado Frank Nasworthy descobriu o uretano, material mais flexível, que oferecia mais aderência às rodas. A dependência dos skatistas em relação a esse novo material igualmente alavancou o surgimento de novas manobras e possibilitou a um maior número de pessoas inexperientes começar a prática dessa modalidade. O resultado foi a criação de campeonatos, marcas, fábricas e lojas especializadas.
ARMBRUST, I.; LAURO, F. A. A. O skate e suas possibilidades educacionais. Motriz, jul.-set. 2010 (adaptado).
De acordo com o texto, diversos fatores ao longo do tempo
A)contribuíram para a democratização do skate.
B)evidenciaram as demandas comerciais dos skatistas.
C)definiram a carreira de skatista profissional.
D)permitiram que a prática social do skate substituísse o surfe.
Deu vontade de jogar, mas não sabe como reunir os amigos... Muitas vezes é difícil encontrar grupos para bater uma bola. Em função disso, estão sendo disponibilizados aplicativos que reúnem times e reservam espaços para os adeptos da paixão nacional. Num exemplo dessas iniciativas, é possível organizar uma partida de futebol, se inscrever para participar de um jogo, alugar campos e quadras, convidar jogadores. O aplicativo tem dois tipos de usuários: um que o usa como ferramenta de gestão do grupo, convidando amigos para jogar, vendo quem confirmou e avaliando os jogos. Outro usuário é o que busca partidas perto de onde ele está, caso de pessoas que estão de passagem numa cidade. BENEDICTO, M.; MARLI, M. Bola na rede. Retratos: a revista do IBGE, n. 2, 2017 (adaptado). A inter-relação entre tecnologia e sociedade tem estimulado a criação de aplicativos. Nesse texto, isso é percebido pelo desenvolvimento de aplicativos para
A)organização de eventos de competições esportivas.
B)agendamento de viagens para eventos de esporte amador.
C)mapeamento dos interesses dos praticantes acerca dos esportes.
D)identificação da escassez de espaços para a vivência dos esportes.
E)formação de grupos em comunidades virtuais para a prática esportiva.
O suor para estar em competições nacionais e internacionais de alto nível é o mesmo para homens e mulheres, mas não raramente as remunerações são menores para elas. Se no tênis, um dos esportes mais equânimes em termos de gênero, todos os principais torneios oferecem prêmios idênticos nas disputas femininas e masculinas, no futebol a desigualdade atinge seu ápice. Neymar e Marta são dois expoentes dessa paixão nacional. Ela já foi eleita cinco vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa. Ele conquistou o terceiro lugar na última votação para melhor do mundo. Mas é na conta bancária que a diferença entre os dois se sobressai. Disponível em: http://apublica.org. Acesso em: 9 ago. 2017 (adaptado). O esporte é uma manifestação cultural na qual se estabelecem relações sociais. Considerando o texto, o futebol é uma modalidade que
A)apresenta proximidades com o tênis, no que tange às relações de gênero entre homens e mulheres.
B)se caracteriza por uma identidade masculina no Brasil, conferindo maior remuneração aos jogadores.
C)traz remunerações, aos jogadores e jogadoras, proporcionais aos seus esforços no treinamento esportivo.
D)resulta em melhor eficiência para as mulheres e, consequentemente, em remuneração mais alta às jogadoras.
E)possui jogadores e jogadoras com a mesma visibilidade, apesar de haver expoentes femininas de destaque, como Marta.
Uma das mais contundentes críticas ao discurso da aptidão física relacionada à saúde está no caráter eminentemente individual de suas propostas, o que serve para obscurecer outros determinantes da saúde. Ou seja, costuma-se apresentar o indivíduo como o problema e a mudança do estilo de vida como a solução. Argumenta-se ainda que o movimento da aptidão física relacionada à saúde considera a existência de uma cultura homogênea na qual todos seriam livres para escolher seus estilos de vida, o que não condiz com a realidade. O fato é que vivemos numa sociedade dividida em classes sociais, na qual nem todas as pessoas têm condições econômicas para adotar um estilo de vida ativo e saudável. Há desigualdades estruturais com raízes políticas, econômicas e sociais que dificultam a adoção desses estilos de vida. FERREIRA, M. S. Aptidão física e saúde na educação física escolar: ampliando o enfoque. RBCE, n. 2, jan. 2001 (adaptado). Com base no texto, a relação entre saúde e estilos de vida
A)constrói a ideia de que a mudança individual de hábitos promove a saúde.
B)considera a homogeneidade da escolha de hábitos saudáveis pelos indivíduos.
C)reforça a necessidade de solucionar os problemas de saúde da sociedade com a prática de exercícios.
D)problematiza a organização social e seu impacto na mudança de hábitos dos indivíduos.
E)reproduz a noção de que a melhoria da aptidão física pela prática de exercícios promove a saúde.
Disponível em: www.facebook.com/ministeriodoesporte. Acesso em: 7 dez. 2017. Esse anúncio publicitário propõe soluções para um problema social recorrente, ao
Imagens anexadas
A)promover ações de conscientização para reduzir a violência de gênero em eventos esportivos.
B)estimular o compartilhamento de políticas públicas sobre a igualdade de gênero no esporte.
C)divulgar para a população as novas regras complementares para as torcidas de futebol.
D)informar ao público masculino as consequências de condutas ofensivas.
E)regulamentar normas de boa convivência nos estádios.
Em 2000 tivemos a primeira experiência do futebol feminino em um jogo de videogame, o Mia Hamm Soccer. Doze anos depois, uma petição on-line pedia que a EA Sports incluísse o futebol feminino no Fifa 13. Contudo, só em 2015, com uma nova petição on-line, que arrecadou milhares de assinaturas, tivemos o futebol feminino incluído no Fifa 16. Vendo um nicho de mercado inexplorado, a EA Sports produziu o jogo com 12 seleções femininas e o apresentou como inovação. A empresa sabe que mais de 40% dos praticantes de futebol nos EUA são meninas. Para elas, ver o futebol feminino representado em um jogo de videogame é extremamente importante. Ter o futebol feminino no Fifa 16 é um grande passo para a sua popularização na luta pela igualdade de gênero, num contexto machista, sexista, misógino e homofóbico. Disponível em: www.ludopedio.com.br. Acesso em: 5 jun. 2018 (adaptado). Os jogos eletrônicos presentes na cultura juvenil podem desempenhar uma relevante função na abordagem do futebol ao
A)disseminarem uma modalidade, promovendo a igualdade de gênero.
B)superarem jogos malsucedidos no mercado, lançados anteriormente.
C)inovarem a modalidade com novas ofertas de jogos ao mercado.
D)explorarem nichos de mercado antes ignorados, produzindo mais lucro.
E)reforçarem estereótipos de gênero masculino ou feminino nos esportes.
LUTA: prática corporal imprevisível, caracterizada por determinado estado de contato proposital, que possibilita a duas ou mais pessoas se enfrentarem numa constante troca de ações ofensivas e/ou defensivas, regida por regras, com o objetivo mútuo sobre um alvo móvel personificado no oponente. GOMES, M. S. P. et al. Ensino das lutas: dos princípios condicionais aos grupos situacionais. Movimento, n. 2, abr.-jun. 2010 (adaptado). De acordo com o texto, podemos identificar uma abordagem das lutas nas aulas de educação física quando o professor realiza uma proposta envolvendo
A)contato corporal intenso entre o aluno e seu oponente.
B)contenda entre os alunos que se agridem fisicamente.
C)confronto corporal em que os vencedores são previamente identificados.
D)combate corporal intencional regulamentadas entre os oponentes.
E)conflito resolvido pelos alunos por meio de regras previamente estabelecidas.
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