Prova · FAMEMA 2017

Prova FAMEMA 2017: questões por disciplina

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O que caiu na prova 2017

Questões da prova FAMEMA 2017

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FAMEMA20171a faseQuestao 1PortuguêsInterpretação literáriaMedia
A estrada Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho, Interessa mais que uma avenida urbana. Nas cidades todas as pessoas se parecem. Todo o mundo é igual. Todo o mundo é toda a gente. Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma. Cada criatura é única. Até os cães. Estes cães da roça parecem homens de negócios: Andam sempre preocupados. E quanta gente vem e vai! E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar: Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um [bodezinho manhoso. Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz [dos símbolos, Que a vida passa! que a vida passa! E que a mocidade vai acabar. (Estrela da vida inteira, 2009.) O poema faz referência
  1. A)à pobreza do campo, quando comparada à riqueza das cidades.
  2. B)à possibilidade de as cidades se expandirem em direção ao campo.
  3. C)à beleza que surge do crescimento e da modernização dos ambientes urbanos.
  4. D)à importância do jovem na construção de uma sociedade melhor.
  5. E)à desumanização dos indivíduos no processo de homogeneização das cidades.
FAMEMA20171a faseQuestao 2PortuguêsLiteratura - Modernismo (poesia)Media
A estrada Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho, Interessa mais que uma avenida urbana. Nas cidades todas as pessoas se parecem. Todo o mundo é igual. Todo o mundo é toda a gente. Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma. Cada criatura é única. Até os cães. Estes cães da roça parecem homens de negócios: Andam sempre preocupados. E quanta gente vem e vai! E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar: Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um [bodezinho manhoso. Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz [dos símbolos, Que a vida passa! que a vida passa! E que a mocidade vai acabar. (Estrela da vida inteira, 2009.) O poema se desenvolve em acordo com uma característica típica da poesia de Manuel Bandeira:
  1. A)a reflexão sobre questões abrangentes, por vezes abstratas, a partir de elementos pontuais, simples e cotidianos.
  2. B)o elogio à contenção das emoções e ao regramento, o que é adequado a uma vida disciplinada, sem lugar para ações intempestivas.
  3. C)a defesa de uma atitude humana libertária em face das questões do mundo, o que tem paralelo na utilização de métrica variada e versos livres.
  4. D)a visão positiva a respeito dos homens, como indivíduos, e de suas organizações sociais.
  5. E)a crítica aos avanços da modernidade em uma visão saudosista que se consolida na recuperação dos formatos clássicos da poesia.
FAMEMA20171a faseQuestao 3PortuguêsAnálise sintática: funções do períodoMedia
A estrada Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho, Interessa mais que uma avenida urbana. Nas cidades todas as pessoas se parecem. Todo o mundo é igual. Todo o mundo é toda a gente. Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma. Cada criatura é única. Até os cães. Estes cães da roça parecem homens de negócios: Andam sempre preocupados. E quanta gente vem e vai! E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar: Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um [bodezinho manhoso. Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz [dos símbolos, Que a vida passa! que a vida passa! E que a mocidade vai acabar. (Estrela da vida inteira, 2009.) “Estes cães da roça parecem homens de negócios”. A função sintática do termo destacado no excerto é a mesma do termo destacado em:
  1. A)“cada um traz a sua alma.”
  2. B)“E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:”
  3. C)“Cada criatura é única.”
  4. D)“Nem falta o murmúrio da água,”
  5. E)“Nas cidades todas as pessoas se parecem.” Leia o trecho do romance O guarani, de José de Alencar, para
FAMEMA20171a faseQuestao 4PortuguêsLiteratura — RomantismoMedia
A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos. A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente; as palmas que se abriam formavam no centro um berço mimoso, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida. Cecília esperava o seu último momento com a sublime resignação evangélica, que só dá a religião do Cristo; morria feliz; Peri tinha confundido as suas almas na derradeira prece que expirara dos seus lábios. — Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime. Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal. — Não! exclamou ele. Tu não podes morrer. A menina sorriu docemente. — Olha! disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe... — Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos. — Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito! — Tu não sabes? disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda às vezes àqueles a quem ama um bom pensamento. E o índio ergueu os olhos com uma expressão inefável de reconhecimento. Falou com um tom solene: “Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram, e começaram a cobrir toda a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na várzea com sua esposa. “Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. O Senhor falava-lhe de noite; e de dia ele ensinava aos filhos da tribo o que aprendia do céu. [...]” (O guarani, 1997.) O romance O guarani, exemplificado pelo trecho apresentado, é expressão de uma intenção literária de José de Alencar:
  1. A)defender a superioridade da ingenuidade da cultura indígena sobre a malandragem e a malícia do europeu, mais especificamente o português.
  2. B)formular um fundamento mítico para a origem mestiça do povo brasileiro a partir da união harmônica entre portugueses e índios.
  3. C)afirmar a superioridade da cultura europeia, que deveria prevalecer sobre as demais culturas que formavam o caldeirão cultural brasileiro.
  4. D)criticar a idealização tanto de índios como de brancos europeus, que deveria ser substituída por uma visão mais realista das diversas populações que formavam o país.
  5. E)propor a paz entre índios e brancos europeus, feita a partir das narrativas sobre os sucessivos e desastrosos combates entre os dois grupos durante a história do país.
FAMEMA20171a faseQuestao 5PortuguêsVerbos e conjugaçãoMedia
A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos. A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente; as palmas que se abriam formavam no centro um berço mimoso, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida. Cecília esperava o seu último momento com a sublime resignação evangélica, que só dá a religião do Cristo; morria feliz; Peri tinha confundido as suas almas na derradeira prece que expirara dos seus lábios. — Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime. Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal. — Não! exclamou ele. Tu não podes morrer. A menina sorriu docemente. — Olha! disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe... — Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos. — Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito! — Tu não sabes? disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda às vezes àqueles a quem ama um bom pensamento. E o índio ergueu os olhos com uma expressão inefável de reconhecimento. Falou com um tom solene: “Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram, e começaram a cobrir toda a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na várzea com sua esposa. “Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. O Senhor falava-lhe de noite; e de dia ele ensinava aos filhos da tribo o que aprendia do céu. [...]” (O guarani, 1997.) “A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.” Nesse trecho, os verbos indicam
  1. A)fatos isolados, pontuais, inteiramente no passado.
  2. B)fatos no passado, anteriores a outros fatos também no passado.
  3. C)processos contínuos inteiramente no passado.
  4. D)processos contínuos que se estendem do passado até o presente.
  5. E)fatos que se repetem pontualmente no passado.
FAMEMA20171a faseQuestao 6PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer. Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia. Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta. É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham. Estocolmo, 6 de janeiro de 2013. (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.) Quanto aos recursos formais e ao conteúdo, o texto
  1. A)utiliza padrões de formalidade adequados à descrição de povos desconhecidos, por reverência regimental tanto a tais povos quanto ao leitor do relato.
  2. B)emprega linguagem simples e objetiva a fim de mimetizar o comportamento simplório dos dirigentes do povo retratado no relato.
  3. C)critica a falta de formalidade e a pobreza linguística do povo retratado, utilizando os padrões de linguagem da norma culta.
  4. D)elogia a rígida formalidade com que se comportam os dirigentes do povo retratado, utilizando no relato um padrão de linguagem elevado.
  5. E)contrapõe ironicamente a simplicidade do comportamento de membros da população retratada à linguagem rebuscada e cheia de reverências utilizada no relato.
FAMEMA20171a faseQuestao 7PortuguêsFiguras de linguagemMedia
Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer. Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia. Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta. É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham. Estocolmo, 6 de janeiro de 2013. (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.) Assinale a alternativa em que ocorre um pleonasmo.
  1. A)“Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada”
  2. B)“em sua labuta para adoçar as mazelas do povo”
  3. C)“trago notícias urgentes de um reino distante”
  4. D)“o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer”
  5. E)“Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei”
FAMEMA20171a faseQuestao 8PortuguêsVozes verbaisFacil
Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer. Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia. Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta. É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham. Estocolmo, 6 de janeiro de 2013. (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.) “Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei”. Assinale a alternativa que expressa, na voz passiva, o conteúdo dessa oração.
  1. A)Todos os poderes do rei já tiraram os habitantes desta terra.
  2. B)Os habitantes desta terra já tiram todos os poderes do rei.
  3. C)Os habitantes desta terra já foram tirados por todos os poderes do rei.
  4. D)Todos os poderes do rei já foram tirados pelos habitantes desta terra.
  5. E)Todos os poderes do rei já são tirados pelos habitantes desta terra.
FAMEMA20171a faseQuestao 9PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Consideremos, por exemplo, a questão da morte, que, pelo menos à primeira vista, parece ser um indicador fidedigno de que se perdeu a luta darwiniana. Os ricos também morrem, é claro – só que não tão cedo. Levam uma vida mais longa e mais sadia do que o resto de nós. Diz o velho clichê que todo dinheiro do mundo não significa nada quando não se tem saúde, mas as pessoas endinheiradas geralmente a têm. E, em média, quanto mais dinheiro têm, melhor é sua saúde. O estudo Longitudinal de 1990, no Reino Unido, constatou que os donos de casa própria que têm um automóvel tendem a morrer mais moços do que os que têm dois, e assim sucessivamente, num “gradiente contínuo” de redução de mortalidade que vai das áreas mais desprivilegiadas até as mais opulentas. (O estudo considerou a posse de automóveis meramente como uma medida conveniente da riqueza; não pretendeu implicar que ter vinte carros qualificaria Elton John para a imortalidade.) Outras pesquisas indicaram que as pessoas abastadas tinham vida mais longa no passado. Numa das mais estranhas pesquisas demográficas de que se tem notícia, uma equipe de epidemiologistas e psicólogos vasculhou o cemitério de Glasgow, em meados dos anos 90, munidos de varas de limpar chaminés. Usaram-nas para medir a altura de mais de oitocentos obeliscos do século XIX. As pessoas enterradas sob os obeliscos tendem a ser abastadas, e os pesquisadores presumiram que os obeliscos mais altos marcariam as sepulturas mais ricas. O estudo revelou que cada metro extra de altura do obelisco traduzia-se em quase dois anos de longevidade adicional para a pessoa sepultada sob ele. (História natural dos ricos, 2004. Adaptado.) “Diz o velho clichê que todo dinheiro do mundo não significa nada quando não se tem saúde”. Assinale a alternativa que estabelece a correta relação entre o texto e o clichê citado.
  1. A)O texto relativiza o clichê, notando que há uma correlação direta entre a saúde das pessoas e o dinheiro que elas têm.
  2. B)O texto confirma a afirmação do clichê, trazendo dados numéricos e rigor científico ao que o clichê afirmava a partir da sabedoria popular.
  3. C)O texto contesta o que o clichê diz, afirmando que, mesmo para pessoas com saúde debilitada, o dinheiro pode amenizar os sofrimentos durante o tempo que precede a morte.
  4. D)O texto relativiza o clichê, questionando com dados e pesquisas científicas atualizadas os dados em que o clichê se baseia.
  5. E)O texto contesta a validade do clichê, afirmando que pessoas mais saudáveis tendem a ganhar mais dinheiro.
FAMEMA20171a faseQuestao 10PortuguêsSemânticaMedia
Consideremos, por exemplo, a questão da morte, que, pelo menos à primeira vista, parece ser um indicador fidedigno de que se perdeu a luta darwiniana. Os ricos também morrem, é claro – só que não tão cedo. Levam uma vida mais longa e mais sadia do que o resto de nós. Diz o velho clichê que todo dinheiro do mundo não significa nada quando não se tem saúde, mas as pessoas endinheiradas geralmente a têm. E, em média, quanto mais dinheiro têm, melhor é sua saúde. O estudo Longitudinal de 1990, no Reino Unido, constatou que os donos de casa própria que têm um automóvel tendem a morrer mais moços do que os que têm dois, e assim sucessivamente, num “gradiente contínuo” de redução de mortalidade que vai das áreas mais desprivilegiadas até as mais opulentas. (O estudo considerou a posse de automóveis meramente como uma medida conveniente da riqueza; não pretendeu implicar que ter vinte carros qualificaria Elton John para a imortalidade.) Outras pesquisas indicaram que as pessoas abastadas tinham vida mais longa no passado. Numa das mais estranhas pesquisas demográficas de que se tem notícia, uma equipe de epidemiologistas e psicólogos vasculhou o cemitério de Glasgow, em meados dos anos 90, munidos de varas de limpar chaminés. Usaram-nas para medir a altura de mais de oitocentos obeliscos do século XIX. As pessoas enterradas sob os obeliscos tendem a ser abastadas, e os pesquisadores presumiram que os obeliscos mais altos marcariam as sepulturas mais ricas. O estudo revelou que cada metro extra de altura do obelisco traduzia-se em quase dois anos de longevidade adicional para a pessoa sepultada sob ele. (História natural dos ricos, 2004. Adaptado.) “As pessoas enterradas sob os obeliscos tendem a ser abastadas, e os pesquisadores presumiram que os obeliscos mais altos marcariam as sepulturas mais ricas” (2o parágrafo). As palavras em destaque indicam que o texto trata, nessa passagem, de
  1. A)uma conclusão indireta, deduzida a partir da pesquisa feita nos obeliscos do século XIX.
  2. B)uma decorrência lógica da pesquisa feita nos obeliscos do século XIX.
  3. C)uma hipótese em que se apoiou a pesquisa feita nos obeliscos do século XIX.
  4. D)uma solução correta para uma das questões da pesquisa feita nos obeliscos do século XIX.
  5. E)uma das motivações que levaram à pesquisa nos obeliscos do século XIX.
FAMEMA20171a faseQuestao 11MatemáticaPorcentagem e equaçõesMedia
Um laboratório comprou uma caixa de tubos de ensaio e, ao abri-la, constatou que 5% deles apresentavam defeitos e não poderiam ser utilizados. Dos tubos sem defeitos, 36 foram utilizados imediatamente, 60% dos demais foram guardados no estoque e os 92 tubos restantes foram colocados nos armários do laboratório. O número total de tubos de ensaio da caixa era
  1. A)240.
  2. B)300.
  3. C)320.
  4. D)260.
  5. E)280.
FAMEMA20171a faseQuestao 12MatemáticaGeometria plana: áreasDificil
Na figura, ABCD é um quadrado de lado 6 cm e AFE é um triângulo retângulo de hipotenusa . Considere que e DE = 4 cm. Sabendo que os pontos A, D e E estão alinhados, o valor da área destacada, em cm², é
Imagens anexadas
  1. A)24.
  2. B)18.
  3. C)22.
  4. D)20.
  5. E)16.
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