Conto cruel
I De repente, o leite talhou nos vasilhames. Foi um raio? Foi Leviatã? Foi o quê? O burgomestre1, debaixo das cobertas, resfolegava orações meio esquecidas. E os negros monstros das cornijas2, com as faces zebradas de relâmpagos, silenciosamente gargalhavam por suas três ou quatro bocas superpostas. II E amanheceu um enorme ovo, em pé, no meio da praça, três palmos mais alto que os formosos alabardeiros3 que lhe puseram em torno para evitar a aproximação do público. Foi chamado então o velho mágico, que escreveu na casca as três palavras infalíveis. E o ovo abriu-se ao meio e dele saiu um imponente senhor, tão magnificamente vestido e resplandecente de alamares e crachás que todos pensaram que fosse o Rei de Ouros. E ei-lo que disse, encarando o seu povo: “Eu sou o novo burgomestre!” Dito e feito. Nunca houve tanta dança e tanta bebedeira na cidade. Quanto ao velho burgomestre, nem foi preciso depô-lo, pois desapareceu tão misteriosamente como havia aparecido o novo, ou o ovo. E os menestréis compuseram divertidas canções, que o populacho berrava nas estalagens, entre gargalhadas e arrepios de medo.
III Mas por onde andaria o burgomestre? O seu cachimbo de porcelana, em cujo forno se via um Cupido de pernas trançadas, tocando flauta, foi encontrado à beira-rio. E apesar de todos os esforços, só conseguiram pescar um baú, que não tinha nada a ver com a coisa, e uma sereiazinha insignificante e nada bonita, uma sereiazinha de água doce, que nem sabia cantar e foi logo devolvida ao seu elemento. Mas quando casava a filha do mestre-escola, encontrou-se dentro do bolo de noiva a dentadura postiça do burgomestre, o que deu azo a que desmaiassem, no ato, duas gerações inteiras de senhoras, e ao posterior suicídio do pasteleiro. E a caixa de rapé do burgomestre, que era inconfundível e única, multiplicou-se estranhamente e começou a ser achada em todas as salas de espera desertas, pelos varredores verdes de terror, depois que era encerrado o expediente nas repartições públicas e começava a ouvir-se, na rua, o passo trôpego do acendedor de lampiões. (Melhores poemas, 2005.) 1 burgomestre: prefeito. 2 cornija: moldura sobreposta, formando saliências, que arremata a parte superior de uma parede, porta. 3 alabardeiro: soldado armado de alabarda (antiga arma composta de longa haste, que é rematada por peça pontiaguda de ferro).
O próprio título do poema antecipa seu caráter
Conto cruel
I De repente, o leite talhou nos vasilhames. Foi um raio? Foi Leviatã? Foi o quê? O burgomestre1, debaixo das cobertas, resfolegava orações meio esquecidas. E os negros monstros das cornijas2, com as faces zebradas de relâmpagos, silenciosamente gargalhavam por suas três ou quatro bocas superpostas. II E amanheceu um enorme ovo, em pé, no meio da praça, três palmos mais alto que os formosos alabardeiros3 que lhe puseram em torno para evitar a aproximação do público. Foi chamado então o velho mágico, que escreveu na casca as três palavras infalíveis. E o ovo abriu-se ao meio e dele saiu um imponente senhor, tão magnificamente vestido e resplandecente de alamares e crachás que todos pensaram que fosse o Rei de Ouros. E ei-lo que disse, encarando o seu povo: “Eu sou o novo burgomestre!” Dito e feito. Nunca houve tanta dança e tanta bebedeira na cidade. Quanto ao velho burgomestre, nem foi preciso depô-lo, pois desapareceu tão misteriosamente como havia aparecido o novo, ou o ovo. E os menestréis compuseram divertidas canções, que o populacho berrava nas estalagens, entre gargalhadas e arrepios de medo.
III Mas por onde andaria o burgomestre? O seu cachimbo de porcelana, em cujo forno se via um Cupido de pernas trançadas, tocando flauta, foi encontrado à beira-rio. E apesar de todos os esforços, só conseguiram pescar um baú, que não tinha nada a ver com a coisa, e uma sereiazinha insignificante e nada bonita, uma sereiazinha de água doce, que nem sabia cantar e foi logo devolvida ao seu elemento. Mas quando casava a filha do mestre-escola, encontrou-se dentro do bolo de noiva a dentadura postiça do burgomestre, o que deu azo a que desmaiassem, no ato, duas gerações inteiras de senhoras, e ao posterior suicídio do pasteleiro. E a caixa de rapé do burgomestre, que era inconfundível e única, multiplicou-se estranhamente e começou a ser achada em todas as salas de espera desertas, pelos varredores verdes de terror, depois que era encerrado o expediente nas repartições públicas e começava a ouvir-se, na rua, o passo trôpego do acendedor de lampiões. (Melhores poemas, 2005.) 1 burgomestre: prefeito. 2 cornija: moldura sobreposta, formando saliências, que arremata a parte superior de uma parede, porta. 3 alabardeiro: soldado armado de alabarda (antiga arma composta de longa haste, que é rematada por peça pontiaguda de ferro).
A presença do elemento onírico no poema de Mario Quintana revela a influência, sobretudo, da seguinte vanguarda europeia:
A)Simbolismo.
B)Cubismo.
C)Expressionismo.
D)Surrealismo.
E)Futurismo.
FAMEMA20231a faseQuestao 4PortuguêsDiscurso direto e indiretoMedia
Conto cruel
I De repente, o leite talhou nos vasilhames. Foi um raio? Foi Leviatã? Foi o quê? O burgomestre1, debaixo das cobertas, resfolegava orações meio esquecidas. E os negros monstros das cornijas2, com as faces zebradas de relâmpagos, silenciosamente gargalhavam por suas três ou quatro bocas superpostas. II E amanheceu um enorme ovo, em pé, no meio da praça, três palmos mais alto que os formosos alabardeiros3 que lhe puseram em torno para evitar a aproximação do público. Foi chamado então o velho mágico, que escreveu na casca as três palavras infalíveis. E o ovo abriu-se ao meio e dele saiu um imponente senhor, tão magnificamente vestido e resplandecente de alamares e crachás que todos pensaram que fosse o Rei de Ouros. E ei-lo que disse, encarando o seu povo: “Eu sou o novo burgomestre!” Dito e feito. Nunca houve tanta dança e tanta bebedeira na cidade. Quanto ao velho burgomestre, nem foi preciso depô-lo, pois desapareceu tão misteriosamente como havia aparecido o novo, ou o ovo. E os menestréis compuseram divertidas canções, que o populacho berrava nas estalagens, entre gargalhadas e arrepios de medo.
III Mas por onde andaria o burgomestre? O seu cachimbo de porcelana, em cujo forno se via um Cupido de pernas trançadas, tocando flauta, foi encontrado à beira-rio. E apesar de todos os esforços, só conseguiram pescar um baú, que não tinha nada a ver com a coisa, e uma sereiazinha insignificante e nada bonita, uma sereiazinha de água doce, que nem sabia cantar e foi logo devolvida ao seu elemento. Mas quando casava a filha do mestre-escola, encontrou-se dentro do bolo de noiva a dentadura postiça do burgomestre, o que deu azo a que desmaiassem, no ato, duas gerações inteiras de senhoras, e ao posterior suicídio do pasteleiro. E a caixa de rapé do burgomestre, que era inconfundível e única, multiplicou-se estranhamente e começou a ser achada em todas as salas de espera desertas, pelos varredores verdes de terror, depois que era encerrado o expediente nas repartições públicas e começava a ouvir-se, na rua, o passo trôpego do acendedor de lampiões. (Melhores poemas, 2005.) 1 burgomestre: prefeito. 2 cornija: moldura sobreposta, formando saliências, que arremata a parte superior de uma parede, porta. 3 alabardeiro: soldado armado de alabarda (antiga arma composta de longa haste, que é rematada por peça pontiaguda de ferro).
Ao se transpor o trecho “E ei-lo que disse, encarando o seu povo: ‘Eu sou o novo burgomestre!’” (4o parágrafo) para o discurso indireto, o termo sublinhado assume a seguinte forma:
Conto cruel
I De repente, o leite talhou nos vasilhames. Foi um raio? Foi Leviatã? Foi o quê? O burgomestre1, debaixo das cobertas, resfolegava orações meio esquecidas. E os negros monstros das cornijas2, com as faces zebradas de relâmpagos, silenciosamente gargalhavam por suas três ou quatro bocas superpostas. II E amanheceu um enorme ovo, em pé, no meio da praça, três palmos mais alto que os formosos alabardeiros3 que lhe puseram em torno para evitar a aproximação do público. Foi chamado então o velho mágico, que escreveu na casca as três palavras infalíveis. E o ovo abriu-se ao meio e dele saiu um imponente senhor, tão magnificamente vestido e resplandecente de alamares e crachás que todos pensaram que fosse o Rei de Ouros. E ei-lo que disse, encarando o seu povo: “Eu sou o novo burgomestre!” Dito e feito. Nunca houve tanta dança e tanta bebedeira na cidade. Quanto ao velho burgomestre, nem foi preciso depô-lo, pois desapareceu tão misteriosamente como havia aparecido o novo, ou o ovo. E os menestréis compuseram divertidas canções, que o populacho berrava nas estalagens, entre gargalhadas e arrepios de medo.
III Mas por onde andaria o burgomestre? O seu cachimbo de porcelana, em cujo forno se via um Cupido de pernas trançadas, tocando flauta, foi encontrado à beira-rio. E apesar de todos os esforços, só conseguiram pescar um baú, que não tinha nada a ver com a coisa, e uma sereiazinha insignificante e nada bonita, uma sereiazinha de água doce, que nem sabia cantar e foi logo devolvida ao seu elemento. Mas quando casava a filha do mestre-escola, encontrou-se dentro do bolo de noiva a dentadura postiça do burgomestre, o que deu azo a que desmaiassem, no ato, duas gerações inteiras de senhoras, e ao posterior suicídio do pasteleiro. E a caixa de rapé do burgomestre, que era inconfundível e única, multiplicou-se estranhamente e começou a ser achada em todas as salas de espera desertas, pelos varredores verdes de terror, depois que era encerrado o expediente nas repartições públicas e começava a ouvir-se, na rua, o passo trôpego do acendedor de lampiões. (Melhores poemas, 2005.) 1 burgomestre: prefeito. 2 cornija: moldura sobreposta, formando saliências, que arremata a parte superior de uma parede, porta. 3 alabardeiro: soldado armado de alabarda (antiga arma composta de longa haste, que é rematada por peça pontiaguda de ferro).
“apesar de todos os esforços, só conseguiram pescar um baú” (6o parágrafo)
Em relação à oração que o sucede, o trecho sublinhado expressa ideia de
A)concessão.
B)causa.
C)consequência.
D)condição.
E)comparação.
FAMEMA20231a faseQuestao 6PortuguêsFormação de palavrasFacil
Conto cruel
I De repente, o leite talhou nos vasilhames. Foi um raio? Foi Leviatã? Foi o quê? O burgomestre1, debaixo das cobertas, resfolegava orações meio esquecidas. E os negros monstros das cornijas2, com as faces zebradas de relâmpagos, silenciosamente gargalhavam por suas três ou quatro bocas superpostas. II E amanheceu um enorme ovo, em pé, no meio da praça, três palmos mais alto que os formosos alabardeiros3 que lhe puseram em torno para evitar a aproximação do público. Foi chamado então o velho mágico, que escreveu na casca as três palavras infalíveis. E o ovo abriu-se ao meio e dele saiu um imponente senhor, tão magnificamente vestido e resplandecente de alamares e crachás que todos pensaram que fosse o Rei de Ouros. E ei-lo que disse, encarando o seu povo: “Eu sou o novo burgomestre!” Dito e feito. Nunca houve tanta dança e tanta bebedeira na cidade. Quanto ao velho burgomestre, nem foi preciso depô-lo, pois desapareceu tão misteriosamente como havia aparecido o novo, ou o ovo. E os menestréis compuseram divertidas canções, que o populacho berrava nas estalagens, entre gargalhadas e arrepios de medo.
III Mas por onde andaria o burgomestre? O seu cachimbo de porcelana, em cujo forno se via um Cupido de pernas trançadas, tocando flauta, foi encontrado à beira-rio. E apesar de todos os esforços, só conseguiram pescar um baú, que não tinha nada a ver com a coisa, e uma sereiazinha insignificante e nada bonita, uma sereiazinha de água doce, que nem sabia cantar e foi logo devolvida ao seu elemento. Mas quando casava a filha do mestre-escola, encontrou-se dentro do bolo de noiva a dentadura postiça do burgomestre, o que deu azo a que desmaiassem, no ato, duas gerações inteiras de senhoras, e ao posterior suicídio do pasteleiro. E a caixa de rapé do burgomestre, que era inconfundível e única, multiplicou-se estranhamente e começou a ser achada em todas as salas de espera desertas, pelos varredores verdes de terror, depois que era encerrado o expediente nas repartições públicas e começava a ouvir-se, na rua, o passo trôpego do acendedor de lampiões. (Melhores poemas, 2005.) 1 burgomestre: prefeito. 2 cornija: moldura sobreposta, formando saliências, que arremata a parte superior de uma parede, porta. 3 alabardeiro: soldado armado de alabarda (antiga arma composta de longa haste, que é rematada por peça pontiaguda de ferro).
Verifica-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação em:
A)“E os menestréis compuseram divertidas canções” (4o parágrafo).
B)“uma sereiazinha de água doce, que nem sabia cantar e foi logo devolvida ao seu elemento” (6o parágrafo).
C)“o velho mágico, que escreveu na casca as três palavras infalíveis” (4o parágrafo).
D)“De repente, o leite talhou nos vasilhames” (1o parágrafo).
Conto cruel
I De repente, o leite talhou nos vasilhames. Foi um raio? Foi Leviatã? Foi o quê? O burgomestre1, debaixo das cobertas, resfolegava orações meio esquecidas. E os negros monstros das cornijas2, com as faces zebradas de relâmpagos, silenciosamente gargalhavam por suas três ou quatro bocas superpostas. II E amanheceu um enorme ovo, em pé, no meio da praça, três palmos mais alto que os formosos alabardeiros3 que lhe puseram em torno para evitar a aproximação do público. Foi chamado então o velho mágico, que escreveu na casca as três palavras infalíveis. E o ovo abriu-se ao meio e dele saiu um imponente senhor, tão magnificamente vestido e resplandecente de alamares e crachás que todos pensaram que fosse o Rei de Ouros. E ei-lo que disse, encarando o seu povo: “Eu sou o novo burgomestre!” Dito e feito. Nunca houve tanta dança e tanta bebedeira na cidade. Quanto ao velho burgomestre, nem foi preciso depô-lo, pois desapareceu tão misteriosamente como havia aparecido o novo, ou o ovo. E os menestréis compuseram divertidas canções, que o populacho berrava nas estalagens, entre gargalhadas e arrepios de medo.
III Mas por onde andaria o burgomestre? O seu cachimbo de porcelana, em cujo forno se via um Cupido de pernas trançadas, tocando flauta, foi encontrado à beira-rio. E apesar de todos os esforços, só conseguiram pescar um baú, que não tinha nada a ver com a coisa, e uma sereiazinha insignificante e nada bonita, uma sereiazinha de água doce, que nem sabia cantar e foi logo devolvida ao seu elemento. Mas quando casava a filha do mestre-escola, encontrou-se dentro do bolo de noiva a dentadura postiça do burgomestre, o que deu azo a que desmaiassem, no ato, duas gerações inteiras de senhoras, e ao posterior suicídio do pasteleiro. E a caixa de rapé do burgomestre, que era inconfundível e única, multiplicou-se estranhamente e começou a ser achada em todas as salas de espera desertas, pelos varredores verdes de terror, depois que era encerrado o expediente nas repartições públicas e começava a ouvir-se, na rua, o passo trôpego do acendedor de lampiões. (Melhores poemas, 2005.) 1 burgomestre: prefeito. 2 cornija: moldura sobreposta, formando saliências, que arremata a parte superior de uma parede, porta. 3 alabardeiro: soldado armado de alabarda (antiga arma composta de longa haste, que é rematada por peça pontiaguda de ferro).
“Foi chamado então o velho mágico” (4o parágrafo) Ao se transpor esse trecho para a voz passiva sintética, a forma verbal resultante será:
A)Chamou-se.
B)Chamaram-se.
C)Chamavam.
D)Chamaram.
E)Fora chamado.
FAMEMA20231a faseQuestao 8PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Num exemplo esquemático: imaginemos que, quando menino, um filho tenha um momento de raiva contra o pai, uma daquelas raivas radicais que qualquer um tem, mas não confessa; e suponhamos que, bem na hora em que o menino esteja vivendo essa raiva, chegue a notícia de que o pai sofreu um acidente de carro, um terrível acidente, que o deixa estragado, que talvez até o mate. Na cabeça do menino, se estabelece uma relação de causa e consequência entre a raiva e o acidente, de forma que ele passe a viver, inconscientemente, como um culpado pelo problema todo. Será capaz de viver décadas carregando essa culpa, arrastando-a para onde for, sem sequer saber que ela existe, porque a relação de causa e efeito se estabeleceu num nível totalmente inconsciente, inacessível para a consciência racional, salvo, segundo Freud, pela análise. Análise que, nesse exemplo, trataria de trazer tal nexo causal para a consciência, para desfazê-lo, para mostrar que ele não tem cabimento, porque é uma falsa crença. (Filosofia mínima: ler, escrever, ensinar, aprender, 2011.)
Depreende-se do texto que uma falsa crença
A)pode ser conhecida, mas nunca desfeita.
B)seria a mera substituição de um nexo causal falso por outro igualmente falso.
C)mostra-se inacessível à consciência do indivíduo.
D)seria o estabelecimento de uma injustificada relação de causa e consequência.
E)pode ser desfeita, mas nunca conhecida.
FAMEMA20231a faseQuestao 9PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Num exemplo esquemático: imaginemos que, quando menino, um filho tenha um momento de raiva contra o pai, uma daquelas raivas radicais que qualquer um tem, mas não confessa; e suponhamos que, bem na hora em que o menino esteja vivendo essa raiva, chegue a notícia de que o pai sofreu um acidente de carro, um terrível acidente, que o deixa estragado, que talvez até o mate. Na cabeça do menino, se estabelece uma relação de causa e consequência entre a raiva e o acidente, de forma que ele passe a viver, inconscientemente, como um culpado pelo problema todo. Será capaz de viver décadas carregando essa culpa, arrastando-a para onde for, sem sequer saber que ela existe, porque a relação de causa e efeito se estabeleceu num nível totalmente inconsciente, inacessível para a consciência racional, salvo, segundo Freud, pela análise. Análise que, nesse exemplo, trataria de trazer tal nexo causal para a consciência, para desfazê-lo, para mostrar que ele não tem cabimento, porque é uma falsa crença. (Filosofia mínima: ler, escrever, ensinar, aprender, 2011.)
O autor do ensaio inclui o leitor em seu texto no seguinte trecho:
A)“de forma que ele passe a viver, inconscientemente, como um culpado pelo problema todo”.
B)“Num exemplo esquemático: imaginemos que, quando menino, um filho tenha um momento de raiva contra o pai”.
C)“Na cabeça do menino, se estabelece uma relação de causa e consequência entre a raiva e o acidente”.
D)“porque a relação de causa e efeito se estabeleceu num nível totalmente inconsciente, inacessível para a consciência racional”.
E)“Será capaz de viver décadas carregando essa culpa, arrastando-a para onde for, sem sequer saber que ela existe”.
FAMEMA20231a faseQuestao 10PortuguêsCoesão e referênciaFacil
Num exemplo esquemático: imaginemos que, quando menino, um filho tenha um momento de raiva contra o pai, uma daquelas raivas radicais que qualquer um tem, mas não confessa; e suponhamos que, bem na hora em que o menino esteja vivendo essa raiva, chegue a notícia de que o pai sofreu um acidente de carro, um terrível acidente, que o deixa estragado, que talvez até o mate. Na cabeça do menino, se estabelece uma relação de causa e consequência entre a raiva e o acidente, de forma que ele passe a viver, inconscientemente, como um culpado pelo problema todo. Será capaz de viver décadas carregando essa culpa, arrastando-a para onde for, sem sequer saber que ela existe, porque a relação de causa e efeito se estabeleceu num nível totalmente inconsciente, inacessível para a consciência racional, salvo, segundo Freud, pela análise. Análise que, nesse exemplo, trataria de trazer tal nexo causal para a consciência, para desfazê-lo, para mostrar que ele não tem cabimento, porque é uma falsa crença. (Filosofia mínima: ler, escrever, ensinar, aprender, 2011.)
Os dois termos sublinhados no texto referem-se, respectivamente, a
A)“menino” e “pai”.
B)“hora” e “carro”.
C)“menino” e “acidente”.
D)“hora” e “pai”.
E)“hora” e “acidente”.
FAMEMA20231a faseQuestao 11MatemáticaGeometria analítica: reta e mediatrizMedia
A figura indica a posição dos pontos A e B sobre a reta dos números reais e a mediatriz de AB, que intersecta a reta real no ponto M. Assim, temos que 158 e 54 são coordenadas, na reta real, dos pontos A e B, respectivamente.
Nessas condições, a coordenada do ponto M na reta real, é
Imagens anexadas
A)54
B)32
C)35
D)53
E)34
FAMEMA20231a faseQuestao 12MatemáticaSistemas de equaçõesDificil
Um cinema vende ingressos a preço único. Com o preço atual dos ingressos, o cinema tem conseguido vender apenas metade da lotação máxima da sala, com arrecadação total de R$ 1.408,00.
Diante dessa situação, o gerente decidiu abaixar o preço do ingresso em R$ 5,00 e, com o novo valor, o cinema passou a preencher sua lotação máxima,
com arrecadação total de R$ 2.176,00.
O percentual de desconto dado pelo gerente no preço do ingresso em relação ao preço anterior foi de, aproximadamente,
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