Interpretação de texto (TIC) · UFPR

Interpretação de texto (TIC): questões do UFPR

44 questões de Interpretação de texto (TIC) (Português) no UFPR (2017–2026). Treine de graça com correção e comentário.

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Questões de Interpretação de texto (TIC) no UFPR

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UFPR20261a faseQuestao 55PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Sobre a perspectiva apresentada pelo quilombola Antonio Bispo dos Santos, é correto afirmar:
  1. A)Os humanos têm ascendência sobre animais e vegetais na relação de compartilhamento.
  2. B)A troca e a partilha são práticas apresentadas pelo autor do texto em uma relação de convergência entre si.
  3. C)Há duas visões de mundo, as quais implicam reciprocidade, porém, regidas por princípios distintos.
  4. D)Os ciclos de compartilhamento caracterizam-se pela descontinuidade.
  5. E)A prática de compartilhamento é análoga às práticas de ordem econômica, visto que é positiva e rentável.
UFPR20261a faseQuestao 57PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Somos compartilhantes Quando ouço a palavra confluência ou a palavra compartilhamento pelo mundo, fico muito festivo. Quando ouço troca, entretanto, sempre digo: "Cuidado, não é troca, é compartilhamento". Porque a troca significa um relógio por um relógio, um objeto por outro objeto, enquanto no compartilhamento temos uma ação por outra ação, um gesto por outro gesto, um afeto por outro afeto. E afetos não se trocam, se compartilham. Quando me relaciono com afeto com alguém, recebo uma recíproca desse afeto. O afeto vai e vem. O compartilhamento é uma coisa que rende. Quando cheguei ao território em que estou hoje, já existiam outros compartilhantes que nos recepcionaram. Na Caatinga, os umbuzeiros nos recepcionaram. Eles compartilharam seus frutos, suas folhas e suas raízes quando chegamos, e não trouxemos nada para os umbuzeiros. Eles já eram nativos daqui, viemos habitar esta terra depois deles. Foi assim com os pássaros, foi assim com uma planta chamada pinhão – que não é o pinhão manso, é um pinhão cuidado por nós, ditos humanos, que as juritis adoram. Elas comem esses pinhões e, vez por outra, pegamos uma juriti. O pinhão compartilha com a juriti, a juriti compartilha conosco, e nós vamos compartilhar de novo com o pinhão. Agora que já estamos aqui há mais tempo, entramos também no ciclo local de compartilhamento. (Santos, A. B. dos. A terra dá, a terra quer. São Paulo: Ubu Editora/PISEAGRAMA, 2023, p. 21.) A respeito dos modos de vida próprios dos quilombolas, considere as seguintes afirmativas: 1. Os elementos dos compartilhamentos diversos podem ter valor subjetivo. 2. A condição do compartilhamento é a reciprocidade simultânea. 3. A confluência apresenta-se em relação de antagonismo com a troca. 4. As práticas e vivências implicam alternância e ações coletivas. Assinale a alternativa correta.
  1. A)Somente a afirmativa 1 é verdadeira.
  2. B)Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras.
  3. C)Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
  4. D)Somente as afirmativas 1, 3 e 4 são verdadeiras.
  5. E)As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
UFPR20261a faseQuestao 60PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Continuamos a acreditar que vivemos numa época em que a técnica dá passos gigantes e diários, a perguntar onde vamos parar com a globalização, mas refletimos com menor frequência sobre o fato de que o aumento do tempo médio de vida é o maior avanço da humanidade – e neste campo a aceleração supera a de qualquer outra façanha. Na verdade, o troglodita que conseguiu produzir fogo artificialmente já havia compreendido obscuramente que o homem poderia dominar a natureza, sem falar naquele outro antepassado mais maduro que inventou a roda. [...] Mas durante séculos os homens sonharam em vão com o elixir da longa vida e com a fonte da juventude eterna. [...] Muitos dos problemas que devemos enfrentar hoje têm relação com o aumento do tempo de vida. E não estou falando apenas das aposentadorias. [...] No entanto (embora não tenha as estatísticas à mão), creio que a soma que gastamos em pesquisas gerontológicas e em medicina preventiva seja infinitamente menor do que o investimento em tecnologia bélica e em informática. Sem falar que sabemos muito bem como destruir uma cidade ou como transportar informação a baixo custo, mas ainda não temos ideia de como conciliar bem-estar coletivo, futuro dos jovens, superpopulação mundial e expectativa de vida. (Eco, U. Vida média (2003). In: Eco, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade líquida. 2. ed., pp. 45-47. Rio de Janeiro: Record, 2017. Adaptado.) Assinale a alternativa que apresenta a ideia central do texto.
  1. A)A capacidade e o desenvolvimento tecnológico humanos, que iniciaram na Pré-história, trouxeram mais inconvenientes do que benefícios para a civilização.
  2. B)O domínio da natureza pelo homem será possível quando ele conseguir encontrar o elixir da longa vida e a fonte da juventude.
  3. C)A questão crucial em relação ao aumento da expectativa de vida é o pagamento de aposentadorias aos idosos pelos respectivos governos.
  4. D)O desenvolvimento tecnológico trouxe aumento da longevidade para o ser humano, mas não necessariamente melhores condições de vida.
  5. E)Os problemas sociais ligados ao aumento da expectativa de vida suplantam as benesses proporcionadas pelo envelhecimento. O texto a seguir é referência para as questões 61 e 62. A forma como utilizamos os memes revela uma maneira criativa, muitas vezes sarcástica, que evidencia uma das funções do humor. Recentemente, pudemos acompanhar uma “guerra” bem-humorada entre Brasil e Portugal. Brasileiros, inicialmente, “anexaram” o país europeu e o chamaram de Guiana Brasileira. Seguiram-se outras designações para Portugal, o que provocou o revide dos portugueses. Reproduzimos as “farpas” dessa batalha nas afirmativas I e II a seguir: I. São denominações de brasileiros para Portugal, além da já mencionada: Pernambuco em pé; Faixa de Gajo; Rio de Fevereiro; Porto de Gajinhas; Mato Grosso do Norte; e Vitória da Reconquista. II. A resposta veio de Portugal. Foram estes os nomes atribuídos: Texas do Sul; Geórgia Amado; Brasillinois; Havai que é tua Taffarel; Capivarizona; Mississítio do Picapau Amarelo; Funkentucky.
UFPR20261a faseQuestao 61PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
A forma como utilizamos os memes revela uma maneira criativa, muitas vezes sarcástica, que evidencia uma das funções do humor. Recentemente, pudemos acompanhar uma "guerra" bem-humorada entre Brasil e Portugal. Brasileiros, inicialmente, "anexaram" o país europeu e o chamaram de Guiana Brasileira. Seguiram-se outras designações para Portugal, o que provocou o revide dos portugueses. Reproduzimos as "farpas" dessa batalha nas afirmativas I e II a seguir: I. São denominações de brasileiros para Portugal, além da já mencionada: Pernambuco em pé; Faixa de Gajo; Rio de Fevereiro; Porto de Gajinhas; Mato Grosso do Norte; e Vitória da Reconquista. II. A resposta veio de Portugal. Foram estes os nomes atribuídos: Texas do Sul; Geórgia Amado; Brasillinois; Havai que é tua Taffarel; Capivarizona; Mississítio do Picapau Amarelo; Funkentucky. De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
  1. A)Tanto em I quanto em II, os processos de criação das designações nominais de ambos os países empregam os mesmos recursos linguísticos.
  2. B)Em I, as nomeações são baseadas em nomes de estados brasileiros e adaptadas para uma versão portuguesa.
  3. C)Em II, as nomeações são baseadas em nomes de estados norte-americanos e adaptadas para referências brasileiras.
  4. D)Em ambos os conjuntos, há denominações baseadas na forma geográfica do país alvo da designação humorística.
  5. E)A principal estratégia linguística empregada para a criação das nomeações recorre a conhecimentos sobre a história dos países envolvidos.
UFPR20261a faseQuestao 63PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
O palácio do Museu Nacional já foi residência oficial da Família Real, depois Família Imperial, do Brasil. Sabe? Dom João Sexto, Dom Pedro Primeiro, Dom Pedro Segundo, Princesa Isabel? O nome é Palácio de São Cristóvão. É como se fosse hoje em dia o Palácio da Alvorada, lá em Brasília... Só que, diferentemente do Alvorada, este palácio aqui num foi construído pra ser a residência oficial do Dom João Sexto. Já existia um prédio aqui. Tinha sido construído por um comerciante bem rico, o Elias Antônio Lopes. Daí quando a Família Real portuguesa veio pro Brasil, em 1808, era disparada a melhor mansão do Rio, e o Elias doou a casa, e toda a Quinta da Boa Vista, pro Dom João Sexto morar com a família. Bonzinho ele... Mas comé que o Elias, um comerciante, juntou tanto dinheiro assim pra poder não só construir a melhor mansão do Rio, mas também pra poder se dar ao luxo de doar ela? De abrir mão dela? É que ele num era qualquer comerciante. Ele trabalhava com o bem mais valioso daquela época. Num era café, num era açúcar, num era ouro, num era diamante. O Elias era traficante... de gente. O Elias Antônio Lopes mandava um navio lá na costa do continente africano, embarcava um monte de gente acorrentada – homens, mulheres, crianças –, colocava todo mundo no porão desse navio por semanas, até meses, de viagem, e trazia pra vender por aqui. E a Família Real aceitou essa doação. Não se constrangeu nem um pouco de aceitar esse presente. Assim, o tráfico nessa época era legal, era permitido por lei, mas num deixa de ser uma coisa grotesca. E o simbolismo desse gesto, de transformar em residência oficial uma casa construída com o dinheiro do tráfico negreiro, dessa relação extremamente próxima entre um traficante de escravos e a Família Real, o simbolismo disso ajuda a explicar não só por que a escravidão durou tanto tempo no Brasil, mas a própria Independência do Brasil. Ajuda a explicar por que o Brasil é o Brasil. (Trecho transcrito de um episódio do podcast Projeto Querino, produzido por Tiago Rogero.) Para o autor, a relação entre a origem do Palácio de São Cristóvão e a formação do Brasil está:
  1. A)na proximidade geográfica entre o Palácio e outros locais históricos da cidade do Rio de Janeiro, o que demonstra a centralização do poder na região Sudeste.
  2. B)no fato de a Família Real ter aceitado uma doação e dado início a uma tradição de troca de favores entre governantes e pessoas com grande poderio econômico.
  3. C)no ato de tornar residência oficial um lugar construído com dinheiro do tráfico negreiro, revelando como a escravização era uma prática naturalizada na sociedade.
  4. D)na arquitetura do palácio, que misturava elementos portugueses e africanos, revelando-se um símbolo da miscigenação brasileira.
  5. E)na reforma estrutural realizada por Dom João VI, que transformou completamente o estilo original do palácio, ilustrando a falta de reconhecimento da cultura nacional.
UFPR20261a faseQuestao 65PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Dificil
O palácio do Museu Nacional já foi residência oficial da Família Real, depois Família Imperial, do Brasil. Sabe? Dom João Sexto, Dom Pedro Primeiro, Dom Pedro Segundo, Princesa Isabel? O nome é Palácio de São Cristóvão. É como se fosse hoje em dia o Palácio da Alvorada, lá em Brasília... Só que, diferentemente do Alvorada, este palácio aqui num foi construído pra ser a residência oficial do Dom João Sexto. Já existia um prédio aqui. Tinha sido construído por um comerciante bem rico, o Elias Antônio Lopes. Daí quando a Família Real portuguesa veio pro Brasil, em 1808, era disparada a melhor mansão do Rio, e o Elias doou a casa, e toda a Quinta da Boa Vista, pro Dom João Sexto morar com a família. Bonzinho ele... Mas comé que o Elias, um comerciante, juntou tanto dinheiro assim pra poder não só construir a melhor mansão do Rio, mas também pra poder se dar ao luxo de doar ela? De abrir mão dela? É que ele num era qualquer comerciante. Ele trabalhava com o bem mais valioso daquela época. Num era café, num era açúcar, num era ouro, num era diamante. O Elias era traficante... de gente. O Elias Antônio Lopes mandava um navio lá na costa do continente africano, embarcava um monte de gente acorrentada – homens, mulheres, crianças –, colocava todo mundo no porão desse navio por semanas, até meses, de viagem, e trazia pra vender por aqui. E a Família Real aceitou essa doação. Não se constrangeu nem um pouco de aceitar esse presente. Assim, o tráfico nessa época era legal, era permitido por lei, mas num deixa de ser uma coisa grotesca. E o simbolismo desse gesto, de transformar em residência oficial uma casa construída com o dinheiro do tráfico negreiro, dessa relação extremamente próxima entre um traficante de escravos e a Família Real, o simbolismo disso ajuda a explicar não só por que a escravidão durou tanto tempo no Brasil, mas a própria Independência do Brasil. Ajuda a explicar por que o Brasil é o Brasil. (Trecho transcrito de um episódio do podcast Projeto Querino, produzido por Tiago Rogero.) Sobre as relações de significado estabelecidas no texto, é correto afirmar:
  1. A)A expressão Bonzinho ele... expressa a opinião do autor, que demonstra admiração pelo gesto altruísta de Elias Antônio Lopes.
  2. B)O emprego recorrente da expressão num era (“num era café, num era açúcar...”) cria uma expectativa sobre qual seria o “bem mais valioso” da época.
  3. C)A afirmação presente no trecho final do texto, “o Brasil é o Brasil”, é vazia de significado em relação ao que vinha sendo dito, uma vez que afirma o óbvio.
  4. D)A frase “Daí quando a Família Real portuguesa veio pro Brasil” estabelece uma relação de causalidade entre a construção do palácio e a vinda da Família Real.
  5. E)O autor compara o Palácio de São Cristóvão com o Palácio da Alvorada devido à origem da sua destinação para a utilização histórica.
UFPR20241a faseQuestao 55PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
pe.lé® adj m+f sm+f Que ou aquele que é fora do comum, que ou quem em virtude de sua qualidade, valor ou superioridade não pode ser igualado a nada ou a ninguém, assim como Pelé®, apelido de Edson Arantes do Nascimento (1940-2022), considerado o maior atleta de todos os tempos; excepcional, incomparável, único. Ele é o pelé do basquete. Ela é a pelé do tênis. Ela é a pelé da dramaturgia brasileira. (Disponível em: michaelis.uol.com.br) Com base no texto, é correto afirmar:
  1. A)As expressões de cada par em “que ou quem” e “nada ou a ninguém” referem-se, respectivamente, a coisas e a pessoas.
  2. B)As expressões “o pelé do basquete” e “a pelé do tênis” reportam à atuação de Pelé em outros esportes além do futebol.
  3. C)Na exemplificação apresentada no verbete, a expressão “assim como Pelé” estabelece relação de gradação.
  4. D)Os adjetivos “excepcional, incomparável e único” qualificam o nome Pelé sob a forma de metáfora.
  5. E)A palavra pelé, na acepção formulada pelo dicionário, distingue nomeação de caracterização.
UFPR20241a faseQuestao 57PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
[...] O Brasil linguístico que vigorou até meados do século XVIII, no qual as línguas gerais ocupavam um espaço definitivo e se difundiam rumo ao sertão a partir de dois grandes núcleos, Amazônia e entorno de São Paulo, acabou sendo substituído por um espraiamento do português vinculado diretamente ao Nordeste, à lavoura que se servia da mão de obra escrava, aos negros africanos. Nessa situação, fica nítido que eles teriam sido a linha de frente da real lusitanização do território, ao mesmo tempo que iam transformando a língua aprendida numa coisa efetivamente nova, depois levada para outros pontos do país à medida que os ciclos econômicos se sucediam, cada um com seu centro num ponto diferente do território. Se é para pensarmos no português brasileiro como algo que se encontra num caldeirão, é preciso reconhecer quanto o conteúdo desse caldeirão teve que ser mexido e remexido para produzir nossa atual paisagem linguística. E é preciso reconhecer também que os primeiros e mais importantes desses movimentos foram determinados pela grande massa de falantes africanos que iam carregando e modificando essa língua durante todo o processo. Refundado e recaracterizado por eles. Apesar das adversidades, foi a língua falada por negros e mestiços que dominou o Brasil. Somos um país que fala português como fruto direto dessa presença negra. Talvez caiba deixar de lado por um momento a bela ideia da "última flor do Lácio". O português brasileiro foi um broto africano, flor de Luanda. (GALINDO, Caetano. Latim em pó. Companhia das Letras, 2023. p. 181-182. Adaptado.) lusitanização: diz-se das coisas referentes à colonização portuguesa. última flor do Lácio: a expressão "Última flor do Lácio, inculta e bela" é o primeiro verso de um famoso poema de Olavo Bilac (1865-1918) e refere-se à filiação da língua portuguesa ao latim. Luanda: capital de Angola, na costa oeste da África. Considerando as informações apresentadas no texto, assinale a alternativa correta.
  1. A)O século XVIII marcou-se, no Brasil, pela propagação das línguas gerais desde a Amazônia e entorno de São Paulo até o sertão e o Nordeste.
  2. B)O português brasileiro é resultado das modificações que negros e mestiços produziram na língua aprendida.
  3. C)Segundo o texto, um dos fatores determinantes da difusão das línguas gerais, no Brasil, foram os ciclos econômicos.
  4. D)Nossa paisagem linguística atual resulta de um processo marcado pela uniformidade/regularidade.
  5. E)Segundo o texto, o português que se estabeleceu no Brasil após o século XVIII irradiou-se pelas praias do Nordeste.
UFPR20241a faseQuestao 64PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
Os modelos de competição (que podemos entender como modelos de relações sociais) são classificados em: competição primária sem regras, competição entre duas pessoas com regras, competição de muitas pessoas a um só nível, competição de dois níveis do tipo oligárquico e competição de dois níveis do tipo crescentemente democrático. Com exceção do primeiro tipo, os modelos se assemelham a jogos reais como xadrez, futebol, tênis ou tantos outros esportes. Representam a competição segundo regras, as quais podem variar em sua escala de presença e importância. "Todos os modelos se baseiam em duas ou mais pessoas que medem suas forças" (ELIAS, 2005, p. 80), ou seja, na distribuição potencial de poder ao longo de uma configuração qualquer. O equilíbrio de poder, segundo ELIAS (2005), constitui um elemento integral de todas as relações humanas, as quais são, comumente, multipolares. Nesse caso, os modelos de jogos poderiam ajudar a "uma melhor compreensão do tal equilíbrio do poder, não como uma ocorrência extraordinária, mas como uma ocorrência cotidiana" (ELIAS, 2005, p. 80). Elias entende que ninguém vem ao mundo desprovido de poder, pois este é um elemento básico nas relações humanas. Ocorre que, como por vezes o desequilíbrio de poder é muito grande, algumas perspectivas teóricas acabam reificando o poder em suas análises. (STAREPRAVO, F. A.; SOUZA, J. de; MARCHI JUNIOR, W. A teoria dos jogos competitivos de Norbert Elias... Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 658-659. Adaptado.) Com base no texto, assinale a alternativa correta.
  1. A)Os modelos de competição de diversos tipos servem como base para as relações sociais.
  2. B)As relações sociais podem ser interpretadas a partir de diferentes modelos de competição.
  3. C)Os variados modelos de competição correspondem exclusivamente a modelos de torneios multipolares.
  4. D)O equilíbrio de poder humano depende essencialmente de sua configuração em modelos de jogos.
  5. E)O texto apresenta cinco tipos de competição e apenas o primeiro não representa modelos de relações sociais.
UFPR20241a faseQuestao 66PortuguêsInterpretação de texto (TIC)MediaAnulada
Os modelos de competição (que podemos entender como modelos de relações sociais) são classificados em: competição primária sem regras, competição entre duas pessoas com regras, competição de muitas pessoas a um só nível, competição de dois níveis do tipo oligárquico e competição de dois níveis do tipo crescentemente democrático. Com exceção do primeiro tipo, os modelos se assemelham a jogos reais como xadrez, futebol, tênis ou tantos outros esportes. Representam a competição segundo regras, as quais podem variar em sua escala de presença e importância. "Todos os modelos se baseiam em duas ou mais pessoas que medem suas forças" (ELIAS, 2005, p. 80), ou seja, na distribuição potencial de poder ao longo de uma configuração qualquer. O equilíbrio de poder, segundo ELIAS (2005), constitui um elemento integral de todas as relações humanas, as quais são, comumente, multipolares. Nesse caso, os modelos de jogos poderiam ajudar a "uma melhor compreensão do tal equilíbrio do poder, não como uma ocorrência extraordinária, mas como uma ocorrência cotidiana" (ELIAS, 2005, p. 80). Elias entende que ninguém vem ao mundo desprovido de poder, pois este é um elemento básico nas relações humanas. Ocorre que, como por vezes o desequilíbrio de poder é muito grande, algumas perspectivas teóricas acabam reificando o poder em suas análises. (STAREPRAVO, F. A.; SOUZA, J. de; MARCHI JUNIOR, W. A teoria dos jogos competitivos de Norbert Elias... Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, São Paulo, v. 26, n. 4, p. 658-659. Adaptado.) Com base no texto, assinale a alternativa correta.
  1. A)A função dos parênteses na 1ª linha do texto é apresentar uma retificação acerca dos modelos de competição.
  2. B)Os parênteses em (ELIAS, 2005, p. 80) – linha 6 – são parafraseados na sequência do texto, pela expressão “ou seja”.
  3. C)O termo sublinhado na sentença “algumas perspectivas teóricas acabam reificando o poder em suas análises” – linha 11 –, pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por “deificando”.
  4. D)O sujeito de “Representam a competição segundo regras,...” – linha 4 – é um sujeito elíptico de “os modelos de competição” – linha 1 – e “os modelos” – linha 3.
  5. E)Os adjetivos "oligárquico" e "democrático" – linha 3 – funcionam como sinônimos no texto.
UFPR20231a faseQuestao 40PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Assinale a alternativa que recupera a tese central do texto de Byung-Chul Han.
  1. A)A vida na sociedade pós-moderna é mais diversificada que a de épocas mais remotas e não apresentou progresso civilizatório.
  2. B)A sociedade humana, assim como a vida selvagem, exige a execução de multitarefas, por isso não desenvolve a contemplação.
  3. C)A estrutura da atenção humana em relação ao controle do tempo para execução de múltiplas tarefas foi redimensionada positivamente.
  4. D)A sobrecarga de tarefas demanda atenção específica e tempo dispendido diferenciado tanto para a vida selvagem quanto para a sociedade humana.
  5. E)As mudanças na estrutura de atenção humana, atualmente, ao invés de serem um ganho civilizatório apresentam um retorno ao comportamento animal.
UFPR20231a faseQuestao 43PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Considere os versos da canção “Laranja Madura”, de Ataulfo Alves: “Laranja madura na beira da estrada / Tá bichada Zé ou tem marimbondo no pé” Assinale, dentre as alternativas a seguir, aquela que traz o ditado popular cujo sentido se assemelha aos versos de Ataulfo Alves.
  1. A)A cavalo dado não se olham os dentes.
  2. B)Quem ama o feio bonito lhe parece.
  3. C)Pimenta nos olhos dos outros é refresco.
  4. D)Um dia é da caça, outro, do caçador.
  5. E)Quando a esmola é demais, o santo desconfia.
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