Filosofia política · UNESP

Filosofia política: questões do UNESP

9 questões de Filosofia política (Filosofia) no UNESP (2016–2024). Treine de graça com correção e comentário.

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Questões de Filosofia política no UNESP

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UNESP20241a faseQuestao 41FilosofiaFilosofia políticaDificil
O verdadeiro horror dos campos de concentração e de extermínio reside no fato de os internados, mesmo que consigam manter-se vivos, estarem mais isolados do mundo dos vivos do que se tivessem morrido, porque o horror compele ao esquecimento. No mundo concentracionário, mata-se um homem tão impessoalmente como se mata um mosquito. Uma pessoa pode morrer em consequência de tortura ou de fome sistemática, ou porque o campo está superpovoado e há necessidade de liquidar o material humano supérfluo. (Hannah Arendt. O sistema totalitário, 1978.) Ao caracterizar a peculiaridade das ações nazistas nos campos de concentração e de extermínio, o excerto refere-se diretamente
  1. A)à ausência de condições básicas de higiene.
  2. B)à coisificação dos prisioneiros.
  3. C)ao respeito aos direitos humanos.
  4. D)ao prevalecimento do nacionalismo.
  5. E)à escravização dos prisioneiros.
UNESP20231a faseQuestao 58FilosofiaFilosofia políticaDificil
Também conhecidas como Organizações Intergovernamentais, essas instituições são criadas por países (Estados soberanos), regidas por tratados, que buscam por meio da cooperação a melhoria das condições econômicas, políticas e sociais dos associados. Buscam soluções em comum para resolver conflitos de interesses entre os Estados membros. A Organização das Nações Unidas (ONU), fundada em 1945, é a maior organização internacional do mundo. Tem como objetivos principais a manutenção da paz mundial, o respeito aos direitos humanos e o progresso social da humanidade. (Benigno Núñez Novo. “Organizações internacionais”. www.direitonet.com.br, 08.02.2018. Adaptado.) A organização política intergovernamental mencionada no excerto assemelha-se à concepção de Estado da abordagem contratualista de Hobbes, caracterizada pelo dever do soberano de
  1. A)proteger a vida humana.
  2. B)garantir o direito natural.
  3. C)superar a desigualdade social.
  4. D)ampliar a liberdade individual.
  5. E)assegurar a propriedade privada.
UNESP20221a faseQuestao 56FilosofiaFilosofia políticaMedia
É como se cada homem dissesse a cada homem: Autorizo e transfiro o meu direito de me governar a mim mesmo a este homem, ou a esta assembleia de homens, com a condição de transferires para ele o teu direito, autorizando de uma maneira semelhante todas as suas ações. Feito isso, à multidão assim unida numa só pessoa se chama Estado. (Thomas Hobbes. Leviatã, 2003. Adaptado.) No texto, o autor expressa sua teoria sobre a origem do Estado. Nessa teoria, o Estado tem sua origem na
  1. A)atribuição de um poder absoluto ao soberano.
  2. B)criação de leis aplicáveis ao povo e ao governante.
  3. C)instituição de um governo pelos mais sábios.
  4. D)manipulação do povo pelos chefes de Estado.
  5. E)gestão do coletivo no estado de natureza.
UNESP20221a faseQuestao 57FilosofiaFilosofia políticaDificil
Na história do Estado moderno, duas liberdades são estreitamente ligadas e interconectadas, tanto que, quando uma desaparece, também desaparece a outra. Mais precisamente: sem liberdades civis, como a liberdade de imprensa e de opinião, como a liberdade de associação e de reunião, a participação popular no poder político é um engano; mas, sem participação popular no poder, as liberdades civis têm bem pouca probabilidade de durar. (Norberto Bobbio. Igualdade e liberdade, 1997. Adaptado.) O cenário retratado no texto gera uma prática política conceituada por Norberto Bobbio como democracia, na qual
  1. A)o modelo político antigo é restaurado para a organização da sociedade.
  2. B)são garantidas igualdades social e econômica à população.
  3. C)os cidadãos são geridos apenas por seu próprio sistema de regras locais.
  4. D)apenas a elite participa ativamente das decisões governamentais.
  5. E)existem mecanismos para participação dos indivíduos no poder estatal.
UNESP20211a faseQuestao 55FilosofiaFilosofia políticaMedia
Aquele que ousa empreender a instituição de um povo deve sentir-se com capacidade para, por assim dizer, mudar a natureza humana, transformar cada indivíduo, que por si mesmo é um todo perfeito e solitário, em parte de um todo maior, do qual de certo modo esse indivíduo recebe sua vida e seu ser; alterar a constituição do homem para fortificá-la; substituir a existência física e independente, que todos nós recebemos da natureza, por uma existência parcial e moral. Em uma palavra, é preciso que destitua o homem de suas próprias forças para lhe dar outras […] das quais não possa fazer uso sem socorro alheio. (Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social, 1978.) De acordo com a teoria contratualista de Rousseau, é necessário superar a natureza humana para
  1. A)assegurar a integridade do soberano.
  2. B)conservar as desigualdades sociais.
  3. C)evitar a guerra de todos contra todos.
  4. D)promover a efetivação da vontade geral.
  5. E)garantir a preservação da vida.
UNESP20201a faseQuestao 36FilosofiaFilosofia políticaMedia
Cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu poder sob a direção suprema da vontade geral, e recebemos, enquanto corpo, cada membro como parte indivisível do todo. [...] um corpo moral e coletivo, composto de tantos membros quantos são os votos da assembleia [...]. Essa pessoa pública, que se forma, desse modo, pela união de todas as outras, tomava antigamente o nome de cidade e, hoje, o de república ou de corpo político, o qual é chamado por seus membros de Estado [...]. (Jean-Jacques Rousseau. Os pensadores, 1983.) O texto, produzido no âmbito do Iluminismo francês, apresenta a doutrina política do
  1. A)coletivismo, manifesto na rejeição da propriedade privada e na defesa dos programas socialistas de estatização.
  2. B)humanismo, presente no projeto liberal de valorizar o indivíduo e sua realização no trabalho.
  3. C)socialismo, presente na crítica ao absolutismo monárquico e na defesa da completa igualdade socioeconômica.
  4. D)corporativismo, presente na proposta fascista de unir o povo em torno da identidade e da vontade nacional.
  5. E)contratualismo, manifesto na reação ao Antigo Regime e na defesa dos direitos de cidadania.
UNESP20201a faseQuestao 57FilosofiaFilosofia políticaMedia
Do nascimento do Estado moderno até a Revolução Francesa, ou seja, do século XVI aos fins do século XVIII, a filosofia política foi obrigada a reformular grande parte de suas teses, devido às mudanças ocorridas naquele período. O que se buscou na modernidade iluminista foi fortalecer a filosofia em uma configuração contrária aos dogmas políticos que reforçavam a crença em uma autoridade divina. (Thiago Rodrigo Nappi. “Tradição e inovação na teoria das formas de governo: Montesquieu e a ideia de despotismo”. In: Historiæ, vol. 3, no 3, 2012. Adaptado.) O filósofo iluminista Montesquieu, autor de Do espírito das leis, criticou o absolutismo e propôs
  1. A)a divisão dos poderes em executivo, legislativo e judiciário.
  2. B)a restauração de critérios metafísicos para a escolha de governantes.
  3. C)a justificativa do despotismo em nome da paz social.
  4. D)a obediência às leis costumeiras de origem feudal.
  5. E)a retirada do poder político do povo.
UNESP20171a faseQuestao 55FilosofiaFilosofia políticaDificil
Texto 1 Estamos em uma situação aterradora: dos lados da direita e da esquerda há ausência de pensamento. Você conversa com alguém da direita e vê que ele é capaz de dizer quatro frases contraditórias sem perceber as contradições. Você conversa com alguém da extrema esquerda e vê o totalitarismo que também opera com a ausência do pensamento. Então nós estamos ensanduichados entre duas maneiras de recusar o pensamento. (Marilena Chaui. “Sociedade brasileira: violência e autoritarismo por todos os lados”. Cult, Fevereiro de 2016. Adaptado.) Texto 2 O fenômeno dos coletivos é um traço regressivo no embate com a solidão do homem moderno. É uma tentativa, canhestra e primitiva, de “voltar ao útero materno” para ver se o ruído insuportável da realidade disforme do mundo se dissolve porque grito palavras de ordem ou faço coisas pelas quais eu mesmo não sou responsabilizado, mas sim o “coletivo”, essa “pessoa” indiferenciada que não existe. (Luiz Felipe Pondé. “Sapiens x abelhas”. Folha de S.Paulo, 23.05.2016. Adaptado.) Sobre os textos, é correto afirmar que
  1. A)os textos 1 e 2 criticam o individualismo moderno, enfatizando a importância da valorização das tradições populares e comunitárias.
  2. B)os textos 1 e 2 criticam as tendências totalitárias no campo da consciência política, em seus aspectos irracionalistas e psicológicos.
  3. C)os textos 1 e 2 analisam um fenômeno que espelha a realização dos ideais iluministas de autonomia do indivíduo e de emancipação da humanidade.
  4. D)os textos 1 e 2 valorizam a importância do sentimento e das emoções como meios de agregação dos indivíduos no interior de coletividades políticas.
  5. E)o texto 1 critica a alienação da consciência política, enquanto o texto 2 valoriza a inserção dos indivíduos em coletivos.
UNESP20161a faseQuestao 60FilosofiaFilosofia políticaMedia
Defendo a liberdade de expressão irrestrita, mesmo depois desse trágico evento em que os cartunistas do jornal satírico “Charlie Hebdo” foram mortos, além de outras pessoas em um mercado kosher, em Paris. [...] Sou intransigente no que diz respeito à liberdade de expressão de cada um: e sou ainda mais intransigente quando matam em nome de Alá, de Maomé, de Cristo, de comunismo, de nazismo, de fascismo etc. Caricaturar nunca é crime. Caneta e lápis não matam. Exageram, humilham, fazem rir, mas não matam. (Gerald Thomas. “Quem ri por último ri melhor”. Folha de S.Paulo, 17.01.2015.) O argumento defendido no texto está baseado na
  1. A)valorização do caráter absoluto de todo tipo de simbologia teológica e religiosa.
  2. B)primazia de princípios originalmente burgueses e liberais no campo da cultura.
  3. C)utopia comunista da igualdade econômica e da liberdade de expressão.
  4. D)depreciação do livre-arbítrio, em favor de uma concepção totalitária de mundo.
  5. E)defesa intransigente de restrições para o exercício da autonomia de pensamento.
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