Prova · UERJ 2021

Prova UERJ 2021: questões por disciplina

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O que caiu na prova 2021

Questões da prova UERJ 2021

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UERJ2021Fase unicaQuestao 1PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Morro velho No sertão da minha terra, fazenda é o camarada que ao chão se deu. Fez a obrigação com força, parece até que tudo aquilo ali é seu. Só poder sentar no morro e ver tudo verdinho, lindo a crescer. Orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada. Filho do branco e do preto, correndo pela estrada atrás de passarinho. Pela plantação adentro, crescendo os dois meninos, sempre pequeninos. Peixe bom dá no riacho de água tão limpinha, dá pro fundo ver. Orgulhoso camarada conta histórias pra moçada. Filho do sinhô vai embora, tempo de estudos na cidade grande. Parte, tem os olhos tristes, deixando o companheiro na estação distante. "Não me esqueça, amigo, eu vou voltar." Some longe o trenzinho ao deus-dará. Quando volta já é outro, trouxe até sinhá-mocinha para apresentar. Linda como a luz da lua que em lugar nenhum rebrilha como lá. Já tem nome de doutor e agora na fazenda é quem vai mandar. E seu velho camarada já não brinca, mas trabalha. (MILTON NASCIMENTO. Adaptado de miltonnascimento.com.br.) De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, quinze milhões de pessoas trabalham na agropecuária brasileira. Observe a distribuição percentual dessa população por grau de escolaridade. A partir desses dados, o número de trabalhadores com ensino fundamental incompleto, em milhões, é mais próximo de:
Imagens anexadas
  1. A)12
  2. B)10
  3. C)8
  4. D)6
UERJ2021Fase unicaQuestao 2PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Morro velho No sertão da minha terra, fazenda é o camarada que ao chão se deu. Fez a obrigação com força, parece até que tudo aquilo ali é seu. Só poder sentar no morro e ver tudo verdinho, lindo a crescer. Orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada. Filho do branco e do preto, correndo pela estrada atrás de passarinho. Pela plantação adentro, crescendo os dois meninos, sempre pequeninos. Peixe bom dá no riacho de água tão limpinha, dá pro fundo ver. Orgulhoso camarada conta histórias pra moçada. Filho do sinhô vai embora, tempo de estudos na cidade grande. Parte, tem os olhos tristes, deixando o companheiro na estação distante. "Não me esqueça, amigo, eu vou voltar." Some longe o trenzinho ao deus-dará. Quando volta já é outro, trouxe até sinhá-mocinha para apresentar. Linda como a luz da lua que em lugar nenhum rebrilha como lá. Já tem nome de doutor e agora na fazenda é quem vai mandar. E seu velho camarada já não brinca, mas trabalha. (MILTON NASCIMENTO. Adaptado de miltonnascimento.com.br.) fazenda é o camarada que ao chão se deu. (l. 2) No verso da canção de Milton Nascimento, o poeta apresenta uma definição da palavra “fazenda”. Com base na primeira estrofe, essa definição destaca o seguinte elemento do contexto descrito:
  1. A)riqueza da propriedade
  2. B)expectativa de liberdade
  3. C)dedicação do trabalhador
  4. D)necessidade de autonomia
UERJ2021Fase unicaQuestao 3PortuguêsLiteratura e cançãoMedia
Morro velho No sertão da minha terra, fazenda é o camarada que ao chão se deu. Fez a obrigação com força, parece até que tudo aquilo ali é seu. Só poder sentar no morro e ver tudo verdinho, lindo a crescer. Orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada. Filho do branco e do preto, correndo pela estrada atrás de passarinho. Pela plantação adentro, crescendo os dois meninos, sempre pequeninos. Peixe bom dá no riacho de água tão limpinha, dá pro fundo ver. Orgulhoso camarada conta histórias pra moçada. Filho do sinhô vai embora, tempo de estudos na cidade grande. Parte, tem os olhos tristes, deixando o companheiro na estação distante. "Não me esqueça, amigo, eu vou voltar." Some longe o trenzinho ao deus-dará. Quando volta já é outro, trouxe até sinhá-mocinha para apresentar. Linda como a luz da lua que em lugar nenhum rebrilha como lá. Já tem nome de doutor e agora na fazenda é quem vai mandar. E seu velho camarada já não brinca, mas trabalha. (MILTON NASCIMENTO. Adaptado de miltonnascimento.com.br.) A história da casa-grande é íntima de quase todo brasileiro: de sua vida doméstica, conjugal, sob o patriarcalismo escravocrata e polígamo; da sua vida de menino. Nas casas-grandes foi até hoje onde melhor se exprimiu o caráter brasileiro, a nossa continuidade social. Adaptado de Freyre, G. Casa-grande & senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. Publicado em 1933, Casa-grande & senzala tornou-se livro de referência nas análises sobre patriarcalismo na sociedade brasileira. Na letra da canção Morro velho, aspectos das relações patriarcais são abordados, entre eles a “continuidade social”, presente na seguinte passagem:
  1. A)No sertão da minha terra, / fazenda é o camarada que ao chão se deu. (v. 1-2)
  2. B)Orgulhoso camarada conta histórias pra moçada. (v. 14)
  3. C)Parte, tem os olhos tristes, / deixando o companheiro na estação distante. (v. 17-18)
  4. D)Já tem nome de doutor / e agora na fazenda é quem vai mandar. (v. 25-26)
UERJ2021Fase unicaQuestao 4PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Morro velho No sertão da minha terra, fazenda é o camarada que ao chão se deu. Fez a obrigação com força, parece até que tudo aquilo ali é seu. Só poder sentar no morro e ver tudo verdinho, lindo a crescer. Orgulhoso camarada, de viola em vez de enxada. Filho do branco e do preto, correndo pela estrada atrás de passarinho. Pela plantação adentro, crescendo os dois meninos, sempre pequeninos. Peixe bom dá no riacho de água tão limpinha, dá pro fundo ver. Orgulhoso camarada conta histórias pra moçada. Filho do sinhô vai embora, tempo de estudos na cidade grande. Parte, tem os olhos tristes, deixando o companheiro na estação distante. "Não me esqueça, amigo, eu vou voltar." Some longe o trenzinho ao deus-dará. Quando volta já é outro, trouxe até sinhá-mocinha para apresentar. Linda como a luz da lua que em lugar nenhum rebrilha como lá. Já tem nome de doutor e agora na fazenda é quem vai mandar. E seu velho camarada já não brinca, mas trabalha. (MILTON NASCIMENTO. Adaptado de miltonnascimento.com.br.) No texto, a situação vivenciada pelos dois amigos, ao ingressarem na vida adulta, retrata uma antiga realidade social brasileira, sobretudo no campo, que pode ser reconhecida nos dados indicados nos gráficos. As duas macrorregiões que possuíam, em 2017, o maior e o menor grau de concentração da riqueza, respectivamente, são:
Imagens anexadas
  1. A)Sul e Norte
  2. B)Nordeste e Sul
  3. C)Norte e Sudeste
  4. D)Sudeste e Nordeste
UERJ2021Fase unicaQuestao 5PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
Lugares de memória: para não esquecer O Cais do Valongo, principal porto de entrada de escravizados das Américas, recebeu em 2017 o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco. A distinção define o Valongo, localizado na região portuária do Rio de Janeiro, como um "lugar de memória", ao lado de outros, como o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, ou a cidade de Hiroshima, no Japão. Inaugurado em 1811, o cais logo se converteu no principal ponto de desembarque de africanos escravizados das três Américas. Localizado a poucos passos do Palácio Real, não era raro aos monarcas brasileiros ver os africanos, apressadamente desembarcados, sendo separados de suas famílias, limpos, vestidos, pesados, tendo seus corpos marcados a ferro. Começava, então, uma nova viagem. Dessa vez, rumo à tentativa de desterritorialização e de invisibilização dos africanos, de quem se procurava apagar a memória, qualquer laivo de identidade e orgulho que carregavam de suas nações. Vários viajantes passaram pelo Valongo e constataram o triste espetáculo que se apresentava naquele mercado, dentre eles o artista Jean-Baptiste Debret (1768-1848). Em 1911, o Cais do Valongo foi aterrado, da mesma maneira como se tentou esconder e esquecer "os males e as lembranças dos tempos da escravidão". Esse era o discurso civilizatório da Primeira República, que procurava jogar para o Império a conta da escravidão, cuja culpa é de todos nós. "Redescoberto" 100 anos depois, o Cais do Valongo é hoje um sítio arqueológico que expõe na nossa atualidade as perversões do sistema escravocrata, mas também testemunha a resistência dessas populações. A expressão "lugar de memória" foi criada pelo historiador francês Pierre Nora. Seu objetivo era justamente evitar o desaparecimento dos registros históricos, como arquivos, monumentos, museus e certos espaços específicos. Conforme define Alberto da Costa e Silva: "O Brasil é um país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas maneiras de ser e de viver e no sentimento estético do brasileiro. Por sua vez, em toda a costa atlântica da África, podem-se facilmente reconhecer os brasileirismos. O escravo ficou dentro de nós, qualquer que seja nossa origem." (LILIA MORITZ SCHWARCZ. Adaptado de nexojornal.com.br, 31/07/2017.) um “lugar de memória”, ao lado de outros, como o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, ou a cidade de Hiroshima, no Japão. (l. 3-4) A comparação acima inclui o Cais do Valongo no conjunto de lugares de memória pelo reconhecimento do seguinte atributo comum:
  1. A)valor utópico
  2. B)natureza subjetiva
  3. C)expressão mundial
  4. D)caráter democrático
UERJ2021Fase unicaQuestao 6PortuguêsFormação de palavrasMedia
Lugares de memória: para não esquecer O Cais do Valongo, principal porto de entrada de escravizados das Américas, recebeu em 2017 o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco. A distinção define o Valongo, localizado na região portuária do Rio de Janeiro, como um "lugar de memória", ao lado de outros, como o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, ou a cidade de Hiroshima, no Japão. Inaugurado em 1811, o cais logo se converteu no principal ponto de desembarque de africanos escravizados das três Américas. Localizado a poucos passos do Palácio Real, não era raro aos monarcas brasileiros ver os africanos, apressadamente desembarcados, sendo separados de suas famílias, limpos, vestidos, pesados, tendo seus corpos marcados a ferro. Começava, então, uma nova viagem. Dessa vez, rumo à tentativa de desterritorialização e de invisibilização dos africanos, de quem se procurava apagar a memória, qualquer laivo de identidade e orgulho que carregavam de suas nações. Vários viajantes passaram pelo Valongo e constataram o triste espetáculo que se apresentava naquele mercado, dentre eles o artista Jean-Baptiste Debret (1768-1848). Em 1911, o Cais do Valongo foi aterrado, da mesma maneira como se tentou esconder e esquecer "os males e as lembranças dos tempos da escravidão". Esse era o discurso civilizatório da Primeira República, que procurava jogar para o Império a conta da escravidão, cuja culpa é de todos nós. "Redescoberto" 100 anos depois, o Cais do Valongo é hoje um sítio arqueológico que expõe na nossa atualidade as perversões do sistema escravocrata, mas também testemunha a resistência dessas populações. A expressão "lugar de memória" foi criada pelo historiador francês Pierre Nora. Seu objetivo era justamente evitar o desaparecimento dos registros históricos, como arquivos, monumentos, museus e certos espaços específicos. Conforme define Alberto da Costa e Silva: "O Brasil é um país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas maneiras de ser e de viver e no sentimento estético do brasileiro. Por sua vez, em toda a costa atlântica da África, podem-se facilmente reconhecer os brasileirismos. O escravo ficou dentro de nós, qualquer que seja nossa origem." (LILIA MORITZ SCHWARCZ. Adaptado de nexojornal.com.br, 31/07/2017.) Palavras de um mesmo campo de significados podem indicar diferentes valores, como o de definição de um elemento e o de resultado de um processo. Esses dois valores estão exemplificados, respectivamente, no seguinte par de palavras:
  1. A)africanos (l. 5) − africanizado (l. 35)
  2. B)desterritorialização (l. 9) − desterro (l. 21)
  3. C)escravocrata (l. 27) − escravo (l. 38)
  4. D)Brasil (l. 22) − brasileiro (l. 37)
UERJ2021Fase unicaQuestao 7PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
Lugares de memória: para não esquecer O Cais do Valongo, principal porto de entrada de escravizados das Américas, recebeu em 2017 o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco. A distinção define o Valongo, localizado na região portuária do Rio de Janeiro, como um "lugar de memória", ao lado de outros, como o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, ou a cidade de Hiroshima, no Japão. Inaugurado em 1811, o cais logo se converteu no principal ponto de desembarque de africanos escravizados das três Américas. Localizado a poucos passos do Palácio Real, não era raro aos monarcas brasileiros ver os africanos, apressadamente desembarcados, sendo separados de suas famílias, limpos, vestidos, pesados, tendo seus corpos marcados a ferro. Começava, então, uma nova viagem. Dessa vez, rumo à tentativa de desterritorialização e de invisibilização dos africanos, de quem se procurava apagar a memória, qualquer laivo de identidade e orgulho que carregavam de suas nações. Vários viajantes passaram pelo Valongo e constataram o triste espetáculo que se apresentava naquele mercado, dentre eles o artista Jean-Baptiste Debret (1768-1848). Em 1911, o Cais do Valongo foi aterrado, da mesma maneira como se tentou esconder e esquecer "os males e as lembranças dos tempos da escravidão". Esse era o discurso civilizatório da Primeira República, que procurava jogar para o Império a conta da escravidão, cuja culpa é de todos nós. "Redescoberto" 100 anos depois, o Cais do Valongo é hoje um sítio arqueológico que expõe na nossa atualidade as perversões do sistema escravocrata, mas também testemunha a resistência dessas populações. A expressão "lugar de memória" foi criada pelo historiador francês Pierre Nora. Seu objetivo era justamente evitar o desaparecimento dos registros históricos, como arquivos, monumentos, museus e certos espaços específicos. Conforme define Alberto da Costa e Silva: "O Brasil é um país extraordinariamente africanizado. E só a quem não conhece a África pode escapar o quanto há de africano nos gestos, nas maneiras de ser e de viver e no sentimento estético do brasileiro. Por sua vez, em toda a costa atlântica da África, podem-se facilmente reconhecer os brasileirismos. O escravo ficou dentro de nós, qualquer que seja nossa origem." (LILIA MORITZ SCHWARCZ. Adaptado de nexojornal.com.br, 31/07/2017.) Ao final do texto, a autora expõe um posicionamento de Alberto da Costa e Silva. Segundo esse especialista, entre Brasil e países da África construiu-se uma relação cultural de:
  1. A)trato indiferente
  2. B)influência mútua
  3. C)tolerância forçada
  4. D)antagonismo puro
UERJ2021Fase unicaQuestao 8PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaMedia
As questões de números 08 a 11 referem-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. O romance põe em questão a ideia de patriotismo, apresentando diferentes visões de seus personagens sobre a noção de pátria. Isso se observa no confronto entre a noção idealizada de Policarpo Quaresma e aquela manifestada pelas elites militar e política do país. A apropriação da noção de pátria por essas elites se caracteriza como:
  1. A)visionária
  2. B)subversiva
  3. C)progressista
  4. D)oportunista
UERJ2021Fase unicaQuestao 9PortuguêsTeoria literáriaMedia
As questões de números 08 a 11 referem-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. Marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, é também personagem de Triste Fim de Policarpo Quaresma. O conceito que melhor sustenta a construção desse personagem ficcional, baseado numa figura histórica, é o da:
  1. A)catarse
  2. B)polissemia
  3. C)generalização
  4. D)verossimilhança
UERJ2021Fase unicaQuestao 10PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaDificil
Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro do nosso país, os autores e os escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma — usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro. O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais alta manifestação da inteligência de um povo, é a sua criação mais viva e original; e, portanto, a emancipação política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática. O teor da solicitação de Policarpo Quaresma expressa uma ironia ao deixar implícita uma crítica histórica. O alvo dessa crítica é:
  1. A)a censura da elite econômica
  2. B)a burocracia republicana nascente
  3. C)o silenciamento da herança indígena
  4. D)o purismo do pensamento cientificista
UERJ2021Fase unicaQuestao 11PortuguêsLiteratura: Carolina Maria de Jesus e ironiaMedia
Saiu e andou. Olhou o céu, os ares, as árvores de Santa Teresa, e se lembrou que, por estas terras, já tinham errado tribos selvagens, das quais um dos chefes se orgulhava de ter no sangue o sangue de dez mil inimigos. Fora há quatro séculos. Olhou de novo o céu, os ares, as árvores de Santa Teresa, as casas, as igrejas; viu os bondes passarem; uma locomotiva apitou; um carro, puxado por uma linda parelha, atravessou-lhe na frente, quando já a entrar do campo... Tinha havido grandes e inúmeras modificações. Que fora aquele parque? Talvez um charco. Tinha havido grandes modificações nos aspectos, na fisionomia da terra, talvez no clima... Esperemos mais, pensou ela; e seguiu serenamente ao encontro de Ricardo Coração dos Outros. Com base no fragmento, o final do romance, apesar de triste, como anuncia o próprio título, contém uma mensagem de otimismo, expressa nos pensamentos da personagem Olga, afilhada de Policarpo. O otimismo se justifica pela expectativa de:
  1. A)avanço civilizatório
  2. B)resistência popular
  3. C)progresso industrial
  4. D)miscigenação étnica
UERJ2021Fase unicaQuestao 12InglêsCompreensão de textoFacil
The boxer I am just a poor boy, though my story's seldom told I have squandered my resistance for a pocketful of mumbles, such are promises All lies and jest, still a man hears what he wants to hear And disregards the rest When I left my home and my family, I was no more than a boy In the company of strangers In the quiet of the railway station, runnin' scared, laying low, Seeking out the poorer quarters, where the ragged people go Looking for the places only they would know Lie la lie, lie la la la lie lie Asking only workman's wages, I come looking for a job But I get no offers Just a come-on from the whores on 7th Avenue I do declare, there were times when I was so lonesome I took some comfort there Now the years are rolling by me They are rockin' evenly I am older than I once was And younger than I'll be; that's not unusual Nor is it strange After changes upon changes We are more or less the same After changes we are more or less the same And I'm laying out my winter clothes and wishing I was gone Goin' home Where the New York City winters aren't bleedin' me Leadin' me Goin' home In the clearing stands a boxer and a fighter by his trade And he carries the reminders Of every glove that laid him down or cut him 'Til he cried out in his anger and his shame "I am leaving, I am leaving", but the fighter still remains (PAUL SIMON and ART GARFUNKEL. Adaptado de genius.com.) The lyrics to the songs The boxer and Morro velho mention characters who move to other cities. A common feature concerning these characters' lives is:
  1. A)the early age when they left home
  2. B)the marital status when they came back
  3. C)the difficulties faced when they were away
  4. D)the social condition when they went abroad
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