Questões de Brasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827) no UNESP
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UNESP20261a faseQuestao 38HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Dificil
Analise a tabela que mostra a distribuição da população brasileira total por região, segundo grupos populacionais, em 1872.
(Alexandre de Freitas Barbosa. A formação do mercado de trabalho no Brasil, 2008. Adaptado.)
Os dados da tabela evidenciam que, no Brasil de 1872,
Imagens anexadas
A)as regiões Nordeste e Centro-Sul reuniam populações maiores de escravizados e de imigrantes estrangeiros devido às exigências de mão de obra nas lavouras de cacau e de algodão.
B)as regiões Extremo Norte e Nordeste reuniam as menores populações de escravizados devido à forte presença indígena.
C)a população de imigrantes estrangeiros na região Sul era, aproximadamente, o dobro da população de imigrantes estrangeiros na região Centro-Sul, proporcionalmente às respectivas populações totais.
D)a população de pessoas livres, em termos absolutos e proporcionais, era maior na região Extremo Norte do que na região Sul.
E)as regiões Oeste e Sul reuniam as menores populações de escravizados e de imigrantes estrangeiros em função da exigência de mão de obra especializada na indústria local.
UNESP20251a faseQuestao 36HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Media
Nunca é demais repetir: a nação brasileira não existia antes da Independência, embora algumas características e acontecimentos da história colonial ajudem a explicar seu surgimento. Mas esse surgimento não se fez de repente, em algum momento abrupto entre 1820, 1821 ou 1822, embora tenha sido entre esses anos que essa nação começou a adquirir contornos como uma comunidade política com sua alteridade decisiva: uma nação não portuguesa. Mais precisamente, o que surgiu naqueles anos foram as condições seguras para o nascimento dessa nova nação, e esse é um dos sentidos que tornam a Independência uma revolução política. Mas nada havia nesse nascimento que garantisse que o bebê teria vida longa. (João Paulo Pimenta. Formação da nação brasileira, 2024.)
A associação entre a “comunidade política” brasileira e o sentimento de nacionalidade brasileira fortaleceu-se no
A)Primeiro Reinado, com o funcionamento harmonioso e equipotente dos três poderes instituídos.
B)Segundo Reinado, com a participação do país em uma guerra prolongada na região sul do continente.
C)período colonial, com a imposição do poder português sobre as rebeliões de escravizados.
D)Período Regencial, com a derrota das forças republicanas pelos partidos monárquicos.
E)início da Primeira República, com a resistência das oligarquias locais ao imperialismo inglês.
UNESP20241a faseQuestao 36HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Dificil
Não reconhecendo nós outra soberania mais de que a soberania do povo, para ela apelamos. […] Neste país, que se presume constitucional, e onde só deveriam ter ação poderes delegados, […] só há um poder ativo, […] poder sagrado inviolável e irresponsável. O privilégio, em todas as suas relações com a sociedade — tal é, em síntese, a fórmula social e política do nosso país —, privilégio de religião, privilégio de raça, privilégio de sabedoria, privilégio de posição, isto é, todas as distinções arbitrárias e odiosas que criam no seio da sociedade civil e política a monstruosa superioridade de um sobre todos ou de alguns sobre muitos. […] A autonomia das províncias é, pois, para nós mais do que um interesse imposto pela solidariedade dos direitos e das relações provinciais, é um princípio cardeal e solene que inscrevemos na nossa bandeira. (“Manifesto Republicano de 1870”. In: Américo Brasiliense. Os programas dos partidos e o 2o Império, 1878.)
O trecho transcrito permite caracterizar o Manifesto Republicano como
A)racista e liberal.
B)federalista e socialista.
C)socialista e unitarista.
D)unitarista e racista.
E)democrata e federalista.
UNESP20231a faseQuestao 48HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Media
Ao longo do século XIX, os estímulos à ampla imigração para o Brasil apresentaram como marcos
A)a política econômica desenvolvimentista e a formação de áreas de união aduaneira.
B)a escalada de discursos nacionalistas e a ocupação de áreas de fronteira.
C)a independência em relação a Portugal e a proibição do tráfico de escravizados.
D)a concessão de terras para projetos industriais e a incorporação de mão de obra fabril qualificada.
E)a superação da segregação racial e a melhora dos elementos que compõem o IDH.
UNESP20211a faseQuestao 37HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Media
Artigo 1o – Todos os escravos, que entrarem no território ou portos do Brasil, vindos de fora, ficam livres [...]. Artigo 2o – Os importadores de escravos no Brasil incorrerão na pena corporal do artigo cento e setenta e nove do Código Criminal, imposta aos que reduzem à escravidão pessoas livres [...]. (Lei de 7 de novembro de 1831. https://camara.leg.br.)
A Lei de 7 de novembro de 1831, também conhecida como “Lei Feijó”,
A)proporcionou a imediata superação da escravidão no Brasil, que se consolidou com a entrada maciça de imigrantes europeus a partir da década de 1870.
B)teve efeito reduzido, pois o tráfico internacional de escravos e a entrada de mão de obra africana no território brasileiro persistiram nos governos sucessivos do país até a metade do século XIX.
C)foi promulgada por pressão da Coroa inglesa, que determinou que navios britânicos apreendessem todas as embarcações suspeitas de tráfico de escravizados.
D)proibiu a escravidão no Brasil, embora a escassez de mão de obra assalariada tenha levado à manutenção do emprego de mão de obra de escravizados até a década de 1880.
E)resultou da guinada ocorrida no Período Regencial, quando o Brasil assumiu diretrizes liberais e ilustradas na condução da política econômica e no reconhecimento dos direitos humanos.
UNESP20201a faseQuestao 37HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Media
Na Europa, as forças reacionárias que compunham a Santa Aliança não viam com bons olhos a emancipação política das colônias ibéricas na América. […] Todavia, o novo Império do Brasil podia contar com a aliança da poderosa Inglaterra, representada por George Canning, primeiro-ministro do rei Jorge IV. […] Canning acabaria por convencer o governo português a aceitar a soberania do Brasil, em 1825. Uma atitude coerente com o apoio que o governo britânico dera aos EUA, no ano anterior, por ocasião do lançamento da Doutrina Monroe, que afirmava o princípio da não intervenção europeia na América. (Ilmar Rohloff de Mattos e Luis Affonso Seigneur de Albuquerque. Independência ou morte: a emancipação política do Brasil, 1991.) O texto relaciona
A)a restauração das monarquias absolutistas no continente europeu, a industrialização dos Estados Unidos e a constituição da Federação dos Estados Independentes da América Latina.
B)a influência da Igreja católica nos assuntos políticos europeus, o controle britânico dos mares depois do Ato de Navegação e o avanço imperialista dos Estados Unidos sobre o Brasil.
C)a disposição europeia de recolonização da América, o Bloqueio Continental determinado pela França e os acordos de livre-comércio do Brasil com os países hispano-americanos.
D)a penetração dos industrializados britânicos nos mercados europeus, a tolerância portuguesa em relação ao emancipacionismo brasileiro e a independência política dos Estados Unidos.
E)a reorganização da Europa continental depois do período de domínio napoleônico, os processos de independência na América e a ampliação do controle comercial mundial pela Inglaterra.
UNESP20191a faseQuestao 37HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Dificil
É particularmente no Oeste da província de São Paulo – o Oeste de 1840, não o de 1940 – que os cafezais adquirem seu caráter próprio, emancipando-se das formas de exploração agrária estereotipadas desde os tempos coloniais no modelo clássico da lavoura canavieira e do “engenho” de açúcar. A silhueta antiga do senhor de engenho perde aqui alguns dos seus traços característicos, desprendendo-se mais da terra e da tradição – da rotina rural. A terra de lavoura deixa então de ser o seu pequeno mundo para se tornar unicamente seu meio de vida, sua fonte de renda […]. (Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil, 1987.) O “caráter próprio” das fazendas de café do Oeste paulista de 1840 pode ser explicado, em parte, pelo
A)menor isolamento dessas fazendas em relação aos meios urbanos.
B)emprego exclusivo de mão de obra imigrante e assalariada.
C)desaparecimento das práticas de mandonismo local.
D)maior volume de produção de mantimentos nessas fazendas.
E)esforço de produzir prioritariamente para o mercado interno.
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(Agostini, 05.02.1887. Apud Renato Lemos. Uma história do Brasil através da caricatura, 2006.)
É correto interpretar a charge, que representa D. Pedro II e foi publicada em 1887, como uma
Imagens anexadas
A)demonstração da exaustão provocada pela diversidade de atividades exercidas pelo imperador.
B)valorização do esforço do imperador em manter-se atualizado em relação ao que acontecia no país.
C)crítica à passividade e à inoperância do imperador em meio a um período de dificuldades no país.
D)denúncia da baixa qualidade da imprensa monárquica e de suas insistentes críticas ao imperador.
E)celebração da serenidade e harmonia das relações sociais no país durante o Império.
UNESP20171a faseQuestao 37HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Dificil
Art. 3o O governo paraguaio se reconhece obrigado à celebração do Tratado da Tríplice Aliança de 1o de maio de 1865, entendendo-se estabelecido desde já que a navegação do Alto Paraná e do Rio Paraguai nas águas territoriais da república deste nome fica franqueada aos navios de guerra e mercantes das nações aliadas, livres de todo e qualquer ônus, e sem que se possa impedir ou estorvar-se de nenhum modo a liberdade dessa navegação comum. (“Acordo Preliminar de Paz Celebrado entre Brasil, Argentina e Uruguai com o Paraguai (20 junho 1870)”. In: Paulo Bonavides e Roberto Amaral (orgs.). Textos políticos da história do Brasil, 2002. Adaptado.) O tratado de paz imposto pelos países vencedores da guerra contra o Paraguai deixa transparente um dos motivos da participação do Estado brasileiro no conflito:
A)o domínio de jazidas de ouro e prata descobertas nas províncias centrais.
B)o esforço em manter os acordos comerciais celebrados pelas metrópoles ibéricas.
C)a garantia de livre trânsito nas vias de acesso a províncias do interior do país.
D)o projeto governamental de proteger a nação com fronteiras naturais.
E)o monopólio governamental do transporte de mercadorias a longa distância.
UNESP20161a faseQuestao 37HistóriaBrasil Império: educação feminina e debate de gênero (1827)Media
O fato de ser a única monarquia na América levou os governantes do Império a apontarem o Brasil como um solitário no continente, cercado de potenciais inimigos. Temia-se o surgimento de uma grande república liderada por Buenos Aires, que poderia vir a ser um centro de atração sobre o problemático Rio Grande do Sul e o isolado Mato Grosso. Para o Império, a melhor garantia de que a Argentina não se tornaria uma ameaça concreta estava no fato de Paraguai e Uruguai serem países independentes, com governos livres da influência argentina. (Francisco Doratioto. A Guerra do Paraguai, 1991.) Segundo o texto, uma das preocupações da política externa brasileira para a região do Rio da Prata, durante o Segundo Reinado, era
A)estimular a participação militar da Argentina na Tríplice Aliança.
B)limitar a influência argentina e preservar a divisão política na área.
C)facilitar a penetração e a influência política britânicas na área.
D)impedir a autonomia política e o desenvolvimento econômico do Paraguai.
E)integrar a economia brasileira às economias paraguaia e uruguaia.
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