Interpretação de texto (TIC) · UEA

Interpretação de texto (TIC): questões do UEA

29 questões de Interpretação de texto (TIC) (Português) no UEA (2017–2026). Treine de graça com correção e comentário.

Criar conta grátis10 questões por dia, sem cartão de crédito.

Questões de Interpretação de texto (TIC) no UEA

Uma amostra das questões. Crie uma conta para resolver todas com correção e comentário.

UEA2026Conhecimentos GeraisQuestao 3PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
considere o artigo escrito por Rafael Magalhães dos Santos e editado por Layse Ventura. A televisão já foi vista como o fim do cinema. Mas, em vez de morrer, a sétima arte evoluiu: criou novas linguagens, reinventou formatos e encontrou seu próprio espaço. Hoje, a Inteligência Artificial é tratada como a próxima ameaça às indústrias criativas. Será? A história mostra que, diante de grandes mudanças, quem inova sobrevive — e ainda brilha. Para salvar a experiência do cinema diante da televisão, a indústria apostou na inovação técnica e estética. Vieram o widescreen, o 3D e o som multicanal, criando um espetáculo que nenhuma TV da época podia replicar. As produções também aceleraram a adoção do filme colorido e passaram a se associar a eventos de “alta cultura”, como teatro e ópera, com filmes mais longos, aberturas e intervalos. Nem todas as ideias pegaram — e algumas soaram até ridículas, como o “smell-o-vision”, que liberava cheiros durante o filme Scent of Mystery (1960). Ainda assim, o esforço de inovar transformou a própria linguagem do cinema. O impacto foi tão profundo que o cinema deixou de disputar espaço com a TV e criou uma experiência sensorial própria. Inovar não era apenas uma questão de sobrevivência, era uma forma de transformar limitações em novas possibilidades estéticas. Em vez de resistir à mudança, o cinema a incorporou como motor de evolução. A Inteligência Artificial gera hoje o mesmo frio na barriga que a televisão causou décadas atrás. Textos, músicas, pinturas e roteiros podem ser produzidos em minutos, desafiando a ideia de autoria e talento humano. Mas, assim como o cinema não desapareceu, a criação humana também não precisa ser substituída, ela pode evoluir junto. A IA não é apenas uma máquina de cópias. Ela pode ser uma ferramenta de experimentação, inspiração e até democratização do acesso criativo. Em vez de temer o que a tecnologia pode fazer, a chave está em usá-la para ampliar o que só os humanos conseguem transmitir: emoção, nuance, surpresa. A Inteligência Artificial pode ser a faísca de uma nova era nas artes. A criatividade continua a ser um terreno humano — e, agora, com novos instrumentos para explorá-lo como nunca antes. (www.olhardigital.com.br, 02.05.2025. Adaptado.) Dentro da perspectiva apresentada pelo autor, a Inteligência Artificial vai
  1. A)potencializar a criatividade humana nas novas produções.
  2. B)substituir o trabalho humano nas atividades criativas.
  3. C)aumentar a audiência para os filmes que a utilizarem.
  4. D)reduzir o objeto artístico a um produto mercadológico.
  5. E)ampliar o entendimento sobre as obras artísticas do passado.
UEA2025Conhecimentos GeraisQuestao 1PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
Considere o quadrinho publicado no perfil @alma_de_plastico do Instagram. Depreende-se da resposta do gato que, em sua opinião, o sentimento expresso pela moça é
Imagens anexadas
  1. A)irracional.
  2. B)irreal.
  3. C)inalcançável.
  4. D)insuficiente.
  5. E)injusto.
UEA2025Conhecimentos GeraisQuestao 2PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Danto1 introduz o problema da interpretação de obras de arte propondo, como de costume, um experimento mental: imaginar duas obras de arte que sejam sensorialmente indiscerníveis, mas que foram produzidas em épocas e lugares diferentes. Esse experimento tem o objetivo de mostrar que, embora os objetos materiais que as corporificam sejam idênticos, as referidas obras são distintas, uma vez que têm significados diferentes. Danto concorda, portanto, com a tese wölffliniana2 de que nem tudo é possível em qualquer época, ou seja, os significados artísticos são condicionados pelo seu contexto histórico. Desse modo, o problema da interpretação está inserido no cerne da definição de arte. (Revista Kriterion, 2018. Adaptado.) 1 Arthur Danto (1924-2013): filósofo e crítico de arte estadunidense. 2 Heinrich Wölfflin (1864-1945): filósofo e crítico de arte suíço. Segundo o texto, o experimento proposto por Danto serviria para mostrar que o significado de um objeto de arte depende
  1. A)da inspiração do artista que produziu esse objeto.
  2. B)do grau de conservação do objeto em comparação com objetos semelhantes.
  3. C)das circunstâncias em que o objeto foi produzido.
  4. D)dos materiais com os quais o objeto foi construído.
  5. E)do esforço empregado pelo artista para produzir tal objeto.
UEA2025Conhecimentos EspecíficosQuestao 25PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Considere a tirinha de Will Leite, publicada no perfil @will.tirando do Instagram. A atitude de Jair, no último quadrinho,
Imagens anexadas
  1. A)expõe, para o leitor, a dificuldade de Jair para cumprir horários.
  2. B)confirma, para o leitor, a veracidade das afirmações feitas pelo cliente.
  3. C)revela, para o leitor, o desinteresse de Jair por seu trabalho.
  4. D)explicita, para o leitor, a relação de amizade existente entre os dois personagens.
  5. E)aponta, para o leitor, uma contradição nas considerações feitas pelo cliente.
UEA2024Conhecimentos GeraisQuestao 1PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
Considere o quadrinho publicado no perfil @alma_de_plastico do Instagram. Depreende-se da resposta do gato que, em sua opinião, o sentimento expresso pela moça é
Imagens anexadas
  1. A)irracional.
  2. B)irreal.
  3. C)inalcançável.
  4. D)insuficiente.
  5. E)injusto.
UEA2024Conhecimentos GeraisQuestao 2PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Danto1 introduz o problema da interpretação de obras de arte propondo, como de costume, um experimento mental: imaginar duas obras de arte que sejam sensorialmente indiscerníveis, mas que foram produzidas em épocas e lugares diferentes. Esse experimento tem o objetivo de mostrar que, embora os objetos materiais que as corporificam sejam idênticos, as referidas obras são distintas, uma vez que têm significados diferentes. Danto concorda, portanto, com a tese wölffliniana2 de que nem tudo é possível em qualquer época, ou seja, os significados artísticos são condicionados pelo seu contexto histórico. Desse modo, o problema da interpretação está inserido no cerne da definição de arte. (Revista Kriterion, 2018. Adaptado.) 1 Arthur Danto (1924-2013): filósofo e crítico de arte estadunidense. 2 Heinrich Wölfflin (1864-1945): filósofo e crítico de arte suíço. Segundo o texto, o experimento proposto por Danto serviria para mostrar que o significado de um objeto de arte depende
  1. A)da inspiração do artista que produziu esse objeto.
  2. B)do grau de conservação do objeto em comparação com objetos semelhantes.
  3. C)das circunstâncias em que o objeto foi produzido.
  4. D)dos materiais com os quais o objeto foi construído.
  5. E)do esforço empregado pelo artista para produzir tal objeto.
UEA2023Conhecimentos GeraisQuestao 1PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
Leia a tirinha. Contribui para o efeito de humor da tirinha
Imagens anexadas
  1. A)o emprego do verbo “arrumar” no imperativo afirmativo, no primeiro quadrinho.
  2. B)o sentido atribuído pela criança ao verbo “arrumar”, no segundo quadrinho.
  3. C)a ironia contida no pedido de desculpas da criança, no terceiro quadrinho.
  4. D)a dupla negação na frase da mulher, no segundo quadrinho.
  5. E)o uso irônico da palavra “sim” para indicar forte discordância, no segundo quadrinho.
UEA2023Conhecimentos GeraisQuestao 8PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Observe a obra de arte Meteoro, de Bruno Giorgi. Construída entre 1967 e 1968, essa escultura está localizada em frente ao Palácio do Itamaraty, no espelho d’água do edifício do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, e é composta de cinco blocos de mármore de Carrara, cada um representando um continente. (Meteoro. http://enciclopedia.itaucultural.org.br) O Ministério das Relações Exteriores  (ou Itamaraty) é “responsável, entre outros, pelas relações internacionais do Brasil, nos planos bilateral, regional e multilateral. O Itamaraty assessora o Presidente da República na execução das relações diplomáticas com Estados e organismos internacionais”. (www.gov.br. Adaptado.) Infere-se das características da escultura Meteoro que ela faz referência a um dos ideais das relações diplomáticas, qual seja, o de
Imagens anexadas
  1. A)afirmar a soberania de uma nação sobre outra.
  2. B)ostentar o poderio bélico nacional.
  3. C)promover a interação entre os povos.
  4. D)preservar o patrimônio imaterial da humanidade.
  5. E)aprimorar os regimes democráticos.
UEA2022Conhecimentos GeraisQuestao 1PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
Considere a tirinha de Caco Galhardo. (www.folha.uol.com.br) Segundo a tirinha, os três personagens
Imagens anexadas
  1. A)formam uma sequência evolutiva, na qual os mais recentes são consequência dos mais antigos.
  2. B)representam, cada um em seu tempo, características que os distinguem da maioria das pessoas.
  3. C)têm hábitos incompatíveis com a vida na sociedade das diferentes épocas em que vivem.
  4. D)opõem-se uns aos outros, na medida em que suas características individuais tornam inviáveis as características dos outros.
  5. E)simbolizam estereótipos de seres humanos pouco originais, que, em diferentes épocas, apenas seguem os hábitos da maioria. Considere o poema de Luiz Bacellar, presente no livro Sol de
UEA2022Conhecimentos GeraisQuestao 5PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Domingo, à tarde, na forma do antigo costume, eu ia ver os bichos do Parque Municipal (cansado de lidar com gente nos outros dias da semana), quando avistei grande multidão parada na avenida Afonso Pena. Meu primeiro pensamento foi continuar no bonde; o segundo foi descer e perguntar as causas da aglomeração. Desci, e soube que toda aquela gente estava acompanhando, pelo telefone, o jogo dos mineiros na capital do país. Onze mineiros batiam bola no Rio de Janeiro; dois mil mineiros escutavam, em Belo Horizonte, o eco longínquo dessa bola e experimentavam uma patriótica emoção. Quando chegou a notícia da vitória dos nossos patrícios, depois de encerrado o expediente, isto é, depois de terminado o segundo tempo, vi, claramente visto, chapéus de palha que subiam para o ar e não voltavam, adjetivos que se chocavam no espaço com explosões inglesas de entusiasmo, botões que se desprendiam dos paletós, lenços que palpitavam como asas, enquanto gargantas enrouqueciam e outras perdiam o dom humano da palavra. Vi tudo isso e tive, não sei se inveja, se admiração ou se espanto pelos valentes chutadores de Minas, que surraram por 4 a 3 os bravos futebolistas fluminenses. Não posso atinar bem como uma bola, jogada à distância, alcance tanta repercussão no centro de Minas. Que um indivíduo se eletrize diante da bola e do jogador, quando este joga bem, é coisa de fácil compreensão. Mas contemplar, pelo fio, a parábola que a esfera de couro traça no ar, o golpe do center-half 1 investindo contra o zagueiro, a pegada soberba deste, e extasiar-se diante desses feitos, eis o que excede de muito a minha imaginação. Para mim, o melhor jogador do mundo, chutando fora do meu campo de visão, deixa-me frio e silencioso. Os meus patrícios, porém, rasgaram-se anteontem de gozo, imaginando os tiros de Nariz, e sentiram na espinha o frio clássico da emoção, quando o telefone anunciou que Carlos Brant, machucando-se no joelho, deixara o combate. Alguns pensaram em comprar iodo 2 para o herói e outros gritavam para Carazzo que não chutasse fora. A centenas de quilômetros, eles assistiam ao jogo sem pagar entrada. E havia quem reclamasse contra o juiz, acusando-o de venal. Um sujeito puxou-me pelo paletó, indignado, e declarou-me: “O senhor está vendo que pouca-vergonha. Aquela penalidade de Evaristo não foi marcada”. Eu olhei para os lados, à procura de Evaristo e da penalidade; vi apenas a multidão de cabeças e de entusiasmos; e fugi. Minas Gerais, 20-21/07/1931 (Carlos Drummond de Andrade. Quando é dia de futebol, 2014.) 1 center-half : termo em inglês para designar uma posição do jogador em campo, equivalente, em português, a volante ou médio-volante. 2 iodo: produto químico às vezes utilizado em feridas com a função antisséptica. Em relação à cena que presencia, o narrador declara-se
  1. A)orgulhoso por ser mineiro e poder festejar coletivamente a vitória futebolística da equipe local.
  2. B)contagiado pela emoção das pessoas, ainda que não tenha escutado o jogo que elas tinham acompanhado pelo telefone.
  3. C)desconcertado por não entender como as pessoas podem se emocionar com um jogo que não estão vendo.
  4. D)revoltado contra a alienação de uma população que se preocupa com algo tão desimportante quanto o futebol.
  5. E)curioso para saber o resultado do jogo, os detalhes sobre cada lance e a atuação de cada jogador.
UEA2022Conhecimentos GeraisQuestao 6PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Domingo, à tarde, na forma do antigo costume, eu ia ver os bichos do Parque Municipal (cansado de lidar com gente nos outros dias da semana), quando avistei grande multidão parada na avenida Afonso Pena. Meu primeiro pensamento foi continuar no bonde; o segundo foi descer e perguntar as causas da aglomeração. Desci, e soube que toda aquela gente estava acompanhando, pelo telefone, o jogo dos mineiros na capital do país. Onze mineiros batiam bola no Rio de Janeiro; dois mil mineiros escutavam, em Belo Horizonte, o eco longínquo dessa bola e experimentavam uma patriótica emoção. Quando chegou a notícia da vitória dos nossos patrícios, depois de encerrado o expediente, isto é, depois de terminado o segundo tempo, vi, claramente visto, chapéus de palha que subiam para o ar e não voltavam, adjetivos que se chocavam no espaço com explosões inglesas de entusiasmo, botões que se desprendiam dos paletós, lenços que palpitavam como asas, enquanto gargantas enrouqueciam e outras perdiam o dom humano da palavra. Vi tudo isso e tive, não sei se inveja, se admiração ou se espanto pelos valentes chutadores de Minas, que surraram por 4 a 3 os bravos futebolistas fluminenses. Não posso atinar bem como uma bola, jogada à distância, alcance tanta repercussão no centro de Minas. Que um indivíduo se eletrize diante da bola e do jogador, quando este joga bem, é coisa de fácil compreensão. Mas contemplar, pelo fio, a parábola que a esfera de couro traça no ar, o golpe do center-half 1 investindo contra o zagueiro, a pegada soberba deste, e extasiar-se diante desses feitos, eis o que excede de muito a minha imaginação. Para mim, o melhor jogador do mundo, chutando fora do meu campo de visão, deixa-me frio e silencioso. Os meus patrícios, porém, rasgaram-se anteontem de gozo, imaginando os tiros de Nariz, e sentiram na espinha o frio clássico da emoção, quando o telefone anunciou que Carlos Brant, machucando-se no joelho, deixara o combate. Alguns pensaram em comprar iodo 2 para o herói e outros gritavam para Carazzo que não chutasse fora. A centenas de quilômetros, eles assistiam ao jogo sem pagar entrada. E havia quem reclamasse contra o juiz, acusando-o de venal. Um sujeito puxou-me pelo paletó, indignado, e declarou-me: “O senhor está vendo que pouca-vergonha. Aquela penalidade de Evaristo não foi marcada”. Eu olhei para os lados, à procura de Evaristo e da penalidade; vi apenas a multidão de cabeças e de entusiasmos; e fugi. Minas Gerais, 20-21/07/1931 (Carlos Drummond de Andrade. Quando é dia de futebol, 2014.) 1 center-half : termo em inglês para designar uma posição do jogador em campo, equivalente, em português, a volante ou médio-volante. 2 iodo: produto químico às vezes utilizado em feridas com a função antisséptica. “Alguns pensaram em comprar iodo para o herói” (5o parágrafo) Com o termo “o herói”, o narrador refere-se
  1. A)especificamente a Carazzo.
  2. B)especificamente ao melhor jogador da equipe dos mineiros.
  3. C)genericamente a qualquer bom jogador de futebol.
  4. D)genericamente a qualquer jogador da equipe dos mineiros.
  5. E)especificamente a Carlos Brant.
UEA2022Conhecimentos GeraisQuestao 8PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Domingo, à tarde, na forma do antigo costume, eu ia ver os bichos do Parque Municipal (cansado de lidar com gente nos outros dias da semana), quando avistei grande multidão parada na avenida Afonso Pena. Meu primeiro pensamento foi continuar no bonde; o segundo foi descer e perguntar as causas da aglomeração. Desci, e soube que toda aquela gente estava acompanhando, pelo telefone, o jogo dos mineiros na capital do país. Onze mineiros batiam bola no Rio de Janeiro; dois mil mineiros escutavam, em Belo Horizonte, o eco longínquo dessa bola e experimentavam uma patriótica emoção. Quando chegou a notícia da vitória dos nossos patrícios, depois de encerrado o expediente, isto é, depois de terminado o segundo tempo, vi, claramente visto, chapéus de palha que subiam para o ar e não voltavam, adjetivos que se chocavam no espaço com explosões inglesas de entusiasmo, botões que se desprendiam dos paletós, lenços que palpitavam como asas, enquanto gargantas enrouqueciam e outras perdiam o dom humano da palavra. Vi tudo isso e tive, não sei se inveja, se admiração ou se espanto pelos valentes chutadores de Minas, que surraram por 4 a 3 os bravos futebolistas fluminenses. Não posso atinar bem como uma bola, jogada à distância, alcance tanta repercussão no centro de Minas. Que um indivíduo se eletrize diante da bola e do jogador, quando este joga bem, é coisa de fácil compreensão. Mas contemplar, pelo fio, a parábola que a esfera de couro traça no ar, o golpe do center-half 1 investindo contra o zagueiro, a pegada soberba deste, e extasiar-se diante desses feitos, eis o que excede de muito a minha imaginação. Para mim, o melhor jogador do mundo, chutando fora do meu campo de visão, deixa-me frio e silencioso. Os meus patrícios, porém, rasgaram-se anteontem de gozo, imaginando os tiros de Nariz, e sentiram na espinha o frio clássico da emoção, quando o telefone anunciou que Carlos Brant, machucando-se no joelho, deixara o combate. Alguns pensaram em comprar iodo 2 para o herói e outros gritavam para Carazzo que não chutasse fora. A centenas de quilômetros, eles assistiam ao jogo sem pagar entrada. E havia quem reclamasse contra o juiz, acusando-o de venal. Um sujeito puxou-me pelo paletó, indignado, e declarou-me: “O senhor está vendo que pouca-vergonha. Aquela penalidade de Evaristo não foi marcada”. Eu olhei para os lados, à procura de Evaristo e da penalidade; vi apenas a multidão de cabeças e de entusiasmos; e fugi. Minas Gerais, 20-21/07/1931 (Carlos Drummond de Andrade. Quando é dia de futebol, 2014.) 1 center-half : termo em inglês para designar uma posição do jogador em campo, equivalente, em português, a volante ou médio-volante. 2 iodo: produto químico às vezes utilizado em feridas com a função antisséptica. Com a expressão “que pouca-vergonha” (5o parágrafo), o sujeito que aborda o narrador insinua que
  1. A)um dos jogadores teria sido excessivamente individualista.
  2. B)o juiz da partida teria tido um comportamento exibicionista.
  3. C)o juiz da partida não teria a qualificação técnica necessária para atuar.
  4. D)o juiz da partida teria tomado uma decisão desonesta.
  5. E)um dos jogadores teria cometido um erro inacreditável.
Resolver as 29 questões de graça

Veja todas as questões de Português do UEA.

Treine direto nas questões reais

No Presarium Vestibulares, você resolve essas questões com correção na hora, comentário e um painel que cruza a incidência com o seu desempenho — e monta sua lista de prioridade automaticamente.

Começar de graça

10 questões por dia, sem cartão de crédito.