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ENEM2025Fase unicaQuestao 1InglêsInterpretação de textoFacil
Glory Ames, from the White Earth reservation, is frustrated that despite the presence of several indigenous reservations near Moorhead, local Halloween stores still feature a western section with costumes such as “pow wow princess”. Even worse, despite a long-running debate about racism and cultural appropriation, often prompted by backlash against celebrities and politicians for donning offensive costumes, people continue to wear such costumes. Last Halloween, Ames spotted a photo on Instagram of a girl dressed as a Native American with a bullet in her forehead. She immediately reported it to the social media platform and had it removed. “They blatantly take certain aspects of our culture, race, religion, and use it for their advantage and ignore the people living it”, said Ames.
Ao abordar um aspecto da celebração do Halloween, esse texto tem por objetivo
A)denunciar a violência contra crianças indígenas.
B)descrever costumes tradicionais em celebrações indígenas.
C)valorizar as vestimentas características dos povos originários.
D)criticar a exploração indevida de elementos da identidade indígena.
E)sugerir ações de combate ao preconceito contra os povos originários.
ENEM2025Fase unicaQuestao 2InglêsInterpretação de textoFacil
My idea of philosophy is that if it is not relevant to human problems, if it does not tell us how we can go about eradicating some of the misery in this world, then it is not worth the name of philosophy. I think Socrates made a very profound statement when he asserted that philosophy is to teach us proper living. In this day and age “proper living” means liberation from the urgent problems of poverty, economic necessity and indoctrination, mental oppression.
Nesse texto, ao discorrer sobre a relevância da filosofia, a escritora Angela Davis tem por objetivo
A)criticá-la pela restrição temática.
B)vinculá-la ao universo acadêmico.
C)afastá-la da abordagem socrática.
D)aproximá-la dos problemas sociais.
E)responsabilizá-la pela pobreza humana.
ENEM2025Fase unicaQuestao 3InglêsInterpretação de poemaMedia
Remember the sky that you were born under, know each of the star’s stories. Remember the moon, know who she is. Remember the sun’s birth at dawn. [...] Remember your birth, how your mother struggled to give you form and breath [...] Remember the earth whose skin you are: red earth, black earth, yellow earth, white earth brown earth, we are earth. Remember the plants, trees, animal life who all have their tribes, their families, their histories, too [...] Remember you are all people and all people are you. Remember you are this universe and this universe is you. Remember all is in motion, is growing, is you.
Nesse poema, de uma autora de ascendência indígena, o eu lírico ressalta a
A)potência dos astros celestes.
B)origem das plantas e dos animais.
C)importância do apego à terra natal.
D)relação entre seres humanos e natureza.
E)conexão entre o tempo real e o tempo imaginário.
ENEM2025Fase unicaQuestao 4InglêsInterpretação de textoMedia
It is true that all children are special, simply because they are children. But most adults are not special, and children end up as adults pretty quickly. Life then can be difficult and even disappointing. The shock of this may account for the emergence of the “snowflake generation” of university students, who are so delicate they can’t handle controversial ideas being put forward in their lectures. The roots of this fragility run deep in modern culture. So, an approach of the world that states: “Life is wonderful, you’re special and, if you are a good boy/girl, life will be amazing forever” is not a message designed to aid bouncing back from failure or confronting catastrophe. Resilience is not about feeding ego — telling your children how wonderful they are — but strengthening it.
Nesse texto, a expressão “snowflake generation” é usada para
A)abordar obstáculos impostos a universitários.
B)destacar mensagens de incentivo a estudantes.
C)estimular ações proativas em situações de emergência.
D)retratar relações conflituosas em ambiente universitário.
E)apontar posturas de uma juventude avessa a contrariedades.
ENEM2025Fase unicaQuestao 5InglêsInterpretação de textoFacil
Nesse texto, a pergunta “What is sleep?”, em uma das embalagens do produto, está relacionada ao(à)
De próprio punho
A escrita e suas tecnologias sofrem interessantes metamorfoses, numa ciranda que vai do simples bilhete aos originais de um livro
1 Estranhei muito na primeira vez que escutei a expressão “de próprio punho”. Parecia 2 que eu ia bater em alguém. Não era bem o caso. Foi numa situação bancária, dessas bem 3 burocráticas, e eu devia escrever algo bem breve, mas com minhas mãos. Na verdade, 4 o que importava era a autenticidade da minha caligrafia, que à época ainda era mais 5 fluente e firme. Depois dos teclados de computador, ela rateia bastante. Minha letra, 6 hoje, tem uma espécie de alternância: dia sim, dia não, trêmula e firme, forte e fraca, 7 mais rotunda e mais cheia de arestas. 8 É claro que já escrevi muito mais de próprio punho ou, numa palavra mais bonita, 9 manuscrevi (prefiro a mão ao punho, embora ele também seja usado na tarefa). Mas isso 10 não é um feito individual. Em larga medida, é social. Muita gente sente o mesmo que 11 eu, isto é, escreve bem menos usando as mãos, ou melhor, empregando algum tipo de 12 tecnologia (lápis, caneta etc.) para escrever com grafite ou tinta ou giz ou carvão ou 13 sangue e o que mais. É importante lembrar que ainda há gente que não sabe escrever 14 neste país, neste planeta, mas muita gente sabe e tem um combo de tecnologias mais 15 ou menos à disposição para isso. Sou dessas pessoas privilegiadas que têm várias 16 possibilidades, e uma delas nunca deixou de ser o uso das minhas mãos. Ainda hoje, 17 são elas que batucam meu teclado de computador ou que tocam suavemente duas ou 18 três telas sensíveis. Mas não expressam mais a minha letra. No lugar, aparecem Times 19 New Roman, Arial, Calibri e mais uma centena de “letras” à minha escolha. Eu e Deus 20 e o mundo. 21 A despeito desse rol de chances e ferramentas para escrever, o manuscrito nunca 22 deixou de pintar aqui e ali, muitas vezes como obrigação. Na escola, por exemplo, até 23 hoje ele é soberano. No Enem também. Curioso, não? Fico pensando em que espaços 24 e ocasiões ainda uso minha letra. Olhando ao redor, na minha casa, minha letra está 25 em espaços muito delimitados e específicos: bilhetes. Eles estão principalmente na 26 cozinha, em especial na porta da geladeira, a fim de manter a comunicação com meus 27 coabitantes, sempre muito esquecidos ou relapsos. Mas também há bilhetes em post its 28 na minha mesa do escritório, textinhos em garranchos por meio dos quais me comunico 29 comigo mesma, a evitar um comportamento esquecido e relapso. 30 No escritório, costumo ser mais suave comigo mesma, mas também muito mais 31 lacônica, a ponto de nem eu me entender, se passar o tempo. Em todos os casos vai 32 minha letra, menos e mais redonda, a lápis e a tinta azul, em post its rosa-choque, colados 33 precariamente, e todos com destino à lixeira, em breve. Justo porque eles funcionam 34 como lembretes de tarefas e coisas que devem ser vencidas e, claro, substituídas por 35 outras, num fluxo infinito, às vezes ansiogênico, com que a maioria dos adultos (e mais 36 ainda as adultas) precisa conviver. 37 As formas de escrever mudam, as necessidades também, e o resultado é um elenco 38 complexo, em que nada dispensa nada, a depender da tarefa ou da importância das coisas 39 ou de suas funções, claro. A escrita e suas tecnologias incríveis vão se reposicionando, 40 mudando de status, numa ciranda interessante e importante que pode ser vista à luz de 41 certa diversidade que encontra suas oportunidades e seus efeitos, aqui e ali. Não adianta 42 muito pensar sempre como se tudo fosse excludente. Estão aí minha farta comunicação 43 por bilhetes, minha gaveta alegre de post its de toda cor, esperando para serem usados, 44 e o cheque do cartório, em que quase tudo já é digital. “Do punho ao pixel” não é uma 45 frase filosoficamente correta. O negócio é mais “o punho e o pixel”.
RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br. Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).
No que diz respeito ao gênero bilhete, a autora dessa crônica
A)ressalta a formalidade na comunicação com as pessoas de sua convivência.
B)critica a ansiedade causada pela velocidade da comunicação.
C)expressa a obrigatoriedade de concisão nas anotações.
D)questiona a prática da escrita de próprio punho.
De próprio punho
A escrita e suas tecnologias sofrem interessantes metamorfoses, numa ciranda que vai do simples bilhete aos originais de um livro
1 Estranhei muito na primeira vez que escutei a expressão “de próprio punho”. Parecia 2 que eu ia bater em alguém. Não era bem o caso. Foi numa situação bancária, dessas bem 3 burocráticas, e eu devia escrever algo bem breve, mas com minhas mãos. Na verdade, 4 o que importava era a autenticidade da minha caligrafia, que à época ainda era mais 5 fluente e firme. Depois dos teclados de computador, ela rateia bastante. Minha letra, 6 hoje, tem uma espécie de alternância: dia sim, dia não, trêmula e firme, forte e fraca, 7 mais rotunda e mais cheia de arestas. 8 É claro que já escrevi muito mais de próprio punho ou, numa palavra mais bonita, 9 manuscrevi (prefiro a mão ao punho, embora ele também seja usado na tarefa). Mas isso 10 não é um feito individual. Em larga medida, é social. Muita gente sente o mesmo que 11 eu, isto é, escreve bem menos usando as mãos, ou melhor, empregando algum tipo de 12 tecnologia (lápis, caneta etc.) para escrever com grafite ou tinta ou giz ou carvão ou 13 sangue e o que mais. É importante lembrar que ainda há gente que não sabe escrever 14 neste país, neste planeta, mas muita gente sabe e tem um combo de tecnologias mais 15 ou menos à disposição para isso. Sou dessas pessoas privilegiadas que têm várias 16 possibilidades, e uma delas nunca deixou de ser o uso das minhas mãos. Ainda hoje, 17 são elas que batucam meu teclado de computador ou que tocam suavemente duas ou 18 três telas sensíveis. Mas não expressam mais a minha letra. No lugar, aparecem Times 19 New Roman, Arial, Calibri e mais uma centena de “letras” à minha escolha. Eu e Deus 20 e o mundo. 21 A despeito desse rol de chances e ferramentas para escrever, o manuscrito nunca 22 deixou de pintar aqui e ali, muitas vezes como obrigação. Na escola, por exemplo, até 23 hoje ele é soberano. No Enem também. Curioso, não? Fico pensando em que espaços 24 e ocasiões ainda uso minha letra. Olhando ao redor, na minha casa, minha letra está 25 em espaços muito delimitados e específicos: bilhetes. Eles estão principalmente na 26 cozinha, em especial na porta da geladeira, a fim de manter a comunicação com meus 27 coabitantes, sempre muito esquecidos ou relapsos. Mas também há bilhetes em post its 28 na minha mesa do escritório, textinhos em garranchos por meio dos quais me comunico 29 comigo mesma, a evitar um comportamento esquecido e relapso. 30 No escritório, costumo ser mais suave comigo mesma, mas também muito mais 31 lacônica, a ponto de nem eu me entender, se passar o tempo. Em todos os casos vai 32 minha letra, menos e mais redonda, a lápis e a tinta azul, em post its rosa-choque, colados 33 precariamente, e todos com destino à lixeira, em breve. Justo porque eles funcionam 34 como lembretes de tarefas e coisas que devem ser vencidas e, claro, substituídas por 35 outras, num fluxo infinito, às vezes ansiogênico, com que a maioria dos adultos (e mais 36 ainda as adultas) precisa conviver. 37 As formas de escrever mudam, as necessidades também, e o resultado é um elenco 38 complexo, em que nada dispensa nada, a depender da tarefa ou da importância das coisas 39 ou de suas funções, claro. A escrita e suas tecnologias incríveis vão se reposicionando, 40 mudando de status, numa ciranda interessante e importante que pode ser vista à luz de 41 certa diversidade que encontra suas oportunidades e seus efeitos, aqui e ali. Não adianta 42 muito pensar sempre como se tudo fosse excludente. Estão aí minha farta comunicação 43 por bilhetes, minha gaveta alegre de post its de toda cor, esperando para serem usados, 44 e o cheque do cartório, em que quase tudo já é digital. “Do punho ao pixel” não é uma 45 frase filosoficamente correta. O negócio é mais “o punho e o pixel”.
RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br. Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).
O elemento que caracteriza esse texto como uma crônica é a
A)defesa das opiniões da autora sobre um tema de interesse coletivo.
B)exposição sobre o uso de tecnologias nas práticas de escrita atuais.
C)abordagem de fatos do contexto pessoal em uma perspectiva reflexiva.
D)utilização de recursos linguísticos para a interlocução direta com o leitor.
E)apresentação de acontecimentos segundo a ordem de sucessão no tempo.
De próprio punho
A escrita e suas tecnologias sofrem interessantes metamorfoses, numa ciranda que vai do simples bilhete aos originais de um livro
1 Estranhei muito na primeira vez que escutei a expressão “de próprio punho”. Parecia 2 que eu ia bater em alguém. Não era bem o caso. Foi numa situação bancária, dessas bem 3 burocráticas, e eu devia escrever algo bem breve, mas com minhas mãos. Na verdade, 4 o que importava era a autenticidade da minha caligrafia, que à época ainda era mais 5 fluente e firme. Depois dos teclados de computador, ela rateia bastante. Minha letra, 6 hoje, tem uma espécie de alternância: dia sim, dia não, trêmula e firme, forte e fraca, 7 mais rotunda e mais cheia de arestas. 8 É claro que já escrevi muito mais de próprio punho ou, numa palavra mais bonita, 9 manuscrevi (prefiro a mão ao punho, embora ele também seja usado na tarefa). Mas isso 10 não é um feito individual. Em larga medida, é social. Muita gente sente o mesmo que 11 eu, isto é, escreve bem menos usando as mãos, ou melhor, empregando algum tipo de 12 tecnologia (lápis, caneta etc.) para escrever com grafite ou tinta ou giz ou carvão ou 13 sangue e o que mais. É importante lembrar que ainda há gente que não sabe escrever 14 neste país, neste planeta, mas muita gente sabe e tem um combo de tecnologias mais 15 ou menos à disposição para isso. Sou dessas pessoas privilegiadas que têm várias 16 possibilidades, e uma delas nunca deixou de ser o uso das minhas mãos. Ainda hoje, 17 são elas que batucam meu teclado de computador ou que tocam suavemente duas ou 18 três telas sensíveis. Mas não expressam mais a minha letra. No lugar, aparecem Times 19 New Roman, Arial, Calibri e mais uma centena de “letras” à minha escolha. Eu e Deus 20 e o mundo. 21 A despeito desse rol de chances e ferramentas para escrever, o manuscrito nunca 22 deixou de pintar aqui e ali, muitas vezes como obrigação. Na escola, por exemplo, até 23 hoje ele é soberano. No Enem também. Curioso, não? Fico pensando em que espaços 24 e ocasiões ainda uso minha letra. Olhando ao redor, na minha casa, minha letra está 25 em espaços muito delimitados e específicos: bilhetes. Eles estão principalmente na 26 cozinha, em especial na porta da geladeira, a fim de manter a comunicação com meus 27 coabitantes, sempre muito esquecidos ou relapsos. Mas também há bilhetes em post its 28 na minha mesa do escritório, textinhos em garranchos por meio dos quais me comunico 29 comigo mesma, a evitar um comportamento esquecido e relapso. 30 No escritório, costumo ser mais suave comigo mesma, mas também muito mais 31 lacônica, a ponto de nem eu me entender, se passar o tempo. Em todos os casos vai 32 minha letra, menos e mais redonda, a lápis e a tinta azul, em post its rosa-choque, colados 33 precariamente, e todos com destino à lixeira, em breve. Justo porque eles funcionam 34 como lembretes de tarefas e coisas que devem ser vencidas e, claro, substituídas por 35 outras, num fluxo infinito, às vezes ansiogênico, com que a maioria dos adultos (e mais 36 ainda as adultas) precisa conviver. 37 As formas de escrever mudam, as necessidades também, e o resultado é um elenco 38 complexo, em que nada dispensa nada, a depender da tarefa ou da importância das coisas 39 ou de suas funções, claro. A escrita e suas tecnologias incríveis vão se reposicionando, 40 mudando de status, numa ciranda interessante e importante que pode ser vista à luz de 41 certa diversidade que encontra suas oportunidades e seus efeitos, aqui e ali. Não adianta 42 muito pensar sempre como se tudo fosse excludente. Estão aí minha farta comunicação 43 por bilhetes, minha gaveta alegre de post its de toda cor, esperando para serem usados, 44 e o cheque do cartório, em que quase tudo já é digital. “Do punho ao pixel” não é uma 45 frase filosoficamente correta. O negócio é mais “o punho e o pixel”.
RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br. Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).
Nesse texto, o que caracteriza a escrita “de próprio punho” é a letra manuscrita, enquanto a escrita digital é ilustrada pelo(a)
A)utilização de tecnologias diversificadas.
B)desenvolvimento de novos recursos de escrita.
C)possibilidade de interações mediadas por telas.
D)diversidade de fontes tipográficas que estão disponíveis.
E)delimitação dos espaços onde a produção textual ocorre.
ENEM2025Fase unicaQuestao 9PortuguêsInterpretação de texto (TIC)Facil
De próprio punho
A escrita e suas tecnologias sofrem interessantes metamorfoses, numa ciranda que vai do simples bilhete aos originais de um livro
1 Estranhei muito na primeira vez que escutei a expressão “de próprio punho”. Parecia 2 que eu ia bater em alguém. Não era bem o caso. Foi numa situação bancária, dessas bem 3 burocráticas, e eu devia escrever algo bem breve, mas com minhas mãos. Na verdade, 4 o que importava era a autenticidade da minha caligrafia, que à época ainda era mais 5 fluente e firme. Depois dos teclados de computador, ela rateia bastante. Minha letra, 6 hoje, tem uma espécie de alternância: dia sim, dia não, trêmula e firme, forte e fraca, 7 mais rotunda e mais cheia de arestas. 8 É claro que já escrevi muito mais de próprio punho ou, numa palavra mais bonita, 9 manuscrevi (prefiro a mão ao punho, embora ele também seja usado na tarefa). Mas isso 10 não é um feito individual. Em larga medida, é social. Muita gente sente o mesmo que 11 eu, isto é, escreve bem menos usando as mãos, ou melhor, empregando algum tipo de 12 tecnologia (lápis, caneta etc.) para escrever com grafite ou tinta ou giz ou carvão ou 13 sangue e o que mais. É importante lembrar que ainda há gente que não sabe escrever 14 neste país, neste planeta, mas muita gente sabe e tem um combo de tecnologias mais 15 ou menos à disposição para isso. Sou dessas pessoas privilegiadas que têm várias 16 possibilidades, e uma delas nunca deixou de ser o uso das minhas mãos. Ainda hoje, 17 são elas que batucam meu teclado de computador ou que tocam suavemente duas ou 18 três telas sensíveis. Mas não expressam mais a minha letra. No lugar, aparecem Times 19 New Roman, Arial, Calibri e mais uma centena de “letras” à minha escolha. Eu e Deus 20 e o mundo. 21 A despeito desse rol de chances e ferramentas para escrever, o manuscrito nunca 22 deixou de pintar aqui e ali, muitas vezes como obrigação. Na escola, por exemplo, até 23 hoje ele é soberano. No Enem também. Curioso, não? Fico pensando em que espaços 24 e ocasiões ainda uso minha letra. Olhando ao redor, na minha casa, minha letra está 25 em espaços muito delimitados e específicos: bilhetes. Eles estão principalmente na 26 cozinha, em especial na porta da geladeira, a fim de manter a comunicação com meus 27 coabitantes, sempre muito esquecidos ou relapsos. Mas também há bilhetes em post its 28 na minha mesa do escritório, textinhos em garranchos por meio dos quais me comunico 29 comigo mesma, a evitar um comportamento esquecido e relapso. 30 No escritório, costumo ser mais suave comigo mesma, mas também muito mais 31 lacônica, a ponto de nem eu me entender, se passar o tempo. Em todos os casos vai 32 minha letra, menos e mais redonda, a lápis e a tinta azul, em post its rosa-choque, colados 33 precariamente, e todos com destino à lixeira, em breve. Justo porque eles funcionam 34 como lembretes de tarefas e coisas que devem ser vencidas e, claro, substituídas por 35 outras, num fluxo infinito, às vezes ansiogênico, com que a maioria dos adultos (e mais 36 ainda as adultas) precisa conviver. 37 As formas de escrever mudam, as necessidades também, e o resultado é um elenco 38 complexo, em que nada dispensa nada, a depender da tarefa ou da importância das coisas 39 ou de suas funções, claro. A escrita e suas tecnologias incríveis vão se reposicionando, 40 mudando de status, numa ciranda interessante e importante que pode ser vista à luz de 41 certa diversidade que encontra suas oportunidades e seus efeitos, aqui e ali. Não adianta 42 muito pensar sempre como se tudo fosse excludente. Estão aí minha farta comunicação 43 por bilhetes, minha gaveta alegre de post its de toda cor, esperando para serem usados, 44 e o cheque do cartório, em que quase tudo já é digital. “Do punho ao pixel” não é uma 45 frase filosoficamente correta. O negócio é mais “o punho e o pixel”.
RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br. Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).
A autora conclui que as novas tecnologias de escrita
De próprio punho
A escrita e suas tecnologias sofrem interessantes metamorfoses, numa ciranda que vai do simples bilhete aos originais de um livro
1 Estranhei muito na primeira vez que escutei a expressão “de próprio punho”. Parecia 2 que eu ia bater em alguém. Não era bem o caso. Foi numa situação bancária, dessas bem 3 burocráticas, e eu devia escrever algo bem breve, mas com minhas mãos. Na verdade, 4 o que importava era a autenticidade da minha caligrafia, que à época ainda era mais 5 fluente e firme. Depois dos teclados de computador, ela rateia bastante. Minha letra, 6 hoje, tem uma espécie de alternância: dia sim, dia não, trêmula e firme, forte e fraca, 7 mais rotunda e mais cheia de arestas. 8 É claro que já escrevi muito mais de próprio punho ou, numa palavra mais bonita, 9 manuscrevi (prefiro a mão ao punho, embora ele também seja usado na tarefa). Mas isso 10 não é um feito individual. Em larga medida, é social. Muita gente sente o mesmo que 11 eu, isto é, escreve bem menos usando as mãos, ou melhor, empregando algum tipo de 12 tecnologia (lápis, caneta etc.) para escrever com grafite ou tinta ou giz ou carvão ou 13 sangue e o que mais. É importante lembrar que ainda há gente que não sabe escrever 14 neste país, neste planeta, mas muita gente sabe e tem um combo de tecnologias mais 15 ou menos à disposição para isso. Sou dessas pessoas privilegiadas que têm várias 16 possibilidades, e uma delas nunca deixou de ser o uso das minhas mãos. Ainda hoje, 17 são elas que batucam meu teclado de computador ou que tocam suavemente duas ou 18 três telas sensíveis. Mas não expressam mais a minha letra. No lugar, aparecem Times 19 New Roman, Arial, Calibri e mais uma centena de “letras” à minha escolha. Eu e Deus 20 e o mundo. 21 A despeito desse rol de chances e ferramentas para escrever, o manuscrito nunca 22 deixou de pintar aqui e ali, muitas vezes como obrigação. Na escola, por exemplo, até 23 hoje ele é soberano. No Enem também. Curioso, não? Fico pensando em que espaços 24 e ocasiões ainda uso minha letra. Olhando ao redor, na minha casa, minha letra está 25 em espaços muito delimitados e específicos: bilhetes. Eles estão principalmente na 26 cozinha, em especial na porta da geladeira, a fim de manter a comunicação com meus 27 coabitantes, sempre muito esquecidos ou relapsos. Mas também há bilhetes em post its 28 na minha mesa do escritório, textinhos em garranchos por meio dos quais me comunico 29 comigo mesma, a evitar um comportamento esquecido e relapso. 30 No escritório, costumo ser mais suave comigo mesma, mas também muito mais 31 lacônica, a ponto de nem eu me entender, se passar o tempo. Em todos os casos vai 32 minha letra, menos e mais redonda, a lápis e a tinta azul, em post its rosa-choque, colados 33 precariamente, e todos com destino à lixeira, em breve. Justo porque eles funcionam 34 como lembretes de tarefas e coisas que devem ser vencidas e, claro, substituídas por 35 outras, num fluxo infinito, às vezes ansiogênico, com que a maioria dos adultos (e mais 36 ainda as adultas) precisa conviver. 37 As formas de escrever mudam, as necessidades também, e o resultado é um elenco 38 complexo, em que nada dispensa nada, a depender da tarefa ou da importância das coisas 39 ou de suas funções, claro. A escrita e suas tecnologias incríveis vão se reposicionando, 40 mudando de status, numa ciranda interessante e importante que pode ser vista à luz de 41 certa diversidade que encontra suas oportunidades e seus efeitos, aqui e ali. Não adianta 42 muito pensar sempre como se tudo fosse excludente. Estão aí minha farta comunicação 43 por bilhetes, minha gaveta alegre de post its de toda cor, esperando para serem usados, 44 e o cheque do cartório, em que quase tudo já é digital. “Do punho ao pixel” não é uma 45 frase filosoficamente correta. O negócio é mais “o punho e o pixel”.
RIBEIRO, A. E. Disponível em: https://rascunho.com.br. Acesso em: 16 jan. 2024 (adaptado).
O recurso linguístico usado para marcar a síntese da opinião da autora sobre a temática desenvolvida foi o(a)
A)emprego da primeira pessoa em “Estranhei muito na primeira vez que escutei a expressão ‘de próprio punho’”. (l. 1)
B)utilização de locução adverbial em “Na verdade, o que importava era a autenticidade da minha caligrafia”. (l. 3-4)
C)uso de pronome possessivo em “Minha letra, hoje, tem uma espécie de alternância”. (l. 5-6)
D)adoção de termo autorreflexivo em “No escritório, costumo ser mais suave comigo mesma”. (l. 30)
E)substituição da expressão “Do punho ao pixel” (l. 44) pela expressão “o punho e o pixel”. (l. 45)
— Vejo, disse ele com algum acanhamento, que o doutor não é nenhum pé-rapado, mas nunca é bom facilitar... Minha filha Nocência fez 18 anos pelo Natal, e é rapariga que pela feição parece moça de cidade, muito ariscazinha de modos, mas bonita e boa deveras... Coitada, foi criada sem mãe, e aqui nestes fundões. [...] — Ora muito que bem, continuou Pereira caindo aos poucos na habitual garrulice, quando vi a menina tomar corpo, tratei logo de casá-la. — Ah! é casada? perguntou Cirino. — Isto é, é e não é. A coisa está apalavrada. Por aqui costuma labutar no costeio do gado para São Paulo um homem de mãocheia, que talvez o sr. conheça... o Manecão Doca... — Não, respondeu Cirino abanando a cabeça. — Pois isso é um homem às direitas, desempenado e trabucador como ele só... fura estes sertões todos e vem tangendo pontes de gado que metem pasmo. Também dizem que tem bichado muito e ajuntado cobre grosso, o que é possível, porque não é gastador nem dado a mulheres. Uma feita que estava aqui de pousada... olhe, mesmo neste lugar onde estava mecê inda agorinha, falei-lhe em casamento... isto é, dei-lhe uns toques... porque os pais devem tomar isso a si para bem de suas famílias; não acha? — Boa dúvida, aprovou Cirino, dou-lhe toda a razão; era do seu dever. TAUNAY, A. d’E. Inocência. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br.
Nesse trecho, ao se referir à sua filha, o pai de Inocência reproduz os ideais românticos, presentes na
A)valorização do ambiente rural na formação moral da mulher.
B)figura decorativa da mulher ante o protagonismo masculino.
C)equivalência de origem social para a harmonia do casal.
D)importância do dote como condição para o casamento.
O Ministério do Esporte no Brasil lançou o programa Maré Inclusiva, em 2024, ano dos Jogos Paralímpicos de Paris. Esse programa visa ampliar as oportunidades para pessoas com deficiência que desejam praticar o surf. O parasurf é a prática do surf adaptada para permitir que pessoas com deficiência pratiquem o esporte em todas as suas categorias, modalidades e manifestações. Para a Secretaria Nacional do Paradesporto, a iniciativa é mais do que um programa de esporte, é uma iniciativa que busca transformar vidas e promover a inclusão por meio do parasurf, criando um legado de igualdade e respeito. Disponível em: www.gov.br/esporte. Acesso em: 6 set. 2024 (adaptado). De acordo com esse texto, o programa voltado ao estímulo da prática do parasurf evidencia a
A)adesão de diferentes países a programas inclusivos.
B)preocupação política em atender a demandas paralímpicas.
C)importância de uma política pública esportiva para a inclusão.
D)eficiência das iniciativas de inclusão em megaeventos esportivos.
E)escassez de investimento em práticas corporais de aventura na natureza.
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