Prova · UERJ 2018

Prova UERJ 2018: questões por disciplina

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O que caiu na prova 2018

Questões da prova UERJ 2018

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UERJ20181º EQQuestao 1HistóriaGuerra Fria e memória históricaMedia
Star Trek ou “Jornada nas Estrelas”, um clássico da ficção científica, completou 50 anos de existência em 2016. A série mostrava as aventuras da tripulação da nave USS Enterprise no século XXIII, com mundos e raças alienígenas convivendo. Ao fazer analogias com situações da época, abordava questões sociais contemporâneas em um contexto futurista. O elenco era bem diferenciado, apresentando uma mulher negra, um asiático e um russo, que trabalhavam juntos e com papéis de destaque. O monólogo de introdução em cada episódio afirmava: “Estas são as viagens da nave estelar Enterprise. Em sua missão de cinco anos, para explorar novos mundos, para pesquisar novas vidas, novas civilizações, audaciosamente indo aonde nenhum homem jamais esteve”. O desenvolvimento dos conhecimentos no campo da astronomia amplia a visão cósmica, como lembra o texto do físico Marcelo Gleiser, e as novas possibilidades de intervenção humana repercutem na produção de textos e filmes de ficção científica, a exemplo da série televisiva “Jornada nas Estrelas”. De acordo com a reportagem, os episódios da série fizeram analogias com situações das décadas de 1960 e 1970 ao tematizar os seguintes tópicos:
  1. A)avanço científico e controle territorial
  2. B)corrida espacial e diversidade étnica
  3. C)uniformização cultural e expansionismo militarista
  4. D)globalização econômica e dominação imperialista
UERJ20182º EQQuestao 1BiologiaEvoluçãoFacil
Quando os primeiros humanos modernos (Homo sapiens) surgiram na África, há cerca de 200 mil anos, é provável que outras espécies de humanos ainda habitassem o continente. Até agora, porém, os registros fósseis não traziam evidências da convivência da nossa espécie com outras mais arcaicas na região. Mas análises dos restos de uma destas espécies humanas antigas, encontrados na África do Sul, indicam pela primeira vez que isso teria acontecido de fato. Conhecidos como Homo naledi, eles teriam vivido entre 236 mil e 335 mil anos atrás, mesma época em que se acredita que o Homo sapiens evoluiu na África subsaariana. Segundo o pesquisador Lee Berger, “não podemos mais presumir que sabemos que espécie fez quais ferramentas, ou se foram os humanos modernos os inovadores responsáveis por avanços na tecnologia”. Com base nos conhecimentos científicos atuais sobre a evolução da espécie humana, referidos na reportagem e ilustrados na árvore genealógica, identifica-se o princípio de:
Imagens anexadas
  1. A)diversidade biológica
  2. B)semelhança fisiológica
  3. C)paralelismo etnográfico
  4. D)condicionamento geográfico
UERJ20181º EQQuestao 2PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
**O poder criativo da imperfeição** Já escrevi sobre como nossas teorias científicas sobre o mundo são aproximações de uma realidade que podemos compreender apenas em parte. Nossos instrumentos de pesquisa, que tanto ampliam nossa visão de mundo, têm necessariamente limites de precisão. Não há dúvida de que Galileu, com seu telescópio, viu mais longe do que todos antes dele. Também não há dúvida de que hoje vemos muito mais longe do que Galileu poderia ter sonhado em 1610. E certamente, em cem anos, nossa visão cósmica terá sido ampliada de forma imprevisível. No avanço do conhecimento científico, vemos um conceito que tem um papel essencial: simetria. Já desde os tempos de Platão, há a noção de que existe uma linguagem secreta da natureza, uma matemática por trás da ordem que observamos. Platão – e, com ele, muitos matemáticos até hoje – acreditava que os conceitos matemáticos existiam em uma espécie de dimensão paralela, acessível apenas através da razão. Nesse caso, os teoremas da matemática (como o famoso teorema de Pitágoras) existem como verdades absolutas, que a mente humana, ao menos as mais aptas, pode ocasionalmente descobrir. Para os platônicos, a matemática é uma descoberta, e não uma invenção humana. Ao menos no que diz respeito às forças que agem nas partículas fundamentais da matéria, a busca por uma teoria final da natureza é a encarnação moderna do sonho platônico de um código secreto da natureza. As teorias de unificação, como são chamadas, visam justamente a isso, formular todas as forças como manifestações de uma única, com sua simetria abrangendo as demais. Culturalmente, é difícil não traçar uma linha entre as fés monoteístas e a busca por uma unidade da natureza nas ciências. Esse sonho, porém, é impossível de ser realizado. Primeiro, porque nossas teorias são sempre temporárias, passíveis de ajustes e revisões futuras. Não existe uma teoria que possamos dizer final, pois nossas explicações mudam de acordo com o conhecimento acumulado que temos das coisas. Um século atrás, um elétron era algo muito diferente do que é hoje. Em cem anos, será algo muito diferente outra vez. Não podemos saber se as forças que conhecemos hoje são as únicas que existem. Segundo, porque nossas teorias e as simetrias que detectamos nos padrões regulares da natureza são em geral aproximações. Não existe uma perfeição no mundo, apenas em nossas mentes. De fato, quando analisamos com calma as "unificações" da física, vemos que são aproximações que funcionam apenas dentro de certas condições. O que encontramos são assimetrias, imperfeições que surgem desde as descrições das propriedades da matéria até as das moléculas que determinam a vida, as proteínas e os ácidos nucleicos (RNA e DNA). Por trás da riqueza que vemos nas formas materiais, encontramos a força criativa das imperfeições. MARCELO GLEISER. Adaptado de Folha de São Paulo, 25/08/2013. Marcelo Gleiser sustenta que a ciência descreve a realidade por meio de uma série de aproximações. Desse modo, ele recusa a compreensão de que o objetivo da ciência seja estabelecer:
  1. A)cálculos complexos
  2. B)certezas imutáveis
  3. C)observações subjetivas
  4. D)propostas interpretativas 4
UERJ20182º EQQuestao 2BiologiaEvoluçãoFacil
Na árvore genealógica da questão anterior, observam-se mudanças evolutivas na linhagem que deu origem ao homem moderno. Todos os eventos evolutivos são caracterizados pelo seguinte aspecto:
  1. A)alterações populacionais ao longo do tempo
  2. B)aumento da eficácia dos processos metabólicos
  3. C)manutenção da variabilidade do material genético
  4. D)transformações estruturais durante a vida do indivíduo
UERJ20181º EQQuestao 3HistóriaHistória da CiênciaMedia
Coleção de pássaros e de insetos do Museu Nacional de História Natural dos Estados Unidos Os zoólogos em seus museus de História Natural, sem se deslocarem mais do que poucos metros e abrindo apenas algumas gavetas, puderam viajar através de todos os continentes. Muitos aspectos comuns, que não podiam ser vistos em espécies perigosas distantes no tempo e no espaço, passaram a aparecer facilmente entre o conteúdo de uma vitrina e o da próxima. Adaptado de LOPES, M. O Brasil descobre a pesquisa científica: os museus e as ciências naturais no século XIX. No decorrer dos séculos XIX e XX, museus de História Natural foram criados em diversos países. Esses espaços buscavam não só expor curiosidades, como também promover, em novas bases, o conhecimento científico de fenômenos e seres vivos. A promoção dessa forma de conhecimento sobre a natureza se relacionava com a seguinte sequência de procedimentos:
  1. A)coletar, observar e classificar
  2. B)analisar, colecionar e organizar
  3. C)experimentar, reunir e desmistificar
  4. D)descobrir, uniformizar e hierarquizar
UERJ20182º EQQuestao 3BiologiaEvoluçãoFacil
O livro A origem das espécies foi publicado na Inglaterra em 1859. Seu autor, Charles Darwin, defendia que organismos vivos evoluem através de um processo que chamou de “seleção natural”. A primeira edição do livro se esgotou rapidamente. Muitos abraçaram de imediato sua teoria, visto que resolvia inúmeros quebra-cabeças da biologia. Contudo, os cristãos ortodoxos condenaram o trabalho como uma heresia. A teoria de Darwin, na qual as pesquisas sobre Lucy se baseiam, é amplamente aceita e aplicada na atualidade. Porém, no momento de sua elaboração, em meados do século XIX, causou polêmicas. A partir da imagem e do texto, uma contestação à teoria de Darwin fundamentava-se na formulação conhecida hoje como:
Imagens anexadas
  1. A)determinismo
  2. B)cientificismo
  3. C)naturalismo
  4. D)criacionismo
UERJ20182º EQQuestao 4PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Lucy caiu da árvore Conta a lenda que, na noite de 24 de novembro de 1974, as estrelas brilhavam na beira do rio Awash, no interior da Etiópia. Um gravador K7 repetia a música dos Beatles “Lucy in the Sky with Diamonds”. Inspirados, os paleontólogos decidiram que a fêmea AL 288-1, cujo esqueleto havia sido escavado naquela tarde, seria apelidada carinhosamente de Lucy. Lucy tinha 1,10 m e pesava 30 kg. Altura e peso de um chimpanzé. Mas não se iluda, Lucy não pertence à linhagem que deu origem aos macacos modernos. Ela já andava ereta sobre os membros inferiores. Lucy pertence à linhagem que deu origem ao animal que escreve esta crônica e ao animal que a está lendo, eu e você. Os ossos foram datados. Lucy morreu 3,2 milhões de anos atrás. Ela viveu 2 milhões de anos antes do aparecimento dos primeiros animais do nosso gênero, o Homo habilis. A enormidade de 3 milhões de anos separa Lucy dos mais antigos esqueletos de nossa espécie, o Homo sapiens, que surgiu no planeta faz meros 200 mil anos. Lucy, da espécie Australopithecus afarensis, é uma representante das muitas espécies que existiram na época em que a linhagem que deu origem aos homens modernos se separou da que deu origem aos macacos modernos. Lucy já foi chamada de elo perdido, o ponto de bifurcação que nos separou dos nossos parentes mais próximos. Uma das principais dúvidas sobre a vida de Lucy é a seguinte: ela já era um animal terrestre, como nós, ou ainda subia em árvores? Muitos ossos de Lucy foram encontrados quebrados, seus fragmentos espalhados pelo chão. Até agora, se acreditava que isso se devia ao processo de fossilização e às diversas forças às quais esses ossos haviam sido submetidos. Mas os cientistas resolveram estudar em detalhes as fraturas. As fraturas, principalmente no braço, são de compressão, aquela que ocorre quando caímos de um local alto e apoiamos os membros para amortecer a queda. Nesse caso, a força é exercida ao longo do eixo maior do osso, causando um tipo de fratura que é exatamente o encontrado em Lucy. Usando raciocínios como esse, os cientistas foram capazes de explicar todas as fraturas a partir da hipótese de que Lucy caiu do alto de uma árvore de pé, se inclinou para frente e amortizou a queda com o braço. Uma queda de 20 a 30 metros e Lucy atingiria o solo a 60 km/h, o suficiente para matar uma pessoa e causar esse tipo de fratura. Como existiam árvores dessa altura onde Lucy vivia e muitos chimpanzés sobem até 150 metros para comer, uma queda como essa é fácil de imaginar. A conclusão é que Lucy morreu ao cair da árvore. E se caiu era porque estava lá em cima. E se estava lá em cima era porque sabia subir. Enfim, sugere que Lucy habitava árvores. Mas na minha mente ficou uma dúvida. Quando criança, eu subia em árvores. E era por não sermos grandes escaladores de árvores que eu e meus amigos vivíamos caindo, alguns quebrando braços e pernas. Será que Lucy morreu exatamente por tentar fazer algo que já não era natural para sua espécie? Fernando Reinach. Adaptado de O Estado de S. Paulo, 24/09/2016. No segundo parágrafo do texto de Fernando Reinach, a repetição da palavra “animal” aponta para uma crítica a uma ideia do senso comum. Essa ideia pode ser enunciada da seguinte forma:
  1. A)os seres humanos pertencem ao conjunto dos primatas
  2. B)os primatas pertencem ao conjunto dos seres humanos
  3. C)os seres humanos não pertencem ao conjunto dos animais
  4. D)os animais não pertencem ao conjunto dos seres humanos
UERJ20181º EQQuestao 4GeografiaCartografiaMedia
O mapa milenar chinês “Yu Gong” fazia uma divisão esquemática de todo o mundo em cinco zonas retilíneas, organizadas de acordo com os quatro pontos cardeais baseados nos ventos. A civilização encontra-se no núcleo da imagem, destacando o domínio imperial. O grau de barbárie aumenta a cada quadrado que se afasta desse núcleo: governantes tributários, as regiões fronteiriças, os bárbaros “aliados” e, finalmente, a zona selvagem, sem cultura, que incluía a Europa. Adaptado de BROTTON, J. Uma história do mundo em doze mapas. Rio de Janeiro: Zahar, 2014. Tal como as teorias científicas, as concepções de mundo expressas através da cartografia também são aproximações passíveis de ajustes e revisões. No texto, a descrição do referencial utilizado para a criação de um mapa milenar chinês aponta para o seguinte aspecto, igualmente presente em documentos cartográficos de outras culturas:
  1. A)atraso técnico da elaboração
  2. B)fundamento místico da orientação
  3. C)interesse econômico da delimitação
  4. D)caráter etnocêntrico da representação
UERJ20181º EQQuestao 5MatemáticaTeorema de PitágorasMedia
Segundo historiadores da matemática, a análise de padrões como os ilustrados a seguir possibilitou a descoberta das triplas pitagóricas. Observe que os números inteiros , e , representados respectivamente pelas 2ª, 3ª e 4ª figuras, satisfazem ao Teorema de Pitágoras. Dessa forma, (3, 4, 5) é uma tripla pitagórica. Os quadrados representados pelas 4ª, 11ª e nª figuras determinam outra tripla pitagórica, sendo o valor de n igual a:
Imagens anexadas
  1. A)10
  2. B)12
  3. C)14
  4. D)16
UERJ20182º EQQuestao 5MatemáticaVelocidade média e proporçãoFacil
Segundo os paleontólogos, Lucy tinha 1,10 m de altura e 30 kg de massa corporal, sendo possível calcular seu Índice de Massa Corporal (IMC). Considere a classificação a seguir: IMC < 16 → magreza grave IMC de 16 a 16,9 → magreza moderada IMC de 17 a 18,4 → magreza leve IMC de 18,5 a 24,9 → peso adequado IMC de 25 a 29,9 → pré-obesidade IMC de 30 a 34,9 → obesidade leve IMC de 35 a 39,9 → obesidade severa IMC ≥ 40 → obesidade mórbida Sabendo que e com base na tabela, a classificação de Lucy é:
  1. A)pré-obesidade
  2. B)magreza grave
  3. C)peso adequado
  4. D)obesidade mórbida
UERJ20181º EQQuestao 6MatemáticaSimetria e TransformaçõesFacil
Considerando o conceito de simetria, observe o desenho a seguir, em que os pontos A e B são simétricos em relação à reta s, quando s é a mediatriz do segmento AB. Em relação à reta s (vertical), a imagem simétrica da letra R apresentada no desenho é:
Imagens anexadas
  1. A)Imagem da alternativa A
  2. B)Imagem da alternativa B
  3. C)Imagem da alternativa C
  4. D)Imagem da alternativa D
UERJ20182º EQQuestao 6QuímicaQuantidade de matéria (mol)Facil
A técnica de datação radiológica por carbono-14 permite estimar a idade de um corpo, como o de Lucy, que apresentava átomos de carbono-14 quando viva. Essa quantidade, em mols, corresponde a:
  1. A)
  2. B)
  3. C)
  4. D)
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