Prova · UERJ 2025

Prova UERJ 2025: questões por disciplina

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O que caiu na prova 2025

Questões da prova UERJ 2025

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UERJ20252º EQQuestao 1MatemáticaFunção afimFacil
Por que o pensamento linear pode ser um problema na sua vida É assim que o problema geralmente começa: "Se Maria paga R$ 5 por 10 laranjas, quantas laranjas ela recebe por R$ 50?". Para encontrar a resposta para a pergunta, muitos de nós fomos condicionados a usar o raciocínio linear para concluir que, pagando 10 vezes mais, Maria receberá 10 vezes mais laranjas – ou seja, 100 delas. A palavra "linear" descreve uma relação especial entre duas variáveis – uma de entrada e uma de saída. Se uma relação for linear, uma mudança em uma quantidade por um valor fixo sempre produzirá uma mudança fixa no outro valor. Ou seja, a linearidade não permite que haja ofertas do tipo "leve três, pague dois" na mesa. No entanto, nem todas as relações lineares estão em proporção direta. Para converter de Celsius para Fahrenheit, você precisa multiplicar a temperatura em Celsius por 1,8 e adicionar 32. Dobrar o número de entrada não dobra o de saída nesta relação, mas, por ser linear, uma mudança fixa na entrada sempre corresponde a uma mudança fixa na saída. Essas relações podem ser representadas como linhas retas, e é por isso que as chamamos de lineares. Talvez eu tenha exagerado um pouco na explicação sobre essas relações lineares, até por a linearidade ser uma ideia tão familiar. Mas é aí que está o problema: estamos tão familiarizados com o conceito de linearidade que impomos nossa referência de visão linear sobre o que observamos no mundo real. No entanto, muitos sistemas não obedecem a essas relações lineares simples. Por exemplo, se eu deixar dinheiro na minha conta bancária ou esquecer de pagar uma dívida, essa soma de dinheiro crescerá de forma não-linear (crescerá exponencialmente) – juros em cima de juros. Quanto mais dinheiro eu tiver (ou dever), mais rápido ele crescerá. Como muitos de nós estamos sujeitos ao viés de linearidade, subestimamos a rapidez com que essas somas de dinheiro crescerão, o que faz com que economizar para o futuro pareça menos atraente e assumir dívidas pareça mais sedutor. E parece que a melhor explicação para a nossa dependência excessiva da linearidade vem da sala de aula. Pesquisas mostram que nossa propensão para assumir a linearidade surge muito antes de deixarmos a escola. Esses estudos apresentam aos alunos perguntas em que a linearidade não é a ferramenta certa para resolver problemas para ver como respondem. Os chamados problemas de pseudolinearidade podem assumir a seguinte forma: "Laura é uma velocista. Se ela corre 100 m em 13 segundos, quanto tempo levará para correr 1 km?". Não é possível chegar à resposta correta a partir das informações dadas no problema. No entanto, a maioria dos alunos usa a solução linear, sem qualquer preocupação com a natureza irreal das suposições subjacentes. E a resposta linear levaria Laura a quebrar o recorde mundial para uma corrida de 1 km. Não reconhecer que o mundo real geralmente não é tão simples quanto um problema de matemática só gera mais complexidade. Por termos a ideia de linearidade imbuída em nós tão cedo, e presente com tanta frequência, às vezes esquecemos que outras relações podem existir. Vivemos em um mundo não linear, mas estamos tão acostumados a pensar em linhas retas que muitas vezes nem percebemos. KIT YATES. Adaptado de bbc.com. Na cidade do Rio de Janeiro, a população já experimentou sensação térmica de 55 °C. Com base nos dados do texto, essa mesma temperatura, em graus Fahrenheit, corresponde a:
  1. A)131
  2. B)158
  3. C)212
  4. D)273
UERJ20251º EQQuestao 1PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
Em “Mais temidos que leões”, o autor explora uma relação entre a obra de ficção citada e a pesquisa científica relatada. Com base na leitura do texto, é possível estabelecer a seguinte relação entre ficção e ciência:
  1. A)a ficção nunca supera a ciência
  2. B)a ficção pode antecipar a ciência
  3. C)a ciência deve se submeter à ficção
  4. D)a ciência sempre comprova a ficção
UERJ20251º EQQuestao 2BiologiaSistema endócrino e fisiologiaMedia
O hormônio cortisol, liberado pelas glândulas suprarrenais, atua em processos fisiológicos associados às situações de estresse, como as vivenciadas pelos animais selvagens mencionados no texto. Para liberação desse hormônio, são necessários estímulos de outras glândulas. Uma dessas glândulas é:
  1. A)timo
  2. B)pineal
  3. C)tireoide
  4. D)pituitária
UERJ20252º EQQuestao 2HistóriaConcepções de tempo históricoFacil
Por que o pensamento linear pode ser um problema na sua vida É assim que o problema geralmente começa: "Se Maria paga R$ 5 por 10 laranjas, quantas laranjas ela recebe por R$ 50?". Para encontrar a resposta para a pergunta, muitos de nós fomos condicionados a usar o raciocínio linear para concluir que, pagando 10 vezes mais, Maria receberá 10 vezes mais laranjas – ou seja, 100 delas. A palavra "linear" descreve uma relação especial entre duas variáveis – uma de entrada e uma de saída. Se uma relação for linear, uma mudança em uma quantidade por um valor fixo sempre produzirá uma mudança fixa no outro valor. Ou seja, a linearidade não permite que haja ofertas do tipo "leve três, pague dois" na mesa. No entanto, nem todas as relações lineares estão em proporção direta. Para converter de Celsius para Fahrenheit, você precisa multiplicar a temperatura em Celsius por 1,8 e adicionar 32. Dobrar o número de entrada não dobra o de saída nesta relação, mas, por ser linear, uma mudança fixa na entrada sempre corresponde a uma mudança fixa na saída. Essas relações podem ser representadas como linhas retas, e é por isso que as chamamos de lineares. Talvez eu tenha exagerado um pouco na explicação sobre essas relações lineares, até por a linearidade ser uma ideia tão familiar. Mas é aí que está o problema: estamos tão familiarizados com o conceito de linearidade que impomos nossa referência de visão linear sobre o que observamos no mundo real. No entanto, muitos sistemas não obedecem a essas relações lineares simples. Por exemplo, se eu deixar dinheiro na minha conta bancária ou esquecer de pagar uma dívida, essa soma de dinheiro crescerá de forma não-linear (crescerá exponencialmente) – juros em cima de juros. Quanto mais dinheiro eu tiver (ou dever), mais rápido ele crescerá. Como muitos de nós estamos sujeitos ao viés de linearidade, subestimamos a rapidez com que essas somas de dinheiro crescerão, o que faz com que economizar para o futuro pareça menos atraente e assumir dívidas pareça mais sedutor. E parece que a melhor explicação para a nossa dependência excessiva da linearidade vem da sala de aula. Pesquisas mostram que nossa propensão para assumir a linearidade surge muito antes de deixarmos a escola. Esses estudos apresentam aos alunos perguntas em que a linearidade não é a ferramenta certa para resolver problemas para ver como respondem. Os chamados problemas de pseudolinearidade podem assumir a seguinte forma: "Laura é uma velocista. Se ela corre 100 m em 13 segundos, quanto tempo levará para correr 1 km?". Não é possível chegar à resposta correta a partir das informações dadas no problema. No entanto, a maioria dos alunos usa a solução linear, sem qualquer preocupação com a natureza irreal das suposições subjacentes. E a resposta linear levaria Laura a quebrar o recorde mundial para uma corrida de 1 km. Não reconhecer que o mundo real geralmente não é tão simples quanto um problema de matemática só gera mais complexidade. Por termos a ideia de linearidade imbuída em nós tão cedo, e presente com tanta frequência, às vezes esquecemos que outras relações podem existir. Vivemos em um mundo não linear, mas estamos tão acostumados a pensar em linhas retas que muitas vezes nem percebemos. KIT YATES. Adaptado de bbc.com. "Mas é aí que está o problema: estamos tão familiarizados com o conceito de linearidade que impomos nossa referência de visão linear sobre o que observamos no mundo real." (l. 15-16) Divisão da História: Pré-história · Idade Antiga · Idade Média · Idade Moderna · Idade Contemporânea. (Adaptado de mundoeducacao.uol.com.br.) Na imagem, a divisão da História como conhecimento sobre experiências de sociedades e povos está representada de maneira linear, ratificando a afirmação do fragmento do texto. Essa divisão da História é derivada da seguinte concepção:
Imagens anexadas
  1. A)antropocêntrica
  2. B)eurocêntrica
  3. C)materialista
  4. D)naturalista
UERJ20252º EQQuestao 3PortuguêsModalizaçãoMedia
Por que o pensamento linear pode ser um problema na sua vida É assim que o problema geralmente começa: "Se Maria paga R$ 5 por 10 laranjas, quantas laranjas ela recebe por R$ 50?". Para encontrar a resposta para a pergunta, muitos de nós fomos condicionados a usar o raciocínio linear para concluir que, pagando 10 vezes mais, Maria receberá 10 vezes mais laranjas – ou seja, 100 delas. A palavra "linear" descreve uma relação especial entre duas variáveis – uma de entrada e uma de saída. Se uma relação for linear, uma mudança em uma quantidade por um valor fixo sempre produzirá uma mudança fixa no outro valor. Ou seja, a linearidade não permite que haja ofertas do tipo "leve três, pague dois" na mesa. No entanto, nem todas as relações lineares estão em proporção direta. Para converter de Celsius para Fahrenheit, você precisa multiplicar a temperatura em Celsius por 1,8 e adicionar 32. Dobrar o número de entrada não dobra o de saída nesta relação, mas, por ser linear, uma mudança fixa na entrada sempre corresponde a uma mudança fixa na saída. Essas relações podem ser representadas como linhas retas, e é por isso que as chamamos de lineares. Talvez eu tenha exagerado um pouco na explicação sobre essas relações lineares, até por a linearidade ser uma ideia tão familiar. Mas é aí que está o problema: estamos tão familiarizados com o conceito de linearidade que impomos nossa referência de visão linear sobre o que observamos no mundo real. No entanto, muitos sistemas não obedecem a essas relações lineares simples. Por exemplo, se eu deixar dinheiro na minha conta bancária ou esquecer de pagar uma dívida, essa soma de dinheiro crescerá de forma não-linear (crescerá exponencialmente) – juros em cima de juros. Quanto mais dinheiro eu tiver (ou dever), mais rápido ele crescerá. Como muitos de nós estamos sujeitos ao viés de linearidade, subestimamos a rapidez com que essas somas de dinheiro crescerão, o que faz com que economizar para o futuro pareça menos atraente e assumir dívidas pareça mais sedutor. E parece que a melhor explicação para a nossa dependência excessiva da linearidade vem da sala de aula. Pesquisas mostram que nossa propensão para assumir a linearidade surge muito antes de deixarmos a escola. Esses estudos apresentam aos alunos perguntas em que a linearidade não é a ferramenta certa para resolver problemas para ver como respondem. Os chamados problemas de pseudolinearidade podem assumir a seguinte forma: "Laura é uma velocista. Se ela corre 100 m em 13 segundos, quanto tempo levará para correr 1 km?". Não é possível chegar à resposta correta a partir das informações dadas no problema. No entanto, a maioria dos alunos usa a solução linear, sem qualquer preocupação com a natureza irreal das suposições subjacentes. E a resposta linear levaria Laura a quebrar o recorde mundial para uma corrida de 1 km. Não reconhecer que o mundo real geralmente não é tão simples quanto um problema de matemática só gera mais complexidade. Por termos a ideia de linearidade imbuída em nós tão cedo, e presente com tanta frequência, às vezes esquecemos que outras relações podem existir. Vivemos em um mundo não linear, mas estamos tão acostumados a pensar em linhas retas que muitas vezes nem percebemos. KIT YATES. Adaptado de bbc.com. "E parece que a melhor explicação para a nossa dependência excessiva da linearidade vem da sala de aula. Pesquisas mostram que nossa propensão para assumir a linearidade surge muito antes de deixarmos a escola." (l. 23-25) Com o emprego do verbo parecer, na primeira frase do trecho, o autor faz uso de modalização. Neste caso, a modalização produz o efeito de:
  1. A)expor uma opinião contrária
  2. B)recusar um indício duvidoso
  3. C)apresentar um saber coletivo
  4. D)evitar uma afirmação categórica
UERJ20251º EQQuestao 3QuímicaFunções orgânicas e oxidaçãoFacil
Assim como o cortisol, o hormônio adrenalina também é produzido pelas glândulas suprarrenais. Observe as fórmulas estruturais das moléculas correspondentes a esses dois hormônios. Em ambas as moléculas, observa-se uma mesma função orgânica, que é denominada:
Imagens anexadas
  1. A)fenol
  2. B)amina
  3. C)álcool
  4. D)cetona
UERJ20251º EQQuestao 4PortuguêsPontuação e coesãoFacil
O emprego dos dois-pontos estabelece coesão entre partes de uma frase. Tanto no terceiro quanto no quinto parágrafos, as partes introduzidas pelos dois-pontos expressam sentido de:
  1. A)ênfase
  2. B)gradação
  3. C)causalidade
  4. D)particularização
UERJ20252º EQQuestao 4BiologiaMetabolismo e organelasFacil
Por que o pensamento linear pode ser um problema na sua vida É assim que o problema geralmente começa: "Se Maria paga R$ 5 por 10 laranjas, quantas laranjas ela recebe por R$ 50?". Para encontrar a resposta para a pergunta, muitos de nós fomos condicionados a usar o raciocínio linear para concluir que, pagando 10 vezes mais, Maria receberá 10 vezes mais laranjas – ou seja, 100 delas. A palavra "linear" descreve uma relação especial entre duas variáveis – uma de entrada e uma de saída. Se uma relação for linear, uma mudança em uma quantidade por um valor fixo sempre produzirá uma mudança fixa no outro valor. Ou seja, a linearidade não permite que haja ofertas do tipo "leve três, pague dois" na mesa. No entanto, nem todas as relações lineares estão em proporção direta. Para converter de Celsius para Fahrenheit, você precisa multiplicar a temperatura em Celsius por 1,8 e adicionar 32. Dobrar o número de entrada não dobra o de saída nesta relação, mas, por ser linear, uma mudança fixa na entrada sempre corresponde a uma mudança fixa na saída. Essas relações podem ser representadas como linhas retas, e é por isso que as chamamos de lineares. Talvez eu tenha exagerado um pouco na explicação sobre essas relações lineares, até por a linearidade ser uma ideia tão familiar. Mas é aí que está o problema: estamos tão familiarizados com o conceito de linearidade que impomos nossa referência de visão linear sobre o que observamos no mundo real. No entanto, muitos sistemas não obedecem a essas relações lineares simples. Por exemplo, se eu deixar dinheiro na minha conta bancária ou esquecer de pagar uma dívida, essa soma de dinheiro crescerá de forma não-linear (crescerá exponencialmente) – juros em cima de juros. Quanto mais dinheiro eu tiver (ou dever), mais rápido ele crescerá. Como muitos de nós estamos sujeitos ao viés de linearidade, subestimamos a rapidez com que essas somas de dinheiro crescerão, o que faz com que economizar para o futuro pareça menos atraente e assumir dívidas pareça mais sedutor. E parece que a melhor explicação para a nossa dependência excessiva da linearidade vem da sala de aula. Pesquisas mostram que nossa propensão para assumir a linearidade surge muito antes de deixarmos a escola. Esses estudos apresentam aos alunos perguntas em que a linearidade não é a ferramenta certa para resolver problemas para ver como respondem. Os chamados problemas de pseudolinearidade podem assumir a seguinte forma: "Laura é uma velocista. Se ela corre 100 m em 13 segundos, quanto tempo levará para correr 1 km?". Não é possível chegar à resposta correta a partir das informações dadas no problema. No entanto, a maioria dos alunos usa a solução linear, sem qualquer preocupação com a natureza irreal das suposições subjacentes. E a resposta linear levaria Laura a quebrar o recorde mundial para uma corrida de 1 km. Não reconhecer que o mundo real geralmente não é tão simples quanto um problema de matemática só gera mais complexidade. Por termos a ideia de linearidade imbuída em nós tão cedo, e presente com tanta frequência, às vezes esquecemos que outras relações podem existir. Vivemos em um mundo não linear, mas estamos tão acostumados a pensar em linhas retas que muitas vezes nem percebemos. KIT YATES. Adaptado de bbc.com. Um exemplo de processo que não obedece a relações lineares simples é observado na fermentação alcoólica. Na ausência de oxigênio, as leveduras envolvidas nesse processo, durante uma fase denominada log, crescem exponencialmente, sofrendo reações químicas catabólicas. Nessa fase, tais reações ocorrem no seguinte componente das células de leveduras:
  1. A)núcleo
  2. B)lisossoma
  3. C)citoplasma
  4. D)mitocôndria
UERJ20251º EQQuestao 5GeografiaBiomasMedia
Os aparelhos foram colocados, durante a estação seca, em torno de water holes – pequenos lagos, às vezes temporários, que são a principal fonte de água para a fauna da região em períodos de pouca chuva. (l. 19-21) O estudo científico descrito no texto foi realizado em um bioma comumente associado ao continente africano. Suas características ambientais, em especial o clima típico desse bioma, favoreceram a concentração espacial das espécies cujo comportamento foi analisado. O climograma anual que representa adequadamente esse bioma é:
  1. A)Imagem da alternativa A
  2. B)Imagem da alternativa B
  3. C)Imagem da alternativa C
  4. D)Imagem da alternativa D
UERJ20252º EQQuestao 5MatemáticaPorcentagem e equaçõesFacil
Por que o pensamento linear pode ser um problema na sua vida É assim que o problema geralmente começa: "Se Maria paga R$ 5 por 10 laranjas, quantas laranjas ela recebe por R$ 50?". Para encontrar a resposta para a pergunta, muitos de nós fomos condicionados a usar o raciocínio linear para concluir que, pagando 10 vezes mais, Maria receberá 10 vezes mais laranjas – ou seja, 100 delas. A palavra "linear" descreve uma relação especial entre duas variáveis – uma de entrada e uma de saída. Se uma relação for linear, uma mudança em uma quantidade por um valor fixo sempre produzirá uma mudança fixa no outro valor. Ou seja, a linearidade não permite que haja ofertas do tipo "leve três, pague dois" na mesa. No entanto, nem todas as relações lineares estão em proporção direta. Para converter de Celsius para Fahrenheit, você precisa multiplicar a temperatura em Celsius por 1,8 e adicionar 32. Dobrar o número de entrada não dobra o de saída nesta relação, mas, por ser linear, uma mudança fixa na entrada sempre corresponde a uma mudança fixa na saída. Essas relações podem ser representadas como linhas retas, e é por isso que as chamamos de lineares. Talvez eu tenha exagerado um pouco na explicação sobre essas relações lineares, até por a linearidade ser uma ideia tão familiar. Mas é aí que está o problema: estamos tão familiarizados com o conceito de linearidade que impomos nossa referência de visão linear sobre o que observamos no mundo real. No entanto, muitos sistemas não obedecem a essas relações lineares simples. Por exemplo, se eu deixar dinheiro na minha conta bancária ou esquecer de pagar uma dívida, essa soma de dinheiro crescerá de forma não-linear (crescerá exponencialmente) – juros em cima de juros. Quanto mais dinheiro eu tiver (ou dever), mais rápido ele crescerá. Como muitos de nós estamos sujeitos ao viés de linearidade, subestimamos a rapidez com que essas somas de dinheiro crescerão, o que faz com que economizar para o futuro pareça menos atraente e assumir dívidas pareça mais sedutor. E parece que a melhor explicação para a nossa dependência excessiva da linearidade vem da sala de aula. Pesquisas mostram que nossa propensão para assumir a linearidade surge muito antes de deixarmos a escola. Esses estudos apresentam aos alunos perguntas em que a linearidade não é a ferramenta certa para resolver problemas para ver como respondem. Os chamados problemas de pseudolinearidade podem assumir a seguinte forma: "Laura é uma velocista. Se ela corre 100 m em 13 segundos, quanto tempo levará para correr 1 km?". Não é possível chegar à resposta correta a partir das informações dadas no problema. No entanto, a maioria dos alunos usa a solução linear, sem qualquer preocupação com a natureza irreal das suposições subjacentes. E a resposta linear levaria Laura a quebrar o recorde mundial para uma corrida de 1 km. Não reconhecer que o mundo real geralmente não é tão simples quanto um problema de matemática só gera mais complexidade. Por termos a ideia de linearidade imbuída em nós tão cedo, e presente com tanta frequência, às vezes esquecemos que outras relações podem existir. Vivemos em um mundo não linear, mas estamos tão acostumados a pensar em linhas retas que muitas vezes nem percebemos. KIT YATES. Adaptado de bbc.com. Em 2024, o governo brasileiro limitou os juros do cartão de crédito, cobrados quando não se paga o valor integral de uma fatura. Com o limite estabelecido, não se pode ultrapassar a cobrança de 100% de juros sobre a dívida do cartão. Observe na tabela os fatores F que, aplicados à dívida, determinam o valor da dívida total até o mês M. M (meses): 1 · 2 · 3 · 4 · 5 · 6 · 7 · 8 · 9 · 10 · 11 · 12 F (fatores): 1,15 · 1,32 · 1,52 · 1,75 · 2,01 · 2,31 · 2,66 · 3,06 · 3,52 · 4,05 · 4,65 · 5,35 Com base na análise da tabela, o mês M em que a dívida desse cartão atinge juros de 100% é:
  1. A)8
  2. B)7
  3. C)6
  4. D)5
UERJ20252º EQQuestao 6PortuguêsArgumentação e persuasãoMedia
Por que o pensamento linear pode ser um problema na sua vida É assim que o problema geralmente começa: "Se Maria paga R$ 5 por 10 laranjas, quantas laranjas ela recebe por R$ 50?". Para encontrar a resposta para a pergunta, muitos de nós fomos condicionados a usar o raciocínio linear para concluir que, pagando 10 vezes mais, Maria receberá 10 vezes mais laranjas – ou seja, 100 delas. A palavra "linear" descreve uma relação especial entre duas variáveis – uma de entrada e uma de saída. Se uma relação for linear, uma mudança em uma quantidade por um valor fixo sempre produzirá uma mudança fixa no outro valor. Ou seja, a linearidade não permite que haja ofertas do tipo "leve três, pague dois" na mesa. No entanto, nem todas as relações lineares estão em proporção direta. Para converter de Celsius para Fahrenheit, você precisa multiplicar a temperatura em Celsius por 1,8 e adicionar 32. Dobrar o número de entrada não dobra o de saída nesta relação, mas, por ser linear, uma mudança fixa na entrada sempre corresponde a uma mudança fixa na saída. Essas relações podem ser representadas como linhas retas, e é por isso que as chamamos de lineares. Talvez eu tenha exagerado um pouco na explicação sobre essas relações lineares, até por a linearidade ser uma ideia tão familiar. Mas é aí que está o problema: estamos tão familiarizados com o conceito de linearidade que impomos nossa referência de visão linear sobre o que observamos no mundo real. No entanto, muitos sistemas não obedecem a essas relações lineares simples. Por exemplo, se eu deixar dinheiro na minha conta bancária ou esquecer de pagar uma dívida, essa soma de dinheiro crescerá de forma não-linear (crescerá exponencialmente) – juros em cima de juros. Quanto mais dinheiro eu tiver (ou dever), mais rápido ele crescerá. Como muitos de nós estamos sujeitos ao viés de linearidade, subestimamos a rapidez com que essas somas de dinheiro crescerão, o que faz com que economizar para o futuro pareça menos atraente e assumir dívidas pareça mais sedutor. E parece que a melhor explicação para a nossa dependência excessiva da linearidade vem da sala de aula. Pesquisas mostram que nossa propensão para assumir a linearidade surge muito antes de deixarmos a escola. Esses estudos apresentam aos alunos perguntas em que a linearidade não é a ferramenta certa para resolver problemas para ver como respondem. Os chamados problemas de pseudolinearidade podem assumir a seguinte forma: "Laura é uma velocista. Se ela corre 100 m em 13 segundos, quanto tempo levará para correr 1 km?". Não é possível chegar à resposta correta a partir das informações dadas no problema. No entanto, a maioria dos alunos usa a solução linear, sem qualquer preocupação com a natureza irreal das suposições subjacentes. E a resposta linear levaria Laura a quebrar o recorde mundial para uma corrida de 1 km. Não reconhecer que o mundo real geralmente não é tão simples quanto um problema de matemática só gera mais complexidade. Por termos a ideia de linearidade imbuída em nós tão cedo, e presente com tanta frequência, às vezes esquecemos que outras relações podem existir. Vivemos em um mundo não linear, mas estamos tão acostumados a pensar em linhas retas que muitas vezes nem percebemos. KIT YATES. Adaptado de bbc.com. "Vivemos em um mundo não linear, mas estamos tão acostumados a pensar em linhas retas que muitas vezes nem percebemos." (l. 34-35) Ao longo dos parágrafos, o autor analisa vários eventos não lineares, para, na conclusão do texto, apresentar sua tese central, citada acima. Esse modo de encaminhar a argumentação é denominado:
  1. A)alusivo
  2. B)indutivo
  3. C)dialético
  4. D)dedutivo
UERJ20251º EQQuestao 6MatemáticaProbabilidade e porcentagemFacil
Diante das gravações de conversas entre pessoas, os visitantes dos water holes tinham probabilidade 200% maior de fugir e se escafediam com velocidade 40% maior do que diante de sons de leões. (l. 30-32) Admita que a probabilidade de os visitantes dos water holes fugirem, ao ouvirem o rugido de leões, seja de 33%. Nessas condições, a probabilidade de esses animais fugirem, ao ouvirem a voz humana, é de:
  1. A)0,99
  2. B)0,85
  3. C)0,59
  4. D)0,35
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