Uma amostra das questões. Crie uma conta para resolver todas com correção e comentário.
UNESP20241a faseQuestao 41FilosofiaFilosofia políticaDificilO verdadeiro horror dos campos de concentração e de extermínio reside no fato de os internados, mesmo que consigam manter-se vivos, estarem mais isolados do mundo dos vivos do que se tivessem morrido, porque o horror compele ao esquecimento. No mundo concentracionário, mata-se um homem tão impessoalmente como se mata um mosquito. Uma pessoa pode morrer em consequência de tortura ou de fome sistemática, ou porque o campo está superpovoado e há necessidade de liquidar o material humano supérfluo.
(Hannah Arendt. O sistema totalitário, 1978.)
Ao caracterizar a peculiaridade das ações nazistas nos campos de concentração e de extermínio, o excerto refere-se diretamente
- A)à ausência de condições básicas de higiene.
- B)à coisificação dos prisioneiros.
- C)ao respeito aos direitos humanos.
- D)ao prevalecimento do nacionalismo.
- E)à escravização dos prisioneiros.
UNESP20231a faseQuestao 58FilosofiaFilosofia políticaDificilTambém conhecidas como Organizações Intergovernamentais, essas instituições são criadas por países (Estados soberanos), regidas por tratados, que buscam por meio da cooperação a melhoria das condições econômicas, políticas e sociais dos associados. Buscam soluções em comum para resolver conflitos de interesses entre os Estados membros. A Organização das Nações Unidas (ONU), fundada em 1945, é a maior organização internacional do mundo. Tem como objetivos principais a manutenção da paz mundial, o respeito aos direitos humanos e o progresso social da humanidade. (Benigno Núñez Novo. “Organizações internacionais”. www.direitonet.com.br, 08.02.2018. Adaptado.) A organização política intergovernamental mencionada no excerto assemelha-se à concepção de Estado da abordagem contratualista de Hobbes, caracterizada pelo dever do soberano de
- A)proteger a vida humana.
- B)garantir o direito natural.
- C)superar a desigualdade social.
- D)ampliar a liberdade individual.
- E)assegurar a propriedade privada.
UNESP20221a faseQuestao 56FilosofiaFilosofia políticaMediaÉ como se cada homem dissesse a cada homem: Autorizo e transfiro o meu direito de me governar a mim mesmo a este homem, ou a esta assembleia de homens, com a condição de transferires para ele o teu direito, autorizando de uma maneira semelhante todas as suas ações. Feito isso, à multidão assim unida numa só pessoa se chama Estado. (Thomas Hobbes. Leviatã, 2003. Adaptado.) No texto, o autor expressa sua teoria sobre a origem do Estado. Nessa teoria, o Estado tem sua origem na
- A)atribuição de um poder absoluto ao soberano.
- B)criação de leis aplicáveis ao povo e ao governante.
- C)instituição de um governo pelos mais sábios.
- D)manipulação do povo pelos chefes de Estado.
- E)gestão do coletivo no estado de natureza.
UNESP20221a faseQuestao 57FilosofiaFilosofia políticaDificilNa história do Estado moderno, duas liberdades são estreitamente ligadas e interconectadas, tanto que, quando uma desaparece, também desaparece a outra. Mais precisamente: sem liberdades civis, como a liberdade de imprensa e de opinião, como a liberdade de associação e de reunião, a participação popular no poder político é um engano; mas, sem participação popular no poder, as liberdades civis têm bem pouca probabilidade de durar. (Norberto Bobbio. Igualdade e liberdade, 1997. Adaptado.) O cenário retratado no texto gera uma prática política conceituada por Norberto Bobbio como democracia, na qual
- A)o modelo político antigo é restaurado para a organização da sociedade.
- B)são garantidas igualdades social e econômica à população.
- C)os cidadãos são geridos apenas por seu próprio sistema de regras locais.
- D)apenas a elite participa ativamente das decisões governamentais.
- E)existem mecanismos para participação dos indivíduos no poder estatal.
UNESP20211a faseQuestao 55FilosofiaFilosofia políticaMediaAquele que ousa empreender a instituição de um povo deve sentir-se com capacidade para, por assim dizer, mudar a natureza humana, transformar cada indivíduo, que por si mesmo é um todo perfeito e solitário, em parte de um todo maior, do qual de certo modo esse indivíduo recebe sua vida e seu ser; alterar a constituição do homem para fortificá-la; substituir a existência física e independente, que todos nós recebemos da natureza, por uma existência parcial e moral. Em uma palavra, é preciso que destitua o homem de suas próprias forças para lhe dar outras […] das quais não possa fazer uso sem socorro alheio. (Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social, 1978.) De acordo com a teoria contratualista de Rousseau, é necessário superar a natureza humana para
- A)assegurar a integridade do soberano.
- B)conservar as desigualdades sociais.
- C)evitar a guerra de todos contra todos.
- D)promover a efetivação da vontade geral.
- E)garantir a preservação da vida.
UNESP20201a faseQuestao 36FilosofiaFilosofia políticaMediaCada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu poder sob a direção suprema da vontade geral, e recebemos, enquanto corpo, cada membro como parte indivisível do todo. [...] um corpo moral e coletivo, composto de tantos membros quantos são os votos da assembleia [...]. Essa pessoa pública, que se forma, desse modo, pela união de todas as outras, tomava antigamente o nome de cidade e, hoje, o de república ou de corpo político, o qual é chamado por seus membros de Estado [...]. (Jean-Jacques Rousseau. Os pensadores, 1983.) O texto, produzido no âmbito do Iluminismo francês, apresenta a doutrina política do
- A)coletivismo, manifesto na rejeição da propriedade privada e na defesa dos programas socialistas de estatização.
- B)humanismo, presente no projeto liberal de valorizar o indivíduo e sua realização no trabalho.
- C)socialismo, presente na crítica ao absolutismo monárquico e na defesa da completa igualdade socioeconômica.
- D)corporativismo, presente na proposta fascista de unir o povo em torno da identidade e da vontade nacional.
- E)contratualismo, manifesto na reação ao Antigo Regime e na defesa dos direitos de cidadania.
UNESP20201a faseQuestao 57FilosofiaFilosofia políticaMediaDo nascimento do Estado moderno até a Revolução Francesa, ou seja, do século XVI aos fins do século XVIII, a filosofia política foi obrigada a reformular grande parte de suas teses, devido às mudanças ocorridas naquele período. O que se buscou na modernidade iluminista foi fortalecer a filosofia em uma configuração contrária aos dogmas políticos que reforçavam a crença em uma autoridade divina. (Thiago Rodrigo Nappi. “Tradição e inovação na teoria das formas de governo: Montesquieu e a ideia de despotismo”. In: Historiæ, vol. 3, no 3, 2012. Adaptado.) O filósofo iluminista Montesquieu, autor de Do espírito das leis, criticou o absolutismo e propôs
- A)a divisão dos poderes em executivo, legislativo e judiciário.
- B)a restauração de critérios metafísicos para a escolha de governantes.
- C)a justificativa do despotismo em nome da paz social.
- D)a obediência às leis costumeiras de origem feudal.
- E)a retirada do poder político do povo.
UNESP20171a faseQuestao 55FilosofiaFilosofia políticaDificilTexto 1 Estamos em uma situação aterradora: dos lados da direita e da esquerda há ausência de pensamento. Você conversa com alguém da direita e vê que ele é capaz de dizer quatro frases contraditórias sem perceber as contradições. Você conversa com alguém da extrema esquerda e vê o totalitarismo que também opera com a ausência do pensamento. Então nós estamos ensanduichados entre duas maneiras de recusar o pensamento. (Marilena Chaui. “Sociedade brasileira: violência e autoritarismo por todos os lados”. Cult, Fevereiro de 2016. Adaptado.) Texto 2 O fenômeno dos coletivos é um traço regressivo no embate com a solidão do homem moderno. É uma tentativa, canhestra e primitiva, de “voltar ao útero materno” para ver se o ruído insuportável da realidade disforme do mundo se dissolve porque grito palavras de ordem ou faço coisas pelas quais eu mesmo não sou responsabilizado, mas sim o “coletivo”, essa “pessoa” indiferenciada que não existe. (Luiz Felipe Pondé. “Sapiens x abelhas”. Folha de S.Paulo, 23.05.2016. Adaptado.) Sobre os textos, é correto afirmar que
- A)os textos 1 e 2 criticam o individualismo moderno, enfatizando a importância da valorização das tradições populares e comunitárias.
- B)os textos 1 e 2 criticam as tendências totalitárias no campo da consciência política, em seus aspectos irracionalistas e psicológicos.
- C)os textos 1 e 2 analisam um fenômeno que espelha a realização dos ideais iluministas de autonomia do indivíduo e de emancipação da humanidade.
- D)os textos 1 e 2 valorizam a importância do sentimento e das emoções como meios de agregação dos indivíduos no interior de coletividades políticas.
- E)o texto 1 critica a alienação da consciência política, enquanto o texto 2 valoriza a inserção dos indivíduos em coletivos.
UNESP20161a faseQuestao 60FilosofiaFilosofia políticaMediaDefendo a liberdade de expressão irrestrita, mesmo depois desse trágico evento em que os cartunistas do jornal satírico “Charlie Hebdo” foram mortos, além de outras pessoas em um mercado kosher, em Paris. [...] Sou intransigente no que diz respeito à liberdade de expressão de cada um: e sou ainda mais intransigente quando matam em nome de Alá, de Maomé, de Cristo, de comunismo, de nazismo, de fascismo etc. Caricaturar nunca é crime. Caneta e lápis não matam. Exageram, humilham, fazem rir, mas não matam. (Gerald Thomas. “Quem ri por último ri melhor”. Folha de S.Paulo, 17.01.2015.) O argumento defendido no texto está baseado na
- A)valorização do caráter absoluto de todo tipo de simbologia teológica e religiosa.
- B)primazia de princípios originalmente burgueses e liberais no campo da cultura.
- C)utopia comunista da igualdade econômica e da liberdade de expressão.
- D)depreciação do livre-arbítrio, em favor de uma concepção totalitária de mundo.
- E)defesa intransigente de restrições para o exercício da autonomia de pensamento.