Prova · UEMA 2026

Prova UEMA 2026: questões por disciplina

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O que caiu na prova 2026

Questões da prova UEMA 2026

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UEMA20261a faseQuestao 1PortuguêsInterpretação de textoMedia
Em setembro de 2025, a Revista Bula fez uma seleção feminina suprema da Literatura Brasileira. As três autoras indicadas para este processo seletivo compõem essa escalação, que prima pela qualidade estética, relevância histórica, dentre tantas características fundamentais dessas autoras e de suas obras literárias. Tenha a certeza de que a literatura é força de transformação que nos ajuda a ressignificar nossa visão de mundo. Leia o fragmento de texto sobre o romance para responder às questões 01 e 02. O romance As meninas, de Lygia Fagundes Telles, merece constar entre os mais ousados da literatura brasileira, em primeiro lugar porque discute e relata explicitamente a barbárie dos porões da ditadura enquanto essa ainda estava em vigor no país, reproduzindo corajosamente, e pela primeira vez na ficção do Brasil, um depoimento de tortura de um preso político. [...] Assim, os efeitos da intervenção do regime político na vida individual da burguesia paulistana são amplamente questionados através da íntima trajetória das três amigas no intervalo de tempo em que a história acontece. Ainda que a opressão as afete de maneiras e com forças distintas, considerando as próprias diferenças de personalidade das meninas, o autoritarismo constitucionalizado as cerceia com igual eficiência, mantendo-as em um mesmo cativeiro. [...] Em segundo lugar, a obra é ousada também na forma. [...] Com a acurácia típica do narrador lygiano, as vozes das meninas se misturam, alternando-se sem aviso prévio, reforçando pelos seus próprios discursos a identidade de cada uma delas. Tal alternância frenética, e às vezes inesperada, faz com que o tempo do romance atue de modo muito particular, diferente do tradicional. [...] https://www.literatamy.com/post/as-meninas-lygia-fagundes-telles. Adaptado. Os gêneros textuais podem ser caracterizados, dentre outros fatores, por seus objetivos. O fragmento acima tem característica de um (uma)
  1. A)notícia de jornal, pois busca trazer informações acerca da obra da literatura brasileira indicada.
  2. B)resumo, pois sintetiza as informações mais relevantes da obra clássica brasileira indicada.
  3. C)resenha, pois apresenta uma avaliação crítica da produção literária brasileira indicada.
  4. D)divulgação científica, pois promove a divulgação de estudos literários de um clássico do modernismo brasileiro.
  5. E)sinopse, pois explica os aspectos relevantes de obra literária do modernismo brasileiro.
UEMA20261a faseQuestao 2PortuguêsCoesão e coerência textualMedia
Em setembro de 2025, a Revista Bula fez uma seleção feminina suprema da Literatura Brasileira. As três autoras indicadas para este processo seletivo compõem essa escalação, que prima pela qualidade estética, relevância histórica, dentre tantas características fundamentais dessas autoras e de suas obras literárias. Tenha a certeza de que a literatura é força de transformação que nos ajuda a ressignificar nossa visão de mundo. Leia o fragmento de texto sobre o romance para responder às questões 01 e 02. O romance As meninas, de Lygia Fagundes Telles, merece constar entre os mais ousados da literatura brasileira, em primeiro lugar porque discute e relata explicitamente a barbárie dos porões da ditadura enquanto essa ainda estava em vigor no país, reproduzindo corajosamente, e pela primeira vez na ficção do Brasil, um depoimento de tortura de um preso político. [...] Assim, os efeitos da intervenção do regime político na vida individual da burguesia paulistana são amplamente questionados através da íntima trajetória das três amigas no intervalo de tempo em que a história acontece. Ainda que a opressão as afete de maneiras e com forças distintas, considerando as próprias diferenças de personalidade das meninas, o autoritarismo constitucionalizado as cerceia com igual eficiência, mantendo-as em um mesmo cativeiro. [...] Em segundo lugar, a obra é ousada também na forma. [...] Com a acurácia típica do narrador lygiano, as vozes das meninas se misturam, alternando-se sem aviso prévio, reforçando pelos seus próprios discursos a identidade de cada uma delas. Tal alternância frenética, e às vezes inesperada, faz com que o tempo do romance atue de modo muito particular, diferente do tradicional. [...] https://www.literatamy.com/post/as-meninas-lygia-fagundes-telles. Adaptado. Os gêneros textuais podem ser caracterizados, dentre outros fatores, por seus objetivos. O fragmento acima tem característica de um (uma) No texto argumentativo, a sequência de ideias contribui para a progressão temática. No fragmento, essa progressão é, sobretudo, marcada pela
  1. A)recorrência de expressões adverbiais e conjuntivas que materializam a ordem dos argumentos.
  2. B)frequência de tempos verbais no subjuntivo que marcam posições argumentativas variadas.
  3. C)omissão do sujeito das ações que determina alto grau de subjetividade no fluxo de informações.
  4. D)justaposição de orações e de períodos que relacionam a tese aos contra-argumentos que a sustentam.
  5. E)presença de adjetivos que caracterizam o fluxo de informações secundárias ao longo do texto.
UEMA20261a faseQuestao 3PortuguêsLiteratura brasileira contemporâneaMedia
Há total evidência de que a mulher sofreu um grande apagamento durante vários acontecimentos no Brasil e no mundo. Na história da luta contra a ditadura militar, não poderia ser diferente. Todo o mérito da luta é dado aos homens, os livros que relatam esse período histórico confirmam essa afirmativa. Em As Meninas, essa característica se reverte porque o discurso do (da)
  1. A)narrador da pós-modernidade é um instrumento de comunicação e de interação social. Apesar de não cumprir o papel de transmitir conhecimentos e a cultura de uma comunidade, ele relativiza a relação entre o processo social democrático e a função da mulher na sociedade.
  2. B)personagem Lorena questiona a situação de alto poder social. Apesar de não apresentar desejo de sair de sua situação confortável para efetuar qualquer mudança na sociedade, Lorena demonstra o processo social como ferramenta de opressão feminina.
  3. C)personagem Ana Clara revela seu sofrimento e sua vulnerabilidade econômica. Apesar de não aceitar sua origem em uma família desestruturada, Clara luta contra a obsessão econômico-financeira por se tornar rica.
  4. D)personagem Lia vai de encontro ao patriarcalismo e ao autoritarismo da época. Apesar de não ter feito parte de nenhum grupo do movimento feminista, Lia enfatiza vários questionamentos sobre o papel da mulher na sociedade.
  5. E)narrador contemporâneo centra-se em situação de exposição das fragilidades humanas. Apesar de não evidenciar a hipocrisia da Igreja, o episódio de relacionamento do padre com uma mulher e a consequente gravidez revela a visão sobre essas fragilidades.
UEMA20261a faseQuestao 4PortuguêsFiguras de linguagemMedia
O fragmento a seguir trata das lembranças de Ana Clara acerca de uma construção onde sua mãe vendia marmitas e se prostituía, menciona, de forma implícita, ainda, relação abusiva que sofreu com o dentista Dr. Algodãozinho. Leia-o para responder às questões 04 e 05. A mão gelada e a fala quente mais rápida a ponte. A ponte. Fechei a boca, mas ficou aberta a memória do olfato. A memória tem um olfato memorável. Minha infância inteira é feita de cheiros. O cheiro frio do cimento da construção mais o cheiro de enterro morno daquela floricultura onde trabalhei [...] O vômito das bebedeiras daqueles homens e o suor e as privadas mais o cheiro do Doutor Algodãozinho. Somados, pomba. Aprendi milhões com esses cheiros mais a raiva tanta raiva tudo era difícil só ela fácil. Cabecinha de enfeite. [...] (Telles, 2009, p.41) Ao narrar suas lembranças, no fluxo narrativo, são mobilizadas diferentes estratégias de composição. O principal recurso expressivo empregado para a construção da imagem memorialística no fragmento é a
  1. A)hipérbole do medo.
  2. B)sinestesia das sensações.
  3. C)personificação dos desejos.
  4. D)analogia entre horror e asco.
  5. E)hipálage dos sentimentos.
UEMA20261a faseQuestao 5PortuguêsVariação linguística e registroMedia
O fragmento a seguir trata das lembranças de Ana Clara acerca de uma construção onde sua mãe vendia marmitas e se prostituía, menciona, de forma implícita, ainda, relação abusiva que sofreu com o dentista Dr. Algodãozinho. Leia-o para responder às questões 04 e 05. A mão gelada e a fala quente mais rápida a ponte. A ponte. Fechei a boca, mas ficou aberta a memória do olfato. A memória tem um olfato memorável. Minha infância inteira é feita de cheiros. O cheiro frio do cimento da construção mais o cheiro de enterro morno daquela floricultura onde trabalhei [...] O vômito das bebedeiras daqueles homens e o suor e as privadas mais o cheiro do Doutor Algodãozinho. Somados, pomba. Aprendi milhões com esses cheiros mais a raiva tanta raiva tudo era difícil só ela fácil. Cabecinha de enfeite. [...] (Telles, 2009, p.41) Ao narrar suas lembranças, no fluxo narrativo, são mobilizadas diferentes estratégias de composição. O principal recurso expressivo empregado para a construção da imagem memorialística no fragmento é a O uso das expressões “Somados, pomba” e “Cabecinha de enfeite” imprimem no fragmento, além de um registro coloquial, um tom
  1. A)confuso.
  2. B)conflituoso.
  3. C)questionador.
  4. D)surpreso.
  5. E)avaliativo.
UEMA20261a faseQuestao 6PortuguêsFluxo de consciência na narrativaMedia
O fragmento de texto que é um exemplo típico de fluxo da consciência, peculiaridade do romance de Fagundes Telles, mantendo a coerência textual, é o seguinte:
  1. A)"Num salto elástico, Lorena se atirou na cama de ferro dourado, da cor do papel da parede. Ensaiou alguns passos de dança, levantou a perna até tocar com o pé descalço na barra de ferro e saltou para cair na estreita listra azul do tapete de juta. Aprumou-se, sacudiu a cabeleira para trás e olhando em frente foi se equilibrando na listra até chegar ao toca-discos." [...] (p.10).
  2. B)"— Então se levanta — decido e me ajoelho diante dela. Sacudo-a pelos ombros, parece que ficou criança de novo, ô, se voltar com a mãe vai ficar mais criança ainda. — Você tem que viver sua vida ao seu modo e não do modo que os outros decidirem, ô, Lena, Lena, não sei explicar, mas aquela história do Tempo devorando os filhos, não é o deus Cronos? Ele mesmo ia parindo e ele mesmo ia devorando tudo. Mas de verdade não é o Tempo que engole a gente, é um tipo de mãe como a sua. Um pouco como a minha, também." [...] (p.176).
  3. C)"Ele beijou repetidas vezes a boca de Ana Clara, ajeitou-lhe meigamente o cabelo em desordem e rolou sobre seu corpo como se rolasse sobre uma duna de areia. Estendeu-se de bruços, a cara afundada no travesseiro. Deixou pender o braço para fora. A mão tocou no tapete, pesquisando com a cautela de uma aranha, os dois dedos cegos esticados num movimento de antenas. Contornou o cinzeiro onde um toco queimava, retraiu-se e numa queda inspirada caiu certeiro sobre o copo." [...] (p.35).
  4. D)"Fico de joelhos no banco e empurro Ana Clara para as mãos estendidas de Lião. A cabeça tomba e me fere o lábio, quase digo, Cuidado Aninha! Quando desço, Lião a enlaça como se fossem sair dançando as duas, o braço estendido para a frente procurando agarrar-lhe a mão. Conseguiu, palma contra palma. Flexionou-o e trouxe-o para o ombro num movimento tão doce que por um instante tive a sensação de que Ana Turva, comovida, resolvera colaborar, enlaçando-a." [...] (p.190).
  5. E)"— A senhora queria mesmo? Abriu o sorriso amarelo-esverdinhado, a dentadura tem um vago tom vegetal. Cheirou as margaridas e a cara continuou pouco inspirada. — Na adolescência eu quis ser Santa Teresinha, era meu modelo. Fiz tudo o que ela fez, cheguei até a pintar uns quadrinhos a óleo, acredita? Não consegui ter a febre, minha saúde foi sempre excelente. Depois quis ser Santa Teresa d’Ávila. Mais difícil realmente. Fico olhando o teto." [...] (p. 103).
UEMA20261a faseQuestao 7PortuguêsLiteratura brasileira (As Meninas)Media
Analise as assertivas a seguir sobre o romance As Meninas, avaliando-as como verdadeiras (V) ou falsas (F) I. Em As Meninas, o contexto sociopolítico-cultural é ampliado pelo mergulho na interioridade de três tendências subjetivas, que permite ao leitor adentrar melhor na época retratada, entendendo-a, paradoxalmente, tanto como registro ou resgate de uma memória do país, quanto como ficcionalização dos fatos do passado. ( ) II. Paralelamente ao registro de abuso do poder e da supressão da liberdade, corolários do regime militar, também aparece representada, em As Meninas, a modernização das relações sociais, ao trazer como abordagem temas como aborto, virgindade, sexo livre, homossexualidade, drogas, divórcio, tornando o seu modo narrativo em permanente atualidade. ( ) III. As Meninas é exemplo de texto ficcional que retrata o que realmente aconteceu, mesclando com o que poderia ter acontecido, pautado na veracidade dos fatos, sem deixar de trazer a verossimilhança interna da narrativa e na imaginação que amplia, suplanta, renova, pois traz a representação de época, na medida em que incorpora a historicidade dos fatos humanos. ( ) IV. O caráter polifônico do jogo narrativo é garantido pela alternância bastante natural entre um narrador em primeira pessoa e as narrações em terceira pessoa das protagonistas, marcado pelo fluxo de consciência, ou seja, a quebra radical da linearidade narrativa, um dos aspectos marcantes dessa obra pós-modernista. ( ) V. As Meninas é considerado um romance pós-modernista por sua estrutura narrativa fragmentada, com múltiplos pontos de vista e fluxos de consciência que revelam a subjetividade das personagens e a complexidade da realidade no Brasil dos anos 1970, abordando a fragilidade da verdade, a metalinguagem e o questionamento das grandes narrativas. ( ) A sequência correta em relação à condição de verdade das assertivas é
  1. A)(F) (V) (F) (V) (F)
  2. B)(V) (F) (V) (V) (V)
  3. C)(V) (V) (F) (F) (V)
  4. D)(F) (F) (F) (F) (V)
  5. E)(V) (F) (V) (F) (F)
UEMA20261a faseQuestao 8PortuguêsIntertextualidade entre linguagensMedia
A imagem ao lado é a reprodução do quadro de Velázquez, intitulado As Meninas. Um dos motivos para o grande apelo dessa obra produzida no auge da maturidade do artista está em sua composição, capaz de transportar o espectador para dentro do quadro. O pintor retratou-se na tela, inclinado ligeiramente, para melhor observar seus modelos. A relação entre a pintura de Velázquez e o romance de Lígia Telles não está centrada na coincidência de título das duas obras, mas na sua finalidade, em sua composição. Na comparação entre as duas obras, pode-se concluir que, da mesma forma que o pintor, a autora Lígia Telles, com sua As Meninas, Museu do Prado, Espanha narrativa, leva o leitor por meio da linguagem
  1. A)poética, formada pelo enredo e pelo tempo específico das ações narrativas, a aprofundar as situações sociais, vivenciando a realidade política às situações de época dos anos setenta.
  2. B)literária, articulada com o enredo que se desenrola por semanas, para depreender a intensidade dos episódios vividos pelos personagens, orientados pelo discurso indireto livre.
  3. C)emotiva, projetada no exterior do protagonista o que lhe é interno, a projetar os sonhos romanticamente idealizados, transformando a revolução social em ideal pessoal.
  4. D)conativa, articulada nos tradicionais estereótipos que recaem sobre o sexo feminino, para adentrar na complexidade e nas contradições naturais dessas personagens, como se elas fossem pessoas reais, com vícios e com virtudes.
  5. E)metalinguística, formada pela composição por planos e por personagens, a unir o discurso particular ao coletivo, potencializando ações individuais ao contexto da sociedade.
UEMA20261a faseQuestao 9PortuguêsConto (Marina Colasanti)Media
A Dama do Leque, o primeiro conto do livro Entre a Espada e a Rosa, de Marina Colasanti, descreve uma mulher que vive eternamente na superfície de um leque, tocando um instrumento para garças enquanto um vulcão no fundo fuma. Em uma análise da estrutura da narrativa, o trecho que contempla a apresentação dos fatos iniciais, parte na qual se situa o leitor diante da história que será lida, é o seguinte:
  1. A)“Era uma dama de quimono que vivia na superfície pregueada de um leque de papel. Não vivia sozinha. Pousada atrás dela, uma garça cravava a longa perna de coral na água de um lago. Enquanto no canto esquerdo, outra garça voava. Sem chuva ou neve que viessem alterar a paisagem, sem frutos que substituíssem as flores do pessegueiro, a dama e suas garças pareciam paradas no tempo.”
  2. B)“Bastava, porém, que o mandarim abrisse outra vez o leque, para que todos despertassem. As pequenas ondas do lago brilhavam como se algum vento lhes chegasse das montanhas. Voava a garça sem sair do lugar. A dama de longos cabelos tocava o instrumento que tinha sobre os joelhos, tangendo as cordas com dedos pálidos. Que calorento era aquele mandarim! A todo momento, rraac! abria o leque, [...]”
  3. C)“Com ela, os dias tornaram-se longos, às vezes longuíssimos para a dama de quimono. Tocava seu instrumento, olhava as aladas companheiras, e assim se distraía. Porém, as garças, sem nada para fazer, sem poder pescar, trançar ninho ou acasalar-se, começaram a achar o céu de papel cada vez mais limitado, a amplidão além dele cada vez mais tentadora.”
  4. D)“E chegou um dia em que a garça do canto esquerdo, aquela que desde sempre mantinha as asas abertas, agitou-se de leve, depois com mais vigor, e adejando enfim livre, voou para fora do leque. Durante aquele dia e nos que se seguiram, a dama esperou por ela, tocando sua doce música. Mas a garça não voltou. “
  5. E)“Aquela noite, ainda olhou com encantamento antes de dormir. Depois apagou a luz e fechou os olhos. Dorme a dona do leque, dorme a casa. Mas na superfície de papel um vulcão fumega, enquanto uma dama de quimono toca para suas garças a suavíssima música de um instrumento de cordas.”
UEMA20261a faseQuestao 10PortuguêsConto (Marina Colasanti)Media
O conto “O reino por um cavalo” é a história de um rei, dono de um cavalo que só se alimentava de moedas de ouro, fazendo com que todos os recursos do castelo se esgotassem, e o rei tivesse de criar novos impostos. Mesmo assim, chegou o momento em que não havia moeda alguma no reino. O final do conto é surpreendente porque leva à reflexão sobre
  1. A)a participação na sustentação de sistemas que exploram a população, alimentados no nosso dia a dia, representados pelos "cavalos", metáfora da vaidade.
  2. B)a simbologia de um retorno à épica romântica, com um término idealizado, marcado pelo distanciamento da violência, metonímia da exploração do convívio humano.
  3. C)o encerramento abrupto, sem o leitor conhecer o que se sucede quanto à revelação da “identidade” do Rei e do grão-curador, metáforas do autoritarismo.
  4. D)o retrato da crueldade nas narrativas contemporâneas que revelam, de forma metonímica, o ardil dos “poderosos” para enganarem a população.
  5. E)a intenção de se verem as relações de mera aparência transformadas, ampliando a consciência das relações humanas.
UEMA20261a faseQuestao 11PortuguêsConto (Marina Colasanti)Media
No conto “O castelo que se vai”, Colasanti constrói dois reinos, administrados pelo Rei do Nada e pelo Rei Ráiç, também conhecido como Rei do Tudo. Leia o fragmento a seguir: “E porque o rei nada possuía, nem mesmo um mínimo pedacinho de terra, a qualquer sopro de vento, lá se ia o castelo com toda a sua corte, etérea arquitetura flutuando no azul. Pousava quando amainasse o vento. Ora era visto num pico escarpado, ora surgia à beira do mar ou assentava-se na planície. Nada o prendia a lugar algum. E o mundo inteiro era seu reino. “(Colasanti, 2009 p. 38) As escolhas semânticas do fragmento com os termos nada possuía / mínimo pedacinho de terra / nada o prendia a lugar algum, que caracterizam aventuras do rei do Nada, levam o leitor a perceber que, em seu reino, não havia
  1. A)exploração de aspectos de inferioridade; as pessoas mais novas não se sentiam predestinadas a mudar o futuro.
  2. B)diferenciação entre a esperteza e a astúcia; as pessoas não venciam esses males, a não ser por meio do equilíbrio de sentimentos.
  3. C)ascensão na escala social; as pessoas não se mantinham no nível social, a não ser pelo maior enobrecimento dos poderosos.
  4. D)imposição de um modus vivendi caracterizado pelo destino; as pessoas não concebiam uma força essencial para a realização de seu eu.
  5. E)preocupação com riqueza; as pessoas eram livres, não ficavam aprisionadas a valores materiais.
UEMA20261a faseQuestao 12PortuguêsGêneros literários: conto de fadasMedia
No dizer de Colasanti, "Contos de fadas são, como poesia, as pérolas da criação literária. [...] referindo-me a conto de fadas verdadeiro, não a qualquer conto que só por ter príncipe, donzela e dragão se pretende um conto de fada. Conto de fada verdadeiro serve para qualquer idade, em qualquer tempo. O que comove. O que não morre." Entrevista a Eliane Yunes. In: Entre a Espada e a Rosa. Uma característica dos contos de fadas, que, fundamentalmente, evidencia a obra de Colasanti é
  1. A)a onipresença da metamorfose, que está ligado à ideia de preservação da humanidade e do universo, o que preocupa o ser humano desde os primórdios (o mundo real), ligado à crença de que todas as formas humanas são misturadas (seres fabulosos).
  2. B)a presença da intervenção mágica, ligada à simbologia esotérica dos números que influencia as religiões e as filosofias antigas, revelando as tarefas sobre-humanas a serem realizadas (a força do destino).
  3. C)a presença da mulher, que representa uma força primordial, necessária, de poder, de dispor da vida, de conter em si o futuro (a fada) e, ao mesmo tempo, temida, que corta o fio do destino, frustra a realização do ser (a bruxa).
  4. D)a onipresença do mistério e do interdito (a fantasia), algo forte para ser superado, decifrado ou vencido pelo herói (a majestade), que deve conceder a mão da filha em casamento, pondo em desafio as intenções do pretendente.
  5. E)a presença constante da fatalidade que muda o curso da narrativa, resolvendo, de forma rara, a sorte dos seres mágicos e prodigiosos na resolução dos problemas da vida (o destino).
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