Idade Média · FAMERP

Idade Média: questões do FAMERP

11 questões de Idade Média (História) no FAMERP (2015–2026). Treine de graça com correção e comentário.

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Questões de Idade Média no FAMERP

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FAMERP20261a faseQuestao 22HistóriaIdade MédiaMedia
Um papa inteligente, Inocêncio III, compreendera que, para responder à expectativa do povo fiel, ávido de um ensinamento simples, atormentado pelo enriquecimento e sonhando escapar à corrupção do dinheiro, e também para desarmar as heresias que pululavam, invasoras, cumpria atender ao pedido de dois jovens. Ambos eram suspeitos: pretendiam ir diretamente ao povo, queriam-se totalmente pobres, partindo, com seus discípulos, descalços, vestidos com um pano de saco, como os discípulos de Jesus, e falando a linguagem vulgar que os indigentes podiam compreender. (George Duby. A Europa na Idade Média, 1988.) Ao abordar a reação do papa Inocêncio III às ações dos frades Domingos de Gusmão e Francisco de Assis, no início do século XIII, o excerto destaca
  1. A)a variação na conduta da Igreja em relação aos pobres, buscando novas formas de relação e pregação.
  2. B)a carência de recursos financeiros da Igreja, manifesta na adoção de novos trajes para os prelados e bispos.
  3. C)o esforço da Igreja em ampliar sua força política, expresso na disposição de criar comunidades eclesiais de base.
  4. D)o avanço das heresias no interior da Igreja, comprovado pela atuação política dos dois frades.
  5. E)a inexistência de apoio dos frades à Igreja, levando a instituição a diversificar suas estratégias de ação.
FAMERP20251a faseQuestao 22HistóriaIdade MédiaMedia
Analise o relato escrito por um monge no século XI. [...] a fome começou a alastrar-se por toda a superfície da Terra, e chegou-se a temer o quase total desaparecimento do gênero humano. As condições atmosféricas, com efeito, a tal ponto iam contra o curso normal das estações que o tempo nunca se mostrava propício às semeaduras e, sobretudo por causa das inundações, jamais se apresentava favorável às colheitas. Parecia que os elementos estavam lutando entre si, mas não havia dúvidas de que se punia assim o orgulho da humanidade. (Raoul Glaber. Histoires. Apud: Georges Duby. A Europa na Idade Média, 1988. Adaptado.) O monge atribui a temporada de fome ocorrida naquele período
  1. A)à insuficiência de conhecimento de técnicas de plantio.
  2. B)a eventos climáticos provocados pela cólera divina.
  3. C)ao aumento da exploração dos servos pelos senhores feudais.
  4. D)a alterações da natureza geradas pela exploração da terra.
  5. E)ao controle humano dos movimentos da natureza.
FAMERP20241a faseQuestao 21HistóriaIdade MédiaMedia
Contrariamente a uma velha ideia bastante difundida, que devemos absolutamente abandonar, os servos eram raramente ligados à terra (à “gleba”). Nas senhorias, principalmente, as taxas recolhidas pelos senhores entre os camponeses — quer dizer, exatamente, as taxas “feudais” — eram pesadas. Os servos eram, portanto, levados a ver se achavam coisa melhor em outro lugar. (Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007.) O texto trata das relações entre senhores e servos na Idade Média e sustenta que
  1. A)as mulheres e os homens dedicavam-se sempre às mesmas atividades produtivas.
  2. B)os servos organizavam-se em corporações em defesa de melhores condições de trabalho.
  3. C)a tributação cobrada pelos senhores era proporcional à produtividade dos servos.
  4. D)os homens e as mulheres deslocavam-se entre feudos e cidades.
  5. E)o vínculo entre senhores e servos era definido pelas relações de vassalagem.
FAMERP20221a faseQuestao 21HistóriaIdade MédiaMedia
Surpreende que os ritos vassálicos ponham em jogo três categorias de elementos: a palavra, os gestos, os objetos. O senhor e o vassalo pronunciam palavras, fazem gestos, dão ou recebem objetos que, além da impressão que comunicam aos sentidos, fazem-nos conhecer algo mais. (Jacques Le Goff. Para um novo conceito de Idade Média, 1980. Adaptado.) O excerto apresenta o ritual de vassalagem, presente no Ocidente medieval, e identifica
  1. A)a inexistência de hierarquia política entre o monarca e os senhores feudais.
  2. B)os componentes simbólicos que estabeleciam o vínculo e a forma de relação entre membros da nobreza.
  3. C)a isonomia de funções econômicas e de condição social nos setores eclesiásticos.
  4. D)as estratégias legais que definiam as relações profissionais entre proprietários de terras e trabalhadores.
  5. E)a constituição jurídica formal da tripartição da sociedade entre nobres, clérigos e trabalhadores.
FAMERP20211a faseQuestao 22HistóriaIdade MédiaMedia
Na cristandade medieval, era fácil apelar para a crença no além, Deus e os personagens sobrenaturais estavam muito presentes na vida cotidiana. A religião cristã estimulava a imaginação dos homens e das mulheres, e criou um “imaginário” próprio do cristianismo. (Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007.) É um exemplo da presença e da persistência desse “imaginário próprio do cristianismo”:
  1. A)a ideia de um céu povoado de seres extraordinários.
  2. B)a incorporação da tradição judaica de celebrar imagens de santos.
  3. C)a obrigação de peregrinar até Jerusalém pelo menos uma vez na vida.
  4. D)a absorção do monoteísmo hegemônico na Antiguidade clássica.
  5. E)a crença de que todo católico pode realizar milagres.
FAMERP20201a faseQuestao 22HistóriaIdade MédiaMedia
[...] o senhor faz-se homem de um senhor mais poderoso cuja força, neste caso, já não reside nos vestígios de uma função pública, mas tão só na extensão das terras e no número de vassalos que o reconhecem como suserano. (Charles Parain et al. Sobre o feudalismo, 1973. Apud Hamilton M. Monteiro. O feudalismo: economia e sociedade, 1987.) No âmbito da Idade Média ocidental, o texto caracteriza
  1. A)os conflitos socioeconômicos nos campos e a valorização da hegemonia monárquica.
  2. B)as relações baseadas na propriedade rural e o controle do poder pelos funcionários públicos.
  3. C)as concorrências entre donos de manufaturas e a rigidez da hierarquia social.
  4. D)as relações entre classes sociais distintas e o princípio da soberania política.
  5. E)as relações internas à nobreza e a noção de riqueza como posse de terras.
FAMERP20191a faseQuestao 22HistóriaIdade MédiaMedia
Enquanto nas cidades o poder ficou nas mãos dos bispos, nos campos, concentrou-se na dos grandes proprietários. O governo romano perdeu força: já não era capaz de cobrar os impostos de maneira eficiente, nem mesmo de pagar os exércitos. Em 476, o último imperador romano foi deposto. Era o fim do Império Romano e do mundo antigo e o início de uma nova era, a Idade Média. (Carlos Augusto Ribeiro Machado. Roma e seu império, 2004. Adaptado.) O texto alude à gênese de duas características importantes da Idade Média Ocidental:
  1. A)o fim do comércio internacional e o crescimento do republicanismo.
  2. B)a feudalização e o aumento do poder político da Igreja.
  3. C)o desaparecimento do poder real e a ruralização.
  4. D)a supressão dos exércitos nacionais e o avanço do islamismo.
  5. E)o igualitarismo social e a autossuficiência das propriedades rurais. 7
FAMERP20181a faseQuestao 23HistóriaIdade MédiaMedia
O Ocidente havia conhecido somente três modos de acesso ao poder: o nascimento, o mais importante, a riqueza, muito secundário até o século XIII salvo na Roma Antiga, o sorteio, de alcance limitado entre os cidadãos das cidades gregas da Antiguidade. (Jacques Le Goff. Os intelectuais na Idade Média, 1985. Adaptado.) O excerto sustenta que o acesso ao poder por meio da riqueza era secundário na Europa Ocidental até o século XIII, quando
  1. A)as monarquias nacionais sobrepuseram-se aos direitos da nobreza senhorial sobre os seus feudos.
  2. B)o esfacelamento do poder imperial romano transferiu as funções de defesa militar para os burgueses das cidades.
  3. C)os reis absolutistas constituíram seus exércitos com recursos de impostos arrecadados de banqueiros e comerciantes.
  4. D)as atividades comerciais e artesanais produziram novos grupos sociais no interior das cidades medievais.
  5. E)a fragmentação econômica do continente europeu foi substituída por um só padrão monetário.
FAMERP20171a faseQuestao 42HistóriaIdade MédiaFacil
Aparece na literatura medieval, no final do século IX, para florescer no século XI, até se tornar um lugar comum no século XII, um tema que descreve a sociedade que se divide em três categorias ou ordens. (Jacques Le Goff. Para uma outra Idade Média, 2013.) As “três categorias ou ordens” citadas no texto são, respectivamente,
  1. A)aristocracia, burguesia e proletariado.
  2. B)militares, patrícios e camponeses.
  3. C)clérigos, guerreiros e trabalhadores.
  4. D)comerciantes, industriais e operariado.
  5. E)classe alta, classe média e classe baixa.
FAMERP20161a faseQuestao 42HistóriaIdade MédiaMedia
Não é mais o templo que distingue a cidade medieval da cidade antiga, porque muitas vezes ou o templo foi reutilizado como igreja, ou então a igreja cristã foi construída sobre o local do templo. Com a igreja, um elemento fundamentalmente novo sobreveio. Os sinos aparecem e se instalam no século VII no Ocidente. Eles serão ponto de referência na cidade; em particular na Itália, onde o sino muitas vezes é instalado não no corpo do monumento, mas numa torre especial: o campanário. (Jacques Le Goff. Por amor às cidades, 1998. Adaptado.) O historiador descreve o surgimento da cidade medieval, assinalando, como um dos seus aspectos fundamentais,
  1. A)o florescimento das atividades econômicas nos pontos de encontro de diversas rotas de comércio.
  2. B)a autonomia política conquistada por meio de um processo de luta contra o senhor feudal e a Igreja.
  3. C)a onipresença de um poder religioso visível e controlador da existência cotidiana da população.
  4. D)a reorganização do espaço urbano com vistas a manter a tradicional estrutura militar da antiguidade.
  5. E)o deslocamento da população da cidade para as comunidades de religiosos nos mosteiros.
FAMERP20151a faseQuestao 42HistóriaIdade MédiaMedia
A expressão e a noção de “Idade Média” surge no século XIV, com Petrarca e os humanistas italianos. Falam eles de um medium tempus (idade do meio) [...]. Mas em relação a quê? Em relação à Antiguidade, por um lado. Em relação ao futuro, por outro lado. Os humanistas julgavam que estavam saindo de um período sem nome, de um intermédio. (Jacques Le Goff. Em busca da Idade Média, 2008.) A partir do texto, podemos afirmar que, para aqueles humanistas italianos, a expressão "Idade Média"
  1. A)tem conotação pejorativa, pois sugere que se trata de um período vivido entre duas épocas superiores.
  2. B)manifesta a preocupação com o declínio econômico medieval, provocado pela suspensão, por dez séculos, das práticas comerciais.
  3. C)revela a satisfação diante da presença, por dez séculos, de grandes realizações culturais.
  4. D)demonstra o caráter renovador do período, que representaria a superação dos problemas oriundos da Antiguidade.
  5. E)tem conotação religiosa, pois sugere o caráter provisório da presença humana na Terra.
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