Prova · UFSC 2017

Prova UFSC 2017: questões por disciplina

As 79 questões da prova 2017 do UFSC, organizadas por disciplina. Veja o que mais caiu e treine de graça com correção e comentário.

Criar conta grátis10 questões por dia, sem cartão de crédito.

O que caiu na prova 2017

Questões da prova UFSC 2017

Uma amostra das questões. Crie uma conta para resolver todas com correção e comentário.

UFSC2017Prova 2Questao 1HistóriaDireitos humanos e constituiçõesMedia
Leia os trechos a seguir. Constituição dos Estados Unidos da América (1787) Nós, o povo dos Estados Unidos, a fim de formar uma União mais perfeita, estabelecer a justiça, assegurar a tranquilidade interna, prover a defesa comum, promover o bem-estar geral, e garantir para nós e para os nossos descendentes os benefícios da Liberdade, promulgamos e estabelecemos esta Constituição para os Estados Unidos da América. Disponível em: <http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Documentos-anteriores-%C3%A0-cria%C3%A7%C3%A3o-da-Sociedade-das-Na%C3%A7 %C3%B5es-at%C3%A9-1919/constituicao-dos-estados-unidos-da-america-1787.html>. Acesso em: 6 set. 2016. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão I. Os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos; as distinções sociais não podem ser baseadas senão na utilidade comum. IV. A liberdade consiste em poder fazer tudo aquilo que não prejudique a outrem. Assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem outros limites senão os que assegurem aos membros da sociedade o gozo desses mesmos direitos; esses limites não podem ser determinados senão pela lei. PELLEGRINI, Marco; DIAS, Adriana Machado; GRINBERG, Keila. Novo olhar – História. 2. ed. São Paulo: FTD, 2013, p. 190. Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948) Assembleia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 Art. 1o. Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade. Disponível em: <http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001394/139423por.pdf>. Acesso em: 6 set. 2016. Constituição da República Federativa do Brasil (1988) Capítulo I Dos direitos e deveres individuais e coletivos Art. 5o. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade [...]. ALVES, Alexandra; OLIVEIRA, Letícia Fagundes de. Conexões com a História. v. 3. São Paulo: Moderna, 2010, p. 272. Sobre os trechos apresentados e sobre a construção/constituição dos Direitos Humanos, é correto afirmar que:
  1. 01)embora defenda a ideia de igualdade entre os estadunidenses, a Constituição do país manteve em vigor a escravidão, que só seria abolida na década de 1860.
  2. 02)a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, redigida no contexto da Revolução Francesa (1789-1799), foi inspirada em princípios liberais e iluministas e tornou constitucional o direito à cidadania de todos os franceses, sem distinção de gênero, raça ou condição social.
  3. 04)a Constituição brasileira de 1988, promulgada em plena ditadura civil-militar, foi uma tentativa do governo brasileiro de reduzir as pressões do Conselho dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo restabelecimento da democracia no país.
  4. 08)o lema “liberdade, igualdade e fraternidade”, disseminado pelos revolucionários franceses, também foi incorporado na política externa, como no apoio do governo da França ao processo de independência da colônia de Santo Domingo (Haiti).
  5. 16)a Constituição brasileira de 1988 reconheceu e assegurou aos remanescentes de quilombos o direito às terras tradicionalmente ocupadas.
  6. 32)os ideais democráticos estabelecidos pela Constituição estadunidense foram determinantes para garantir que a expansão territorial em direção à costa oeste durante o século XIX tivesse ocorrido de forma pacífica e democrática entre os diferentes povos envolvidos.
UFSC2017Prova 1Questao 1PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Geração Z mudará o mundo 01 Acabou o egoísmo, o narcisismo selfie, a obsessão pelo consumo e a passividade que isso 02 acarreta. Há uma geração que quer salvar o mundo, mas ainda não sabe como. Nasceu ou 03 cresceu em plena recessão, em um mundo fustigado pelo terrorismo, índices de 04 desemprego galopantes e uma sensação apocalíptica provocada pelas mudanças 05 climáticas. São mais realistas que seus irmãos mais velhos, indicam todas as consultorias 06 de marketing (sempre preocupadas com seus futuros consumidores). São a geração Z, o 07 grupo demográfico nascido entre 1994 e 2010, que representa 25,9% da população 08 mundial. Os especialistas já analisam todos os traços de sua personalidade. 09 Deixando de lado os riscos e a evidente frivolidade de atribuir uma letra e um só rosto a um 10 espectro de dois bilhões de pessoas, há alguns elementos que podem ser extraídos das 11 múltiplas pesquisas. Especialmente em contraposição a seus predecessores, os chamados 12 millennials (ou Geração Y), que as marcas ainda vivem obcecadas em decifrar. 13 Fundamentalmente porque são um grupo de 80 milhões de pessoas nos EUA e pouco mais 14 de oito milhões na Espanha, que em 2025 representará – de acordo com prognóstico da 15 consultoria Deloitte – 75% da força de trabalho do mundo. O potencial produtivo e de 16 consumo dos millennials já é algo tangível (somente nos EUA têm uma capacidade de 17 compra equivalente a 112 bilhões de reais). Para as empresas, no entanto, a aventura com 18 seus irmãos mais novos consiste agora em decodificá-los no laboratório. 19 A teoria do consumo diz que o segmento populacional dos 18 aos 24 anos é o mais 20 influente. As gerações anteriores e as posteriores sempre querem se parecer com ele. É a 21 referência estética. Os Z – assim chamados por virem depois das gerações X e Y – 22 começam a posicionar-se no topo dessa pirâmide de influência, e em cinco anos a terão 23 dominado. 24 Essa geração já não se conforma em ser sujeito passivo de marcas e publicações, deseja 25 produzir seus conteúdos. E consegue através do YouTube, onde as novas celebridades 26 surgidas nessa mídia já são mais populares do que as da indústria do entretenimento 27 tradicional (63% contra 37%, segundo o Cassandra Report, um dos relatórios mais 28 utilizados pelas grandes empresas para sondar os gostos da juventude). Ou por meio de 29 aplicativos como o Vine (para vídeos em loop) e plataformas online como o Playbuzz, a 30 guinada do popular site de histórias virais Buzzfeed, onde agora os conteúdos são 31 postados pelos usuários, que já somam 80 milhões por mês, segundo o Google Analytics. 32 O tempo livre está cada vez mais direcionado para as vocações profissionais (blogs, 33 desenho de moda, fotografia...) e as comunidades se formam em torno disso. A escritora 34 Luna Miguel destaca esse modo de trabalhar em rede, apesar de alertar para o fato de ser 35 cedo para analisar uma geração que ainda compartilha muitos códigos com a anterior. “São 36 figuras importantes, mas ajudam os demais e criam comunidade. A solidariedade será um 37 valor importante. Não querem mais ser o artista jovem e incomum. Até os ‘nativos da 38 Internet’ soam como algo velho, é uma questão quase genética. Um exemplo seria Tavi 39 Gevinson, que desde os 13 anos tem um dos blogs mais importantes do mundo”, afirma, 40 referindo-se à multifacetada e influente blogueira e editora norte-americana, nascida em 41 1996, um dos ícones da geração Z. 42 A tendência também se estende à educação e aos novos canais de acesso. Para Anne 43 Boysen, consultora em estratégia e especialista em questões geracionais da empresa After 44 the Millennials, grande parte da aprendizagem se dá fora da sala de aula. “Essa geração 45 usa o YouTube de forma periódica para sua lição de casa, o que indica que quer um maior 46 grau de personalização na educação. Se não gostam do enfoque de seu professor, ou não 47 o entendem, buscarão alguém online que o explique melhor”, afirma. O mundo, tal qual 48 deixaram seus antecessores, não lhes parece um lugar habitável. VERDÚ, Daniel. Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/02/sociedad/1430576024_684493.html>. [Adaptado]. Acesso em: 27 jun. 2016. De acordo com o texto 1, é correto afirmar que:
  1. 01)a geração Z, que vive em tempos de recessão, terrorismo e mudanças climáticas de tonalidades apocalípticas, é marcada por egoísmo, consumismo, passividade e narcisismo.
  2. 02)a geração Z, que é precedente à geração Y, compreende, só nos EUA, um espectro de cerca de 80 milhões de pessoas, com uma capacidade de compra equiparada a mais de 100 bilhões de reais.
  3. 04)a geração Z compartilha com as gerações anteriores o interesse pelas vocações profissionais, a tendência para trabalhar em rede e o espírito de solidariedade.
  4. 08)a geração Z sinaliza uma mudança de interesses em relação a práticas educativas, buscando caminhos de aprendizagem que extrapolam os muros da escola.
  5. 16)a geração Z mudará o mundo através da disseminação do uso da Internet, com vistas a difundir a prática da interiorização, em busca de autoconhecimento e também de mecanismos de defesa de ameaças externas.
  6. 32)a geração Z caracteriza-se por grande potencial para produção de conteúdos e por inclinação para o consumo, razão pela qual as marcas ainda buscam identificar traços reais de seu comportamento.
UFSC2017Prova 2Questao 2HistóriaAntiguidade clássicaMedia
A pólis e o cidadão [Para] um grego da época clássica a pólis não designava um lugar geográfico, mas uma prática política exercida pela comunidade de seus cidadãos. Da mesma forma se referiam os romanos à civitas, a cidade no sentido da participação dos cidadãos na vida pública. Se no caso da pólis ou da civitas o conceito de cidade não se referia à dimensão espacial da cidade, e sim à sua dimensão política, o conceito de cidadão não se refere ao morador da cidade, mas ao indivíduo que, por direito, pode participar da vida política. ROLNIK, Raquel. O que é a cidade. São Paulo: Brasiliense, 2004, p. 21. Sobre aspectos políticos que caracterizaram a emergência da civilização ocidental, é correto afirmar que:
  1. 01)como partilhavam o mesmo espaço público, todos os homens de uma cidade-Estado na Grécia Antiga eram considerados cidadãos.
  2. 02)o estabelecimento da democracia ateniense ampliou substancialmente a igualdade de direitos, como a participação das mulheres na vida pública e nas decisões políticas da principal pólis grega.
  3. 04)a democracia ateniense sustentou-se por meio da mão de obra escrava, à qual poderia ser atribuído o papel de mero instrumento de trabalho.
  4. 08)enquanto a democracia ateniense era direta, a democracia política contemporânea é representativa, isto é, os cargos de poder são atribuídos, em eleição, a alguns atores políticos que representam os demais cidadãos.
  5. 16)o termo república recebeu, ao longo da história, vários significados, conforme os sentidos que os povos organizados dessa maneira lhe imprimiam. Na aristocrática república romana, apenas os plebeus tinham todos os direitos políticos.
  6. 32)a lei das Doze Tábuas e o Código Jurídico Civil, organizado no reinado de Justiniano, estão entre os principais legados do Direito Romano.
UFSC2017Prova 1Questao 2PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Media
Geração Z mudará o mundo 01 Acabou o egoísmo, o narcisismo selfie, a obsessão pelo consumo e a passividade que isso 02 acarreta. Há uma geração que quer salvar o mundo, mas ainda não sabe como. Nasceu ou 03 cresceu em plena recessão, em um mundo fustigado pelo terrorismo, índices de 04 desemprego galopantes e uma sensação apocalíptica provocada pelas mudanças 05 climáticas. São mais realistas que seus irmãos mais velhos, indicam todas as consultorias 06 de marketing (sempre preocupadas com seus futuros consumidores). São a geração Z, o 07 grupo demográfico nascido entre 1994 e 2010, que representa 25,9% da população 08 mundial. Os especialistas já analisam todos os traços de sua personalidade. 09 Deixando de lado os riscos e a evidente frivolidade de atribuir uma letra e um só rosto a um 10 espectro de dois bilhões de pessoas, há alguns elementos que podem ser extraídos das 11 múltiplas pesquisas. Especialmente em contraposição a seus predecessores, os chamados 12 millennials (ou Geração Y), que as marcas ainda vivem obcecadas em decifrar. 13 Fundamentalmente porque são um grupo de 80 milhões de pessoas nos EUA e pouco mais 14 de oito milhões na Espanha, que em 2025 representará – de acordo com prognóstico da 15 consultoria Deloitte – 75% da força de trabalho do mundo. O potencial produtivo e de 16 consumo dos millennials já é algo tangível (somente nos EUA têm uma capacidade de 17 compra equivalente a 112 bilhões de reais). Para as empresas, no entanto, a aventura com 18 seus irmãos mais novos consiste agora em decodificá-los no laboratório. 19 A teoria do consumo diz que o segmento populacional dos 18 aos 24 anos é o mais 20 influente. As gerações anteriores e as posteriores sempre querem se parecer com ele. É a 21 referência estética. Os Z – assim chamados por virem depois das gerações X e Y – 22 começam a posicionar-se no topo dessa pirâmide de influência, e em cinco anos a terão 23 dominado. 24 Essa geração já não se conforma em ser sujeito passivo de marcas e publicações, deseja 25 produzir seus conteúdos. E consegue através do YouTube, onde as novas celebridades 26 surgidas nessa mídia já são mais populares do que as da indústria do entretenimento 27 tradicional (63% contra 37%, segundo o Cassandra Report, um dos relatórios mais 28 utilizados pelas grandes empresas para sondar os gostos da juventude). Ou por meio de 29 aplicativos como o Vine (para vídeos em loop) e plataformas online como o Playbuzz, a 30 guinada do popular site de histórias virais Buzzfeed, onde agora os conteúdos são 31 postados pelos usuários, que já somam 80 milhões por mês, segundo o Google Analytics. 32 O tempo livre está cada vez mais direcionado para as vocações profissionais (blogs, 33 desenho de moda, fotografia...) e as comunidades se formam em torno disso. A escritora 34 Luna Miguel destaca esse modo de trabalhar em rede, apesar de alertar para o fato de ser 35 cedo para analisar uma geração que ainda compartilha muitos códigos com a anterior. “São 36 figuras importantes, mas ajudam os demais e criam comunidade. A solidariedade será um 37 valor importante. Não querem mais ser o artista jovem e incomum. Até os ‘nativos da 38 Internet’ soam como algo velho, é uma questão quase genética. Um exemplo seria Tavi 39 Gevinson, que desde os 13 anos tem um dos blogs mais importantes do mundo”, afirma, 40 referindo-se à multifacetada e influente blogueira e editora norte-americana, nascida em 41 1996, um dos ícones da geração Z. 42 A tendência também se estende à educação e aos novos canais de acesso. Para Anne 43 Boysen, consultora em estratégia e especialista em questões geracionais da empresa After 44 the Millennials, grande parte da aprendizagem se dá fora da sala de aula. “Essa geração 45 usa o YouTube de forma periódica para sua lição de casa, o que indica que quer um maior 46 grau de personalização na educação. Se não gostam do enfoque de seu professor, ou não 47 o entendem, buscarão alguém online que o explique melhor”, afirma. O mundo, tal qual 48 deixaram seus antecessores, não lhes parece um lugar habitável. VERDÚ, Daniel. Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/02/sociedad/1430576024_684493.html>. [Adaptado]. Acesso em: 27 jun. 2016. Considere as afirmativas abaixo. I. Os conteúdos do site de histórias virais Buzzfeed são postados pelos usuários. II. Os jovens fazem uso recorrente de aplicativos como o Vine e de plataformas online como o Playbuzz. III. Tavi Gevinson é um exemplo de blogueira jovem e influente. IV. O grupo demográfico nascido entre 1994 e 2010 representa mais de um quarto da população mundial. V. A expressão “nativos da Internet” remete a uma questão quase genética. Com base no texto 1, é correto afirmar que:
  1. 01)a afirmativa (I) refere-se a dados do relatório Cassandra Report e diz respeito à geração Z.
  2. 02)a afirmativa (II) refere-se a dados do Google Analytics e diz respeito à geração Z.
  3. 04)a afirmativa (III) ilustra uma explicação da escritora Luna Miguel e diz respeito à geração Z.
  4. 08)a afirmativa (IV) representa o foco da teoria do consumo e aplica-se às gerações X e Y.
  5. 16)a afirmativa (V) está associada a uma explicação da escritora Luna Miguel sobre a geração X.
UFSC2017Prova 2Questao 3HistóriaEra VargasMedia
“Engenho e arte só comparável ao cinema”, anunciava a propaganda de revista, refletindo o entusiasmo provocado pelas novas tecnologias de comunicação que transformariam o século XX. A frase publicitária, publicada nos anos 1920, referia-se ao rádio – o que soa irônico para quem sabe que anos depois viria a televisão. Mas o rádio também foi uma revolução. BARBOSA, Marialva Carlos. Sintonizando seguiremos. Revista de História da Biblioteca Nacional, ano 9, n. 100, p. 84, jan. 2014. [Adaptado]. Sobre o papel do rádio na história do Brasil, é correto afirmar que:
  1. 01)quando se instituiu a ditadura do Estado Novo (1937-1945), o governo Vargas não enxergou a importância do rádio para sua comunicação, ao contrário do que faziam o nazismo e o fascismo na Europa.
  2. 02)ao contrário da mídia impressa, que sofria com a censura imposta pelo Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), durante a Era Vargas o rádio era visto como um espaço de liberdade, dedicado apenas ao entretenimento.
  3. 04)apesar do impacto proporcionado pela sua chegada, até meados dos anos 1950 o rádio ainda era um “artigo de luxo” restrito a pequena parcela da elite econômica do Brasil.
  4. 08)na chamada “Era de Ouro” do rádio, cantores tornavam-se “reis e rainhas da voz” em programas de auditório que reuniam milhares de pessoas.
  5. 16)na música, o samba popularizou-se, consagrando inúmeros compositores e intérpretes, como
  6. 32)controlada por pessoas ligadas à União Democrática Nacional (UDN), a Rádio Nacional tornou-se, sobretudo nos anos 1940, um dos grandes instrumentos de oposição ao governo do presidente Getúlio Vargas.
UFSC2017Prova 1Questao 3PortuguêsSintaxe (sujeito, concordância e pronomes)Dificil
Geração Z mudará o mundo 01 Acabou o egoísmo, o narcisismo selfie, a obsessão pelo consumo e a passividade que isso 02 acarreta. Há uma geração que quer salvar o mundo, mas ainda não sabe como. Nasceu ou 03 cresceu em plena recessão, em um mundo fustigado pelo terrorismo, índices de 04 desemprego galopantes e uma sensação apocalíptica provocada pelas mudanças 05 climáticas. São mais realistas que seus irmãos mais velhos, indicam todas as consultorias 06 de marketing (sempre preocupadas com seus futuros consumidores). São a geração Z, o 07 grupo demográfico nascido entre 1994 e 2010, que representa 25,9% da população 08 mundial. Os especialistas já analisam todos os traços de sua personalidade. 09 Deixando de lado os riscos e a evidente frivolidade de atribuir uma letra e um só rosto a um 10 espectro de dois bilhões de pessoas, há alguns elementos que podem ser extraídos das 11 múltiplas pesquisas. Especialmente em contraposição a seus predecessores, os chamados 12 millennials (ou Geração Y), que as marcas ainda vivem obcecadas em decifrar. 13 Fundamentalmente porque são um grupo de 80 milhões de pessoas nos EUA e pouco mais 14 de oito milhões na Espanha, que em 2025 representará – de acordo com prognóstico da 15 consultoria Deloitte – 75% da força de trabalho do mundo. O potencial produtivo e de 16 consumo dos millennials já é algo tangível (somente nos EUA têm uma capacidade de 17 compra equivalente a 112 bilhões de reais). Para as empresas, no entanto, a aventura com 18 seus irmãos mais novos consiste agora em decodificá-los no laboratório. 19 A teoria do consumo diz que o segmento populacional dos 18 aos 24 anos é o mais 20 influente. As gerações anteriores e as posteriores sempre querem se parecer com ele. É a 21 referência estética. Os Z – assim chamados por virem depois das gerações X e Y – 22 começam a posicionar-se no topo dessa pirâmide de influência, e em cinco anos a terão 23 dominado. 24 Essa geração já não se conforma em ser sujeito passivo de marcas e publicações, deseja 25 produzir seus conteúdos. E consegue através do YouTube, onde as novas celebridades 26 surgidas nessa mídia já são mais populares do que as da indústria do entretenimento 27 tradicional (63% contra 37%, segundo o Cassandra Report, um dos relatórios mais 28 utilizados pelas grandes empresas para sondar os gostos da juventude). Ou por meio de 29 aplicativos como o Vine (para vídeos em loop) e plataformas online como o Playbuzz, a 30 guinada do popular site de histórias virais Buzzfeed, onde agora os conteúdos são 31 postados pelos usuários, que já somam 80 milhões por mês, segundo o Google Analytics. 32 O tempo livre está cada vez mais direcionado para as vocações profissionais (blogs, 33 desenho de moda, fotografia...) e as comunidades se formam em torno disso. A escritora 34 Luna Miguel destaca esse modo de trabalhar em rede, apesar de alertar para o fato de ser 35 cedo para analisar uma geração que ainda compartilha muitos códigos com a anterior. “São 36 figuras importantes, mas ajudam os demais e criam comunidade. A solidariedade será um 37 valor importante. Não querem mais ser o artista jovem e incomum. Até os ‘nativos da 38 Internet’ soam como algo velho, é uma questão quase genética. Um exemplo seria Tavi 39 Gevinson, que desde os 13 anos tem um dos blogs mais importantes do mundo”, afirma, 40 referindo-se à multifacetada e influente blogueira e editora norte-americana, nascida em 41 1996, um dos ícones da geração Z. 42 A tendência também se estende à educação e aos novos canais de acesso. Para Anne 43 Boysen, consultora em estratégia e especialista em questões geracionais da empresa After 44 the Millennials, grande parte da aprendizagem se dá fora da sala de aula. “Essa geração 45 usa o YouTube de forma periódica para sua lição de casa, o que indica que quer um maior 46 grau de personalização na educação. Se não gostam do enfoque de seu professor, ou não 47 o entendem, buscarão alguém online que o explique melhor”, afirma. O mundo, tal qual 48 deixaram seus antecessores, não lhes parece um lugar habitável. VERDÚ, Daniel. Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/02/sociedad/1430576024_684493.html>. [Adaptado]. Acesso em: 27 jun. 2016. De acordo com o texto 1, é correto afirmar que:
  1. 01)as formas verbais sublinhadas em “São mais realistas” (linha 05) e “Se não gostam do enfoque” (linha 46) estão no plural em concordância com a noção de conjunto de pessoas expressa pela palavra “geração” (linha 02).
  2. 02)as construções “São mais realistas que seus irmãos mais velhos” (linha 05) e “são mais populares do que as da indústria do entretenimento tradicional” (linhas 26-27) expressam a ideia de comparação de superioridade sem desvio da variedade padrão escrita da língua portuguesa.
  3. 04)em “Essa geração já não se conforma em ser sujeito passivo” (linha 24) e “Não querem mais ser o artista jovem e incomum” (linha 37), os termos sublinhados indicam que as situações expressas em cada frase não ocorriam no passado e continuam a não ocorrer no presente.
  4. 08)em “por meio de aplicativos como o Vine” (linhas 28-29) e “plataformas online como o Playbuzz” (linha 29), o vocábulo sublinhado nas duas ocorrências introduz uma exemplificação.
  5. 16)em “A escritora Luna Miguel destaca esse modo de trabalhar em rede, apesar de alertar para o fato de ser cedo” (linhas 33-35), o segmento sublinhado pode ser substituído por “embora alerta”, sem prejuízo de sentido e sem desvio da variedade padrão escrita da língua portuguesa.
  6. 32)em “Se não gostam do enfoque de seu professor, ou não o entendem, buscarão alguém online” (linhas 46-47), a substituição das duas formas verbais sublinhadas por “gostarem” e “entenderem”, respectivamente, resulta em uma correlação entre tempos e modos verbais, no período, que está de acordo com a variedade padrão escrita da língua portuguesa.
UFSC2017Prova 2Questao 4HistóriaRenascimento e modernidade europeiaMedia
O sorriso enigmático de Mona Lisa faz por merecer a multidão de turistas e a enxurrada de flashes que a registram todos os dias no Museu do Louvre, em Paris. Criada por Leonardo da Vinci no início do século XVI, a Gioconda é resultado da utilização de técnicas apuradíssimas e proporções corporais exatas, sem falar no famoso meio sorriso e no olhar enviesado. Mais do que uma revolução artística, porém, o que aquela criação testemunha é um período de transformações culturais e sociais que varreriam a Europa e dariam luz ao homem moderno. ASSIS, A. F. A razão brilha para todos. Revista de História, ano 9, n. 98, p. 18, nov. 2013. Sobre a Europa, no período conhecido como modernidade, é correto afirmar que:
  1. 01)no campo das artes visuais, a preocupação em observar o mundo natural contribuía para que se buscasse representá-lo de forma mais realista. Para isso, contava-se com as transformações de outros campos do conhecimento como a matemática e a biologia.
  2. 02)a expansão da circulação de ideias com o advento da imprensa – graças à invenção dos tipos móveis de Gutenberg – tornou-se um poderoso fator de transformação social.
  3. 04)para o movimento humanista, o homem era a mais perfeita das criaturas e, por sua capacidade racional, seria o criador, o aventureiro, o sonhador, o dominador da natureza, mas tudo isso deveria estar subordinado à fé.
  4. 08)para a expansão dos seus negócios, a burguesia emergente necessitava que fossem desbancados alguns dos princípios religiosos que normatizavam a sociedade. Por isso, entre outras ações, ela incentivava e financiava muitos estudos de investigação científica.
  5. 16)muitos dos valores e manifestações culturais do mundo medieval, sobretudo no início dos tempos modernos, continuaram presentes na sociedade, por isso a modernidade europeia não deve ser percebida como uma ruptura completa com o medievo.
  6. 32)aos poucos, explicações sobrenaturais para as doenças, como espíritos malignos ou influência do demônio, eram substituídas por tratamentos racionais e científicos incentivados também pela Igreja.
  7. 64)impulsionada pelas novas formas de explicação do mundo, a Igreja Católica redefiniu seus dogmas através de um grande movimento que ficou conhecido como Reforma.
UFSC2017Prova 1Questao 4PortuguêsSintaxe (sujeito, concordância e pronomes)Dificil
Geração Z mudará o mundo 01 Acabou o egoísmo, o narcisismo selfie, a obsessão pelo consumo e a passividade que isso 02 acarreta. Há uma geração que quer salvar o mundo, mas ainda não sabe como. Nasceu ou 03 cresceu em plena recessão, em um mundo fustigado pelo terrorismo, índices de 04 desemprego galopantes e uma sensação apocalíptica provocada pelas mudanças 05 climáticas. São mais realistas que seus irmãos mais velhos, indicam todas as consultorias 06 de marketing (sempre preocupadas com seus futuros consumidores). São a geração Z, o 07 grupo demográfico nascido entre 1994 e 2010, que representa 25,9% da população 08 mundial. Os especialistas já analisam todos os traços de sua personalidade. 09 Deixando de lado os riscos e a evidente frivolidade de atribuir uma letra e um só rosto a um 10 espectro de dois bilhões de pessoas, há alguns elementos que podem ser extraídos das 11 múltiplas pesquisas. Especialmente em contraposição a seus predecessores, os chamados 12 millennials (ou Geração Y), que as marcas ainda vivem obcecadas em decifrar. 13 Fundamentalmente porque são um grupo de 80 milhões de pessoas nos EUA e pouco mais 14 de oito milhões na Espanha, que em 2025 representará – de acordo com prognóstico da 15 consultoria Deloitte – 75% da força de trabalho do mundo. O potencial produtivo e de 16 consumo dos millennials já é algo tangível (somente nos EUA têm uma capacidade de 17 compra equivalente a 112 bilhões de reais). Para as empresas, no entanto, a aventura com 18 seus irmãos mais novos consiste agora em decodificá-los no laboratório. 19 A teoria do consumo diz que o segmento populacional dos 18 aos 24 anos é o mais 20 influente. As gerações anteriores e as posteriores sempre querem se parecer com ele. É a 21 referência estética. Os Z – assim chamados por virem depois das gerações X e Y – 22 começam a posicionar-se no topo dessa pirâmide de influência, e em cinco anos a terão 23 dominado. 24 Essa geração já não se conforma em ser sujeito passivo de marcas e publicações, deseja 25 produzir seus conteúdos. E consegue através do YouTube, onde as novas celebridades 26 surgidas nessa mídia já são mais populares do que as da indústria do entretenimento 27 tradicional (63% contra 37%, segundo o Cassandra Report, um dos relatórios mais 28 utilizados pelas grandes empresas para sondar os gostos da juventude). Ou por meio de 29 aplicativos como o Vine (para vídeos em loop) e plataformas online como o Playbuzz, a 30 guinada do popular site de histórias virais Buzzfeed, onde agora os conteúdos são 31 postados pelos usuários, que já somam 80 milhões por mês, segundo o Google Analytics. 32 O tempo livre está cada vez mais direcionado para as vocações profissionais (blogs, 33 desenho de moda, fotografia...) e as comunidades se formam em torno disso. A escritora 34 Luna Miguel destaca esse modo de trabalhar em rede, apesar de alertar para o fato de ser 35 cedo para analisar uma geração que ainda compartilha muitos códigos com a anterior. “São 36 figuras importantes, mas ajudam os demais e criam comunidade. A solidariedade será um 37 valor importante. Não querem mais ser o artista jovem e incomum. Até os ‘nativos da 38 Internet’ soam como algo velho, é uma questão quase genética. Um exemplo seria Tavi 39 Gevinson, que desde os 13 anos tem um dos blogs mais importantes do mundo”, afirma, 40 referindo-se à multifacetada e influente blogueira e editora norte-americana, nascida em 41 1996, um dos ícones da geração Z. 42 A tendência também se estende à educação e aos novos canais de acesso. Para Anne 43 Boysen, consultora em estratégia e especialista em questões geracionais da empresa After 44 the Millennials, grande parte da aprendizagem se dá fora da sala de aula. “Essa geração 45 usa o YouTube de forma periódica para sua lição de casa, o que indica que quer um maior 46 grau de personalização na educação. Se não gostam do enfoque de seu professor, ou não 47 o entendem, buscarão alguém online que o explique melhor”, afirma. O mundo, tal qual 48 deixaram seus antecessores, não lhes parece um lugar habitável. VERDÚ, Daniel. Disponível em: <http://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/02/sociedad/1430576024_684493.html>. [Adaptado]. Acesso em: 27 jun. 2016. Considere os trechos abaixo, retirados do texto 1. I. “Acabou o egoísmo, o narcisismo selfie, a obsessão pelo consumo e a passividade que isso acarreta. Há uma geração que quer salvar o mundo, mas ainda não sabe como.” (linhas 01-02) II. “A teoria do consumo diz que o segmento populacional dos 18 aos 24 anos é o mais influente.” (linhas 19-20) III. “Se não gostam do enfoque de seu professor, ou não o entendem, buscarão alguém online que o explique melhor.” (linhas 46-47) IV. “Para as empresas, no entanto, a aventura com seus irmãos mais novos consiste agora em decodificá-los no laboratório.” (linhas 17-18) De acordo com a variedade padrão escrita da língua portuguesa, é correto afirmar que:
  1. 01)no trecho (I), a forma verbal “Acabou” poderia ser substituída por “Acabaram”, em concordância com o sujeito posposto que está no plural.
  2. 02)nos trechos (I), (II) e (III), o vocábulo “que” exerce a mesma função nas três ocorrências sublinhadas: introduz oração subordinada que retoma um antecedente.
  3. 04)no trecho (III), os pronomes “seu”, “o” e “o” remetem ao mesmo referente.
  4. 08)nos trechos (I) e (IV), os termos “o mundo” e “no laboratório”, respectivamente, desempenham a mesma função sintática, remetendo à ideia de lugar.
  5. 16)no trecho (IV), a expressão “no entanto” introduz uma ideia de contraste, podendo ser substituída por “entretanto”, sem prejuízo de sentido à frase.
UFSC2017Prova 1Questao 5PortuguêsGêneros textuaisDificil
dia 16 de outubro de 1983 01 Primeira noite decente. Sonhei com o consultório da Mary atravessado de papel 02 higiênico, grande confusão: seria quem? Analista, amiga ou namorada? Nenhuma das três? 03 Não quero agora computar as perdas. Perder é uma lenha. Lá fora está sol, quem 04 escreve deixa um testemunho. Reesquentando. Joguei fora algumas coisas já escritas 05 porque não era o testemunho que eu queria deixar. É outro. Outro agora. Acredite se puder. 06 Rejane por perto, acompanhando meus progressos. Peço a ela encarecidamente que me 07 faça o favor de lembrá-los. Eu mesma me exercito, mas que péssima memória! Notas, 08 Armando. A memória Fraca para os progressos! Chega desse lero, Poesia virá quando 09 puder. Por enquanto, Filho, é isso aí apenas. Saí ao sol onde tentei um do-in, me sinto 10 exaurida. Lembra que o diário era alimento cotidiano? Que importa a má fama depois que 11 estamos mortos? Importa tanto que abri a lata de lixo: quero outro testemunho. Diário não 12 tem graça, mas esquenta, pega-se de novo a caneta abandonada, e o interlocutor é 13 fundamental. Escrevo para você sim. Da cama do hospital. A lesma quando passa deixa um 14 rastro prateado. 15 Leiam se forem capazes. CESAR, Ana Cristina. Poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 309. Com base na leitura e interpretação do texto 2 e de acordo com a variedade padrão escrita da língua portuguesa e com os componentes constitutivos do texto, é correto afirmar que:
  1. 01)o sinal de dois pontos em “grande confusão: seria quem?” (linha 02) e em “abri a lata de lixo: quero outro testemunho” (linha 11) é usado, nos dois casos, para introduzir uma retificação acerca do termo precedente.
  2. 02)em “me faça” (linhas 06-07) e em “me sinto” (linha 09), a colocação pronominal poderia ser alterada para “faça-me” e “sinto-me”, pois a ordem do pronome em relação ao verbo é opcional nos dois casos.
  3. 04)as formas verbais “reesquentando” (linha 04) e “esquenta” (linha 12) são usadas com sentido denotativo, em referência direta ao calor do sol.
  4. 08)as cinco perguntas presentes no texto 2 (linhas 02 e 10-11) produzem uma impressão de colóquio, isto é, de conversa, ainda que seja uma fala de si para si em um texto escrito.
  5. 16)o excerto “Da cama do hospital. A lesma quando passa deixa um rastro prateado. Leiam se forem capazes” (linhas 13-15) constitui uma provocação de Ana Cristina Cesar para que o leitor decifre a natureza do testemunho registrado.
  6. 32)a organização do texto 2 obedece à natureza tradicional dos diários íntimos ao exigir um interlocutor externo, alguém diferente da própria pessoa que os escreve.
  7. 64)marcas textuais presentes no texto 2 e que o caracterizam como pertencente ao gênero diário são: discurso em primeira pessoa, entrada de data, tom intimista e confessional.
UFSC2017Prova 2Questao 5HistóriaPovos indígenas no BrasilMedia
Povos resistentes Não somos povos emergentes nem povos ressurgidos, somos resistentes! Somos povos resistentes! A frase foi entoada como um grito de guerra pelo cacique Pequena da etnia Jenipapo-Canindé, do Ceará, em um encontro ocorrido em Olinda, em 2006. Esse encontro, que reuniu 47 grupos étnicos, foi um marco na luta dos povos indígenas que ainda não têm sua identidade reconhecida. Muitos grupos buscam esse reconhecimento perante a sociedade e o poder público. Ser Protagonista: História, 3o Ano: ensino médio. São Paulo: Edições SM, 2013, p. 18. Sobre os povos indígenas, é correto afirmar que:
  1. 01)Santa Catarina não registra índices de conflitos envolvendo comunidades indígenas, entre outros fatores, por ter investido ao longo dos anos em políticas de integração desses povos à sociedade.
  2. 02)com a missão de converter os indígenas ao cristianismo, os jesuítas proibiram hábitos culturais como, por exemplo, a antropofagia, a poligamia e a nudez. Entre outras ações, ainda criaram os chamados “aldeamentos”, locais onde os indígenas viviam sob a proteção dos religiosos.
  3. 04)os primeiros colonizadores chamavam pejorativamente de “índio” toda a população que vivia no território da América portuguesa pois não se haviam dado conta da grande variedade de culturas que ocupava o vasto território.
  4. 08)como parte do projeto nacionalista de “brasilidade”, a ideia de enaltecer a imagem dos indígenas repercutia intensamente nas propagandas do governo Vargas.
  5. 16)durante o Império, com a aprovação da Lei de Terras (1850), as chamadas terras devolutas foram disponibilizadas por tempo determinado para a reivindicação de posse dos povos indígenas. No entanto, a lei não teve efeito por falta de ampla divulgação entre esses povos.
  6. 32)embora existam garantias legais, o direito dos povos indígenas à terra tem sido ameaçado constantemente por conflitos com agricultores, pecuaristas, madeireiras e mineradoras.
UFSC2017Prova 1Questao 6PortuguêsLiteratura contemporâneaDificil
Quanto à obra do escritor catarinense Carlos Henrique Schroeder, As fantasias eletivas, é correto afirmar que:
  1. 01)pode-se dizer que o autor catarinense constrói um livro dentro de outro porque apresenta os textos da personagem Copi nos capítulos “A solidão das coisas” e “Poesia completa de Copi”.
  2. 02)o romance põe em xeque o imaginário popular de que ser travesti é uma condição de vida à qual as pessoas se associam por falta de opção, pois Copi abandona voluntariamente sua profissão anterior, a de jornalista.
  3. 04)a partir da busca de significado para uma fotografia – a da garota sentada nos trilhos do trem –, Copi faz longa reflexão sobre a ausência de afeto na cena contemporânea.
  4. 08)embora haja uma amizade sincera entre Renê e Copi, o tema sexual é um tabu, pois aquele repudia qualquer conversa que envolva as práticas sexuais do travesti.
  5. 16)a lógica do senso comum afirma que “uma imagem vale por mil palavras”, concepção que indica o fato de a imagem bastar por si mesma, razão pela qual Copi não consegue produzir textos com base nas fotografias que tira.
  6. 32)no que se refere a questões estruturais da obra, a história de Renê, alcunhado Ratón e Mr. Álcool, é contada nos capítulos “S de sangue” e “As fantasias eletivas”, ambos fragmentados em capítulos menores.
  7. 64)o tema central da obra de Carlos Henrique Schroeder é o mercado da prostituição nas cidades litorâneas brasileiras, e o livro tem como cenário narrativo a cidade de Balneário Camboriú.
UFSC2017Prova 2Questao 6HistóriaProclamação da RepúblicaMedia
– A República está proclamada. – Já há governo? – Penso que já; mas diga-me V. Exa.: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. Entretanto... Uma fatalidade! Venha em meu socorro, Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado. – “Confeitaria do Império”, a tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V. Exa. crê que, se ficar “Império”, venham quebrar-me as vidraças? – Isso não sei. – Realmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo... – Mas pode pôr “Confeitaria da República”... – Lembrou-me isso, em caminho, mas também me lembrou que, se daqui a um ou dois meses, houver nova reviravolta, fico no ponto em que estou hoje, e perco outra vez o dinheiro. ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó. 12. ed. São Paulo: Ática, 1999, p. 114. Sobre o advento da República no Brasil, é correto afirmar que:
  1. 01)para os positivistas brasileiros, que adotaram o lema “ordem e progresso” para a nova República, a “nação” precisava ser controlada por homens capazes de manter a ordenação da sociedade de modo racional e científico e compor um Estado forte e intervencionista.
  2. 02)entre as primeiras ações do governo provisório estavam a adoção do federalismo, que transformou as antigas províncias em estados da Federação; a desvinculação entre Igreja e Estado; a legalização de milhares de estrangeiros e a instituição do casamento e do registro civil.
  3. 04)a mudança do nome da cidade de Nossa Senhora do Desterro para Florianópolis aconteceu após eventos de resistência ao governo de Floriano Peixoto, ocorridos na capital de Santa Catarina, como uma demonstração de força política do presidente.
  4. 08)a população do Rio de Janeiro, mesmo sendo surpreendida pelo movimento dos militares, já estava imbuída dos ideais republicanos e saiu às ruas em mobilização de apoio ao movimento após a oficialização da proclamação da República.
  5. 16)atendendo a aspirações do Movimento Republicano e com inspiração na Constituição liberal estadunidense, foi adotado o voto universal com restrições apenas aos analfabetos.
  6. 32)durante o primeiro governo republicano, o Brasil enfrentou grandes problemas econômicos com surtos inflacionários e um descontrolado mercado de compra e venda de ações que levaram a economia ao colapso. A política econômica adotada na época ficou conhecida como “Encilhamento”.
Resolver as 79 questões de graça

Veja também todas as provas do UFSC ou as questões por disciplina.

Treine direto nas questões reais

No Presarium Vestibulares, você resolve essas questões com correção na hora, comentário e um painel que cruza a incidência com o seu desempenho — e monta sua lista de prioridade automaticamente.

Começar de graça

10 questões por dia, sem cartão de crédito.