Questões de Literatura: Carolina Maria de Jesus e ironia no FUVEST
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FUVEST20251a faseQuestao 5PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaDificil
Os quadrinhos a seguir são parte da obra Dois irmãos, de Fábio Moon e Gabriel Bá (2015), uma adaptação do romance Dois irmãos, de Milton Hatoum, para o universo das novelas gráficas (graphic novels).
Considerando as características visuais dos quadrinhos e os traços narrativos do romance Dois irmãos, de Milton Hatoum, é correto afirmar:
Imagens anexadas
A)O uso dos contrastes claro x escuro na novela gráfica confere ênfase visual ao conflito entre diferentes formas de privilégio e marginalização presentes no romance de Hatoum, explicitadas pelo ponto de vista do narrador.
B)Ao trabalhar com os contrastes claro x escuro em suas imagens, a novela gráfica enfatiza a diferença étnica e social que fundamenta a rivalidade fraterna entre Yaqub e Omar, um dos eixos estruturais do romance.
C)Ao utilizar procedimentos como a aproximação (zoom-in) e a fragmentação das imagens, a novela gráfica recria o fluxo de consciência e a atmosfera onírica da narrativa de Hatoum.
D)A novela gráfica demonstra, por meio de imagens, que o romance Dois irmãos reinventa a tradição da literatura
regionalista do Brasil, retratando a opulência da cidade de Manaus ao longo do século XX.
E)Por meio de recursos estéticos como a fragmentação das imagens, a novela gráfica recupera o ponto de vista fraturado do romance de Hatoum, composto por vários narradores ao longo da história.
FUVEST20251a faseQuestao 43PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaDificil
Carlos Drummond de Andrade foi o criador de uma obra lírica que, ao mesmo tempo, se aproxima e se afasta do Modernismo de 1922, propondo, a partir de traços desse movimento, uma poética original. Com base no exposto, em Alguma poesia (1930),
A)os aspectos prosaicos da linguagem modernista ganham expressão lírica a partir de um sujeito poético que repropõe, em versos livres, a nostalgia romântica da infância idealizada.
B)o sujeito poético incorpora, sob a perspectiva de uma lírica de raiz subjetiva, vários procedimentos estilísticos das vanguardas modernistas, em especial a escrita automática e o surrealismo.
C)a tópica literária do desconcerto do mundo ganha uma reconfiguração moderna, a partir de um sujeito poético que, mais do que revelar um mundo às avessas, focaliza o seu desajuste frente à realidade.
D)o nacionalismo literário, tão típico da revisão empreendida pela primeira geração modernista sobre a realidade brasileira, apresenta-se como eixo temático de cunho ufanista.
E)a paisagem mineira, no espaço literário, é configurada pelo sujeito poético como ambiente bucólico e refúgio privilegiado para os seus desajustes frente ao “vasto mundo”.
FUVEST20251a faseQuestao 84PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaMuito dificil
Leia os trechos das obras Marília de Dirceu e Romanceiro da Inconfidência:
Lira VII (Parte II)
“Meu prezado Glauceste, Se fazes o conceito Que, bem que réu, abrigo A cândida Virtude no meu peito; Se julgas, digo, que mereço ainda Da tua mão socorro; Ah! Vem dar-mo agora, Agora, sim, que morro! Não quero que, montado No Pégaso fogoso, Venhas com dura lança Ao monstro infame traspassar, raivoso. Deixa que viva a pérfida calúnia, E forje o meu tormento: Com menos, meu Glauceste, Com menos me contento.”
Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu.
Romance LXVI ou De Outros Maldizentes
“- Que fica, na fortaleza, daquele poeta Gonzaga? - Um par de esporas, somente. Um par de esporas de prata. (...) Dizem que tinha um cavalo que Pégaso se chamava. Não pisava neste mundo, mas nos planaltos da Arcádia!”
Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência.
Considerando o substantivo Pégaso, presente nos dois excertos, é correto afirmar:
A)No poema de Cecília Meireles, a referência tem por objetivo destacar o animal mítico, enquanto na lira de Gonzaga o substantivo se refere a um animal real.
B)No poema de Gonzaga, a referência ao animal mitológico serve para aludir às características heroicas de Glauceste, enquanto, no poema de Cecília Meireles, Pégaso alude à criação poética.
C)Por pretender um tom épico, Cecília Meireles usa o animal mitológico para distinguir a condição heroica do poeta, enquanto Gonzaga se refere às suas diferenças com Glauceste.
D)No poema de Cecília Meireles, a metáfora do cavalo alado indica a evasão da realidade, típica dos poetas árcades, enquanto, no poema de Gonzaga, a referência ao animal serve para aludir às suas próprias características heroicas.
E)A referência ao cavalo alado provoca um efeito de estranhamento no leitor, tendo em vista as características específicas de cada obra poética.
FUVEST20221a faseQuestao 20PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaMedia
:
I. Suave mari magno* Lembra-me que, em certo dia, Na rua, ao sol de verão, Envenenado morria Um pobre cão.
Arfava, espumava e ria, De um riso espúrio e bufão, Ventre e pernas sacudia Na convulsão. Nenhum, nenhum curioso Passava, sem se deter, Silencioso, Junto ao cão que ia morrer, Como se lhe desse gozo Ver padecer.
Machado de Assis. Ocidentais. *Expressão latina, retirada de Lucrécio (Da natureza das coisas), a qual aparece no seguinte trecho: Suave, mari magno, turbantibus aequora ventis/ E terra magnum alterius spectare laborem. (“É agradável, enquanto no mar revoltoso os ventos levantam as águas, observar da terra os grandes esforços de um outro.”). II. Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão. Machado de Assis. Quincas Borba, cap. XVIII. III. Sofia soltou um grito de horror e acordou. Tinha ao pé do leito o marido: – Que foi? perguntou ele. – Ah! respirou Sofia. Gritei, não gritei? (...) – Sonhei que estavam matando você. Palha ficou enternecido. Havê-la feito padecer por ele, ainda que em sonhos, encheu-o de piedade, mas de uma piedade gostosa, um sentimento particular, íntimo, profundo, – que o faria desejar outros pesadelos, para que o assassinassem aos olhos dela, e para que ela gritasse angustiada, convulsa, cheia de dor e de pavor.
Machado de Assis. Quincas Borba, cap. CLXI.
A visão do eu-lírico no texto I
A)volta-se nostálgica para as imagens de uma lembrança.
B)centra-se com desprezo na figura do animal agonizante.
C)apreende displicentemente o movimento dos transeuntes.
D)ganha distância da cena para captar todos os seus aspectos.
E)apresenta o espectador da crueldade como um ser incomum.
FUVEST20221a faseQuestao 23PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaDificil
Largo em sentir, em respirar sucinto, Peno, e calo, tão fino, e tão atento, Que fazendo disfarce do tormento Mostro que o não padeço, e sei que o sinto.
O mal, que fora encubro, ou que desminto, Dentro no coração é que o sustento: Com que, para penar é sentimento, Para não se entender, é labirinto. Ninguém sufoca a voz nos seus retiros; Da tempestade é o estrondo efeito: Lá tem ecos a terra, o mar suspiros. Mas oh do meu segredo alto conceito! Pois não me chegam a vir à boca os tiros Dos combates que vão dentro no peito. Gregório de Matos e Guerra No soneto, o eu lírico:
A)expressa um conflito que confirma a imagem pública do poeta, conhecido pelo epíteto de “o Boca do Inferno”.
B)opta por sufocar a própria voz como estratégia apaziguadora de suas perturbações de foro íntimo.
C)explora a censura que o autor sofreu em sua época, ao ser impedido de dar expressão aos seus sentimentos.
D)estabelece, nos tercetos, um contraponto semântico entre as metáforas da natureza e da guerra.
E)revela-se como um ser atormentado, ao mesmo tempo que omite a natureza de seu sofrimento.
FUVEST20211a faseQuestao 66PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaDificil
- Posso furar os olhos do povo? Esta frase besta foi repetida muitas vezes e, em falta de coisa melhor, aceitei-a. Sem dúvida. As mulheres hoje não vivem como antigamente, escondidas, evitando os homens. Tudo é descoberto, cara a cara. Uma pessoa topa outra. Se gostou, gostou; se não gostou, até logo. E eu de fato não tinha visto nada. As aparências mentem. A terra não é redonda? Esta prova da inocência de Marina me pareceu considerável. Tantos indivíduos condenados injustamente neste mundo ruim! O retirante que fora encontrado violando afilha de quatro anos - estava ai um exemplo. As vizinhas tinham visto o homem afastando as pernas da menina, todo o mundo pensava que ele era um monstro. Engano. Quem pode lá jurar que isto é assim ou assado? Procurei mesmo capacitar-me de que Julião Tavares não existia. Julião Tavares era uma sensação. Uma sensação desagradável, que eu pretendia afastar de minha casa quando me juntasse àquela sensação agradável que ali estava a choramingar. Sraciliano Ramos, Angústia. Em termos críticos, esse fragmento permite observar que, no plano maior do romance Angústia, o ponto de vista
A)se acomoda nos limites da vulgaridade.
B)tenta imitar a retórica dos dominantes.
C)reproduz a lógica do determinismo social.
D)atinge a neutralidade do espírito maduro.
E)revira os lados contrários da opinião.
FUVEST20211a faseQuestao 69PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaDificil
Romance LIII ou Das Palavras Aéreas Ai, palavras, ai, palavras, que estranha potência, a vossa! Ai, palavras, ai, palavras, sois de vento, ides no vento, no vento que não retorna, e, em tão rápida existência, tudo se forma e transforma! Sois de vento, ides no vento, e quedais, com sorte nova! (...) Ai, palavras, ai, palavras, que estranha potência, a vossa! Perdão podieis ter sido! - sois madeira que se corta, - sois vinte degraus de escada, - sois um pedaço de corda... - sois povo pelas janelas, cortejo, bandeiras, tropa... Ai, palavras, ai, palavras, que estranha potência, a vossa! Éreis um sopro na aragem... - sois um homem que se enforca! Cecília Meireles, Romanceiro da Inconfidência.
A "estranha potência" que a voz lírica ressalta nas palavras decorre de uma combinação entre
A)fluidez nos ventos do presente e conteúdo fixo no passado.
B)forma abstrata no espaço e presença concreta na história.
C)leveza impalpável na arte e vigor nos documentos antigos.
D)sonoridade ruidosa nos ares e significado estável no papel.
E)lirismo irrefletido da poesia e peso justo dos acontecimentos. V
FUVEST20211a faseQuestao 70PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaMedia
Alferes, Ouro Preto em sombras Espera pelo batizado, Ainda que tarde sobre a morte do sonhador Ainda que tarde sobre as bocas do traidor. Raios de sol brilharão nos sinos: Dez vias dar. Ai Marilia, as liras e o amor Não posso mais sufocar E a minha voz irá Pra muito além do desterro e do sal, Maior que a voz do rei. Aldir Blanc e João Bosco, trecho da canção "Alferes", de 1973. A imagem deTiradentes-a quem Cecília Meireles qualificou "o Alferes imortal, radiosa expressão dos mais altos sonhos desta cidade, do Brasil e do próprio mundo", em palestra feita em Ouro Preto - torna a aparecer como símbolo da luta pela liberdade em vários momentos da cultura nacional. Os versos do letrista Aldir Blanc evocam, em novo contexto, o mártir sonhador para resistir ao discurso
A)da doutrina revolucionária de ligas politicamente engajadas.
B)da historiografia, que minimizou a importância de Tiradentes.
C)de autoritarismo e opressão, próprio da ditadura militar.
D)dos poetas árcades, que se dedicavam às suas liras amorosas.
E)da tirania portuguesa sobre os mineradores no ciclo do ouro.
FUVEST20211a faseQuestao 73PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaDificil
Leusipo perguntou o que eu tinha ido fazer na aldeia. Preferi achar que o tom era amistoso e, no meu paternalismo ingênuo, comecei a lhe explicar o que era um romance. Eu tentava convencê-lo de que não havia motivo para preocupação. Tudo o que eu queria saber já era conhecido. E ele me perguntava: "Então, por que você quer saber, se já sabe?" Tentei lhe explicar que pretendia escrever um livro e mais uma vez o que era um romance, o que era um livro de ficção (e mostrava o que tinha nas mãos), que seria tudo historinha, sem nenhuma consequência na realidade. Ele seguia incrédulo. Fazia-se de desentendido, mas na verdade só queria me intimidar. As minhas explicações sobre o romance eram inúteis. Eu tentava dizer que, para os brancos que não acreditam em deuses, a ficção servia de mitologia, era o equivalente dos mitos dos índios, e antes mesmo de terminar a frase, já não sabia se o idiota era ele ou eu. Ele não dizia nada a não ser: "O que você quer com o passado?". Repetia. E, diante da sua insistência bovina, tive de me render à evidência de que eu não sabia responder à sua pergunta. Bernardo Carvalho, Nove noites. Adaptado.
As respostas do narrador às perguntas de Leusipo são uma tentativa de disfarçar o caráter
A)fabular do romance, inspirado nas lendas e tradições dos Krahô.
B)investigativo do romance, embasado em testemunhos dos Krahô.
C)político do romance, a respeito das condições de vida dos Krahô.
D)etnográfico do romance, através do registro da cultura dos Krahô.
E)biográfico do romance, relatando sua vivência junto aos Krahô. V Illlllllllllllllllllllllllllllllll
FUVEST20211a faseQuestao 74PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaDificil
Leusipo perguntou o que eu tinha ido fazer na aldeia. Preferi achar que o tom era amistoso e, no meu paternalismo ingênuo, comecei a lhe explicar o que era um romance. Eu tentava convencê-lo de que não havia motivo para preocupação. Tudo o que eu queria saber já era conhecido. E ele me perguntava: "Então, por que você quer saber, se já sabe?" Tentei lhe explicar que pretendia escrever um livro e mais uma vez o que era um romance, o que era um livro de ficção (e mostrava o que tinha nas mãos), que seria tudo historinha, sem nenhuma consequência na realidade. Ele seguia incrédulo. Fazia-se de desentendido, mas na verdade só queria me intimidar. As minhas explicações sobre o romance eram inúteis. Eu tentava dizer que, para os brancos que não acreditam em deuses, a ficção servia de mitologia, era o equivalente dos mitos dos índios, e antes mesmo de terminar a frase, já não sabia se o idiota era ele ou eu. Ele não dizia nada a não ser: "O que você quer com o passado?". Repetia. E, diante da sua insistência bovina, tive de me render à evidência de que eu não sabia responder à sua pergunta. Bernardo Carvalho, Nove noites. Adaptado.
Na cena apresentada, que explora o desconforto gerado pela difícil interlocução com o indígena, o narrador
A)abandona a ideia de investigar o passado, ao se ver encurralado por Leusipo.
B)explora a sua posição ameaçadora de homem branco, ao insistir em permanecer na aldeia.
C)age com ousadia, ao procurar subjugar Leusipo a contribuir com o seu projeto.
D)identifica-se com a sabedoria de Leusipo, ao preterir do papel interrogativo e se deixar questionar.
E)sente-se frustrado com a reação de Leusipo, que não se deixa levar por sua diplomacia.
FUVEST20211a faseQuestao 75PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaDificil
Rubião fitava a enseada, - eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele admirava aquele pedaço de água quieta; mas em verdade vos digo que pensava em outra coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora! Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade. - Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas, pensa ele. Se mana Piedade tem casado com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral. Não casou; ambos morreram, e aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça... Machado de Assis, Quincas Borba. O primeiro capítulo de Quincas Borba já apresenta ao leitor um elemento que será fundamental na construção do romance:
A)a contemplação das paisagens naturais, como se lê em "ele admirava aquele pedaço de água quieta".
B)a presença de um narrador-personagem, como se lê em "em verdade vos digo que pensava em outra coisa".
C)a sobriedade do protagonista ao avaliar o seu percurso, como se lê em "Cotejava o passado com o presente".
D)o sentido místico e fatalista que rege os destinos, como se lê em "Deus escreve direito por linhas tortas".
E)a reversibilidade entre o cômico e o trágico, como se lê em "de modo que o que parecia uma desgraça...". 21 7 8
FUVEST20211a faseQuestao 76PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaDificil
Remissão Tua memória, pasto de poesia, tua poesia, pasto dos vulgares, vão se engastando numa coisa fria a que tu chamas: vida, e seus pesares. Mas, pesares de quê? perguntaria, se esse travo de angústia nos cantares, se o que dorme na base da elegia vai correndo e secando pelos ares, e nada resta, mesmo, do que escreves e te forçou ao exílio das palavras, senão contentamento de escrever, enquanto o tempo, e suas formas breves ou longas, que sutil interpretavas, se evapora no fundo do teu ser? Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma. Claro enigma apresenta, por meio do lirismo reflexivo, o posicionamento do escritor perante a sua condição no mundo. Considerando-o como representativo desse seu aspecto, o poema "Remissão"
A)traduz a melancolia e o recolhimento do eu lírico em face da sensação de incomunicabilidade com uma realidade indiferente à sua poesia.
B)revela uma perspectiva inconformada, mesclando-a, livre da indulgência dos anos anteriores, a um novo formalismo estético.
C)propõe, como reação do poeta à vulgaridade do mundo, uma poética capaz de interferir na realidade pelo viés nostálgico.
D)reflete a visão idealizada do trabalho do poeta e a consciência da perenidade da poesia, resistente à passagem do tempo.
E)realiza a transição do lirismo social para o lirismo metafísico, caracterizado pela adesão ao conforto espiritual e ao escapismo imaginativo.
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