Prova · FAMERP 2018

Prova FAMERP 2018: questões por disciplina

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O que caiu na prova 2018

Questões da prova FAMERP 2018

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FAMERP20181a faseQuestao 1PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
[...] dia desses, uma equipe de reportagem de um canal por assinatura veio até minha casa para me entrevistar sobre a Era Vargas. O repórter que conduziria a conversa advertiu-me, antes de o operador ligar a câmera: “Pense que nosso telespectador típico é aquele sujeito esparramado no sofá, com uma lata de cerveja numa mão e o controle remoto na outra, que esbarrou na nossa reportagem por acaso, durante o intervalo de um filme de ação”, detalhou. “É para esse cara que você vai falar; pense nele como alguém com a idade mental de 14 anos.” Sou cortês, mas tenho meus limites. Quase enxotei o colega porta afora, aos pontapés. Respirei fundo e procurei ser didático, sem me esforçar para parecer que estava falando com o Homer Simpson postado ali do outro lado da lente. Afinal, como pai de duas crianças, acredito que há uma enorme distância entre o didatismo e o discurso toleirão, entre a clareza e a parvoíce. (“A TV virou um dinossauro”. Folha de S.Paulo, 09.07.2017.) Segundo o repórter, o telespectador típico
  1. A)tem dificuldade para entender a Era Vargas.
  2. B)é imaturo.
  3. C)é capaz de entender qualquer explicação.
  4. D)evita mudar de canal.
  5. E)busca informações históricas ao acaso.
FAMERP20181a faseQuestao 2PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
[...] dia desses, uma equipe de reportagem de um canal por assinatura veio até minha casa para me entrevistar sobre a Era Vargas. O repórter que conduziria a conversa advertiu-me, antes de o operador ligar a câmera: “Pense que nosso telespectador típico é aquele sujeito esparramado no sofá, com uma lata de cerveja numa mão e o controle remoto na outra, que esbarrou na nossa reportagem por acaso, durante o intervalo de um filme de ação”, detalhou. “É para esse cara que você vai falar; pense nele como alguém com a idade mental de 14 anos.” Sou cortês, mas tenho meus limites. Quase enxotei o colega porta afora, aos pontapés. Respirei fundo e procurei ser didático, sem me esforçar para parecer que estava falando com o Homer Simpson postado ali do outro lado da lente. Afinal, como pai de duas crianças, acredito que há uma enorme distância entre o didatismo e o discurso toleirão, entre a clareza e a parvoíce. (“A TV virou um dinossauro”. Folha de S.Paulo, 09.07.2017.) A leitura do trecho permite afirmar que Lira Neto
  1. A)não pôde dizer aquilo que realmente pensava.
  2. B)pensou em citar uma personagem de desenho animado.
  3. C)imaginou que o repórter se parecia com Homer Simpson.
  4. D)utilizou os filhos como parâmetro para o conteúdo de sua fala.
  5. E)criou uma distância necessária com o telespectador.
FAMERP20181a faseQuestao 3PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
[...] dia desses, uma equipe de reportagem de um canal por assinatura veio até minha casa para me entrevistar sobre a Era Vargas. O repórter que conduziria a conversa advertiu-me, antes de o operador ligar a câmera: “Pense que nosso telespectador típico é aquele sujeito esparramado no sofá, com uma lata de cerveja numa mão e o controle remoto na outra, que esbarrou na nossa reportagem por acaso, durante o intervalo de um filme de ação”, detalhou. “É para esse cara que você vai falar; pense nele como alguém com a idade mental de 14 anos.” Sou cortês, mas tenho meus limites. Quase enxotei o colega porta afora, aos pontapés. Respirei fundo e procurei ser didático, sem me esforçar para parecer que estava falando com o Homer Simpson postado ali do outro lado da lente. Afinal, como pai de duas crianças, acredito que há uma enorme distância entre o didatismo e o discurso toleirão, entre a clareza e a parvoíce. (“A TV virou um dinossauro”. Folha de S.Paulo, 09.07.2017.) Para orientar sua fala na entrevista, Lira Neto estabeleceu uma relação de equivalência entre:
  1. A)idade mental e limites / pai e crianças.
  2. B)reportagem e canal por assinatura / Era Vargas e conversa.
  3. C)repórter e operador / telespectador e sujeito.
  4. D)lata de cerveja e controle remoto / intervalo e filme.
  5. E)didatismo e clareza / discurso toleirão e parvoíce.
FAMERP20181a faseQuestao 4PortuguêsFiguras de linguagemMedia
(Quino. Toda Mafalda, 2012. Adaptado.) O autor inseriu no balão do último quadrinho uma fala que exemplifica o conceito de metonímia (figura de linguagem baseada numa relação de proximidade). Essa fala é:
Imagens anexadas
  1. A)Bem!... Vai ver que em vez de mente meu pai quis dizer cabeça.
  2. B)Se é assim, por que você fica fora do ar, de vez em quando?
  3. C)Filipe... Você acha, então, que o meu pai mente?
  4. D)Olhei pelo buraco do seu ouvido e não vi nada...
  5. E)Pra você, com esse topete que parece uma antena, é fácil! 3
FAMERP20181a faseQuestao 5PortuguêsSemânticaMedia
Na extraordinária obra-prima Grande sertão: veredas há de tudo para quem souber ler, e nela tudo é forte, belo, impecavelmente realizado. Cada um poderá abordá-la a seu gosto, conforme o seu ofício; mas em cada aspecto aparecerá o traço fundamental do autor: a absoluta confiança na liberdade de inventar. Numa literatura de imaginação vasqueira, onde a maioria costeia o documento bruto, é deslumbrante essa navegação no mar alto, esse jorro de imaginação criadora na linguagem, na composição, no enredo, na psicologia. (Antonio Candido. Tese e antítese, 1971.) Em “Numa literatura de imaginação vasqueira, onde a maioria costeia o documento bruto, é deslumbrante essa navegação no mar alto” (2o parágrafo), o termo destacado, mantendo-se o sentido do texto, pode ser substituído por:
  1. A)profunda.
  2. B)eloquente.
  3. C)escassa.
  4. D)criativa.
  5. E)vivaz.
FAMERP20181a faseQuestao 6PortuguêsAnálise sintática: funções do períodoDificil
Na extraordinária obra-prima Grande sertão: veredas há de tudo para quem souber ler, e nela tudo é forte, belo, impecavelmente realizado. Cada um poderá abordá-la a seu gosto, conforme o seu ofício; mas em cada aspecto aparecerá o traço fundamental do autor: a absoluta confiança na liberdade de inventar. Numa literatura de imaginação vasqueira, onde a maioria costeia o documento bruto, é deslumbrante essa navegação no mar alto, esse jorro de imaginação criadora na linguagem, na composição, no enredo, na psicologia. (Antonio Candido. Tese e antítese, 1971.) Em “mas em cada aspecto aparecerá o traço fundamental do autor” (1o parágrafo), a expressão em destaque exerce a mesma função sintática da expressão destacada em:
  1. A)“nela tudo é forte, belo, impecavelmente realizado” (1o parágrafo).
  2. B)“Cada um poderá abordá-la a seu gosto, conforme o seu ofício” (1o parágrafo).
  3. C)“Na extraordinária obra-prima Grande Sertão: Veredas há de tudo para quem souber ler” (1o parágrafo).
  4. D)“Na extraordinária obra-prima Grande Sertão: Veredas há de tudo para quem souber ler” (1o parágrafo).
  5. E)“onde a maioria costeia o documento bruto” (2o parágrafo).
FAMERP20181a faseQuestao 7PortuguêsLiteratura brasileira (prosa)Media
É fato sabido que a trajetória de João Cabral começa num surrealismo despojado da escrita automática, passa pelo ardor da construção e da lucidez, discute a pureza e a decantação da poesia antilírica e, descartando a desconfiança (então em moda) quanto à possibilidade de dizer o mundo e os seus conflitos, assume, de Morte e vida severina em diante, o lado sujo da miséria do Nordeste. (Modesto Carone. “Severinos e comendadores”. In: Roberto Schwarz (org). Os pobres na literatura brasileira, 1983.) Conforme o comentário de Modesto Carone, João Cabral
  1. A)afastou-se da poesia antilírica, por considerá-la impura e decantada.
  2. B)praticou o que a crítica literária chama, hoje, de “poesia suja”.
  3. C)explorou, ao longo da fase inicial de sua poesia, a escrita automática.
  4. D)duvidou da poesia engajada, notadamente depois de Morte e vida severina.
  5. E)ignorou a desconfiança que foi moda em relação à poesia de crítica social.
FAMERP20181a faseQuestao 8PortuguêsLiteratura brasileira (prosa)Dificil
É fato sabido que a trajetória de João Cabral começa num surrealismo despojado da escrita automática, passa pelo ardor da construção e da lucidez, discute a pureza e a decantação da poesia antilírica e, descartando a desconfiança (então em moda) quanto à possibilidade de dizer o mundo e os seus conflitos, assume, de Morte e vida severina em diante, o lado sujo da miséria do Nordeste. (Modesto Carone. “Severinos e comendadores”. In: Roberto Schwarz (org). Os pobres na literatura brasileira, 1983.) Segundo Modesto Carone, o trecho que melhor ilustra a última fase da poesia de João Cabral é:
  1. A)O mar, que só preza a pedra, que faz de coral suas árvores, luta por curar os ossos da doença de possuir carne,
  2. B)Sobre o lado ímpar da memória o anjo da guarda esqueceu perguntas que não se respondem.
  3. C)Com peixes e cavalos sonâmbulos pintas a obscura metafísica do limbo.
  4. D)Ó face sonhada de um silêncio de lua, na noite da lâmpada pressinto a tua.
  5. E)As nuvens são cabelos crescendo como rios; são os gestos brancos da cantora muda; 4 Leia o poema “A última nau”, da obra Mensagem, de Fernan-
FAMERP20181a faseQuestao 9PortuguêsLiteratura brasileira (prosa)Media
Levando a bordo El-Rei D. Sebastião, E erguendo, como um nome, alto o pendão Do Império, Foi-se a última nau, ao sol aziago1 Erma2, e entre choros de ânsia e de pressago3 Mistério. Não voltou mais. A que ilha indescoberta Aportou? Voltará da sorte incerta Que teve? Deus guarda o corpo e a forma do futuro, Mas Sua luz projeta-o, sonho escuro E breve. Ah, quanto mais ao povo a alma falta, Mais a minha alma atlântica se exalta E entorna, E em mim, num mar que não tem tempo ou spaço, Vejo entre a cerração teu vulto baço Que torna. Não sei a hora, mas sei que há a hora, Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora Mistério. Surges ao sol em mim, e a névoa finda: A mesma, e trazes o pendão ainda Do Império. (Obra poética, 1987.) 1 aziago: funesto. 2 erma: solitária. 3 pressago: presságio. Em relação ao poema “A última nau”, pode-se afirmar que:
  1. A)na batalha de Alcácer Quibir, a névoa foi a causa da derrota portuguesa.
  2. B)erguido o alto pendão, os portugueses partiram com a certeza da vitória.
  3. C)entre a cerração, o vulto baço que torna é o de El-Rei D. Sebastião.
  4. D)do alto de seu Império, El-Rei D. Sebastião assistiu à partida da última nau.
  5. E)entre os portugueses, o retorno de El-Rei D. Sebastião tem hora marcada.
FAMERP20181a faseQuestao 10PortuguêsMorfossintaxe (norma padrão e colocação pronominal)Dificil
Levando a bordo El-Rei D. Sebastião, E erguendo, como um nome, alto o pendão Do Império, Foi-se a última nau, ao sol aziago1 Erma2, e entre choros de ânsia e de pressago3 Mistério. Não voltou mais. A que ilha indescoberta Aportou? Voltará da sorte incerta Que teve? Deus guarda o corpo e a forma do futuro, Mas Sua luz projeta-o, sonho escuro E breve. Ah, quanto mais ao povo a alma falta, Mais a minha alma atlântica se exalta E entorna, E em mim, num mar que não tem tempo ou spaço, Vejo entre a cerração teu vulto baço Que torna. Não sei a hora, mas sei que há a hora, Demore-a Deus, chame-lhe a alma embora Mistério. Surges ao sol em mim, e a névoa finda: A mesma, e trazes o pendão ainda Do Império. (Obra poética, 1987.) 1 aziago: funesto. 2 erma: solitária. 3 pressago: presságio. Os pronomes oblíquos assumem, geralmente, a função de complementos verbais. Em “projeta-o” (2a estrofe) e “Demore-a” (4a estrofe), os pronomes oblíquos referem-se, respectivamente, aos termos
  1. A)“Deus” e “alma”.
  2. B)“sol” e “nau”.
  3. C)“corpo” e “hora”.
  4. D)“Mistério” e “cerração”.
  5. E)“Império” e “névoa”.
FAMERP20181a faseQuestao 11InglêsIdeia principalFacil
Can plants hear? Flora may be able to detect the sounds of flowing water or munching insects Pseudoscientific claims that music helps plants grow have been made for decades, despite evidence that is shaky at best. Yet new research suggests some flora may be capable of sensing sounds, such as the gurgle of water through a pipe or the buzzing of insects. In a recent study, Monica Gagliano, an evolutionary biologist at the University of Western Australia, and her colleagues placed pea seedlings in pots shaped like an upside-down Y. One arm of each pot was placed in either a tray of water or a coiled plastic tube through which water flowed; the other arm had dry soil. The roots grew toward the arm of the pipe with the fluid, regardless of whether it was easily accessible or hidden inside the tubing. “They just knew the water was there, even if the only thing to detect was the sound of it flowing inside the pipe,” Gagliano says. Yet when the seedlings were given a choice between the water tube and some moistened soil, their roots favored the latter. She hypothesizes that these plants use sound waves to detect water at a distance but follow moisture gradients to home in on their target when it is closer. The research, reported earlier this year in Oecologia, is not the first to suggest flora can detect and interpret sounds. A 2014 study showed the rock cress Arabidopsis can distinguish between caterpillar chewing sounds and wind vibrations – the plant produced more chemical toxins after “hearing” a recording of feeding insects. “We tend to underestimate plants because their responses are usually less visible to us. But leaves turn out to be extremely sensitive vibration detectors,” says lead study author Heidi M. Appel, an environmental scientist now at the University of Toledo. (Marta Zaraska. www.scientificamerican.com, 17.05.2017.) What is the topic mainly about?
  1. A)Chemical toxins can affect plants.
  2. B)Some flora may be capable of sensing sounds.
  3. C)Insects can detect and interpret sounds.
  4. D)Music is believed to help plants grow.
  5. E)Plants use sound waves to detect insects.
FAMERP20181a faseQuestao 12InglêsCompreensão de textoFacil
Can plants hear? Flora may be able to detect the sounds of flowing water or munching insects Pseudoscientific claims that music helps plants grow have been made for decades, despite evidence that is shaky at best. Yet new research suggests some flora may be capable of sensing sounds, such as the gurgle of water through a pipe or the buzzing of insects. In a recent study, Monica Gagliano, an evolutionary biologist at the University of Western Australia, and her colleagues placed pea seedlings in pots shaped like an upside-down Y. One arm of each pot was placed in either a tray of water or a coiled plastic tube through which water flowed; the other arm had dry soil. The roots grew toward the arm of the pipe with the fluid, regardless of whether it was easily accessible or hidden inside the tubing. “They just knew the water was there, even if the only thing to detect was the sound of it flowing inside the pipe,” Gagliano says. Yet when the seedlings were given a choice between the water tube and some moistened soil, their roots favored the latter. She hypothesizes that these plants use sound waves to detect water at a distance but follow moisture gradients to home in on their target when it is closer. The research, reported earlier this year in Oecologia, is not the first to suggest flora can detect and interpret sounds. A 2014 study showed the rock cress Arabidopsis can distinguish between caterpillar chewing sounds and wind vibrations – the plant produced more chemical toxins after “hearing” a recording of feeding insects. “We tend to underestimate plants because their responses are usually less visible to us. But leaves turn out to be extremely sensitive vibration detectors,” says lead study author Heidi M. Appel, an environmental scientist now at the University of Toledo. (Marta Zaraska. www.scientificamerican.com, 17.05.2017.) De acordo com o segundo parágrafo,
  1. A)as raízes cresceram para fora do tubo.
  2. B)as raízes se dividiram no formato de um Y invertido.
  3. C)a terra prejudicou o crescimento das ervilhas.
  4. D)algumas ervilhas chegaram a crescer dentro do tubo.
  5. E)as raízes cresceram em direção ao ramo com o líquido. 5
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