História · FAMERP

Questões de História do FAMERP

120 questões de História do FAMERP (2015–2026): os tópicos que mais caem e uma amostra para treinar de graça.

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História no FAMERP (tópico × ano)

2015–2026
Topico202620252024202320222021202020192018201720162015
Brasil Colônia1222111111
Idade Média11111111111
Primeira República1111111
Antiguidade clássica11111
Brasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)11111
Expansão marítima e Grandes Navegações1111
Guerra Fria e memória histórica1111
Idade Moderna — Revolução Inglesa1111
Imperialismo e neocolonialismo1111
Brasil colonial e escravidão111

Tópicos de História que mais caem

  • Brasil Colônia11% · 13 questões
  • Idade Média9% · 11 questões
  • Primeira República6% · 7 questões
  • Antiguidade clássica4% · 5 questões
  • Brasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)4% · 5 questões
  • Expansão marítima e Grandes Navegações3% · 4 questões
  • Guerra Fria e memória histórica3% · 4 questões
  • Idade Moderna — Revolução Inglesa3% · 4 questões

Questões de História do FAMERP

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FAMERP20261a faseQuestao 21HistóriaMundo antigo: a pólis gregaFacil
[...] uma grande novidade, que marcou a história dessas cidades, foi a criação de espaços públicos, como a ágora e o fórum, centrais à cidade e independentes de qualquer instituição dominante, como um palácio ou um templo. A religião não deixou de ser fundamental, mas adquiriu outro caráter, cívico e público. Em termos arqueológicos, reconhecemos uma pólis grega por sua ágora e uma pólis romana, ou latina, por seu fórum. (Norberto Luiz Guarinello. História Antiga, 2013.) O excerto atesta que as pólis Antigas
  1. A)eram caracterizadas pela existência de espaços públicos abertos aos habitantes.
  2. B)viviam sob o comando fortemente centralizado do rei e dos anciãos.
  3. C)distribuíam suas edificações principais por áreas urbanas e rurais.
  4. D)tinham os espaços de culto e devoção íntima como sua marca mais destacada.
  5. E)dependiam de relações com outras pólis para obter recursos alimentares.
FAMERP20261a faseQuestao 22HistóriaIdade MédiaMedia
Um papa inteligente, Inocêncio III, compreendera que, para responder à expectativa do povo fiel, ávido de um ensinamento simples, atormentado pelo enriquecimento e sonhando escapar à corrupção do dinheiro, e também para desarmar as heresias que pululavam, invasoras, cumpria atender ao pedido de dois jovens. Ambos eram suspeitos: pretendiam ir diretamente ao povo, queriam-se totalmente pobres, partindo, com seus discípulos, descalços, vestidos com um pano de saco, como os discípulos de Jesus, e falando a linguagem vulgar que os indigentes podiam compreender. (George Duby. A Europa na Idade Média, 1988.) Ao abordar a reação do papa Inocêncio III às ações dos frades Domingos de Gusmão e Francisco de Assis, no início do século XIII, o excerto destaca
  1. A)a variação na conduta da Igreja em relação aos pobres, buscando novas formas de relação e pregação.
  2. B)a carência de recursos financeiros da Igreja, manifesta na adoção de novos trajes para os prelados e bispos.
  3. C)o esforço da Igreja em ampliar sua força política, expresso na disposição de criar comunidades eclesiais de base.
  4. D)o avanço das heresias no interior da Igreja, comprovado pela atuação política dos dois frades.
  5. E)a inexistência de apoio dos frades à Igreja, levando a instituição a diversificar suas estratégias de ação.
FAMERP20261a faseQuestao 23HistóriaBrasil colonial e escravidãoMedia
O provimento das Minas só melhorou com a abertura de uma nova via de acesso. O Caminho Novo foi projeto do governador da Repartição do Sul, Artur de Sá e Meneses [...]. O ouro saiu com fartura da terra até por volta de 1750. Durante esse tempo, o trânsito de pessoas e mercadorias foi intenso no Caminho Novo. Por ele chegavam a Vila Rica açúcar, cachaça, gado, pólvora, fumo, azeites, arroz, sal do reino, marmelada e vinhos. Com a multiplicação das vilas e dos arraiais, as Minas passaram a ser abastecidas de toda sorte de produtos e bugigangas: vidro, espelhos, arma de fogo, facas flamengas, louças, chumbo, veludos, fivelas, pelúcia, calções de damasco carmesim, chapéus com fitas debruadas de fios de ouro e prata, botinas de couro amarradas por cordões, casacos forrados de seda ou de lã felpuda. (Lilia Moritz Schwarcz e Heloisa Murgel Starling. Brasil: uma biografia, 2018.) O excerto mostra a constituição, na primeira metade do século XVIII, de
  1. A)uma estratégia de controle político das Minas que garantia acesso rápido à região e impedia a ocorrência de manifestações populares, como insurreições e revoltas.
  2. B)um sistema de produção de alimentos nas Minas que assegurava a autonomia da região e impedia a ocorrência de problemas graves, como a fome e a desnutrição.
  3. C)um mecanismo de integração imediata das Minas a mercadorias procedentes de países estrangeiros, como Estados Unidos e França.
  4. D)uma articulação ferroviária das Minas com áreas de produção de alimentos manufaturados, como o Nordeste e a região Sul do Brasil.
  5. E)uma rede de circulação de mercadorias que conectava as Minas a núcleos de abastecimento, como Rio de Janeiro e São Paulo.
FAMERP20261a faseQuestao 24HistóriaBrasil ColôniaFacil
Em 1580, o Brasil, com uma população de cerca de 60 mil habitantes, dos quais 30 mil eram europeus, havia se transformado numa colônia de povoamento, embora de tipo peculiar: uma colônia de agricultura tropical capitalizada a partir da Europa, que supria uma demanda europeia de produtos tropicais [...]. (Stuart B. Schwartz. “O Brasil colonial, 1580-1750: as grandes lavouras e as periferias”. In: Leslie Bethell (org.). História da América Latina: a América Latina Colonial, 1999.) A exploração de produtos tropicais em grande escala na colônia do Brasil, no século XVII, era ligada
  1. A)à indústria do cacau, com utilização exclusiva de trabalho indígena.
  2. B)à produção de algodão, com exploração de mão de obra imigrante.
  3. C)ao engenho de açúcar, com predomínio do trabalho compulsório africano.
  4. D)à economia cafeeira, com introdução de trabalhadores especializados.
  5. E)ao comércio de produtos florestais, com emprego de mão de obra livre.
FAMERP20261a faseQuestao 25HistóriaRevolução FrancesaMedia
No que se refere à aplicação da pena de morte, o doutor Guillotin pede a construção de “um mecanismo que decapitaria a cabeça dos criminosos num piscar de olhos”, para evitar sofrimentos inúteis. Essa proposição de Guillotin visava fazer desaparecer dois escândalos do Antigo Regime: a desigualdade social, até na aplicação da pena de morte, e os sofrimentos que envolviam essa morte. (Michel Péronnet. Revolução Francesa em 50 palavras-chaves, 1988.) A proposta que levou à criação da guilhotina, durante a Revolução Francesa, corresponde
  1. A)à ampliação da violência, ocorrida no período do Terror revolucionário.
  2. B)aos princípios de igualdade defendidos no processo revolucionário francês.
  3. C)à reação do clero contra os abusos monárquicos do Antigo Regime.
  4. D)à valorização da vida, defendida na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
  5. E)aos propósitos da burguesia de controlar o processo revolucionário.
FAMERP20261a faseQuestao 26HistóriaImperialismo e neocolonialismoDificil
[...] a classificação das raças em “superiores” e “inferiores”, recorrente desde o século XVII, ganha [no século XIX] uma falsa legitimidade baseada no mito iluminista do saber científico, coincidindo com a necessária justificativa de que a dominação e a exploração da África, mais do que “naturais” e inevitáveis, eram “necessárias” para desenvolver os “selvagens” africanos, de acordo com as normas e os valores da civilização ocidental. (Leila Maria Gonçalves Leite Hernandez. A África na sala de aula: visita à história contemporânea, 2005.) Ao tratar das bases ideológicas presentes na colonização europeia da África no século XIX, o excerto
  1. A)critica o emprego da noção de raça nos movimentos de resistência africana à exploração estrangeira.
  2. B)questiona a retórica empregada durante o expansionismo europeu desde a Antiguidade Clássica.
  3. C)defende a supremacia da racionalidade e da civilização europeia em relação às tradições dos povos africanos.
  4. D)identifica a construção de um discurso que articula a questão política da colonização ao etnocentrismo europeu.
  5. E)valoriza a importância do iluminismo como base filosófica que valida o princípio da igualdade entre os povos.
FAMERP20261a faseQuestao 27HistóriaBrasil Império — tráfico negreiroMedia
Analise a imagem da litografia de Jean-Baptiste Debret, realizada em 1835 e intitulada “Mercado da Rua do Valongo”. (https://digital.bbm.usp.br) A imagem revela
Imagens anexadas
  1. A)o caráter doméstico das instalações, notável na decoração do ambiente e no mobiliário utilizado pelos escravizados e pelo traficante.
  2. B)a impunidade desfrutada pelos comerciantes de africanos escravizados, mesmo após a abolição da escravidão no Brasil.
  3. C)o contraste dos escravizados em relação ao traficante e ao senhor, expresso no vestuário e nos corpos dos personagens representados.
  4. D)o início do movimento abolicionista no Brasil, evidenciando a união e a oposição dos escravizados à dominação senhorial.
  5. E)a naturalidade da cena, manifestada na atitude displicente dos escravizados, do traficante e do senhor envolvidos na negociação.
FAMERP20261a faseQuestao 28HistóriaEra VargasMedia
Do ponto de vista brasileiro em relação ao conflito é preciso distinguir dois momentos separados por vários meses: o da declaração de guerra às chamadas forças do Eixo, em 1942, e o envio da FEB [Força Expedicionária Brasileira] à Itália. Foi o clamor popular que motivou o primeiro momento exigindo do governo Vargas a entrada do Brasil no combate. O segundo momento, o da criação da FEB, deveu-se a alguns fatores básicos, entre eles a necessidade dos militares brasileiros de receberem o equipamento e treinamento. A isso se somava o desejo de Vargas de mudar a situação política interna, em cujo contexto sua já caduca ditadura se desgastava visivelmente. (Luis Felipe da Silva Neves. “Nas trincheiras contra Hitler”. In: Luciano Figueiredo (org.). História do Brasil para ocupados, 2013.) A declaração brasileira de guerra mencionada no excerto deu-se
  1. A)após negociações políticas e econômicas realizadas pelo regime brasileiro com os Estados Unidos.
  2. B)após Alemanha e Itália declararem guerra à União Soviética, aliada estratégica do governo Vargas.
  3. C)pela identidade política e ideológica do regime brasileiro com os países europeus que participavam do Bloco Aliado.
  4. D)pela pressão política de anarquistas e socialistas contra a neutralidade de Vargas ante a guerra.
  5. E)pela necessidade do regime militar brasileiro de receber apoio dos países totalitários que compunham o Bloco Aliado.
FAMERP20261a faseQuestao 29HistóriaSegunda Guerra MundialMedia
Do ponto de vista brasileiro em relação ao conflito é preciso distinguir dois momentos separados por vários meses: o da declaração de guerra às chamadas forças do Eixo, em 1942, e o envio da FEB [Força Expedicionária Brasileira] à Itália. Foi o clamor popular que motivou o primeiro momento exigindo do governo Vargas a entrada do Brasil no combate. O segundo momento, o da criação da FEB, deveu-se a alguns fatores básicos, entre eles a necessidade dos militares brasileiros de receberem o equipamento e treinamento. A isso se somava o desejo de Vargas de mudar a situação política interna, em cujo contexto sua já caduca ditadura se desgastava visivelmente. (Luis Felipe da Silva Neves. “Nas trincheiras contra Hitler”. In: Luciano Figueiredo (org.). História do Brasil para ocupados, 2013.) O desfecho da guerra mencionada no excerto provocou, no cenário internacional e brasileiro,
  1. A)a proibição dos partidos comunistas e o avanço do capitalismo liberal e democrático.
  2. B)o desgaste da política populista de massas e o fim dos governos de esquerda na Europa.
  3. C)o recrudescimento das divergências e dos combates entre fascistas e comunistas.
  4. D)o declínio do militarismo e a disposição de setores políticos divergentes para o diálogo.
  5. E)a queda de regimes autoritários e a valorização de ideais democráticos no Ocidente.
FAMERP20261a faseQuestao 30HistóriaBrasil contemporâneo — Jornadas de JunhoMedia
Analise o gráfico que apresenta a variação na inflação mensal, no Brasil, entre 1980 e 2012. (Marcos Nobre. Imobilismo em movimento: da abertura democrática ao governo Dilma, 2013. Adaptado.) Com base no gráfico, o comportamento da inflação
Imagens anexadas
  1. A)entre 1998 e 2012 expõe o crescimento econômico, ocorrido no governo de Fernando Henrique Cardoso.
  2. B)após 1994 revela os efeitos do Plano Real, aplicado durante o governo de Itamar Franco.
  3. C)até 1987 indica o impacto do projeto desenvolvimentista realizado durante o Regime Militar.
  4. D)entre 1988 e 1990 revela o equilíbrio proporcionado pelo Plano Cruzado durante o governo de José Sarney.
  5. E)entre 1990 e 1994 demonstra a estabilidade econômica, ocorrida durante o governo de Fernando Collor de Mello.
FAMERP20251a faseQuestao 21HistóriaAntiguidade clássicaMedia
A tolerância que os romanos tiveram para com diversas religiões do mundo por eles conquistadas não existiu, entretanto, no que diz respeito à religião cristã. [...] Durante mais de dois séculos, houve perseguições aos cristãos, pois o Estado romano via na sua recusa ao culto aos deuses e ao imperador um desafio à ordem. (Pedro Paulo Funari. Grécia e Roma, 2019.) Ao abordar a questão religiosa na Roma Antiga, o excerto
  1. A)defende a centralidade do monoteísmo na organização interna do Império.
  2. B)destaca a relação pacífica que o Império manteve em relação a todas as religiões.
  3. C)apoia a atitude desafiadora dos cristãos em relação ao comando do Império.
  4. D)aponta a ameaça política que o cristianismo representou para o Império.
  5. E)rejeita a ideia de que o Império ameaçasse o avanço do cristianismo.
FAMERP20251a faseQuestao 22HistóriaIdade MédiaMedia
Analise o relato escrito por um monge no século XI. [...] a fome começou a alastrar-se por toda a superfície da Terra, e chegou-se a temer o quase total desaparecimento do gênero humano. As condições atmosféricas, com efeito, a tal ponto iam contra o curso normal das estações que o tempo nunca se mostrava propício às semeaduras e, sobretudo por causa das inundações, jamais se apresentava favorável às colheitas. Parecia que os elementos estavam lutando entre si, mas não havia dúvidas de que se punia assim o orgulho da humanidade. (Raoul Glaber. Histoires. Apud: Georges Duby. A Europa na Idade Média, 1988. Adaptado.) O monge atribui a temporada de fome ocorrida naquele período
  1. A)à insuficiência de conhecimento de técnicas de plantio.
  2. B)a eventos climáticos provocados pela cólera divina.
  3. C)ao aumento da exploração dos servos pelos senhores feudais.
  4. D)a alterações da natureza geradas pela exploração da terra.
  5. E)ao controle humano dos movimentos da natureza.
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