Prova · UERJ 2022

Prova UERJ 2022: questões por disciplina

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O que caiu na prova 2022

Questões da prova UERJ 2022

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UERJ2022Fase unicaQuestao 1PortuguêsTipologia textual e argumentaçãoMedia
Leia a letra da canção a seguir para responder à questão. A ciência em si Se toda coincidência Tende a que se entenda E toda lenda Quer chegar aqui A ciência não se aprende A ciência apreende A ciência em si Se toda estrela cadente Cai pra fazer sentido E todo mito Quer ter carne aqui A ciência não se ensina A ciência insemina A ciência em si Se o que se pode ver, ouvir, pegar, medir, pesar Do avião a jato ao jabuti Desperta o que ainda não, não se pôde pensar Do sono eterno ao eterno devir Como a órbita da Terra abraça o vácuo devagar Para alcançar o que já estava aqui Se a crença quer se materializar Tanto quanto a experiência quer se abstrair A ciência não avança A ciência alcança A ciência em si ARNALDO ANTUNES e GILBERTO GIL. Adaptado de fiocruz.br. Na letra da música, observa-se uma estrutura que se repete nas três estrofes, construindo um raciocínio típico do pensamento científico. Esse raciocínio, que pode ser representado pela fórmula “se x, logo y”, encontra-se no campo argumentativo da:
  1. A)dedução
  2. B)indução
  3. C)contestação
  4. D)exemplificação
UERJ2022Fase unicaQuestao 2BiologiaEvoluçãoMedia
Leia a letra da canção a seguir para responder à questão. A ciência em si Se toda coincidência Tende a que se entenda E toda lenda Quer chegar aqui A ciência não se aprende A ciência apreende A ciência em si Se toda estrela cadente Cai pra fazer sentido E todo mito Quer ter carne aqui A ciência não se ensina A ciência insemina A ciência em si Se o que se pode ver, ouvir, pegar, medir, pesar Do avião a jato ao jabuti Desperta o que ainda não, não se pôde pensar Do sono eterno ao eterno devir Como a órbita da Terra abraça o vácuo devagar Para alcançar o que já estava aqui Se a crença quer se materializar Tanto quanto a experiência quer se abstrair A ciência não avança A ciência alcança A ciência em si ARNALDO ANTUNES e GILBERTO GIL. Adaptado de fiocruz.br. A letra da música aborda a ciência como uma forma de compreensão do mundo. Um dos campos de investigação conhecidos é a biologia, que, antes dispersa em diferentes áreas, unifica-se a partir do século XX. Nessa trajetória histórica, as ideias de Darwin, as leis da hereditariedade de Mendel e as descobertas da genética consolidaram um conjunto de explicações que, no domínio da biologia, são caracterizadas como:
  1. A)vitalistas
  2. B)evolutivas
  3. C)progressivas
  4. D)transformistas
UERJ2022Fase unicaQuestao 3QuímicaTransformações da matériaFacil
Leia a letra da canção a seguir para responder à questão. A ciência em si Se toda coincidência Tende a que se entenda E toda lenda Quer chegar aqui A ciência não se aprende A ciência apreende A ciência em si Se toda estrela cadente Cai pra fazer sentido E todo mito Quer ter carne aqui A ciência não se ensina A ciência insemina A ciência em si Se o que se pode ver, ouvir, pegar, medir, pesar Do avião a jato ao jabuti Desperta o que ainda não, não se pôde pensar Do sono eterno ao eterno devir Como a órbita da Terra abraça o vácuo devagar Para alcançar o que já estava aqui Se a crença quer se materializar Tanto quanto a experiência quer se abstrair A ciência não avança A ciência alcança A ciência em si ARNALDO ANTUNES e GILBERTO GIL. Adaptado de fiocruz.br. Por meio de métodos científicos de investigação, a química estuda as transformações de materiais. Uma transformação que corresponde a um fenômeno químico está indicada em:
  1. A)sublimação da naftalina
  2. B)destilação do álcool
  3. C)oxidação do aço
  4. D)fusão do gelo
UERJ2022Fase unicaQuestao 4FísicaQuantidade de MovimentoFacil
Leia a letra da canção a seguir para responder à questão. A ciência em si Se toda coincidência Tende a que se entenda E toda lenda Quer chegar aqui A ciência não se aprende A ciência apreende A ciência em si Se toda estrela cadente Cai pra fazer sentido E todo mito Quer ter carne aqui A ciência não se ensina A ciência insemina A ciência em si Se o que se pode ver, ouvir, pegar, medir, pesar Do avião a jato ao jabuti Desperta o que ainda não, não se pôde pensar Do sono eterno ao eterno devir Como a órbita da Terra abraça o vácuo devagar Para alcançar o que já estava aqui Se a crença quer se materializar Tanto quanto a experiência quer se abstrair A ciência não avança A ciência alcança A ciência em si ARNALDO ANTUNES e GILBERTO GIL. Adaptado de fiocruz.br. Se toda estrela cadente / Cai pra fazer sentido (2ª estrofe) As chamadas estrelas cadentes nada mais são que meteoros. Esses pedaços de rocha são atraídos pelo campo gravitacional da Terra e incandescem no atrito com a atmosfera. Admita que um meteoro, ao penetrar na atmosfera terrestre, tenha, em determinado instante, massa de 10 kg e velocidade de 252000 km/h. Nessas condições, a quantidade de movimento do meteoro, em kg.m/s, é igual a:
  1. A)560000
  2. B)680000
  3. C)700000
  4. D)820000
UERJ2022Fase unicaQuestao 5PortuguêsCoesão e estrutura argumentativaDificil
Leia o soneto a seguir para responder à questão. SONETO I Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem (se algum houve) as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E enfim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto, Que não se muda já como soía. (mor − maior; soía − costumava) LUÍS DE CAMÕES. No soneto, é possível observar a exposição de ideias segundo uma lógica argumentativa. Dois recursos empregados no soneto I que articulam as ideias presentes na primeira estrofe às presentes nas outras três são, respectivamente:
  1. A)gradação e enumeração
  2. B)declaração e comparação
  3. C)pressuposição e conclusão
  4. D)generalização e particularização
UERJ2022Fase unicaQuestao 6PortuguêsConfronto de textosMedia
Observe a imagem para responder à questão. A imagem reproduz um grafite visto em um muro em Portugal. A imagem a seguir reproduz um grafite visto em um muro em Portugal. O grafite estabelece intertextualidade com o soneto I, que trata da mudança como fonte de desassossego para o poeta quinhentista. Reelaborada na contemporaneidade, a mudança retratada no grafite pode ser associada ao seguinte tema, presente nos sonetos de Camões:
Imagens anexadas
  1. A)imprecisão do conhecimento
  2. B)necessidade da experiência
  3. C)ambiguidade do amor
  4. D)desconcerto do mundo SONETO II O tempo acaba o ano, o mês e a hora, A força, a arte, a manha, a fortaleza; O tempo acaba a fama e a riqueza, O tempo o mesmo tempo de si chora. O tempo busca e acaba o onde mora Qualquer ingratidão, qualquer dureza, Mas não pode acabar minha tristeza, Enquanto não quiserdes vós, Senhora. O tempo o claro dia torna escuro, E o mais ledo1 prazer em choro triste; O tempo a tempestade em grã2 bonança. Mas de abrandar o tempo estou seguro O peito de diamante, onde consiste A pena e o prazer desta esperança. 1 ledo − alegre 2 grã − grande língua portuguesa e literatura triplov.com, agosto/2012 5
UERJ2022Fase unicaQuestao 7PortuguêsEnunciação e interlocuçãoDificil
Leia o soneto a seguir para responder à questão. SONETO II O tempo acaba o ano, o mês e a hora, A força, a arte, a manha, a fortaleza; O tempo acaba a fama e a riqueza, O tempo o mesmo tempo de si chora. O tempo busca e acaba o onde mora Qualquer ingratidão, qualquer dureza, Mas não pode acabar minha tristeza, Enquanto não quiserdes vós, Senhora. O tempo o claro dia torna escuro, E o mais ledo prazer em choro triste; O tempo a tempestade em grã bonança. Mas de abrandar o tempo estou seguro O peito de diamante, onde consiste A pena e o prazer desta esperança. (ledo − alegre; grã − grande) LUÍS DE CAMÕES. No soneto II, marcas enunciativas que representam os interlocutores do poema estão presentes nos seguintes versos:
  1. A)O tempo acaba a fama e a riqueza, / O tempo o mesmo tempo de si chora.
  2. B)Mas não pode acabar minha tristeza, / Enquanto não quiserdes vós, Senhora.
  3. C)O tempo o claro dia torna escuro, / E o mais ledo prazer em choro triste;
  4. D)O peito de diamante, onde consiste / A pena e o prazer desta esperança.
UERJ2022Fase unicaQuestao 8PortuguêsFiguras de linguagemMedia
No soneto II, o poeta descreve o impacto da ação do tempo, destacando sua capacidade de transformar algo em seu oposto. Essa capacidade está exemplificada no seguinte verso:
  1. A)O tempo acaba o ano, o mês e a hora,
  2. B)O tempo o mesmo tempo de si chora.
  3. C)O tempo a tempestade em grã bonança.
  4. D)Mas de abrandar o tempo estou seguro
UERJ2022Fase unicaQuestao 9PortuguêsTipologia textualMedia
Leia o soneto a seguir para responder à questão. SONETO III Sete anos de pastor Jacob servia Labão, pai de Raquel, serrana bela; Mas não servia ao pai, servia a ela, E a ela só por prêmio pretendia. Os dias na esperança de um só dia Passava, contentando-se com vê-la; Porém o pai, usando de cautela, Em lugar de Raquel, lhe dava Lia. Vendo o triste pastor que com enganos Lhe fora assim negada sua pastora, Como se a não tivera merecida, Começa de servir outros sete anos, Dizendo: — Mais servira, se não fora Para tão longo amor tão curta a vida. LUÍS DE CAMÕES. No soneto III, o poeta aborda a frustração amorosa, empregando construções de um tipo textual não usual no gênero lírico. Esse tipo textual é denominado:
  1. A)dissertativo
  2. B)descritivo
  3. C)narrativo
  4. D)injuntivo
UERJ2022Fase unicaQuestao 10PortuguêsRelações sintático-semânticasDificil
Como se a não tivera merecida, (3ª estrofe) O verso acima estabelece determinada relação de sentido com os dois versos que o antecedem. Essa relação expressa sentido de:
  1. A)modo
  2. B)causa
  3. C)finalidade
  4. D)adversidade
UERJ2022Fase unicaQuestao 11PortuguêsInterpretação literáriaDificil
As questões a seguir relacionam-se aos sonetos I, II e III de Camões, lidos anteriormente. Os sonetos I, II e III destacam um sentimento de impotência diante da passagem do tempo. Na última estrofe de cada poema, porém, o poeta revela sentimentos que se confrontam com essa impotência. Esses sentimentos podem ser definidos, respectivamente, como:
  1. A)surpresa – perseverança – lealdade
  2. B)lealdade – cooperação – prudência
  3. C)prudência – liberdade – satisfação
  4. D)satisfação – alegria – surpresa
UERJ2022Fase unicaQuestao 12InglêsReading comprehension (atribuição de fala)Media
Read the text below to answer the question. The novel Animal Farm, by George Orwell, takes place on a farm where the animals, led by the pig Old Major, decide to start a revolution. Two excerpts are presented below: the first, from the beginning, when the farm is still run by Mr. Jones; the second, from the end, when it comes to be controlled by the animals. PART 1 Word had gone round during the day that Old Major (…) had had a strange dream on the previous night and wished to communicate it to the other animals. It had been agreed that they should all meet in the big barn as soon as Mr. Jones was safely out of the way. (…) When Major saw that they had all made themselves comfortable and were waiting attentively, he cleared his throat and began: “Now comrades, what is the nature of this life of ours? Let us face it: our lives are miserable, laborious, and short. (…) Why then do we continue in this miserable condition? Because nearly the whole of the produce of our labour is stolen from us by human beings. There, comrades, is the answer to all our problems. It is summed up in a single word: Man. Man is the only real enemy we have. Remove Man from the scene, and the root cause of hunger and overwork is abolished forever. Man is the only creature that consumes without producing. He does not give milk, he does not lay eggs (…), yet he is lord of all the animals. (…) Is it not crystal clear, then, comrades, that all the evils of this life of ours spring from the tyranny of human beings? Only get rid of Man, and the produce of our labour would be our own. (…) That is my message to you, comrades: Rebellion!” PART 2 Years passed. The seasons came and went, the short animal lives fled by. A time came when there was no one who remembered the old days before the Rebellion (...). Somehow it seemed as though the farm had grown richer without making the animals themselves any richer − except, of course, for the pigs and the dogs. (...) It was not that these creatures did not work, after their fashion. There was, as Squealer* was never tired of explaining, endless work in the supervision and organization of the farm. Much of this work was of a kind that the other animals were too ignorant to understand. For example, Squealer told them that the pigs had to expend enormous labours every day upon mysterious things called “files”, “reports”, “minutes” and “memoranda”. These were large sheets of paper which had to be closely covered with writing, and as soon as they were so covered, they were burnt in the furnace. This was of the highest importance for the welfare of the farm, Squealer said. But still, neither pigs nor dogs produced any food by their own labour; and there were very many of them, and their appetites were always good. As for the others, their life, so far as they knew, was as it had always been. They were generally hungry, they slept on straw, they drank from the pool, they laboured in the fields. (…) And yet the animals never gave up hope. More, they never lost, even for an instant, their sense of honour and privilege in being members of Animal Farm. They were still the only farm in the whole county — in all England! — owned and operated by animals. (…) * Squealer is the name of a pig. George Orwell. Animal Farm. Londres: Longman, 1945. Animal Farm opens with a clandestine meeting of the animals, motivated by Old Major's dream. The aim of this meeting is to pass on the following message:
  1. A)For the animals' lives to be happy, man has to be eliminated.
  2. B)For the animals to have peace, man has to understand their nature.
  3. C)For the animals to live in a better condition, man has to be undervalued.
  4. D)For the animals' work to succeed, man has to stop stealing their produce.
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