‘Nevou’ no Rio Em pleno verão, o fenômeno que vem chamando atenção nas ruas do Rio é conhecido como “nevada carioca”, ou apenas “nevou”. Trata-se da mania de descolorir, platinando os cabelos até os fios ficarem completamente brancos, que tomou conta das cabeças dos jovens de Norte a Sul e virou a febre do momento. A onda começou às vésperas do Natal, ganhou força no réveillon e entrou em janeiro lotando os salões. Nascida nas comunidades e nos subúrbios, a tendência ultrapassou fronteiras geográficas e sociais da cidade, principalmente depois de ganhar as redes e de ter conquistado artistas e atletas. Cabeleireiros e donos de salão apostam que o modismo resiste com força até os dias de folia. (Adaptado de: https://oglobo.globo.com/rio/noticia/2023/01/nevou-no-rio-mania-de-descolorir-o-cabelo-ate-ficar-quase-branco-vira-moda-entre-os-cariocas.ghtml. Acesso em 22/06/2023.)
No texto, o verbo nevar apresenta sentido
Quebrando o silêncio dos hospícios Stella do Patrocínio, apesar de ser reconhecida postumamente como poeta, nunca se definiu assim e não escreveu nenhuma das linhas que estão no livro Reino dos bichos e dos animais é o meu nome, pelo qual ficou conhecida. A potência de suas palavras se encontra no seu falatório (como chamava suas falas), que foi preservado em fitas de áudio pela artista plástica Carla Guagliardi. As conversas entre as duas foram gravadas durante oficinas de arte para pacientes psiquiátricos, entre 1986 e 1988, e o livro, publicado muitos anos depois da morte de Patrocínio, é um recorte de frases dela, transcritas desses diálogos. As falas de Patrocínio são de uma mulher negra e pobre que foi levada à força pela polícia e internada, no Centro Pedro 2º e depois na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, onde ficou por trinta anos; quando morreu, foi enterrada como indigente. A história de Patrocínio é a história de milhares de vítimas que foram encarceradas nos hospícios brasileiros por serem consideradas “desajustadas”. Em sua maioria negras. Ali, elas sofreram abusos, violências e torturas, além de serem abandonadas pelo Estado. (Adaptado de: Quebrando o silêncio dos hospícios. Quatro cinco um, 05/2022, p. 27.)
Com base ainda no texto, “falatório” pode ser considerado como
A)a modalidade declamada dos poemas de Stella do Patrocínio.
B)uma prática discursiva oral nomeada por Stella do Patrocínio.
C)a denominação, usada no manicômio, para conversas terapêuticas.
D)um gênero de poesia transcrita produzida por Stella do Patrocínio.
O texto a seguir faz parte de um glossário publicado nas redes sociais do Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
(Fonte: Perfil de Instagram do ACNUR Brasil: Disponível em: https://www. instagram.com/acnurbrasil. Acessado em 26/06/2021.)
Sobre os verbetes do glossário do ACNUR, é correto dizer que
Imagens anexadas
A)contextualizam os usos dos dois termos pela agência.
B)enfatizam a sinonímia dos termos no uso pela agência.
C)evidenciam uma antonímia dos significados dos termos.
D)informam as acepções figuradas de cada um dos termos.
Dizer que Caetano falou "X” porque "é um leonino vaidoso" quer dizer que: a) todo leonino é vaidoso (se leonino, vaidoso), ou b) que ele pertence a um subconjunto de leoninos, os vaidosos? (o que dá, no primeiro caso, "leonino, que é vaidoso" e no segundo, "leonino que é vaidoso"). (Sírio Possenti, postagem na rede social Facebook, 8 de agosto de 2020.) Entre os comentários à postagem, qual deles responde corretamente à pergunta do autor?
A)“Em um determinado universo de crenças, leoninos são vaidosos. Isso é um clichê, um senso comum.”
B)“‘É um leonino vaidoso’ = é como qualquer leonino, no caso, vaidoso. É vaidoso porque é vaidoso. Alternativa a.”
C)“Entendo como a opção 2. Para que eu entendesse como opção 1, deveria ser: ‘como todo leonino, é vaidoso’, ou algo do tipo.”
D)“Fico com a restritiva ‘leonino que é vaidoso’. Entendo que, ao trazer vaidoso a leonino, acentua o vaidoso já implicado em leonino.”
“(...) as palavras tomam significados distintos daqueles utilizados no cotidiano. Por exemplo, utiliza-se, com frequência, nas aulas sobre frações, a frase reduzir ao mesmo denominador." (Edi Jussara Candido Lorensatti, Linguagem matemática e Língua Portuguesa: diálogo necessário na resolução de problemas matemáticos. Conjectura: Filosofia e Educação. Caxias do Sul, v. 14, n. 2, p. 91, maio/ago. 2009.)
Cada ciência usa uma linguagem própria e com um grau de precisão terminológica necessário para o seu exercício. Tendo em vista os significados distintos que as palavras assumem nas situações concretas em que são empregadas, o verbo “reduzir”, no uso cotidiano, significa
A)limitar alguma coisa, ao passo que na linguagem matemática é sinônimo de restringir.
B)moderar alguma coisa, ao passo que na linguagem matemática implica aumentar as relações entre os números.
C)eliminar alguma coisa, ao passo que na linguagem matemática implica reverter as relações entre os números.
D)diminuir alguma coisa, ao passo que na linguagem matemática é sinônimo de converter.
Na década de 1950, quando iniciava seu governo, Juscelino Kubitschek prometeu “50 anos em 5”. Na campanha do atual governo o slogan ficou assim: “O Brasil voltou, 20 anos em dois”. A ‘tradução’ não tinha como dar certo; era como comparar vinho com água. E mais: havia uma vírgula no meio do caminho. Na propaganda, apenas uma vírgula impede que a leitura, ao invés de ser positiva e associada ao progressismo de Juscelino, se transforme numa mensagem de retrocesso: o Brasil de fato ‘voltou’ muito nesses últimos dois anos; para trás.
(Adaptado de Lilia Schwarcz, Havia uma vírgula no meio do caminho. Nexo Jornal, 21/05/2018.) Considerando o gênero propaganda institucional e o paralelo histórico traçado pela autora, é correto afirmar que o slogan do atual governo fracassou porque
A)o uso da vírgula provocou uma leitura negativa do trecho que alude ao slogan da década de 1950.
B)a mensagem projetada pelo slogan anterior era mais clara, direta, e não exigia o uso da vírgula.
C)a alusão ao slogan anterior afasta o público jovem e provoca a perda de seu poder persuasivo.
D)o duplo sentido do verbo “voltar” gerou uma mensagem que se afasta daquela projetada pelo slogan anterior.
(Disponível em http://www.psyche.com.br/taxonomy/term/4. Acessado em 02/06/2017.)
No contexto deste grafite, as frases “menos presos políticos” e “mais políticos presos” expressam
Imagens anexadas
A)uma relação de contradição, uma vez que indicam sentidos opostos.
B)uma relação de consequência, já que a diminuição de um grupo conduz ao aumento de outro.
C)uma relação de contraste, pois reivindicam o aumento de um tipo de presos e a redução de outro.
D)uma relação de complementaridade, porque remetem a subconjuntos de uma mesma categoria.
(Bruno Fonseca. Facebook. Disponível em https://www.facebook.com/museumazzaropi/. Acessado em 31/08/2017.)
Considerando os sentidos produzidos pela tirinha, é correto afirmar que o autor explora o fato de que palavras como “ontem”, “hoje” e “amanhã”
Imagens anexadas
A)mudam de sentido dependendo de quem fala.
B)adquirem sentido no contexto em que são enunciadas.
C)deslocam-se de um sentido concreto para um abstrato.
D)evidenciam o sentido fixo dos advérbios de tempo.
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