Interpretação de texto · UEA

Interpretação de texto: questões do UEA

15 questões de Interpretação de texto (Português) no UEA (2017–2024). Treine de graça com correção e comentário.

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Questões de Interpretação de texto no UEA

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UEA2024Conhecimentos EspecíficosQuestao 25PortuguêsInterpretação de textoFacil
Todos nós sabemos que a história avançou de modo muito diferente para os povos de cada parte do globo. Nos 13 000 anos que se passaram desde o fim da última Era Glacial, algumas partes do mundo desenvolveram sociedades industriais e letradas, que usavam utensílios de metal, enquanto outras produziram apenas sociedades agrícolas analfabetas e ainda outras se mantiveram caçadoras-coletoras de alimentos, usando artefatos feitos com pedras. Essas desigualdades projetaram grandes sombras sobre o mundo moderno, uma vez que as sociedades letradas que possuíam utensílios de metal conquistaram ou exterminaram as outras sociedades. Embora essas diferenças representem os fatos mais elementares da história mundial, suas causas continuam incertas e controvertidas. (Armas, germes e aço, 2013.) Infere-se a partir do texto que os seres humanos que existiram antes de 13 000 anos atrás
  1. A)tinham uma índole pacífica.
  2. B)organizavam-se em sociedades agrícolas analfabetas.
  3. C)tendiam a agredir membros da própria comunidade.
  4. D)produziam artefatos de metal.
  5. E)eram caçadores-coletores de alimentos.
UEA2023Conhecimentos EspecíficosQuestao 28PortuguêsInterpretação de textoFacil
Mergulhei numa comprida manhã de inverno. O açude apojado, a roça verde, amarela e vermelha, os caminhos estreitos mudados em riachos, ficaram-me na alma. Depois veio a seca. Árvores pelaram-se, bichos morreram, o sol cresceu, bebeu as águas, e ventos mornos espalharam na terra queimada uma poeira cinzenta. Olhando-me por dentro, percebo com desgosto a segunda paisagem. Devastação, calcinação. Nesta vida lenta sinto-me coagido entre duas situações contraditórias — uma longa noite, um dia imenso e enervante, favorável à modorra. Frio e calor, trevas densas e claridades ofuscantes. Naquele tempo a escuridão se ia dissipando, vagarosa. Acordei, reuni pedaços de pessoas e de coisas, pedaços de mim mesmo que boiavam no passado confuso, articulei tudo, criei o meu pequeno mundo incongruente. Às vezes as peças se deslocavam — e surgiam estranhas mudanças. Os objetos se tornavam irreconhecíveis, e a humanidade, feita de indivíduos que me atormentavam e indivíduos que não me atormentavam, perdia os característicos. Bem e mal ainda não existiam, faltava razão para que nos afligissem com pancadas e gritos. Contudo as pancadas e os gritos figuravam na ordem dos acontecimentos, partiam sempre de seres determinados, como a chuva e o sol vinham do céu. E o céu era terrível, e os donos da casa eram fortes. Ora, sucedia que minha mãe abrandava de repente e meu pai, silencioso, explosivo, resolvia contar-me histórias. Admirava-me, aceitava a lei nova, ingênuo, admitia que a natureza se houvesse modificado. Fechava-se o doce parêntese — e isto me desorientava. Na manhã de inverno as cercas e as plantas quase se dissolviam, a neblina vestia o campo, dos montes de lixo do quintal subia fumaça, pingos espaçados caíam das goteiras, a cruviana1 mordia a gente. Sapatões de vaqueiros depositavam grossas camadas de barro no tijolo. Roupas molhadas deixavam manchas largas nos bancos do copiar. As paredes úmidas enegreciam. Deitava-me na rede, encolhia-me, enrolava-me nas varandas. (Infância, 2020.) 1 cruviana: vento intenso e gelado. Infere-se do trecho “Olhando-me por dentro, percebo com desgosto a segunda paisagem.” (1o parágrafo) que o narrador se sente
  1. A)sereno.
  2. B)infeliz.
  3. C)inseguro.
  4. D)resignado.
  5. E)indiferente.
UEA2023Conhecimentos EspecíficosQuestao 29PortuguêsInterpretação de textoMedia
Mergulhei numa comprida manhã de inverno. O açude apojado, a roça verde, amarela e vermelha, os caminhos estreitos mudados em riachos, ficaram-me na alma. Depois veio a seca. Árvores pelaram-se, bichos morreram, o sol cresceu, bebeu as águas, e ventos mornos espalharam na terra queimada uma poeira cinzenta. Olhando-me por dentro, percebo com desgosto a segunda paisagem. Devastação, calcinação. Nesta vida lenta sinto-me coagido entre duas situações contraditórias — uma longa noite, um dia imenso e enervante, favorável à modorra. Frio e calor, trevas densas e claridades ofuscantes. Naquele tempo a escuridão se ia dissipando, vagarosa. Acordei, reuni pedaços de pessoas e de coisas, pedaços de mim mesmo que boiavam no passado confuso, articulei tudo, criei o meu pequeno mundo incongruente. Às vezes as peças se deslocavam — e surgiam estranhas mudanças. Os objetos se tornavam irreconhecíveis, e a humanidade, feita de indivíduos que me atormentavam e indivíduos que não me atormentavam, perdia os característicos. Bem e mal ainda não existiam, faltava razão para que nos afligissem com pancadas e gritos. Contudo as pancadas e os gritos figuravam na ordem dos acontecimentos, partiam sempre de seres determinados, como a chuva e o sol vinham do céu. E o céu era terrível, e os donos da casa eram fortes. Ora, sucedia que minha mãe abrandava de repente e meu pai, silencioso, explosivo, resolvia contar-me histórias. Admirava-me, aceitava a lei nova, ingênuo, admitia que a natureza se houvesse modificado. Fechava-se o doce parêntese — e isto me desorientava. Na manhã de inverno as cercas e as plantas quase se dissolviam, a neblina vestia o campo, dos montes de lixo do quintal subia fumaça, pingos espaçados caíam das goteiras, a cruviana1 mordia a gente. Sapatões de vaqueiros depositavam grossas camadas de barro no tijolo. Roupas molhadas deixavam manchas largas nos bancos do copiar. As paredes úmidas enegreciam. Deitava-me na rede, encolhia-me, enrolava-me nas varandas. (Infância, 2020.) 1 cruviana: vento intenso e gelado. No segundo parágrafo, o narrador assinala que, a partir de estratégias de compreensão da realidade, acabou por forjar um “mundo”
  1. A)desconexo.
  2. B)monótono.
  3. C)utópico.
  4. D)coerente.
  5. E)sombrio.
UEA2023Conhecimentos EspecíficosQuestao 33PortuguêsInterpretação de textoMedia
Mergulhei numa comprida manhã de inverno. O açude apojado, a roça verde, amarela e vermelha, os caminhos estreitos mudados em riachos, ficaram-me na alma. Depois veio a seca. Árvores pelaram-se, bichos morreram, o sol cresceu, bebeu as águas, e ventos mornos espalharam na terra queimada uma poeira cinzenta. Olhando-me por dentro, percebo com desgosto a segunda paisagem. Devastação, calcinação. Nesta vida lenta sinto-me coagido entre duas situações contraditórias — uma longa noite, um dia imenso e enervante, favorável à modorra. Frio e calor, trevas densas e claridades ofuscantes. Naquele tempo a escuridão se ia dissipando, vagarosa. Acordei, reuni pedaços de pessoas e de coisas, pedaços de mim mesmo que boiavam no passado confuso, articulei tudo, criei o meu pequeno mundo incongruente. Às vezes as peças se deslocavam — e surgiam estranhas mudanças. Os objetos se tornavam irreconhecíveis, e a humanidade, feita de indivíduos que me atormentavam e indivíduos que não me atormentavam, perdia os característicos. Bem e mal ainda não existiam, faltava razão para que nos afligissem com pancadas e gritos. Contudo as pancadas e os gritos figuravam na ordem dos acontecimentos, partiam sempre de seres determinados, como a chuva e o sol vinham do céu. E o céu era terrível, e os donos da casa eram fortes. Ora, sucedia que minha mãe abrandava de repente e meu pai, silencioso, explosivo, resolvia contar-me histórias. Admirava-me, aceitava a lei nova, ingênuo, admitia que a natureza se houvesse modificado. Fechava-se o doce parêntese — e isto me desorientava. Na manhã de inverno as cercas e as plantas quase se dissolviam, a neblina vestia o campo, dos montes de lixo do quintal subia fumaça, pingos espaçados caíam das goteiras, a cruviana1 mordia a gente. Sapatões de vaqueiros depositavam grossas camadas de barro no tijolo. Roupas molhadas deixavam manchas largas nos bancos do copiar. As paredes úmidas enegreciam. Deitava-me na rede, encolhia-me, enrolava-me nas varandas. (Infância, 2020.) 1 cruviana: vento intenso e gelado. Considerando o contexto, no trecho “Fechava-se o doce parêntese — e isto me desorientava.” (3o parágrafo), o narrador refere-se
  1. A)à inconstância das atitudes dos pais.
  2. B)ao tédio que o abatia com a chegada do inverno.
  3. C)ao comportamento rude dos vaqueiros da propriedade.
  4. D)às suas próprias oscilações de humor.
  5. E)às dificuldades impostas pela seca do sertão.
UEA2023Conhecimentos EspecíficosQuestao 35PortuguêsInterpretação de textoMedia
Andy Warhol é um dos principais nomes da pop Art. Surgida nos anos 1950, na Inglaterra, o movimento teve seu ápice na década de 1960, quando chegou aos EUA. A pop Art se caracteriza pela apropriação de imagens do universo de consumo (embalagens de produtos) e da cultura de massa (televisão, cinema, revistas de celebridades, quadrinhos, propaganda) como tema de suas obras e, ao mesmo tempo, faz uma crítica a essa indústria que, na visão dos artistas, exercia uma poderosa influência na vida cotidiana das pessoas. Desenhista talentoso, reconhecido nos anuários de publicidade, Warhol tornou-se um dos mais célebres artistas comerciais na sua época. No final da década de 1950, realiza uma exposição emblemática na Ferus Gallery em Los Angeles, na qual está presente a notória obra com latas de sopas Campbell. Ele também passa a utilizar a serigrafia e outros métodos de reprodução mecânica para fazer suas obras, diminuindo a distância entre a fotografia e a pintura. Assim como a pop Art faz desaparecer a distinção entre arte “erudita” e “comercial”, Warhol parte da publicidade para as artes. “Por um lado, Andy Warhol trazia para suas obras as estrelas de Hollywood, políticos e esportistas que eram representantes do glamour e do poder americano, ou mesmo os ícones do consumo, da industrialização, da superioridade tecnológica e triunfante dos EUA nas décadas de 1960 e 1970”, aponta a professora e pesquisadora Elaine Caramelo. “Mas, ao mesmo tempo, ele demonstrava claramente que não acreditava no sonho americano”. (Enio Rodrigo Barbosa. “Andy Warhol: um ícone do século XX”. Revista Ciência e Cultura, vol. 62, no 2, 2010. Adaptado.) Constitui um aparente paradoxo o fato de
  1. A)a pop Art usar a linguagem artística erudita para reproduzir temas relacionados à cultura de massa, como as revistas de celebridades.
  2. B)Andy Warhol utilizar métodos de reprodução mecânica, como a serigrafia, para diminuir a distância entre a fotografia e a pintura.
  3. C)Andy Warhol trazer para suas obras pinturas de produtos industrializados, apesar de ter desistido da carreira publicitária.
  4. D)a pop Art usar métodos de reprodução mecânica para diluir a distinção entre a arte erudita e a arte popular.
  5. E)Andy Warhol trazer para suas obras ícones do poder americano e, ao mesmo tempo, demonstrar que não acredita no sonho americano.
UEA2021Conhecimentos GeraisQuestao 8PortuguêsInterpretação de textoMedia
A gente tem a tendência de pensar que só o que nós fazemos é difícil e complexo, cheio de sutilezas e complicações invisíveis aos olhos dos “leigos”. Isto, naturalmente, é um engano que a vida desmascara a todo instante, como sabe quem quer que já tenha ouvido com atenção qualquer homem falar de seu trabalho, que sempre, por mais simples, envolve atividades e conhecimentos insuspeitados. Assim é, por exemplo, roubar galinha. Tenho um amigo aqui na ilha que é ladrão de galinha. Chamemo-lo de Lelé, como naqueles relatos verídicos americanos em que se trocam os nomes para proteger inocentes. Só que, naturalmente, a nossa troca se faz para proteger um culpado, no caso o próprio Lelé. É bem verdade que todo mundo aqui sabe que ele rouba galinha, mas não fica bem botar no jornal, ele pode se ofender. (Arte e ciência de roubar galinha, 1998.) Segundo a reflexão feita na abertura do texto,
  1. A)as pessoas costumam ser tendenciosas, valorizando as situações e as atividades que se referem a elas mesmas.
  2. B)o julgamento que fazemos de um desconhecido é tão mais apressado quanto mais essa pessoa nos desagradar.
  3. C)os fatos do mundo mostram-se mais simples do que se imagina quando são observados mais de perto.
  4. D)a simplicidade, diferente do que se pensa, é normalmente difícil de atingir e é resultado de muito trabalho.
  5. E)os leigos costumam desconhecer a si mesmos tanto quanto desconhecem os outros.
UEA2021Conhecimentos EspecíficosQuestao 29PortuguêsInterpretação de textoFacil
Nada existe realmente a que se possa dar o nome Arte. Existem somente artistas. Outrora, eram homens que apanhavam um punhado de terra colorida e com ela modelavam toscamente as formas de um bisão na parede de uma caverna; hoje, alguns compram suas tintas e desenham cartazes para tapumes; eles faziam e fazem muitas outras coisas. Não prejudica ninguém dar o nome de arte a todas essas atividades, desde que se conserve em mente que tal palavra pode significar coisas muito diferentes, em tempos e lugares diferentes, e que Arte com A maiúsculo não existe. Na verdade, Arte com A maiúsculo passou a ser algo como um bicho-papão, como um fetiche. Podemos esmagar um artista dizendo-lhe que o que ele acaba de fazer pode ser excelente a seu modo, só que não é “Arte”. E podemos desconcertar qualquer pessoa que esteja contemplando com deleite uma tela, declarando que aquilo que ela tanto aprecia não é Arte, mas uma coisa muito diferente. Na realidade, não penso que existam quaisquer razões erradas para se gostar de uma estátua ou de uma tela. Alguém pode gostar de certa paisagem porque esta lhe recorda a terra natal ou de um retrato porque lhe lembra um amigo. Nada há de errado nisso. Todos nós, quando vemos um quadro, somos fatalmente levados a recordar mil e uma coisas que influenciam o nosso agrado ou desagrado. Na medida em que essas lembranças nos ajudam a fruir do que vemos, não temos por que nos preocupar. Só quando alguma recordação irrelevante nos torna preconceituosos, quando instintivamente voltamos as costas a um quadro magnífico de uma cena alpina porque não gostamos de praticar o alpinismo, é que devemos sondar o nosso íntimo para desvendar as razões da aversão que estraga um prazer que, de outro modo, poderíamos ter tido. Existem razões erradas para não se gostar de uma obra de arte. (A história da arte, 2012.) De acordo com o primeiro parágrafo do texto,
  1. A)alguns aspirantes a artistas supõem que podem produzir arte espontaneamente, sem desconfiar que a verdadeira arte é resultado de trabalho e esforço.
  2. B)certos artistas escondem suas fraquezas atrás de um conceito de arte restrito para desqualificar as obras dos concorrentes.
  3. C)as produções artísticas variam muito, no tempo e no espaço, o que faz com que seja inviável conceber uma ideia universal e única de arte.
  4. D)o público das obras de arte nem sempre está preparado para absorver toda a complexidade das produções mais refinadas.
  5. E)a arte é uma atividade para iniciados, o que tem como consequência o fato de que nem todas as pessoas estão familiarizadas com todos os tipos de arte.
UEA2021Conhecimentos EspecíficosQuestao 30PortuguêsInterpretação de textoMedia
Nada existe realmente a que se possa dar o nome Arte. Existem somente artistas. Outrora, eram homens que apanhavam um punhado de terra colorida e com ela modelavam toscamente as formas de um bisão na parede de uma caverna; hoje, alguns compram suas tintas e desenham cartazes para tapumes; eles faziam e fazem muitas outras coisas. Não prejudica ninguém dar o nome de arte a todas essas atividades, desde que se conserve em mente que tal palavra pode significar coisas muito diferentes, em tempos e lugares diferentes, e que Arte com A maiúsculo não existe. Na verdade, Arte com A maiúsculo passou a ser algo como um bicho-papão, como um fetiche. Podemos esmagar um artista dizendo-lhe que o que ele acaba de fazer pode ser excelente a seu modo, só que não é “Arte”. E podemos desconcertar qualquer pessoa que esteja contemplando com deleite uma tela, declarando que aquilo que ela tanto aprecia não é Arte, mas uma coisa muito diferente. Na realidade, não penso que existam quaisquer razões erradas para se gostar de uma estátua ou de uma tela. Alguém pode gostar de certa paisagem porque esta lhe recorda a terra natal ou de um retrato porque lhe lembra um amigo. Nada há de errado nisso. Todos nós, quando vemos um quadro, somos fatalmente levados a recordar mil e uma coisas que influenciam o nosso agrado ou desagrado. Na medida em que essas lembranças nos ajudam a fruir do que vemos, não temos por que nos preocupar. Só quando alguma recordação irrelevante nos torna preconceituosos, quando instintivamente voltamos as costas a um quadro magnífico de uma cena alpina porque não gostamos de praticar o alpinismo, é que devemos sondar o nosso íntimo para desvendar as razões da aversão que estraga um prazer que, de outro modo, poderíamos ter tido. Existem razões erradas para não se gostar de uma obra de arte. (A história da arte, 2012.) Está em acordo com o segundo parágrafo do texto a ideia de que
  1. A)a história individual das pessoas transforma a maneira como avaliam suas experiências com a arte, produzindo tanto atração quanto rejeição a determinado objeto.
  2. B)as obras de arte de que gostamos transformam a maneira como nos relacionamos com o passado e com nossas experiências pessoais.
  3. C)os preconceitos que fazem as pessoas rejeitarem determinado objeto de arte estão relacionados a um passado pessoal problemático.
  4. D)as pessoas gostam ou desgostam de uma obra de arte por motivos pessoais e por desconhecimento das regras para avaliar uma obra.
  5. E)a relação do público com a arte é pessoal e deve ser louvada, mesmo que a falta de gosto por uma obra seja resultado de um preconceito.
UEA2021Conhecimentos EspecíficosQuestao 32PortuguêsInterpretação de textoMedia
Considere o cartum: (Aline Zouvi. www.folha.uol.com.br, 07.04.2017.) O cartum
Imagens anexadas
  1. A)constrói uma contradição na qual o personagem afirma, ao mesmo tempo, cantar e não cantar.
  2. B)critica a postura de alguns artistas, mais preocupados com política do que com arte.
  3. C)faz a defesa da censura à obra de arte que não seja considerada edificante.
  4. D)afirma que, por enfrentarem dificuldades, alguns artistas produzem mais e melhor.
  5. E)vincula o personagem retratado à ideia de produzir arte como forma de protesto.
UEA2019Conhecimentos GeraisQuestao 1PortuguêsInterpretação de textoMedia
Homem rindo A roda de amigos sacudida por uma rajada de risos. Me concentro num homem tímido que sorri por dentro. Deslocado na roda rapidamente corta o riso pela raiz. Mas o riso retorna. Coceira furiosa nos orifícios do nariz. Bebe graça no gargalo rola rala racha o bico ri até ficar sem graça. A rodada de amigos explode às gargalhadas: o tímido é sua cachaça. (Negativo, 1991.) No contexto do poema, o sentido expresso pelo último verso é:
  1. A)beber era o meio pelo qual o homem tentava livrar-se da timidez.
  2. B)a timidez é a maneira como alguns se escondem das relações sociais.
  3. C)havia apenas um homem bebendo na roda e, por isso, ele destoava.
  4. D)a bebida facilita as relações amistosas entre os homens na roda.
  5. E)o homem tímido, ao rir, provocou também o riso dos demais.
UEA2019Conhecimentos GeraisQuestao 7PortuguêsInterpretação de textoMedia
Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-número de tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são divergentes, contraditórias, além de frequentemente se pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única. Desse ponto de vista, a empresa é desencorajadora. Entretanto, se pedirmos a qualquer pessoa que possua um mínimo contato com a cultura para nos citar alguns exemplos de obras de arte ou de artistas, ficaremos certamente satisfeitos. Todos sabemos que a Mona Lisa, que a Nona Sinfonia de Beethoven, que a Divina Comédia, que Guernica de Picasso ou o Davi de Michelangelo são, indiscutivelmente, obras de arte. Assim, mesmo sem possuirmos uma definição clara e lógica do conceito, somos capazes de identificar algumas produções da cultura em que vivemos como “arte”. É possível dizer, então, que arte são certas manifestações da atividade humana diante das quais nosso sentimento é admirativo, isto é: nossa cultura possui uma noção que denomina solidamente algumas de suas atividades e as privilegia. Portanto, podemos ficar tranquilos: se não conseguimos saber o que a arte é, pelo menos sabemos quais coisas correspondem a essa ideia e como devemos nos comportar diante delas. (O que é arte, 2010. Adaptado.) Assinale a alternativa que expressa, com correção gramatical, a ideia central do texto.
  1. A)Embora não tenhamos uma definição clara sobre o que seja arte, todos sabemos enumerar objetos que normalmente são classificados como obras de arte.
  2. B)Na medida em que não temos uma definição clara sobre o que seja arte, não sabemos enumerar objetos que normalmente são classificados como obras de arte.
  3. C)Todos sabemos enumerar objetos que normalmente são classificados como obras de arte porque não temos uma definição clara sobre o que seja arte.
  4. D)Assim como não sabemos enumerar objetos que normalmente são classificados como obras de arte, não temos uma definição clara sobre o que seja arte.
  5. E)Como não temos uma definição clara sobre o que seja arte, todos sabemos enumerar objetos que normalmente são classificados como obras de arte.
UEA2018Conhecimentos GeraisQuestao 1PortuguêsInterpretação de textoMedia
Com tratamento, expectativa de vida de infectados com HIV já está “perto do normal”, diz estudo Jovens contaminados com HIV (vírus da imunodeficiência) que passam a tomar o coquetel de remédios já conseguem ter uma expectativa de vida “bem perto da normal” graças a avanços no tratamento, segundo um estudo publicado na revista científica britânica The Lancet. Pessoas de 20 anos que começaram o tratamento antirretroviral em 2010 já têm uma expectativa de vida 10 anos mais alta que a de jovens da mesma idade submetidos ao tratamento em 1996. Médicos dizem que começar o tratamento cedo é crucial para atingir uma qualidade de vida melhor. Mas muitas pessoas ainda vivem sem saber que estão contaminadas. Os autores do estudo, da Universidade de Bristol, disseram que o sucesso extraordinário dos tratamentos para o HIV resulta do surgimento de novos remédios com menos efeitos colaterais e mais eficientes para impedir a proliferação do vírus no corpo. (www.bbc.com, 11.05.2017. Adaptado.) Uma frase coerente com as informações do texto e escrita em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa é:
  1. A)Os autores do estudo publicado na revista The Lancet atribuem o grande êxito dos tratamentos para o HIV à criação de remédios mais eficientes no combate à reprodução do vírus no organismo.
  2. B)No combate ao HIV, conhecido como vírus da imunodeficiência, favoreceram o surgimento de novos remédios, que não tinham tantos efeitos colaterais.
  3. C)Comparando com os jovens que iniciaram o tratamento com medicação antirretroviral em 1996, aqueles que começaram em 2010 já tem propensão de viver mais de 10 anos.
  4. D)O estudo publicado na revista The Lancet mostra que jovens portadores do vírus da imunodeficiência já dispõe de uma expectativa de vida quase normal devido avanços no tratamento.
  5. E)O tratamento antirretroviral já têm sido tão eficiente de que os jovens infectados com o HIV, o vírus da imunodeficiência, podem experimentar uma vida muito próxima da normal.
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