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UEMG2018Fase unicaQuestao 1PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Texto 1
O poeta contemporâneo ainda tem com o que se espantar? (Audrey de Mattos)
Falar da poesia contemporânea, esta que está aí, sendo produzida neste exato instante, é pensar nas mudanças que, de Aristóteles aos vanguardistas do século XX, transformaram a forma conhecida por poesia em território do heterogêneo: grotesco e sublime, temas elevados e temas cotidianos, linguagem polida e palavreado chulo, tudo convive na poesia contemporânea, nem de longe pacificamente, pois que o estranhamento e o (des)entendimento que assomam à alma de quem lê dão conta de que a atual poesia não veio para repousar (nem deixar repousar) em margens plácidas. [...] Trata-se então de ouvir o inaudível e ver o invisível, conforme a fórmula clássica baudelairiana. A linguagem poética, até então mero instrumento de reprodução da realidade, “reclamará uma maior autonomia em relação à normatividade do mundo, reivindicando assim algo que parecia impossível: a capacidade de transfigurar o real e integrar-se ao mundo como elemento constitutivo deste” (Tereza Cabañas, in “A poética da inversão”). [...] Do poema enterrado ao poema digital, a poesia incorporará tantas e tão variadas formas de expressão que levarão Antonio Cicero a afirmar, em fins da primeira década do século XXI: “Não há mais vanguarda”. “Qualquer fetichismo residual em relação a qualquer forma convencional da poesia” foi eliminado e “a consequente relativização de todas as formas tradicionais de poesia” afeta todos os poetas pós-vanguarda. [...] Adaptado de <http://lounge.obviousmag.org/conversa_de_ botequim/2014/09/poesia-no-seculo-xxi-rumos.html#ixzz4ybiYJXfM>. Acesso em: 10 nov. 2017.
No Texto 1, o autor defende que
A)a poesia moderna se recria como um instrumento de reprodução da realidade, fiel aos elementos que constituem a sociedade atual, a fim de mantê-la intacta e inalterada.
B)a poesia, no século XXI, segue um modelo vanguardista em que se privilegia a contemplação do que é sublime, belo e homogêneo, de modo a expor suas contradições.
C)os novos poetas buscam uma poesia clássica aliada à modernidade dos meios de comunicação, em que se relativizam todos os movimentos literários anteriores ao século XXI.
D)o poeta contemporâneo representa uma literatura heterogênea, na qual há uma tensão que propicia o questionamento e a mobilização do que é real.
UEMG2018Fase unicaQuestao 2PortuguêsArgumentação e persuasãoMedia
Texto 1
O poeta contemporâneo ainda tem com o que se espantar? (Audrey de Mattos)
Falar da poesia contemporânea, esta que está aí, sendo produzida neste exato instante, é pensar nas mudanças que, de Aristóteles aos vanguardistas do século XX, transformaram a forma conhecida por poesia em território do heterogêneo: grotesco e sublime, temas elevados e temas cotidianos, linguagem polida e palavreado chulo, tudo convive na poesia contemporânea, nem de longe pacificamente, pois que o estranhamento e o (des)entendimento que assomam à alma de quem lê dão conta de que a atual poesia não veio para repousar (nem deixar repousar) em margens plácidas. [...] Trata-se então de ouvir o inaudível e ver o invisível, conforme a fórmula clássica baudelairiana. A linguagem poética, até então mero instrumento de reprodução da realidade, “reclamará uma maior autonomia em relação à normatividade do mundo, reivindicando assim algo que parecia impossível: a capacidade de transfigurar o real e integrar-se ao mundo como elemento constitutivo deste” (Tereza Cabañas, in “A poética da inversão”). [...] Do poema enterrado ao poema digital, a poesia incorporará tantas e tão variadas formas de expressão que levarão Antonio Cicero a afirmar, em fins da primeira década do século XXI: “Não há mais vanguarda”. “Qualquer fetichismo residual em relação a qualquer forma convencional da poesia” foi eliminado e “a consequente relativização de todas as formas tradicionais de poesia” afeta todos os poetas pós-vanguarda. [...] Adaptado de <http://lounge.obviousmag.org/conversa_de_ botequim/2014/09/poesia-no-seculo-xxi-rumos.html#ixzz4ybiYJXfM>. Acesso em: 10 nov. 2017.
Para defender seu ponto de vista, o autor do Texto 1 usa determinadas estratégias de argumentação e composição textual. Assinale a alternativa que NÃO apresenta estratégias utilizadas.
A)Citação e intertextualidade.
B)Paráfrase e raciocínio de causa/ consequência.
C)Paródia e contra-argumentação.
D)Contraposição de termos e alusão histórica.
UEMG2018Fase unicaQuestao 3PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Texto 2
Trabalivre (Tribalistas)
Um dia minha mãe me disse Você já é grande, tem que trabalhar Naquele instante aproveitei a chance Vi que eu era livre para me virar Fiz minha mala, comprei a passagem O tempo passou depressa e eu aqui cheguei Passei por tudo que é dificuldade Me perdi pela cidade mas já me encontrei
Domingo boto meu pijama Deito lá na cama para não cansar Segunda-feira eu já tô de novo Atolado de trabalho para entregar Na terça não tem brincadeira Quarta-feira tem serviço para terminar Na quinta já tem hora extra E na sexta o expediente termina no bar
Mas tenho o sábado inteiro pra mim mesmo Fora do emprego Pra me aprimorar
Sou easy, eu não entro em crise Tenho tempo livre Pra me trabalhar Disponível em: <https://www.letras.mus.br/tribalistas/trabalivre/>. Acesso em: 10 nov. 2017.
Assinale a alternativa correta a respeito da música “Trabalivre” (Texto 2).
A)O eu lírico constrói uma narrativa marcada pela progressão temporal dos dias da semana. Essa narrativa busca enaltecer o trabalho e sua função social, de forma a levar o interlocutor a buscar se aprimorar para tal atividade.
B)O uso de primeira pessoa do singular demonstra que o eu lírico inclui o interlocutor em sua narrativa, compondo uma voz uníssona que versa sobre a atividade laboral.
C)A ironia é uma estratégia presente na composição do texto e está marcada no jogo feito entre a sequência narrativa e a ação indicativa no final da canção, em que o eu lírico, mesmo em seu tempo livre, trabalha a si próprio, o que revela que o trabalho é algo inerente a esse indivíduo, tanto externa quanto internamente.
D)A formalidade presente na linguagem da canção compõe uma relação direta com a atividade laboral, demonstrando que o trabalho exige uma postura séria do indivíduo.
UEMG2018Fase unicaQuestao 4PortuguêsMorfossintaxe (norma padrão e colocação pronominal)Media
Texto 2
Trabalivre (Tribalistas)
Um dia minha mãe me disse Você já é grande, tem que trabalhar Naquele instante aproveitei a chance Vi que eu era livre para me virar Fiz minha mala, comprei a passagem O tempo passou depressa e eu aqui cheguei Passei por tudo que é dificuldade Me perdi pela cidade mas já me encontrei
Domingo boto meu pijama Deito lá na cama para não cansar Segunda-feira eu já tô de novo Atolado de trabalho para entregar Na terça não tem brincadeira Quarta-feira tem serviço para terminar Na quinta já tem hora extra E na sexta o expediente termina no bar
Mas tenho o sábado inteiro pra mim mesmo Fora do emprego Pra me aprimorar
Sou easy, eu não entro em crise Tenho tempo livre Pra me trabalhar Disponível em: <https://www.letras.mus.br/tribalistas/trabalivre/>. Acesso em: 10 nov. 2017.
Assinale a alternativa correta a respeito dos elementos linguísticos da música “Trabalivre”.
A)No excerto “Mas tenho o sábado inteiro pra mim mesmo / Fora do emprego / Pra me aprimorar”, o elemento coesivo de contraposição indica que o sábado representa um dia de descanso, ao contrário dos outros dias da semana. No entanto essa expectativa é quebrada quando se insere uma finalidade alheia ao descanso.
B)Os verbos conjugados no presente do indicativo demonstram que as ações realizadas pelo eu lírico são pontuais e se dão no presente momentâneo do ato enunciativo.
C)A colocação dos pronomes pessoais do caso oblíquo presentes no texto obedece à norma culta da língua portuguesa. Tal fato pode ser observado especialmente no verso “Me perdi pela cidade mas já me encontrei”.
D)Os advérbios de modo dão o tom narrativo ao texto, utilizados para caracterizar ações durativas como a que se expressa no verso “O tempo passou depressa e eu aqui cheguei”.
UEMG2018Fase unicaQuestao 5PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Texto 2
Trabalivre (Tribalistas)
Um dia minha mãe me disse Você já é grande, tem que trabalhar Naquele instante aproveitei a chance Vi que eu era livre para me virar Fiz minha mala, comprei a passagem O tempo passou depressa e eu aqui cheguei Passei por tudo que é dificuldade Me perdi pela cidade mas já me encontrei
Domingo boto meu pijama Deito lá na cama para não cansar Segunda-feira eu já tô de novo Atolado de trabalho para entregar Na terça não tem brincadeira Quarta-feira tem serviço para terminar Na quinta já tem hora extra E na sexta o expediente termina no bar
Mas tenho o sábado inteiro pra mim mesmo Fora do emprego Pra me aprimorar
Sou easy, eu não entro em crise Tenho tempo livre Pra me trabalhar Disponível em: <https://www.letras.mus.br/tribalistas/trabalivre/>. Acesso em: 10 nov. 2017.
Assinale a alternativa correta.
Disponível em: <https://digofreitas.com/hq/outros-78-rotina/>. Acesso em: 10 nov. 2017.
Imagens anexadas
A)No primeiro quadrinho do texto “Rotina”, o narrador coordena várias orações, gerando um efeito de sentido que remete a ações rotineiras. Isso é reforçado pela locução adverbial de tempo.
B)O uso da expressão “todos os dias” (Texto “Rotina”, primeiro quadrinho) remete ao sentido de “tenho tempo livre” (Texto “Trabalivre”, penúltimo verso), sentido esse que está ao mesmo tempo implícito na última fala do personagem “Hoje vou tomar dois cafés” (Texto “Rotina”, terceiro quadrinho).
C)O humor do texto “Rotina” se revela na reação do personagem Daniel diante das atividades maçantes de seu dia a dia, agindo com inconformismo.
D)A expressão “Chega!!!” (Texto “Rotina”, segundo quadrinho) é formada por um verbo bitransitivo, para o qual há dois complementos implícitos, o objeto direto oracional “que se dane” e o objeto indireto oracional “de trabalhar”.
Texto 3
“ALIEN INTERVIEW” (Entrevista com um alienígena)
No momento em que o ser alienígena tinha sido devolvido à base eu já tinha passado várias horas com ela. Como já referi, o Sr. Cavitt me disse para ficar com a extraterrestre, já que eu era a única pessoa entre nós que poderia compreendê-la e manter comunicação telepaticamente. Eu não pude compreender e entender a minha capacidade de me “comunicar” telepaticamente com o ser extraterrestre. Eu nunca antes havia tido experiência com comunicação telepática com alguém. A comunicação não-verbal que eu experimentei era como a compreensão que se tem quando uma criança ou um cão está tentando fazer você entender alguma coisa, mas muito, muito mais direta e poderosa! Mesmo que não houvesse falado “palavras”, ou comunicação através de sinais, a intenção dos pensamentos eram inconfundíveis para mim. Percebi mais tarde que, apesar de eu receber o pensamento, eu necessariamente não interpretava o seu significado exatamente. [...] Disponível em: <http://www.bibliotecapleyades.net/vida_ alien/alieninterview/alieninterview.htm)>. Acesso em 10 nov. 2017.
Assinale a alternativa correta a respeito do Texto 3 e de seus elementos linguísticos.
A)As aspas foram utilizadas ao longo do texto para marcar ironia por parte do autor, tendo em vista que houve um deslocamento semântico no uso das palavras marcadas por esse sinal. Tal efeito de sentido também se dá pelo uso do ponto de exclamação em “[...] mas muito, muito mais direta e poderosa! [...]”.
B)Em “[...] o ser alienígena tinha sido devolvido à base [...]”, a crase é utilizada por haver, antes dela, uma perífrase verbal formada por dois verbos auxiliares mais um verbo no particípio e por haver, depois dela, um substantivo feminino.
C)Em “[...] era como a compreensão que se tem quando uma criança ou um cão está tentando fazer você entender alguma coisa [...]”, o “se” exerce função de índice de indeterminação do sujeito.
D)Em “Como já referi, o Sr. Cavitt me disse para ficar com a extraterrestre [...]” e em “[...] era como a compreensão que se tem [...]”, os termos em destaque estabelecem relações de sentido diferentes.
UEMG2018Fase unicaQuestao 7PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaMedia
As questões de 7 a 9 referem-se à obra As melhores histórias de Fernando Sabino.
O texto a seguir é um excerto da crônica O caso do charuto.
E o ascensorista inflexível. Que o homem guardasse o charuto no bolso, engolisse o charuto, fizesse o que melhor lhe parecesse. Sem o quê, ele não subiria. Distraído pelos próprios argumentos, o homem, em vez de se desfazer do charuto, tirou dele uma baforada. Foi o bastante para generalizar-se a confusão. A senhora do Bronx resolveu intervir, alegando raivosamente que ela não tinha nada com aquela história e queria subir. O panamenho, como se estivesse no mundo da lua, perguntava em vão e em mau inglês em que andar era o Consulado do Panamá. O gordinho gritava que aquilo era um desaforo etc. etc. E o elevador parado. O dono do charuto levou-o novamente à boca, para ter as mãos livres e poder se explicar, provocando indignação geral. Então o gordinho, fora de si, estendeu o braço para com uma tapa derrubar o charuto, resolvendo assim a questão. Acontece, porém, que seu gesto foi mal calculado e o que ele deu foi um bofetão na cara do homem. O charuto saltou no ar largando brasa para cima do panamenho, que até então não entendia coisa nenhuma. SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 61.
Levando em consideração a totalidade da crônica O caso do charuto, percebe-se que o narrador
A)acaba por afastar o leitor do conteúdo narrado, uma vez que as situações são inverossímeis.
B)expressa uma visão de mundo conivente com a irracionalidade de algumas leis.
C)em terceira pessoa problematiza uma questão de saúde pública por meio da sátira. Isso fica evidente ao final da crônica.
D)apresenta, por meio do humor, crítica à burocracia.
UEMG2018Fase unicaQuestao 8PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaMedia
As questões de 7 a 9 referem-se à obra As melhores histórias de Fernando Sabino.
Leia o início da crônica Fantasmas de Minas:
“Tão logo Scliar soube que eu pretendia passar o carnaval em Ouro Preto e não conseguira hotel, amavelmente ofereceu-me sua casa. É uma linda casa, informou com ar matreiro. Tão matreiro que dava até para desconfiar. Mas eu já ouvira falar na casa, [...]”. SABINO, Fernando. As melhores histórias de Fernando Sabino. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. p. 147. Tendo como base o restante dessa crônica, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Ao longo da crônica, especialmente em sua última parte, há alusões a locais históricos de Minas Gerais e de seus “fantasmas”. O narrador percorre algumas cidades até chegar a Belo Horizonte, cidade na qual o fantasma é ele próprio. ( ) Pode-se afirmar que essa crônica, com uma linguagem permeada por traços de oralidade, consegue ir a fundo no sentimento humano. Isso se dá de maneira mais evidente na narrativa a partir de quando o narrador vai embora de Ouro Preto e passa a apresentar uma linguagem carregada de lirismo. ( ) O narrador em primeira pessoa corrobora para a aproximação do leitor para com a matéria narrada.
A)V – V – F.
B)V – V – V.
C)F – V – V.
D)V – F – V.
UEMG2018Fase unicaQuestao 9PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaMedia
As questões de 7 a 9 referem-se à obra As melhores histórias de Fernando Sabino.
Com base na leitura da obra As melhores histórias de Fernando Sabino, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. Algumas tramas se passam em Nova Iorque e há referências a espaços artísticos, bares, restaurantes e artistas que são famosos no contexto estadunidense. II. Por vezes, tem-se nas narrativas uma perspectiva, da parte do narrador, perpassada pelo preconceito racial. Isso se faz notar de maneira explícita na
crônica Albertine Disparue, por meio da caracterização da personagem Albertina, a qual é funcionária do narrador. III. O recurso da ironia não é uma constância na obra. IV. Por causa da linguagem leve, divertida e acessível presente nas crônicas, as reflexões profundas ficam em segundo plano. Tal característica é comum no gênero crônica. V. Muitas das crônicas presentes na obra apresentam processos intertextuais, seja por meio da evocação direta e indireta de textos literários, seja por meio da alusão ou citação do nome de outros autores da literatura, dentre eles Marcel Proust.
A)I, II, III e IV.
B)Apenas II e V.
C)Apenas I, II e V.
D)Apenas I e V.
UEMG2018Fase unicaQuestao 10PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaMedia
As questões de 10 a 12 são referentes à obra A dança dos cabelos, de Carlos Herculano Lopes. Leia o seguinte excerto: “Assentada neste banco onde a empregada me trouxe o jantar e após a sobremesa uma garrafa de café, estou com os olhos no azul da serra e no sol que nele se abriga, nessa estranha hora em que o silêncio é cortado apenas pelo berro de uma rês ou pelo cruzar de uma ave, e em que faço mais um cigarro, sem, no entanto, livrar-me dos latejos que em fincadas sucessivas voltam às minhas pernas e doem como as antigas lembranças de minha infância.” LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. Rio de Janeiro: Record, 2017.
Considerando que o romance apresenta, entre outras, três personagens femininas, sendo estas avó, mãe e filha, todas com o nome de Isaura, assinale a alternativa correta em relação ao trecho apresentado.
A)Trata-se de uma carta da avó Isaura ao avô Antônio.
B)O trecho é referente à carta redigida pela mãe Isaura ao seu marido.
C)Refere-se a uma reflexão da mãe Isaura.
D)Refere-se ao sonho da filha Isaura quando retorna à casa na qual cresceu.
UEMG2018Fase unicaQuestao 11PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaMedia
Considerando o título e o enredo da obra, assinale a alternativa correta.
A)O título simboliza a labuta diária das personagens femininas que, em uma tentativa de agradar aos homens, trançam os longos cabelos pretos todos os dias em um ritual semelhante ao de uma dança.
B)O livro é narrado por três mulheres, simbolizando as três partes de uma trança, e a narrativa ora apresenta o discurso de uma delas, ora de outra e, em um terceiro momento, de outra, criando um movimento também muito parecido com o trançar de cabelos, atividade presente no cotidiano das mulheres da família.
C)Em um determinado momento da narrativa, Isaura (filha) relata ter ficado escondida, ainda quando criança, com outras mulheres, num quarto pequeno, abafado, úmido e escuro, enquanto a casa era invadida por jagunços. O título da obra simboliza tal momento, pois a forma adotada pelas mulheres para amenizar o horror que estava acontecendo foi dançar até que aquela situação acabasse.
D)Não há uma relação explícita entre o título e o enredo, pois, ao longo da narrativa, nada é mencionado sobre dança ou cabelos.
UEMG2018Fase unicaQuestao 12PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaDificil
Leia o seguinte excerto: “Às vezes, estando ocupada na cozinha ou em outros afazeres, como remendar as calças que Antônio usava no campo, ou passando algum dos seus ternos para as reuniões políticas, ou da maçonaria, ou ainda respondendo às cartas que os empregados recebiam dos parentes em São Paulo, ou fazendo as quitandas que nunca faltaram aqui em casa, assim como o café com leite que ainda tomamos antes de deitar, ou seja lá o que for, que nem sempre eu percebia a ausência de minha filha.” LOPES, Carlos Herculano. A dança dos cabelos. Rio de Janeiro: Record, 2017.
Considerando esse excerto da obra e o contexto de toda a narrativa, analise as assertivas e assinale a alternativa correta.
I. As personagens femininas possuem alto poder de reflexão, uma vez que levam uma vida tranquila, o que propicia a atividade reflexiva.
II. As mulheres da narrativa sofrem constantemente dos abusos de um contexto patriarcal, o que pode contribuir para a formação de comportamentos contrários à moral convencional. III. Os homens da narrativa possuem práticas abusivas que levam à falta de atividade reflexiva por parte das mulheres, uma vez que estas são forçadas ao trabalho contínuo, vetando a possibilidade de um pensamento acerca do mundo que as circunda. IV. Há a preocupação de uma das personagens, de nome Isaura, em perder as terras que, segundo ela, foram conquistadas com o suor de seus familiares de gerações passadas. V. O estupro é uma prática recorrente na narrativa.
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