Jurassic Park - Parque dos Dinossauros é um filme de aventura e ficção científica estadunidense, lançado em 1993 e dirigido por Steven Spielberg. A ação transcorre na fictícia Ilha Nublar, onde John Hammond, um filantropo bilionário, e uma pequena equipe de geneticistas criam um parque temático no qual as principais atrações são variadas espécies de dinossauros recriados por engenharia genética.
Em Jurassic Park, a vida de espécies animais extintas no passado do planeta Terra é recriada por meio de engenharia genética.
A existência histórica dessas espécies é comprovada pelas pesquisas do seguinte campo da ciência:
A)etologia
B)mineralogia
C)climatologia
D)paleontologia
UERJ20241º EQQuestao 1PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
O TEMPO INCOMODA
Depois de quase um ano pesquisando sobre vírus, mosquitos e doenças para a série "Epidemia", lançada em parceria com a Folha de S. Paulo, nos vimos empacadas com a decisão sobre qual caminho seguir na temporada seguinte. Como falar de ciência sem tratar diretamente da pandemia? Que outro assunto pode ser tão relevante neste ano tão estranho de 2020?
Foi então que começamos a falar sobre o tempo. Por um lado, é como se estivéssemos vivendo o mesmo dia de novo e de novo, as horas e semanas se fundindo numa massa amorfa. Por outro, sentimos que já passou uma década do início da pandemia para cá.
Essa bagunça de calendários e relógios só fez crescer nossa curiosidade e nosso incômodo, porque pensar no tempo não é nada confortável. Tente. Qual é a cara do tempo? Quanto tempo você ainda tem? Como estará o mundo daqui a cem anos? E daqui a mil? Por que o passado às vezes parece tão misterioso quanto o futuro?
Decidimos mergulhar nesse desconforto ao fazer do tempo o centro da nossa atenção, descobrimos histórias de cidades, pessoas, animais e ideias que o desafiaram ou foram desafiados por ele. Na ciência, encontramos grandes perguntas que habitam o território movediço entre o que já sabemos, o que ainda não sabemos e o que parece ser mesmo indecifrável.
O próprio conceito de tempo passou por revoluções. Até o começo do século 20, a física o tratava como algo absoluto e uniforme, independentemente de quem o medisse. Albert Einstein, com sua teoria da relatividade, sacudiu esses pilares ao propor que o tempo poderia passar mais rápido ou mais devagar, a depender da velocidade de quem o medisse ou de onde esse relógio se encontrasse no universo, já que ele – na verdade, o espaço-tempo – estaria sujeito a deformações.
Na jornada para entender o tempo, também chegamos às investigações sobre como o percebemos. Para nós, ele se manifesta como uma linha que nos empurra em direção ao futuro, mas o cérebro humano tem a incrível capacidade de viajar nessa linha. Sem sair do lugar, visitamos memórias e fazemos projeções para o futuro. Será que somos os únicos animais com essa capacidade? Até que ponto conseguimos de fato imaginar o futuro e tomar decisões pensando no amanhã?
Nesta temporada, não saímos de casa munidas de gravadores como normalmente faríamos. Mas fomos do átomo ao telescópio, dos neurônios ao palco de uma ópera, da serra da Capivara à Noruega, do fóssil à imortalidade.
Como já esperávamos, em vez de se encerrar com respostas, a viagem chegou ao fim com ainda mais perguntas. Afinal, estamos falando do tempo. Não dá para esperar dele respostas absolutas. Saímos com a sensação de que ele é, de certo modo, indecifrável. E esse talvez seja o seu grande charme. Se fosse um personagem, com certeza debocharia das tentativas da humanidade de entendê-lo.
SARAH AZOUBEL e BIA GUIMARÃES (Adaptado de cienciafundamental.blogfolha.uol.com.br, 05/12/2020.)
O tempo incomoda (título)
porque pensar no tempo não é nada confortável. (l. 8-9) Dentre as frases a seguir, aquela que se contrapõe à visão sobre o tempo contida nas afirmações citadas acima é:
A)Não dá para esperar dele respostas absolutas. (l. 30)
B)Saímos com a sensação de que ele é, de certo modo, indecifrável. (l. 30-31)
C)E esse talvez seja o seu grande charme. (l. 31)
D)Se fosse um personagem, com certeza debocharia das tentativas da humanidade de entendê-lo. (l. 31-32)
UERJ20241º EQQuestao 2FísicaRelatividadeDificil
Em um experimento, dois relógios idênticos e sincronizados apresentam uma diferença perceptível na medida do tempo. Um dos relógios se encontra em repouso, enquanto o outro está em movimento a uma velocidade escalar v constante, próxima à velocidade escalar c da luz. Segundo a teoria da relatividade de Albert Einstein, entre o intervalo de tempo Δt₁, medido pelo relógio em repouso, e o intervalo de tempo Δt₂, medido pelo relógio em movimento, observa-se a seguinte relação:
Δt1=1−c2v2Δt2
Considere que o deslocamento do relógio ocorre à velocidade v = 12c/13 durante Δt₂ = 10 segundos.
Logo, o tempo Δt₁, em segundos, decorrido no relógio em repouso, é igual a:
A)28
B)26
C)24
D)22
UERJ20242º EQQuestao 2PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
TEXTO BASE — O QUE É A VIDA?
João Miguel de Oliveira, 6 anos, carioca, fez essa complexa pergunta para a série "Perguntas de criança, respostas
da ciência". Abaixo, dois cientistas de áreas diferentes foram convidados para (tentar) responder à questão.
A vida é a ordem em meio à desordem, por Hugo Aguilaniu, biólogo geneticista
Na condição de geneticista que pesquisa o envelhecimento, devo dizer que a definição mais estrita de vida
não é, de fato, tão simples. A primeira ideia que vem à mente é que um ser vivo deve ser capaz de se mover (5)
– seja em nível macroscópico ou apenas molecular. O movimento molecular, porém, não é específico dos
seres vivos, pois basta pôr duas moléculas reativas em presença uma da outra para dar início aos fluxos
químicos, aos movimentos. Mover-se é, portanto, uma condição necessária, mas não suficiente.
Outra característica da vida é a capacidade de se perpetuar. Os seres vivos são, em sua maioria, mortais,
mas podem perpetuar a vida por meio da reprodução, quando então o código genético com todas as (10)
informações é fielmente replicado. Não é impossível, porém, que alguns organismos se perpetuem sem se
reproduzir, por meio de uma eficiente regeneração. De todo modo, é sempre necessário perpetuar e/ou
reproduzir nossa informação genética.
A replicação do código genético implica a capacidade de os seres vivos se manterem em ordem. Estar
vivo é precisamente manter certa organização molecular dentro de si. Essa manutenção da ordem é muito (15)
cara em termos energéticos: enquanto há vida, ela não pode parar. São o metabolismo e a ingestão de
moléculas que carregam certa quantidade de energia química que impulsionam esse processo.
Os seres vivos, portanto, consomem energia ao seu redor para se manterem em ordem. De acordo com a
segunda lei da termodinâmica, sabemos que a ordem mantida nos indivíduos vivos só é possível ao preço
da criação de uma desordem. E essa, por sua vez, é ainda maior que a ordem – tanto que a entropia, a (20)
desordem do universo, cresce inexoravelmente.
A vida é uma obra de Gaia, por Adriana Alves, geóloga
Para um geólogo, a vida envolve os processos compreendidos entre o nascimento e a morte. Entretanto,
ao contrário dos biólogos, nós não nos referimos necessariamente apenas a animais, plantas e bactérias
como seres vivos. Planetas, estrelas e até vulcões fazem parte desse grupo. Uma estrela, por exemplo, como (25)
o Sol, vive para queimar combustível e fornecer luz e calor no processo; um planeta vive para diminuir
a temperatura de seu interior até que sua dinâmica interna se paralise. Nós, seres viventes clássicos da
biologia, nos originamos da combinação quase milagrosa e acidental de carbono, oxigênio, nitrogênio
e hidrogênio… E foi o surgimento dos seres fotossintetizantes que nos propiciou a atmosfera rica em
oxigênio da qual boa parte dos seres que conhecemos necessitam para seguir vivendo. (30)
Não fosse o pulsante dinamismo da Terra, os continentes não existiriam e o planeta ainda seria uma bola de
lava. Sem essa dinâmica tampouco haveria deriva continental, nem as placas tectônicas se encontrariam.
Esse "não encontro" impossibilitaria a migração dos hominídeos, que existiriam isolados em algum ponto
remoto da África.
Como uma mãe (Pacha Mama ou Gaia), a Terra nos fornece tudo de que precisamos para a vida biológica (35)
desde o surgimento da nossa (e de qualquer) espécie. Seja por influenciar a distribuição dos nutrientes
do subsolo e a ocupação do território por caçadores coletores, seja por definir a distribuição de metais
preciosos usados nos chips do computador em que ora escrevo, a vida humana e de todos os demais seres
só se tornou viável por conta da dinâmica peculiar e caprichosa de Gaia.
Adaptado de cienciafundamental.blogfolha.uol.com.br, 21/10/2021.
De acordo com a exposição feita na primeira seção do texto (linhas 3 a 21), as noções de ordem e desordem estabelecem determinada relação entre si.
Trata-se de uma relação de:
A)oposição
B)proporção
C)implicação
D)substituição
UERJ20241º EQQuestao 3PortuguêsCoesão e coerênciaFacil
O TEMPO INCOMODA
Depois de quase um ano pesquisando sobre vírus, mosquitos e doenças para a série "Epidemia", lançada em parceria com a Folha de S. Paulo, nos vimos empacadas com a decisão sobre qual caminho seguir na temporada seguinte. Como falar de ciência sem tratar diretamente da pandemia? Que outro assunto pode ser tão relevante neste ano tão estranho de 2020?
Foi então que começamos a falar sobre o tempo. Por um lado, é como se estivéssemos vivendo o mesmo dia de novo e de novo, as horas e semanas se fundindo numa massa amorfa. Por outro, sentimos que já passou uma década do início da pandemia para cá.
Essa bagunça de calendários e relógios só fez crescer nossa curiosidade e nosso incômodo, porque pensar no tempo não é nada confortável. Tente. Qual é a cara do tempo? Quanto tempo você ainda tem? Como estará o mundo daqui a cem anos? E daqui a mil? Por que o passado às vezes parece tão misterioso quanto o futuro?
Decidimos mergulhar nesse desconforto ao fazer do tempo o centro da nossa atenção, descobrimos histórias de cidades, pessoas, animais e ideias que o desafiaram ou foram desafiados por ele. Na ciência, encontramos grandes perguntas que habitam o território movediço entre o que já sabemos, o que ainda não sabemos e o que parece ser mesmo indecifrável.
O próprio conceito de tempo passou por revoluções. Até o começo do século 20, a física o tratava como algo absoluto e uniforme, independentemente de quem o medisse. Albert Einstein, com sua teoria da relatividade, sacudiu esses pilares ao propor que o tempo poderia passar mais rápido ou mais devagar, a depender da velocidade de quem o medisse ou de onde esse relógio se encontrasse no universo, já que ele – na verdade, o espaço-tempo – estaria sujeito a deformações.
Na jornada para entender o tempo, também chegamos às investigações sobre como o percebemos. Para nós, ele se manifesta como uma linha que nos empurra em direção ao futuro, mas o cérebro humano tem a incrível capacidade de viajar nessa linha. Sem sair do lugar, visitamos memórias e fazemos projeções para o futuro. Será que somos os únicos animais com essa capacidade? Até que ponto conseguimos de fato imaginar o futuro e tomar decisões pensando no amanhã?
Nesta temporada, não saímos de casa munidas de gravadores como normalmente faríamos. Mas fomos do átomo ao telescópio, dos neurônios ao palco de uma ópera, da serra da Capivara à Noruega, do fóssil à imortalidade.
Como já esperávamos, em vez de se encerrar com respostas, a viagem chegou ao fim com ainda mais perguntas. Afinal, estamos falando do tempo. Não dá para esperar dele respostas absolutas. Saímos com a sensação de que ele é, de certo modo, indecifrável. E esse talvez seja o seu grande charme. Se fosse um personagem, com certeza debocharia das tentativas da humanidade de entendê-lo.
SARAH AZOUBEL e BIA GUIMARÃES (Adaptado de cienciafundamental.blogfolha.uol.com.br, 05/12/2020.)
O próprio conceito de tempo passou por revoluções. Até o começo do século 20, a física o tratava como algo absoluto e uniforme, independentemente de quem o medisse. (l. 16-17) Considerando a sequência de ideias apresentadas no 5º parágrafo, a segunda frase do trecho citado poderia ser introduzida pela seguinte expressão:
Para o funcionamento da célula, unidade fundamental da vida, é necessário que partículas carregadas se desloquem entre os meios intra e extracelular. Esse deslocamento ocorre através de túneis denominados canais iônicos.
Esse processo se baseia na diferença do seguinte fator entre os meios intra e extracelular:
As bases nitrogenadas são componentes fundamentais das moléculas de ácidos nucleicos, encontradas nas células vivas dos órgãos. Observe as fórmulas estruturais de duas dessas bases, a timina e a uracila.
O grupamento que diferencia essas duas bases nitrogenadas é denominado:
Imagens anexadas
A)metil
B)propil
C)carboxila
D)carbonila
UERJ20241º EQQuestao 4GeografiaEspaço geográfico e paisagemMedia
A noção de tempo é fundamental. A sociedade é atual, mas a paisagem, pelas suas formas, é composta de atualidades de hoje e do passado. O espaço construído que daí resulta é variado. Formas de idades diferentes, com finalidades e funções múltiplas, são organizadas e dispostas de diversas maneiras. Cada movimento da sociedade lhes atribui um novo papel.
Adaptado de SANTOS, Milton. Pensando o espaço do homem. São Paulo: Edusp, 2007.
No fragmento acima, o autor expõe uma concepção sobre a relação entre tempo e espaço urbano. A paisagem citada que melhor exemplifica essa concepção é:
A)
B)
C)
D)
UERJ20242º EQQuestao 5BiologiaAdaptação e endemismoMedia
sabemos que a ordem mantida nos indivíduos vivos só é possível ao preço da criação de uma desordem. (l. 19-20)
A cadeia alimentar é um exemplo de relação trófica em que parte da energia dos seres vivos é transformada, a cada etapa, em sua forma mais desorganizada: o calor.
Esse tipo de transformação metabólica limita a energia disponível principalmente para o seguinte nível da cadeia alimentar:
A)carnívoros
B)herbívoros
C)produtores
D)decompositores
UERJ20241º EQQuestao 5FísicaComposição de movimentosMedia
O menor tempo medido em laboratório ocorreu na escala de zeptossegundos e corresponde ao intervalo Δt em que uma partícula de luz percorre a distância que separa os centros atômicos de uma única molécula de hidrogênio. Uma unidade de zeptossegundo equivale a 10⁻²¹ segundo.
Admita que a velocidade da luz seja de 3 × 10⁸ m/s e que a distância entre os centros atômicos de uma molécula de hidrogênio seja de 7,2 × 10⁻¹¹ metro.
Nessas condições, no referencial da partícula de luz, o valor de Δt, em zeptossegundos, é igual a:
A)120
B)180
C)240
D)320
UERJ20241º EQQuestao 6PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
O quadro de Dalí, ao contrário do que muitos pensam, é bastante pequeno (24 x 33 cm). No entanto, não deixa de exercer fascínio no Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). Segundo o próprio pintor, duas foram as suas fontes de inspiração para a obra: os queijos Camembert e a teoria da relatividade de Einstein.
"A persistência da memória", Salvador Dalí, 1931. (Adaptado de historia-arte.com.)
A obra de Salvador Dalí associa tempo e memória. Essa associação pode ser estabelecida de acordo com o princípio da:
Imagens anexadas
A)linearidade
B)progressividade
C)mensurabilidade
D)condicionalidade
UERJ20242º EQQuestao 6MatemáticaPorcentagem e equaçõesFacil
Tartarugas são animais que podem atingir grandes medidas, além de serem longevos. A tartaruga-de-couro, por exemplo, pode chegar aos 225 anos.
Admita que a expectativa de vida média de um ser humano seja de 75 anos. Para alcançar 225 anos, essa expectativa deveria aumentar x%.
O valor de x é igual a:
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